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6 PROPOSTA DE MIGRAÇÃO

6.4 CONVERGÊNCIA DAS REDES DE VOZ E DADOS

6.4.1 Telefonia IP

O tráfego de voz sobre uma rede de dados puramente IP é convencionalmente denominado de telefonia IP (Internet Protocol). O serviço telefônico convencional, o Plain Old Telephone Service – POTS , está dando lugar à modernização, integração de serviços e a convergência entre dois tipos fundamentalmente diferentes de tecnologia : voz e dados. O Internet Protocol é atualmente o destaque dos protocolos sobre o qual, virtualmente, todas as aplicações procuram se tornar parte integrante da nova rede convergente. (JESZENSKY, P.J.E. 2004).

O protocolo Internet (TCP/IP) fornece as bases para uma integração entre redes,.

possibilitando o oferecimento de uma vasta gama de serviços aos usuários na qual a voz é parte integrante de um agregado de soluções suportadas por esta tecnologia, como mostra a figura 6.3

Esta tecnologia vem se firmando como a que mais faz convergência devido às novas funções trazidas das redes de dados para a rede de telefonia.

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Figura 6.3 – Aplicações do protocolo IP na convergência de redes de comunicações Fonte:Compendium IP-Convergence IDG (2003)

Nos ambientes corporativos que disponham de infra-estrutura de voz e dados distintas é possível, mediante a integração desses sistemas, se utilizar da rede de dados para o tráfego de voz denominado nesta situação de VoIP (Voice Over Internet Protocol), ou voz sobre o protocolo IP.

Esta tecnologia, baseada em padrões abertos de comunicação, possibilita a convergência das redes acima mencionadas,. A evolução dos sistemas , bem como o desenvolvimento de SOFTWARES específicos para aplicações VoIP, possibilita, dentre outras facilidades, o tráfego de sinais de voz através da INTERNET.

A adoção da telefonia IP nas organizações ocorre, na grande maioria dos casos, devido à potencial redução com os custos de telecomunicações, tendo em vista a otimização do uso de uma mesma rede para a convergência de serviços voz, dados, e imagens.

A evolução dos sistemas PABX ,inicialmente eletromecânicos, onde o elenco de facilidades operacionais e principalmente integração com outros sistemas era extremamente limitada para os sistemas com controle por programa armazenado digitais (CPA-T), permitiu uma abrangência e integração maior com outros sistemas.

Estes PABX CPA-T estão presentes nas empresas desde o início dos anos 80, introduzindo com a técnica digital um agregado de facilidades até então não disponíveis nos sistemas eletromecânicos. A despeito das redes de dados presentes nas organizações, a sua

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operação era de forma isolada, não integrada as essas redes. O advento da tecnologia IP com a conseqüente convergência das redes levou a maioria dos fabricantes a desenvolver e introduzir nos seus sistemas um conceito de migração de plataformas para essa tecnologia, produzindo assim uma mudança em sua arquitetura rumo ao denominado “PABX HÍBRIDO”.

As redes convergentes reúnem diversos aspectos tais como

• Convergência de payload - Transporte de diferentes tipos de informação, utilizando-se do mesmo formato, como, por exemplo, transportar dados e voz no mesmo formato de pacote;

• Convergência de protocolo - É a mudança do uso de multiprotocolos para um único protocolo, neste caso, IP;

• Convergência física - Ocorre quando as informações trafegam pelos mesmos equipamentos da rede física. Mecanismos de priorização e reserva de recurso podem ser utilizados para prover a qualidade necessária às aplicações;

• Convergência de dispositivo - Descreve a tendência dos dispositivos de rede em suportar diferentes tecnologias. Desta forma, um switch pode suportar transmissão de pacotes Ethernet, roteamento IP, e comutação ATM;

• Convergência de Aplicação - Trata o surgimento de aplicações que integram funcionalidades que antes trabalhavam separadamente. Por exemplo, browsers permitem incorporação de plug-ins habilitando páginas Web no transporte de áudio, vídeo, gráficos de alta resolução e inclusive voz;

• Convergência de arquiteturas - Trata o movimento em direção às arquiteturas comuns de rede para satisfazer requisitos tanto de redes locais como de redes de longa distância;

• Convergência organizacional - Centralização de recursos de rede, telecomunicações e serviços sob uma mesma autoridade, provendo uma estrutura de gerenciamento única.

É importante destacar que quando a convergência ocorre em nível físico , de dispositivo ou de arquitetura, sua prática está intimamente ligada à economia de recursos financeiros, enquanto que a convergência de aplicação (Unified Messaging, Web Call Centers, CTI) representa o poder de geração de recursos financeiros. Logicamente, a convergência de aplicação se beneficia da convergência baseada na infra-estrutura da rede.(SOARES, L.C; FREIRE, A. V., 2002).

Com vistas à otimização dos sistemas legados, em se tratando de convergência esta pode ser caracterizada complementarmente dentre os aspectos anteriores, por tratar de

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convergência de redes, ligada à utilização de uma mesma infra-estrutura de rede, como mencionado, convergência de terminais, possibilitando ao usuário uma gama de terminais adequados ao perfil de cada usuário, até então restritos aos aparelhos telefônicos com funções convencionais, além da convergência de aplicações tais como correio de voz, email, roteamento inteligente de chamadas de acordo com o perfil de um agente de um sistema de atendimento a clientes etc..

A convergência IP conduz a uma transformação de redes e sistemas até então independentes rumo a uma infra-estrutura integrada e interdependente. (YOUNGBERG, S. – 2002). A figura 6.4 expressa essa evolução.

Infra-estruturas especializadas

•Dispositivos de rede separados

•Redes separadas

•Aplicações separadas

Infra-estruturas interdepedentes

•Dispositivos de rede comuns

•Redes separadas

•Plataformas comuns

•Aplicações interligadas

Infra-estruturas convergentes

•Dispositivos de acesso comuns

•Redes integradas

•Plataformas unidas

•Aplicações integradas

Infra-estruturas especializadas

•Dispositivos de rede separados

•Redes separadas

•Aplicações separadas

Infra-estruturas interdepedentes

•Dispositivos de rede comuns

•Redes separadas

•Plataformas comuns

•Aplicações interligadas

Infra-estruturas convergentes

•Dispositivos de acesso comuns

•Redes integradas

•Plataformas unidas

•Aplicações integradas

Infra-estruturas especializadas

•Dispositivos de rede separados

•Redes separadas

•Aplicações separadas

Infra-estruturas interdepedentes

•Dispositivos de rede comuns

•Redes separadas

•Plataformas comuns

•Aplicações interligadas

Infra-estruturas convergentes

•Dispositivos de acesso comuns

•Redes integradas

•Plataformas unidas

•Aplicações integradas

Infra-estruturas especializadas

•Dispositivos de rede separados

•Redes separadas

•Aplicações separadas

Infra-estruturas interdepedentes

•Dispositivos de rede comuns

•Redes separadas

•Plataformas comuns

•Aplicações interligadas

Infra-estruturas convergentes

•Dispositivos de acesso comuns

•Redes integradas

•Plataformas unidas

•Aplicações integradas

Figura 6.4 – Evolução para a convergência IP Fonte: YOUNGBERG, S. (2000) adaptada pelo autor

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