Caracteri PTE 1 PTE 2 PTE 3 PTE 4 PTE 5 PTE 6 P
Idade 32 34 36 35 25 20 0.022
Sexo M M M F M M <0.001
Loc VA LE LE PLE PSE/LE LE PLE <0.001
PREAms 250 280 230 210 250 290 0.023
TRVA CCL 300 310 280 255 275 295 0.035
RRM-FA ms A A 300 250 260 288 NS
FC-FA bpm 260 270 280 275 255 260 <0.001
Pode a amiodarona influenciar o resultado da cardioversão elétrica da fibrilação atrial?
PAULO ALEXANDRE DA COSTA, RAQUEL J. P. BRITO, CARLOS R C FERRO, STEVIE J HORBACH, BRUNO P VALDIGEM, NILTON J C SILVA, FABIO B F C G PEREIRA, RONALDO P MELLO, CRISTIANO DIETRICH, CHARLES DALEGRAVE, CLAUDIO CIRENZA, ANGELO A V PAOLA.
UNIFESP/ EPM São Paulo SP BRASIL.
Introdução: O uso de anti-arrítmicos previamente à cardioversão elétrica (CVE) da fibrilação atrial (FA) pode aumentar a taxa de sucesso dessa técnica e prevenir a recorrência precoce da arritmia. Objetivo: avaliar os efeitos da administração da amiodarona sobre o sucesso da CVE em pacientes com FA persistente. Métodos: 62 pacientes , divididos em 2 grupos. Grupo 1, com 33 pacientes que se submeteram à CVE sem uso prévio de amiodarona; Grupo 2, com 29 pacientes que se submeteram à CVE após administração prévia de amiodarona. Os 2 grupos foram adequadamente anticoagulados. Análise estatística: para as varáveis contínuas utilizou-se o teste t de Student e para as categóricas, o qüi-quadrado, admitindo-se significância estatística com p ≤ 0,05. Resultados: Os grupos eram semelhantes quanto à idade, sexo, fração de ejeção do ventrículo esquerdo, tamanho do átrio esquerdo e tempo de duração da FA. Não houve diferença quanto à taxa de sucesso da CVE nos grupos avaliados (75 % x 65 % - p = 0,54). A energia cumulativa da CVE foi maior no Grupo 2 (452 ± 273 J x 300 ± 216 J - p = 0,04). Conclusão: 1) A administração prévia de amiodarona não influenciou o sucesso da CVE; 2) A energia cumulativa aplicada em pacientes em uso de amiodarona foi maior que em pacientes que não utilizaram esse fármaco.
Uso do acesso venoso axilar para implante de eletrodos de marcapassos e desfibriladores
EDUARDO B SAAD, FERNANDA D C FERREIRA, IEDA P COSTA, FABIOLA O. VERONESE, PAULO MALDONADO, LUIZ EDUARDO MONTENEGRO CAMANHO.
Hospital Pró-Cardíaco Rio de Janeiro RJ BRASIL.
Introdução: A punção de veia axilar é uma estratégia descrita para o acesso venoso de eletrodos de marcapassos e desfibriladores, por ser de fácil acesso e associada a menor taxa de complicações quando comparada ao uso da veia subclávia e/ ou dissecção de veia cefálica (pneumotórax e lesão do eletrodo). Objetivo: Avaliar a segurança e eficácia do uso rotineiro da punção da veia axilar no implante de eletrodos de dispositivos implantáveis. Métodos: 241 pacientes consecutivos submetidos ao implante de dispositivos implantáveis através de acesso venoso axilar. A punção foi feita sob visão fluoroscópica, utilizando-se como referência anatômica o primeiro arco costal anterior. Resultados: 166 marcapassos dupla-câmara e dupla-câmara única (68,8%), 38 desfibriladores (CDI) (15,8%), 28 marcapassos ressincronizadores (BiV) (11,7%) e 9 CDI+BIV (3,7%) foram implantados com sucesso através desta técnica. Não houve casos de pneumotórax/ hemotórax.
Em 6 pacientes não foi possível a punção da veia axilar sem que fosse realizada venografia prévia para sua localização anatômica (2,5%), e houve 12 punções acidentais da artéria subclávia (5%). Apenas um paciente submetido a CDI câmara única apresentou trombose venosa do membro superior esquerda (0,4%) e teve que ser anticoagulado. Após acompanhamento médio de 18 meses, não há nenhum caso de lesão do revestimento do eletrodo (‘síndrome da subclávia prensada’).
Conclusão: O implante de eletrodos através do acesso a veia axilar é seguro e eficaz, minimizando o risco de pneumotórax e de lesão do eletrodo.
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Ablação de taquicardia ventricular por via epicárdica guiada por potenciais tardios em ritmo sinusal em paciente com desfibrilador implantável e cardiopatia isquêmica
EDUARDO BENCHIMOL SAAD, FERNANDA D C FERREIRA, IEDA P COSTA, FABIOLA O. VERONESE, PAULO MALDONADO, LUIZ EDUARDO MONTENEGRO CAMANHO.
Hospital Pró-Cardíaco Rio de Janeiro RJ BRASIL.
