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TEMAS LIVRES - 08/09/2007 RELATO BREVE DE CASO

Síncope Maligana, provavelmente, determinada por Hérnia de hiato

ROBERTO DE FREITAS TINOCO, HUGO BELLOTTI LOPES.

UNIFESO - Centro Universitário Serra dos Orgãos Teresópolis RJ BRASIL e Hospital das Clínicas Costantino Ottaviano Teresópolis RJ BRASIL

Paciente de 77 anos de idade, Física Nuclear, submetida há cerca de 7 anos, `a Cirurgia de Troca de válvula, em posição Aórtica (Metálica), em uso de Omeprazol, por apresentar “Pirose” e “Epigastralgia”, mantinha-se assintomática sob o ponto de vista cardio-circulatório, até que subitamente, ao dar alguns passos, após sair do automóvel, apresentou “Síncope”. Sido encaminhada por populares, ao P.S., foi então hospitalizada. Submetida à investigação clínica, apresentava-se lúcida, sem sinais de baixo débito , sem alterações motoras ou sinais de localização. Realizados:

Exames laboratoriais; ECG; Holter ; Tilt Test e Exames de imagens indicados para o caso. Através destes, não foram constatados dados que elucidassem o diagnóstico.

No entanto, ao RX de Tórax visualizou-se grande Hénnia de hiato com níveis hidro-aéreos. Realizada a Vídeo endoscopia digestiva “per-ós” evidenciou -se Grande Hérnia de hiato esofagiano, do tipo paraesofáfica, com refluxo gastresofagiano, no momento. O objetivo deste relato é correlacionar, a ocorrência de Hénia de hiato, como provável fator determinante de Síncope. Concluímos que, possivelmente, a etiologia da Síncope Maligna, no referido caso, deva-se ao Refluxo Gastresofágico, determinado pela Grande Hérnia de hiato existente.

Mixoma gigante de átrio direito (AD),fibrilação atrial(FA) e anticorpo antifosfolipídeo (AcAF)

ROITMAN, I M, SOARES, L M C, MANSUR, E M, CLAPAUCH, S H, CHAVES, M M, ALVES, M L M, SOBROSA, C G, BENTIM, S R C.

Hospital dos Servidores do Estado Rio de Janeiro RJ BRASIL.

Fundamento teórico e objetivo: Os tumores cardíacos são raros, com incidência de 0,0017% a 0,28%. Os benignos são 75% e desses 75% são mixomas. Os de átrio esquerdo são 75%, os de AD 18% e de ventriculos 8%.Os mixomas de AD podem permanecer sem diagnóstico por longo tempo devido a ausência de sintomas específicos. Às vezes, são identificados após um episódio de embolismo pulmonar ou quando devido às suas grandes dimensões, causam obstrução da válvula tricuspide ou do retorno venoso, causando insuficiência cardíaca direita. A apresentação incomum com FA e AcAF justifica esta comunicação. Delineamento- Relato de caso: Vendedor ambulante de 59 anos, pardo, casado, natural do RJ, em uso de captopril para controle de hipertensão arterial diagnosticada há 3 anos, iniciou 3 meses antes da internação, dispnéia aos pequenos esforços, paroxística noturna, palpitações e anasarca. Ao exame, taquicardico com 120 bpm em ritmo irregular, turgência jugular patológica e hepatomegalia a 4cm abaixo do RCD. PA= 120X80.

Os anticorpos anticardiolipina eram GPL=29,2 e MPL= 13,4, PTT=59,6 seg, IGG

= 2020, IGE=1050 e a PCR 4,68. No ECG, havia FA e no raio X cardiomegalia. No ecocardiograma, a FE era 41% , com acentuado aumento de cavidades direitas e discreto de esquerdas. O septo inter atrial abaulava para a esquerda e havia grande massa (8x6 cm,aderida a fossa oval) em AD pedunculada de superfície regular, com contornos bem definidos que prolapsava para VD através da valvula tricúspide. A VCI estava dilatada e sem dinâmica respiratória.A coronariografia foi normal. Foi submetido à cirurgia com excisão de mixoma de AD, comprovado histológicamente.