Masculino de 46 anos com história de IAM de parede anterior tratado com Streptokinase evoluindo com grave disfunção do VE (FE = 18%) e acinesia da parede anterior. Cinecoronariografia não mostrou lesões coronarianas. Há 6 anos foi implantado CDI monocameral devido a TV. Evoluiu com choques apropriados apesar do uso de Amiodarona (600 mg) + Mexiletine. Submetido a Estudo Eletrofisiológico (EEF), porém a estimulação ventricular só induzia fibrilação ventricular (FV).
Realizado mapeamento endocárdico convencional do VE em ritmo sinusal, porém não foram localizadas áreas de baixa voltagem. Realizado upgrade para estimulação biventricular e manutenção do tratamento clínico. Após 1 ano começou a apresentar episódios freqüentes de pré-síncope. Interrogação demonstrou 89 episódios de TV em 3 meses, sendo 72 revertidos por estimulação rápida; 3 foram revertidos com choque e os outros 14 foram não-sustentados. Realizado novo EEF, porém só se induzia FV. Realizado acesso epicárdico por punção subxifóide para mapeamento com cateter de 4mm, sendo evidenciada extensa região de baixa voltagem nas paredes anterior e lateral do VE com potenciais tardios (diastólicos) em ritmo sinusal. Foram realizadas 28 aplicações de radiofreqüência (50Watts, 60º durante 60-90 segundos) em todas as regiões com estas características, com desaparecimento dos potenciais tardios. O pt foi mantido com Amiodarona 200 mg. Durante acompanhamento de 10 meses o pt permanecia assintomático, sem nenhum episódio de TV registrado pelo CDI. Conclusões: A cicatriz provocada por IAM pode ser restrita a porção epicárdica do VE. A ablação por cateter em ritmo sinusal guiada por potenciais tardios pode ser efetiva para o tratamento quando não se consegue induzir arritmias mapeáveis.
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Flutter atrial: fatores relacionados à localização do circuito reentrante LUIZ EDUARDO MONTENEGRO CAMANHO, IEDA P COSTA, FERNANDA D C FERREIRA, FABIOLA O. VERONESE, PAULO MALDONADO, EDUARDO B SAAD.
Hospital Pró-Cardíaco Rio de Janeiro RJ BRASIL.
Fundamento: o flutter atrial (FlA) é uma macroreentrada e pode apresentar diversos mecanismos eletrofisiológicos e aspectos eletrocardiográficas. Objetivo:
o objetivo do estudo foi definir fatores clínicos e/ou eletrocardiográficos relacionados à localização do circuito macroreentrante. Delineamento: trata-se de um estudo retrospectivo observacional. Pacientes: 86 pacientes (pt) não-consecutivos portadores de FlA e submetidos a ablação por cateter foram divididos em 2 grupos:
Grupo I – 72 pt (84%) portadores de FlA istmo-dependente. A idade média foi de 66 anos sendo 62 pt (92%) do sexo masculino. Havia cardiopatia estrutural em 25 pt (35%) e a taxa de sucesso foi de 97% (70 pt). Em 61 pt (85%) havia documentação de FlA típico (ondas F negativas em D2, D3 e aVF com aspecto serrilhado e positivas em V1). Grupo II – 14 pts (16%) portadores de FlA não-istmo dependente. A idade média foi de 75 anos sendo 5 pt (36%) do sexo masculino. Havia cardiopatia estrutural em 11 pt (79%) e a taxa de sucesso foi de 86% (12 pts). Em 3 pt (22%) havia documentação de FlA típico. Métodos: as seguintes variáveis foram analisadas: 1.
presença de cardiopatia; 2. sucesso do procedimento; 3. documentação de FlA típico.
A análise estatística utilizada foi o teste exato de Fischer. Resultados: no grupo II os locais críticos perpetuadores da arritmia foram os seguintes: átrio esquerdo (5 pts-36%); parede lateral do átrio direito (7 pts-50%), sendo que em 3 destes pts havia atriotomia prévia; seio coronário (1 pt-7%); septo atrial direito e parede lateral do AD (atriotomia) em 1 pt (7%). De todas as variáveis estudadas, a presença de cardiopatia apresentou correlação significativamente estatística com o grupo II (FlA não-istmal) e o registro de FlA típico apresentou correlação significativamente estatísitca com o grupo I – FlA istmal (p < 0,05). Conclusão: diante de pt portador de FlA, a presença de cardiopatia sugere que o mecanismo deva ser não-istmal e o registro de FlA típico sugere um mecanismo istmal da macroreentrada.
Resumos Temas Livres
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Avaliação eletrofisiológica da função do nó sinusal e atrioventricular em pacientes portadores da forma crônica da cardiopatia chagásica e sua correlação com indutibilidade de taquicardia ventricular
CARLOS ROMÉRIO COSTA FERRO, RONALDO PEIXOTO DE MELLO, CHARLES DALEGRAVE, LUCIANO MARCELO BACKES, CRISTIANO DIETRICH, PABLO MARANHÃO, PAULO ALEXANDRE DA COSTA, RAQUEL J. P. BRITO, STEVIE JORGE HORBACH, MARCELO CARRIJO FRANCO, CLAUDIO CIRENZA, ANGELO AMATO VINCENZO DE PAOLA.
Escola Paulista de Medicina/UNIFESP São Paulo SP BRASIL.
Fundamentos: A forma crônica da cardiopatia chagásica (CC) é marcada principalmente por vários graus de disfunção miocárdica e distúrbios do ritmo, como as anormalidades na condução atrio/intraventricular e as arritmias ventriculares.
Entretanto, pouco se conhece sobre o comprometimento da função sinusal nestes pacientes. Objetivos: Avaliar se a disfunção sinusal ou atrioventricular possui relação com a indutibilidade de taquicardia ventricular no estudo eletrofisiológico (EEF) em chagásicos crônicos. Metodologia: Entre jan/06 a fev/07, foram avaliados 35 pcts com a forma crônica da CC submetidos ao EEF por síncope, TVNS ou palpitações taquicárdicas sugestiva de taquicardia ventricular (TV). Todos pacientes possuíam 5 ½ vida livre de antiarrítmicos. Foram excluídos aqueles portadores de FA, marcapasso, além das contra-indicações formais para o exame. Foi realizada medidas basais, do TRNSC, dos intervalos AH e HV, além da estimulação ventricular programada com até 3 extraestímulos em 2 sítios, sem e com isoproterenol. Para análise estatística utilizou o Teste T para variáveis contínuas e Chi quadrado para as categóricas com P significativo ≤ 0,05. Resultados: A idade da população foi 53±10.
O sexo feminino foi prevalente com 54%. A fração de ejeção dos pacientes analizados foi de 46±16. Na análise univariada, somente o intervalo HV prolongado apresentou significância estatística quanto a indução de TV (36%, p=0,04). Conclusão: O TRNSC e o AH não apresentaram relação com indutibilidade de TV. O intervalo HV prolongado foi preditor de indutibilidade de TV no EEF na análise univariada.
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Análise do perfil anatômico (mundo real) dos últimos 200 pacientes submetidos consecutivamente ao tratamento percutâneo coronário em um hospital comunitário
TIAGO PORTO DI NUCCI, WILSON ALBINO PIMENTEL FILHO, MAEVE DE BARROS CORREIA, EDSON ADEMIR BOCCHI, EVANDRO GOMES DE MATOS JUNIOR.
Instituto do Coração de Campinas Campinas SP BRASIL.
Fundamento: É de conhecimento geral o crescimento progressivo do tratamento percutâneo (TP) com inclusão cada vez mais de casos mais complexos. Objetivo:
Avaliar no período de 10 anos a modificação do perfil anatômico (PA) dos pacientes (P) submetidos ao TP em um hospital de característica puramente assistencial.
Material e métodos: Foi avaliado o PA de nossos últimos 200 P submetidos ao TP, grupo (G)-1 e comparados com 200 P submetidos consecutivamente ao TP no ano de 1996, G-2. Não houve diferença demográfica clínica significativa entre os grupos, com exceção da faixa etária maior no G-1 (72±15 vs 66±16, p<0,05) e a maior incidência de síndromes coronárias agudas (38% vs 25%, p<0,05). No G-1 foi utilizado o stent coronário em 100% vs 30% no G-2, p<0,05. Resultados:
Conclusão: Foi nítida a inclusão de procedimentos mais complexos nos últimos 10 anos, provavelmente pela introdução dos stents coronários, pela maior experiência adquirida pela equipe médica e principalmente pela confiança dos cardiologistas clínicos que indicam os procedimentos.
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Importância do tipo de dor cardíaca e correspondência anatômica na síndrome coronária aguda
FERNANDO AUGUSTO ALVES DA COSTA, ANTONIO ESTEVES DE GOUVEA NETTO, JOSÉ RAMÓN LANZ LUCES, MARCOS VILELA, ANNE FERNANDES FELICE, BEATRIZ SILVESTRE KNUST, TATIANA CUNHA DE PAIVA.
INTERCO-Instituto Interestadual de Cardiologi São Paulo SP BRASIL.
O reconhecimento precoce da artéria culpada na síndrome isquêmica aguda (SIA) através da anamnese é fundamental para a tomada de conduta precoce dependendo do tipo de parede comprometida na SIA. Segundo professor Macruz isquemias da região anterior do coração (provavelmente artéria descendente anterior) produzem dor de localização retroesternal, precordial ou peri-mamilar, irradiando-se para a fase interna do membro superior esquerdo até o cotovelo e mais raramente para a região lateral esquerda do epigástrio; isquemias da região posterior por sua vez produzem dor de localização retroesternal ou precordial com irradiação para o membro superior esquerdo até dedos, podendo também atingir a região interescápulo vertebral, ombro, pescoço, mandíbula, pavilhão auricular à esquerda. No entanto, se a artéria provável culpada (circunflexa) for dominante a dor poderá irradiar-se também para o lado direito, isquemias da região inferior geralmente manifesta-se com dor retroesternal ou precordial com irradiação para o tórax a direita, região interescapulo-vertebral, membros superiores, ombros, região cervical, maxilares, nariz, pavilhões auriculares à direita, podendo ser bilateral se a arteria (geralmente coronária direita) for dominante. Portanto o conhecimento do tipo e irradiação da dor e a provável parede comprometida facilita o reconhecimento da região afetada e a provável artéria culpada, e de maneira mais complexa associações destas manifestações poderão levar ao diagnóstico de mais de uma artéria culpada, utilizando-se o eletrocardiograma para confirmar a parede comprometida previamente suspeitada na anamnese.