Apresentou remissão completa das manifestações clínicas e os níveis de Ac AF se normalizaram. Discussão: A massa ocupava 70% do AD,quando a FA de alta frequência o levou ao médico. A normalização do PTT e do AcAF sugerem ser o mixoma o responsável pela produção destes.

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Endocardite bacteriana e mediastinite por serratia sp

JOYCE DO AMARAL GENTA MANZANO, TALEL SALLE, ANTONIO SERGIO MARTINS.

santa casa de dracena dracena sp BRASIL e hospital de base de bauru bauru sp BRASIL

Menor (17 anos) em tratamento dentário evoluiu com abscesso de glândula submandibular direita com evolução de 15 dias. Apresentou-se ao Pronto Socorro toxemiado, com abscesso submandibular drenado para espaço subclavicular direito e odor fétido e com sinais de septicemia (fase quente). Foi levado a UTi onde permaneceu por 30 dias. O abscesso fistulizou para Mediastino, sendo constatado através de Tomografia computadorizada. Mesmo com antibióticoterapia mantinha febre e com o passar dos dias houve drenagem espontânea do abscesso de mediastino para pleura esquerda, onde foi colocado dreno toracico e mantido por 15 dias. Na ocasião foi colhido material para cultura onde cresceu “Serratia sp”, sendo medicado com meronem, vancomicina e claritromicina. Evoluiu com piora do quadro e sopro sistólico em foco mitral, onde foi realizado Ecocardiograma transesofágico com visualização de vegetação de 8 mm em valva mitral. Foi introduzido Penicilina Cristalina por 21 dias com melhora e fechamento das fístulas e abcessos. Novo ecotransesofagico mostrou remissão da lesão.

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Reabilitação cardiovascular em paciente com circulação coronariana única FERNANDO JORGE VALLADA ROSELINO, ANTONIO LUIZ SECCHES, ELAINE ALVES.

Serviço de Reabilitação Cardiovascular Ribeirão Preto Ribeirão Preto SP BRASIL e Hospital São Lucas Ribeirão Preto SP BRASIL

Fundamento: Origem anômala de artérias coronárias e arritmia cardiaca.

Objetivo e Delineamento: avaliar a reabilitação cardiovascular como método de intervenção neste paciente em forma de relato de caso. Paciente: Homem, 58 anos, assintomático, tratando HAS com IECA e B bloqueador,com importante arritmia ventricular polimórfica e salvas induzida pelo teste de esforço,protocolo de Bruce com drogas, T.E. realizado porque o paciente queria entrar em academia de ginástica;

Eco Estresse + em território dependente da irrigação da D.A.; Cine evidenciou origem única das artérias coronarias com C.D. dominante, D.A.não atingindo o ápice,CX sem estenose e ausencia de circulação colateral, apresentando ainda HVE e PVM.

Métodos e Resultados: A Reabilitação Cardiovascular foi o método escolhido, e, um ano e nove meses após, não havendo qualquer intercorrência neste periodo, o Teste Ergométrico refeito evidenciou importante melhora da arritmia ventricular, com raras extrassistoles polimórficas, e da aptidão cardio respiratória. Conclusão: Ficou demonstrada a importancia e segurança da escolha da Reabilitação Cardiovascular como estratégia de tratamento neste caso.

Resumos Temas Livres

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Infecção de trombo atrial com embolização séptica em paciente jovem com insuficiência renal crônica

HERLON SARAIVA MARTINS, CARLA LUANA DINARDO, FLÁVIA KASTROPIL TEIXEIRA, RAPHAEL ABEGÃO DE CAMARGO, LUCIANO ANGELO RICHETTI, RANNIERE DE ALMEIDA LOPES, FRANCISCO JOSÉ BUENO DE AGUIAR, AUGUSTO SCALABRINI NETO, IRINEU TADEU VELASCO.

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP São Paulo SP BRASIL.