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Síndrome de Cimitarra
BRUNO NACIF BASTOS DIAS, SANDRA MARIA BARROSO WERNECK VILAGRA, MARLON MOHAMUD VILAGRA, WALDIANE FERNANDES, JORGE MIGUEL LUIZ FILHO, JULIANA RIBEIRO RASLAN, FERNANDA JOSLIN OLIVEIRA.
Hospital Universitário Sul Fluminense Vassouras RJ BRASIL.
Fundamentos: A síndrome de Cimitarra é uma anomalia parcial da drenagem venosa do pulmão direito para veia cava inferior. Representa cerca de 3% dos casos de drenagem anômala das veias pulmonares e é encontrada em 0,4% a 0,7% das autópsias em adultos. Há predominância do sexo feminino (1,4:1,0) e descrição de ocorrência familiar. Objetivo: Relatar um caso de síndrome de Cimitarra. Metodologia: Relato de caso. Resultados: Paciente sexo feminino 33 anos,casada,estudante,natural de Vassouras, parda, apresenta desde infância quadro de dispnéia aos grandes esforços de forma progressiva. Nos últimos dois meses procurou o serviço de cardiologia referindo palpitações do tipo perda de compasso, sensação de medo há um mês, associada a dor precordial em opressão sem relação com esforço e dispnéia aos mínimos esforços.Ao exame: PA= 110 X 70 mmHg, FC= 120 bpm, FR= 21 irpm, Tax 36,4°C, AR: MVUA sem RA, ACV: RCR em 2T com presença de desdobramento de B1 com P2 normal. Exames solicitados:
Radiografia de tórax PA e Perfil - Presença de vaso anômalo no terço inferior do pulmão direito; Ecocardiograma transesofágico - IT leve com PAP 45 mmHg, veia cava inferior hiperestendida pouco oscilante, septo inter-atrial íntegro, veia pulmonar inferior direita desembocando na veia cava. Conclusão: A Síndrome de Cimitarra, embora rara, é importante saber reconhecê-la, pois a imagem radiológica, apesar de sugerir o diagnóstico, pode ser mal interpretada levando a falsos diagnósticos. A partir da suspeita diagnóstica, a investigação com ecocardiograma transesofágico é fundamental, pois pode-se evidenciar hipertensão pulmonar importante.
Perfil anatômico (%) G-1 G-2 p
Lesões tipo B2/C 55 25 <0,05
Bi e triarterial 63 35 <0,05
Doença em enxerto de safena 7 2 <0,05
Doença pós-mamaria (DA) 5 1 <0,05
Fração de ejeção <40% 32 10 <0,05
Níveis baixos de BNP dispensam a avaliação ecocardiográfica do ventrículo direito no tromboembolismo pulmonar agudo
EDUARDO S DARZÉ, ALOYRA G GUIMARÃES, JOÃO BRAGHIROLI, MARIA IGNEZ FREITAS MELRO BRAGUIROLI.
PPgMS-Universidade Federal da Bahia Salvador BA BRASIL.
Introdução: A disfunção do ventrículo direito (VD) ao ecocardiograma está associada a um pior prognóstico em pacientes com tromboembolismo pulmonar (TEP). O objetivo desse estudo é avaliar o papel do BNP na identificação da disfunção do VD em pacientes com TEP. Métodos: Medidas do BNP e ecocardiogramas foram realizados em 47 pacientes consecutivos dentro de 48h do diagnóstico de TEP. Disfunção do VD foi definida como a presença de ao menos um dos três achados: dilatação ou hipocinesia do VD, ou hipertensão pulmonar (PASP≥40).
Análise bivariada foi realizada utilizando o test t de Student e o chi2. Análise da curva ROC foi utilizada para identificar o nível de BNP com melhor sensibilidade para identificação da disfunção do VD. A relação entre níveis de BNP e a PASP foi estudada através do coeficiente de correlação de Pearson. Resultados: Dos 47 pacientes, 57% eram do sexo feminino e 79% brancos. A idade média foi de 61,1 20,6 anos. Disfunção do VD foi identificada em 21 casos (45%), os quais apresentavam níveis de BNP mais elevados que aqueles sem disfunção (328,7
± 251,1 vs 34,2 ± 57,3 pg/ml; p<0,0001). Os níveis de BNP estavam fortemente correlacionados com a PASP (r=0,81; p<0,0001). O nível de BNP mais sensível para identificação da disfunção do VD foi 35 pg/ml (área sob a curva ROC 0,93). A sensibilidade, especificidade, valores preditivos negativo e positivo desse ponto de corte para identificar disfunção do VD foram respectivamente: 100%, 62%, 100%, 76%. Conclusão: Os níveis de BNP apresentam forte correlação com a disfunção do VD identificada pelo ecocardiograma. Níveis de BNP < 35 pg/ml virtualmente excluem a possibilidade de disfunção do VD (VPN 100%), e tornam dispensável a avaliação ecocardiográfica do ventrículo direito.
Infarto agudo do miocárdio na gestação - Relato de casos
ESTEFANIA INEZ WITTKE, ANA MARIA PASQUALI STEINHORST, ALFEU ROBERTO ROMBALDI, SERGIO ESPINOSA.
Hospital Nossa Senhora da Conceiçãp Porto Alegre RS BRASIL.
Fundamento: Com incidência de 1-10/100.000 gestações,o IAM na gestação é raro, no entanto, com significativa morbidade e mortalidade materna, fetal e neonatal.