Objetivo: descrever uma complicação cardíaca grave e dramático, em um paciente jovem (25 anos), com uma massa intra-cavitária (átrio direito), iunfectada que evoluiu com várias embolizações sépticas no pulmão, sem qualquer acometimento valvular. Delineamento e métodos: relato de caso. Relato do Caso: Paciente de 25 anos, procurou o Pronto-Socorro do HCFMUSP com relato de febre, calafrios, dispnéia e dor torácica tipo pleurítica há 30 dias. Relata que há 3 meses está em programa dialítico, no momento, por fístula periférica (dialisava por cateter de duplo-lúmem até a 20 dias atrás, quando o cateter foi retirado). Ao exame físico, estava febril (39 graus), taquicárdico (pulso: 132 bpm); ausculta cardíaca: sem sopro;

pulmonar: normal; baço palpável a 5 cm do rebordo costal; extremidades: sem alterações; fundo de olho: normal. ECG e RX tórax: normais. Foram colhidos dois pares de hemoculturas, em tempos diferentes e solicitada tomografia de tórax que mostrou êmbolos sépticos (figuras 1, 2 e 3: tomografia helicoidal com reconstrução tridimensional mostrando vários êmbolos em “ponta de vaso”). Hemoculturas cresceram S. aureus sensível à oxacilina. O ecocardiograma transtorácico mostrou uma massa heterogênea, intracavitária (átrio direito), de tamanho: 2,7 x 2,0 x 1,0 cm, poupando válvula tricúspide (figuras 3, 4, 5 e 6: ecocardiograma com massa heterogênea intra-cavitária). O ecocardiograma transesofágico não mostrou vegetação em válvulas. O paciente foi tratado com oxacilina e gentamicina, com melhora do quadro geral, da febre e dos sintomas pulmonares, sem apresentar mais nenhuma manifestação embólica.

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Endocardite infecciosa em cabo de marcapasso complicada com abscesso pulmonar

LEONARDO ANDRADE FERNANDES DE LUCA, FELIPE DE MOURA LOPES, CLARA WEKSLER, ROBERTO LUIZ MENSSING DA SILVA SÁ, MARCIA MARIA BARBEITO FERREIRA, GIOVANNA IANINI ALMEIDA FERRAIUOLI.

Instituto Nacional de Cardiologia Rio de Janeiro RJ BRASIL.

Fundamento: A incidência de infecção em marcapasso é de 0,3 à 12,6%, sendo o envolvimento do cabo do marcapasso ainda mais raro e fatal. Relato de caso:

Homem de 58 anos, portador de cardiomiopatia dilatada alcoólica com disfunção ventricular grave, submetido a implante de marcapasso multissítio (MP) para ressincronização há 2 anos. Evoluiu com episódios de extrusão do MP e infecção na unidade geradora, necessitando de troca da mesma e de todo o marcapasso 9 meses depois, após nova infecção cutânea local. Retirados dois dos três cabos (o cabo do VD encontrava-se fraturado, sendo sepultado) e implantado novo marcapasso.

Isolado Acinetobacter baumanii nos cabos retirados, sendo iniciado ciprofloxacino conforme antibiograma. Evoluiu 15 dias depois com febre e queda do estado geral, sendo solicitado ecocardiograma transesofágico que mostrava presença de cateter residual no VD com espessamento atípico sugestivo de envolvimento por trombo, fibrina ou infeccioso, o que motivou internação hospitalar para investigação. Iniciados imipenem e ciprofloxacino. Houve nova tentativa de extração do cabo residual, sem sucesso. Hemoculturas foram negativas. Optou-se por manter antibióticos por 6 semanas, havendo melhora clínica. Ecocardiograma transesofágico (ETE) não mostrou vegetações. Recebeu alta e, após 1 semana, reinterna com febre e tosse. TC de tórax mostrava imagens nodulares periféricas em ambos os lobos inferiores(uma delas escavada). ETE sem sinais de vegetação. BAAR negativo.

Hemoculturas positivas para Citrobacter freundii e Staphylococcus capitis, sendo iniciado vancomicina e ciprofloxacino para tratamento de abscesso pulmonar.

Completou 7 semanas de esquema antibiótico , com boa evolução clínica e resolução das imagens pulmonares na TC de tórax, recebendo alta hospitalar. Conclusão:

Procedimentos de repetição e infecções locais constituem os principais fatores de risco. A presença de febre inexplicada em paciente portador de marcapasso deve ser investigada com ETE. O tratamento mais efetivo é a retirada de todo o sistema e quando isto não é possível implica em maior morbidade e mortalidade.

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Arterite de takayasu.entidade rara?

MARCIO MORENO LUIZE, CHIU YUN YU BRAGA, LORENA ADELAIDA G. LARA TERAN URBANETZ, MARCELO DE FREITAS SANTOS, MARCOS HENRIQUE BUBNA, MARIA DO ROCIO PEIXOTO DE OLIVEIRA, MARCO ANTONIO MEDEIROS, SERGIO GUSTAVO TARBINE, COSTANTINO ORTIZ COSTANTINI, COSTANTINO ROBERTO FRACK COSTANTINI.

Hospital Cardiológico Costantino Costantini Curitiba PR BRASIL.

T.S.R, 22 anos, interna para avaliação devido à indicação prévia de transplante cardíaco, por cardite reumática. Paciente apresentava quadro de fadiga persistente, artralgias associada a febrícula vespertina, diariamente há 2 meses. Ao exame físico apresentava-se afebril, taquicardica, hipertensa leve, com sopro diastólico 2+/4+ em Foco Aórtico, com ausência de pulsos palpáveis distalmente em membros superiores bilateralmente. Estava em uso de glicocorticoide pela suspeita de Lupus Eritematosos Sistêmico (LES) e na pesquisa de auto-anticorpos mostrou-se apenas fator anti-nuclear (FAN) positivo. Realizou Ecocardiograma transtorácico (ECOTT) (Disfunção ventricular leve devido a hipocinesia difusa), Ecodoppler vascular (artérias renais com estenoses críticas bilateralmente), angioressonância (obstrução na 3ª porção da artéria subclávia direitae estenose segmentar da 1ª e 2ª porções da artéria subclávia esquerda), Cateterismo (coronárias normais, VE com aumento volumétrico leve as custas de hipocinesia leve, Artéria renal direita e artéria renal esquerda com estenoses suboclusias em terços proximais, Tronco celíaco ocluído em seu óstio com enchimento colateral proveniente da artéria mesentérica superior. Artéria subclávia esquerda com lesão crítica segmentar compreendendo o óstio e o segmento proximal e Artéria subclávai direita com oclusão no segmento axilar). Finalmente, realizou Angioplastia da artéria subclávia direita e das artérias renais com bom resultado angiográfico e segue com tratamento para a patologia e assintomática.

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Derrame pericárdico volumoso secundário a ascite e comunicação peritôneo-pericárdica

BRUNO S PAOLINO, IGOR F TORRES, RAFAEL TOSTES M, ROBERTO ESPORCATTE, DENILSON C ALBUQUERQUE.

Universidade do Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ BRASIL.

Na investigação diagnóstica do derrame pericárdico volumoso, as infecções viróticas, as neoplasias, as doenças reumatológicas e, no Brasil, a tuberculose pericárdica, devem ser as principais hipóteses. As patologias abdominais, na ampla maioria dos casos, somente causam derrame pericárdico associadas ao derrame pleural, pela contigüidade do espaço pericárdio com o pleural. Neste sentido, apresentamos o caso de um paciente de 50 anos de idade, admitido na unidade coronariana com, ascite, edema de membros inferiores e derrame pleural volumoso, que, após pericardiocentese de alívio, se refez em menos de 24 horas. Não havia sinais ecocardiográficos de tamponamento cardíaco, nem sinais radiológicos de derrame pleural na admissão. Após investigação negativa das causas mais comuns de derrame pericárdico, como neoplasia, infecção virótica, tuberculose, hipotireoidismo e colagenoses, o paciente foi submetido a janela pleuro-pericárdica, biópsia de pericárdio e dreno torácico. O resultado da biópsia foi negativo para neoplasia e tuberculose, e o débito do dreno torácico se manteve alto por vários dias. Paciente foi submetido a uma ultrassonografia de abdome, que demonstrou fígado cirrótico.