Objetivos: Apresentar três casos de IAM na gestação atendidos em nosso serviço.
Delineamento e Metodologia: Relato de caso com dados obtidos através do acompanhamento e revisão do prontuário. Resultados: Caso 1: S.G.M.M., 44 anos, tabagista, GIVPIII, internou com IAM inferior com 25 semanas de gestação.
Realizou angioplastia primária de ACD que apresentava lesão severa e ACX ocluída.
Durante a gestação, manteve uso de AAS e metoprolol. Parto vaginal, a termo, sem intercorrências. Caso 2: E.M.F.T., 41 anos, obesa, GIIPI, 27 semanas de gestação, internou por pneumonia comunitária, evoluiu para insuficiência respiratória e choque séptico, necessitando de VM. Apresentou dissecção de coronária direita, sendo submetida à angioplastia com implante de três stents, resultando em fluxo TIMI II.
Apresentava CPK-MB=536, CPK=2839 e troponina T=8,70; ECG com ritmo sinusal, zona inativa inferior. Permaneceu em uso de AAS e clopidogrel. Interrompeu gestação com 32 semanas por oligodrâmnio severo e retardo do crescimento intrauterino, sem intercorrências. Caso 3: R.F.C.G., 36 anos, primigesta, obesa, HAS crônica, dislipidemia, tabagista, história de angina estável, internou em 26/11/06 com 29 sem de IG por quadro de IAM em parede lateral alta. Recebeu tratamento clínico com boa resposta. Teve parto cesáreo, a termo sem intercorrências. Conclusão: A proporção de nascimentos entre mulheres com mais de 35 anos tem aumentado, bem como a prevalência de fatores de risco cardiovasculares. A etiologia do IAM na gestação não está associada apenas à ateromatose, podendo ser secundária à dissecção de coronária e vasoespasmo. O diagnóstico geralmente é retardado devido às alterações fisiológicas da gestação, que contribuem para um baixo nível de suspeita. A conduta diagnóstica e terapêutica deve ser individualizada, requerendo um atendimento multidisciplinar.
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Estenose pulmonar na gestação – Relato de caso
ANA MARIA PASQUALI STEINHORST, ESTEFANIA INEZ WITTKE, ALFEU ROBERTO ROMBALDI, SERGIO ESPINOSA.
Hospital Nossa Senhora da Conceição Porto Alegre RS BRASIL.
Fundamento: A Estenose pulmonar é uma valvulopatia raramente encontrada na idade fértil, pois geralmente é reconhecida e corrigida na infância. Objetivo:
Descrever o caso de uma gestante com estenose pulmonar. Delineamento e Metodologia: Relato de caso. Dados obtidos através de acompanhamento e revisão do prontuário. Resultados: Paciente 28anos, GIP0, IG 19 semanas. Desde 15 anos, com história de sopro e indicação de investigação não seguida pela paciente. Há 4 anos apresentou síncope, realizando avaliação em outra instituição onde teve diagnóstico de estenose pulmonar com indicação cirúrgica, porém paciente não quis submeter-se ao procedimento. Estava em acompanhamento pré-natal em Triunfo e após episódio de dispnéia e cianose internou em sua cidade e posteriormente foi encaminhada ao nosso serviço com plano de interrupção da gestação. Na chegada, cianose de extremidades, baqueteamento digital, Sat 88% com O2, ACV:RR, 2t, sopro sistólico 5+/6+, audível em todo précordio. ECG sugestivo de hipertrofia de VD e átrio direito, extra-sístoles ventriculares. Ecocardio - FE 80%, septo com movimentação paradoxal secundária a sobrecarga de VD, válvula tricúspide regurgitação leve VD-AD estimado em 129mmHg. Válvula pulmonar - importante restrição de abertura, gradiente máximo 110mmhg, hipoplásica CIA tipo ostium secundum (1,1cm). Realizada dilatação da válvula pulmonar com balão com sucesso.
Ecocardio de controle evidenciou: VD-AD 73mmHg, válvula pulmonar de aspecto estenótico com gradiente máximo de 76mmHg, observa-se, em relação ao exame anterior melhor fluxo na artéria pulmonar, a qual mantém aspecto hipoplásico. Após procedimento, teve melhora clínica e evoluiu para parto normal com 31 semanas de gestação, sem intercorrências. Conclusão: Na estenose pulmonar o aumento do débito cardíaco leva a uma sobrecarga do ventrículo direito com insuficiência e cianose por shunt direito-esquerda através do forame oval. A valvuloplastia por balão é recomendada e pode ser realizada com segurança como no caso apresentado, que permitiu uma melhora clínica importante e evolução favorável da gestação.
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Operação de desvio extra-anatômico de artéria subclávia-femural em gestante portadora de coarctação de aorta
ALEXANDRE JORGE GOMES DE LUCENA, JOSÉ HONORIO PALMA DA FONSECA, JOSE AUGUSTO MARCONDES DE SOUZA, ENIO BUFFOLO, DANIEL BORN.
universidade federal de São Paulo São Paulo SP BRASIL.
Fundamento: Gestantes com coarctação de aorta (CoAo) cursam com hipertensão arterial (HA)que é fator de risco materno-fetal. Objetivo: Avaliar o benefício da operação de desvio extra-anatômico em garantir fluxo útero-placentário adequado ao crescimento fetal e melhora da HA materna. Paciente: MSC, 36 anos de idade, na 2º gestação ,e cirurgia prévia de CoAo em 1984, evoluindo com HA em membro superior direito (MSD) de difício controle e retardo de crescimento fetal. Método: A ressonância magnética para avaliar a anatomia da artéria aorta mostrou redução expressiva do calibre (0.7cm) no segmento distal do arco aórtico entre a carótida e a artéria subclávia esquerda, associada a válvula aórtica bicúspide. Resultado:
A operação paliativa de desvio extra-anatômico da artéria subclávia direita para artéria femural direita, na 26º semana de gestação, melhorou a HA e o fluxo útero-placentário. O parto cesáreo, com 36 semanas de gestação, ocorreu com feto saudável, peso de 2880g, e sem complicação materna. Conclusão: A operação paliativa realizada sem abordar diretamente o local da coarctação da aorta permitiu o término da gestação com segurança.
Resumos Temas Livres
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Gravidez em portadoras de cardiodesfibrilador implantavel. Resultados maternos-fetais
MARIA ELISA CARNEIRO DE CARVALHO.
Instituto do Coracao-InCor-HCFMUSP Sao Paulo SP BRASIL.
Maria Elisa CCarvalho,Ana Maria Mgouveia, Cristina Cardoso,Maria Beatriz MBrasil,Maria Rita Bortoloto,Walkiria SAvila, Max Grinberg,Jorge Kalil,Marcelo Zugaib
Introducao: Com o advento do cardiodesfibrilador implantavel (CDI)e grande numero de mulheres jovens com arritmias cardiacas complexas e cardiomiopatias que ingravidam. Estas gestacoes arriscadas, ainda denotam um desafio medico, pois, pouco se sabe a respeito. Objetivo: Avaliar a gestacao em portadoras de CDI quanto aos aspectos maternos, obstetricos e neonatais. Material e métodos:
Foram estudadas, prospectivamente, 3 pacientes com CDI. A gestante n1 portava cardiomiopatia chagasica e indicado implante por taquicardia ventricular sustentada (TVS), a 2, cardiomiopatia periparto e 4 paradas cardiorrespiratorias por fibrilacao ventricular (FV) e taquicardia ventricular (TV) maltolerada; a 3, miocardiopatia hipertrofica, sincope e FV. As gestantes foram acompanhadas pelo cardiologista e obstetra. A media de idade foi 25,6±6,4; a fracao de ejecao pre-gestacao foi 0,37
±0,06 e durante a gestacao,0,49±0,19 e a media de seguimento 18,3±9,6 meses.
Resultados: Durante a gestacao,a paciente n2 recebeu 1 choque inadivertido. A n3 teve endocardite infecciosa e cdi implantado na gravidez, tratada com vancomicina e gentamicina por 60 dias e teve 1 choque. Houve 1 parto normal por forceps e 2 cesareas todos com raquianestesia e ausencia de complicacoes. A media de peso dos recem-nascidos foi 2713±120 g. Conclusao: Conclui-se que o cdi nao conra-indica a gravidez, mesmo ocorrendo complicacoes maternas, nao ocorreu mortalidade e nao ha risco para o feto.
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Gestação em mulheres em uso de anticoagulante oral
Carlos Eduardo Câmara Prado, ANA REGINA ELMEC, ZILDA MACHADO MENEGHELO, CECILIA MARIA QUAGLIO BARROSO, IDELZUITA LEANDRO NETA, JANUARIO DE ANDRADE.
Insituto Dante Pazzanese de Cardiologia Sao Paulo sp BRASIL.
Fundamento: Avaliar aspectos relevantes da gestação em pacientes em uso de anticoagulante oral (ACO) devido à indicação formal da medicação. Material e métodos: Entre os pacientes do serviço de anticoagulação de hospital terciário atendidos de 1999 a 2006 foram encontradas 28 pacientes grávidas com média de idade de 28,2 anos. Vinte tinham próteses mecânicas, 5 fibrilação atrial e 3 trombo em átrio esquerdo. A femprocumona foi utilizada em 78,5% dos casos (22 pacientes) e a varfarina nas demais. O ACO permaneceu do primeiro trimestre até a 36a semana em 22 pacientes. As seis restantes receberam heparina no 1o trimestre. O ACO foi substituído por heparina subcutânea, em todas as pacientes, por volta da 37a semana até o parto. Após o procedimento, o ACO foi reintroduzido e a heparina subcutânea mantida até o INR atingir a faixa terapêutica ideal. Resultados: Entre as 28 gestações nasceram 21 crianças vivas (75%), (20 saudáveis e uma com malformação fetal) e ocorreram 7 complicações (6 abortos e 1 óbito fetal na 28ª). Não houve fenômenos tromboembólicos durante o período avaliado. Cesariana foi feita em 15 pacientes, não se abservando sangramento materno ou fetal durante o procedimento. Conclusões:
No grupo estudado houve uma alta incidência de nascidos vivos e saudáveis e ausência de complicações tromboembólicas ou hemorrágicas.
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Caracterização dos Indivíduos Diabéticos Tipo II Participantes de Programas de Reabilitação Cardipulmonar e Metabólica
KELLY CATTELAN BONORINO, ANDREA DE CASSIA SIGA, CARLOS AUGUSTO ROTOLO.
Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício (NCME/CEFID–UD Florianópolis SC BRASIL.
Objetivo: Verificar as características clínicas dos indivíduos diabéticos Tipo II participantes do Programa de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica (RCPM), do Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício (NCME-CEFID-UDESC). Método:
Foi feito um estudo epidemiológico, com estatística descritiva. Os dados foram extraídos dos prontuários dos pacientes, disponíveis no programa de RCPM. Os indivíduos foram classificados segundo o gênero, idade, tempo de participação no programa, tratamento intervencionista prévio, fatores de risco para doença arterial aterosclerótica e doenças associadas. A amostra foi composta de 27 indivíduos diabéticos tipo II, com idade média de 65 anos, sendo a maioria do sexo masculino (77,7%), com tempo de participação situando-se entre seis meses e dois anos.
Constatou-se, dentre os fatores de risco para doença arterial aterosclerótica, como os mais prevalentes, respectivamente: hipertensão arterial sistêmica (HAS), constatada em 66,7% dos pacientes; obesidade e sobrepeso em 40,7% dos pacientes; dislipidemia em 14,8% dos pacientes, 22,2% de indivíduos ex-tabagistas e 7,4% tabagistas. O diagnóstico de doença arterial aterosclerótica (doença arterial coronariana e/ou doença arterial obstrutiva periférica) foi constatado em 51,8%
dos pacientes; infarto do miocárdio em 40,7% dos pacientes; acidente vascular cerebral em 14,8% dos pacientes; e Insuficiência cardíaca congestiva em 3,7% dos indivíduos. Dos indivíduos que fizeram parte deste estudo, 29,5% já haviam sido submetidos ao estudo hemodinâmico (cinecoronariografia), 22,2% a angioplastia e 14,8% a cirurgia de revascularização do miocárdio. Conclusão: Os indivíduos diabéticos participantes do programa são predominantemente do sexo masculino, sendo a HAS o principal fator de risco encontrado e a doença arterial obstrutiva como complicação crônica.
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Capacidade cardiorespiratória e fitness corporativo
OLIVEIRA, F P, VIGÁRIO, P S, OLIVEIRA, C R.
UFRJ Rio de Janeiro RJ BRASIL e CPS/Petrobras Rio de Janeiro RJ BRASIL A obesidade e as morbidades a ela relacionadas estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Assim, empresas têm adotado programas de promoção de saúde a fim de tornar os trabalhadores mais saudáveis.
Objetivo: Verificar o impacto de um programa de fitness corporativo (Centro de Promoção de Saúde – CPS; UFRJ; Petrobras) na resposta cardiorespiratória de funcionários de uma empresa brasileira. Delineamento: Estudo de coorte. Material:
22 voluntários do sexo masculino (45 ±7anos): 86% apresentava o IMC ≥25 kg/m2, 27% o Perímetro Abdominal ≥102 cm, 62% a Taxa de Colesterol Total ≥240 mg/dL, 19% Hipertensão Arterial, 71% duas destas condições e 29% três ou mais (síndrome metabólica). Métodos: Teste Ergoespirométrico com o protocolo de rampa, sintoma limitante (VO2000, Ergo PC Elite, Micromed, Brasil), antes do início das atividades no CPS (pré) e 1 ano após (pós). Considerou-se: Ventilação Minuto (VE, l.min-1, BTPS), Consumo de Oxigênio (VO2, ml.min-1) e Produção de Gás Carbônico (VCO2, ml.min-1), no fim do exercício e nos 1° e 3° minutos da recuperação. O CPS consiste em intervenções de ordem nutricional e de atividade física individualizada (treinamento aeróbio e de força), de acordo com as determinações do American College of Sports and Medicine (Med. Sci. Sports Exerc., 1998; 30; 975-91), pelo menos 2 vezes por semana. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do CPS.
O teste t-Student pareado (p≤0,05) foi utilizado para a comparação das médias pré e pós testes (SPSS, 13.0). Resultados: O tempo médio de exercício (TE; p=0,05) e a percepção subjetiva de esforço (Borg; p=0,03) sofreram aumentos significativos expressando uma melhora da resistência à fadiga. A VE (p=0,01) e o VCO2 (p=0,04) aumentaram significativamente no fim do exercício, sem que se tenha observado resposta semelhante do VO2. Ainda que o pós-teste tenha tido um maior TE, a cinética da recuperação da VE foi semelhante, tanto no 1° minuto (78% do fim do exercício) como no 3º minuto (51% do fim do exercício). Conclusão: A adesão ao CPS proporcionou um impacto positivo na capacidade cardiorespiratória dos indivíduos avaliados.
Trabalho retirado da programação científica
pelo autor
Reabilitação cardiovascular precoce em pacientes com ICC
FERNANDO J V ROSELINO, ELAINE ALVES.
Serviço de Reabilitação Cardiovascular Ribeirão Preto Ribeirão Preto SP BRASIL.
Fundamento: Melhora da aptidão cardio respiratória em pacientes com ICC considerando a consagrada contribuição da reabilitação cardiovascular. Objetivo e Delineamento: Observar os efeitos da inclusão precoce de pacientes com ICC em um serviço de reabilitação cardiovascular. Pacientes e Métodos: Nos ultimos 7 anos, dos 28 pacientes com ICC incluidos no programa de reabilitação cardiovascular, 8 estão por periodo superior a 1 ano, destes, 2, homens,compensados, foram incluidos precocemente, ou seja, a otimização da terapêutica farmacológica ocorreu na vigencia do método. Resultados: Pte.1-57anos, FE=0,23, VE=65mm, AE=56mm, Vo2max=12,6ml/kg/min; 4 meses após-FE=0,47, VE=61mm, AE=44mm e Vo2max=33,8ml/kg/min. Pte.2-58anos, FE=0,28, VE=67mm, AE=58mm e Vo2max=17ml/kg/min; 4 meses após-FE=0,58, VE=63mm, AE=54mm e Vo2max=32ml/kg/min. Após um periodo superior a um ano, 258hs/reabilitação e 252hs/reabilitação respectivamente não houve qualquer intercorrência. Conclusão:
A reabilitação cardiovascular, mesmo precocemente, demonstra ser um método seguro e indispensável para a espetacular melhora do desempenho cardio respiratório observada nestes pacientes portadores de ICC.
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Efeito da hidroginástica na pressão arterial sistêmica, na composição corporal e nos valores plasmáticos de nitrato, cortisol e fibrinogênio em mulheres com obesidade
ELMIRO SANTOS RESENDE, ARITUZA TOSTA BORGES, ANA LUCIA SOUTO CUNHA.
Universidade Federal de Uberlândia Uberlandia MG BRASIL.
Propósito do estudo: O endotélio desempenha papel central na regulação do fluxo sanguíneo regional mediante liberação de substâncias vasoativas. O óxido nítrico (NO) é produzido pelas células endoteliais, está diretamente vinculado à vasodilatação. Sua produção e liberação pode ser estimada pelos níveis plasmáticos de nitratos. Métodos e Resultados: Foram avaliadas vinte e uma mulheres sedentárias, com sobrepeso e obesidade, randomizadas para dois grupos. O grupo experimental (GE) foi composto por dez mulheres (idade de 41,9 + 3,5 anos, IMC de 31,2 + 1,5 kg/m2); o grupo controle (GC) foi constituído por onze mulheres (idade de 43,2 + 3,4 anos e IMC de 32,3 + 3,0 kg/m2). Cada aula teve duração de 50 minutos e era dividida em três partes: aquecimento, exercícios aeróbicos e resfriamento, com freqüência de 3 vezes/semana. Medidas da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica, pressâo arterial média (PAM), do peso corporal e IMC e dos valores plasmáticos de nitrato (µmol/l) , fibrinogênio (mg/dl) e cortisol (µg/dl) foram obtidas nos dois grupos antes e após as treze semanas de treinamento físico. Os resultados e significâncias estatísticas pelo teste t estão relacionados na tabela abaixo. O estudo foi aprovado pelo CEP da instituição. Conclusão: Um programa de hidroginástica aeróbica em um grupo de mulheres com sobrepeso e obesidade, produziu redução da PAS, sem modificação de nitrato e de cortisol e sem perda de peso corporal. A elevação dos níveis de fibrinogênio verificada deve ser melhor investigada.
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Aderência a um programa supervisionado de reabilitação cardiopulmonar e metabólica em uma empresa de aviação
FABIO R S BAPTISTA.
Santa Casa de Misericórdia de São José dos Campos São José dos Campos SP BRASIL e Universidade Valeparaibana de Ensino São José dos Campos SP BRASIL
Fundamento: A prevenção secundária demonstra de maneira convincente que a modificação agressiva dos fatores de risco reduz a incidência de novos eventos cardiovasculares. Entre estas mudanças, a aplicação de exercícios físicos através da reabilitação cardiopulmonar e metabólica (RCPM) deve fazer parte de todo programa de prevenção. Apesar desta importância, a RCPM atinge uma pequena percentagem dos pacientes, que por sua vez apresentam uma baixa aderência aos programas.
Objetivo: Facilitar a aderência à RCPM através da aplicação de um programa dentro de uma empresa, durante o período habitual de trabalho. Delineamento:
estudo observacional descritivo com abordagem quantitativa. Pacientes: Um total de 15 pacientes do sexo masculino, com idade entre 38 e 55 anos, portadores de doença arterial coronária (14) e vascular aórtica (1). Métodos: Os pacientes foram acompanhados durante um período de 18 meses em um ambiente tradicional para exercícios, localizado no interior de uma empresa de aviação. Foi aplicado um programa de RCPM, em sessões de 90 minutos, três vezes por semana. Para este estudo foi considerada não aderência uma ausência por um período maior do que 30 dias consecutivos. Resultados: A aderência ao programa foi de 86%, sendo que o afastamento do programa ocorreu por fatores profissionais. Não houve hospitalização neste período. Conclusão: A criação de um programa de RCPM no interior de uma empresa foi uma estratégia efetiva para melhora da aderência, neste grupo de pacientes.
GE PAS PAM IMC Peso Nitra Cortis Fibrin
Pré 121 101 31,2 78,7 0,07 12,6 265
Pós 115 96 30,7 77,4 0,07 13,6 346*
GC
Pré 120 100 32,3 84,4 0,06 13,1 290
Pós 122 104 32,8 85,8 0,05 13,3 343