Provas de função hepática mostraram insuficiência hepática. Foi, pois, realizada janela uma cintilografia com tecnécio marcado infundido na cavidade peritoneal, e houve captação de radionuclídeo no tórax, constatando a fístula peritôneo-pericárdica. O tratamento do derrame pericárdico então se fez através do controle clínico da ascite, e o seguimento de 2 meses do paciente mostrou paciente assintomático, sem derrame pleural ou pericárdico, através de exame físico e ecocardiográfico. Fítulas de diafragma ocorrem por defeitos de fechamento do órgão, durante a vida intra-uterina. As mais comuns ocorrem nos espaços de Bodaleck, Morgani e Larrey, e comunicam o peritôneo e a pleura. Dos defeitos do diafragma, o mais raro é a ruptura do centro tendíneo do órgão, causando comunicação peritôneo-pericárdica, podendo levar a hérnias para o saco pericárdico ou derrame pericárdico por ascíte, sem derrame pleural.

Relato de Caso: Biópsia Endomiocárdica está indicada na Miocardite com Instabilidade Hemodinâmica?

FELIPE NEVES DE ALBUQUERQUE, DENILSON CAMPOS DE ALBUQUERQUE, RICARDO MOURILHE ROCHA, GUSTAVO LUIZ GOUVEA DE ALMEIDA JUNIOR, CLERIO FRANCISCO DE AZEVEDO FILHO, GUSTAVO SALGADO DUQUE.

Hospital CopaD’Or Rio de Janeiro RJ BRASIL e Casa de Saúde São José Rio de Janeiro RJ BRASIL

Fundamento: A Miocardite é um processo inflamatório com diferentes formas de apresentação, podendo variar de oligossintomática até grave e fatal disfunção ventricular. Sua etiologia é bastante variada, sendo a maioria relacionada a vírus.

O papel da biópsia endomiocárdica no diagnóstico e na identificação do agente etiológico ainda não é definido, assim como o tratamento específico com anti-inflamatórios e imunosupressores. Material e Métodos: Pt, 26a, feminino, admitida na emergência de um hospital terciário, com dor torácica atípica, palpitação e pré-síncope. HPP: uso de anfetaminas e asma. Exame físico normal exceto por hipotensão (80x50mmHg) e taquicardia (137bpm). Exames iniciais: ECG: Supra-ST difuso, Lab: TnI 27, Eco: disfunção VE leve. Evoluiu em 6 horas com sinais de IVE, mantendo a taquicardia e hipotensão. Tratada inicialmente com Diltiazen IV para controle de FC, diurético, anti-inflamatório, e colchicina. No dia seguinte, realizou RNM: miopericardite aguda com áreas de necrose. Após controle FC, iniciou baixas doses de IECA e Aldactone com melhora clínica e de exames (queda de TnI, melhora Supra-ST, melhora disfunção VE: moderada). Após 1 mês, normalização da função de VE sem sinais de IVE ao exame. Discussão: A indicação da biópsia miocárdica ainda é controversa. O momento da realização, a interpretação e seu valor ainda não estão estabelecidos. Muitas vezes ela realizada baseada apenas na gravidade do quadro. Apresentamos um caso de insuficiência cardíaca (IC) com instabilidade hemodinâmica inicial em que optou-se por tratamento conservador com sucesso. Acreditamos que a biópsia miocárdica deva ser reservado apenas para os casos refratários a terapêutica anti-IC, conforme preconizado em artigos de revisão mais recentes.

Aneurisma dissecante crônico em aorta

JOAO MARIA SILVA RODRIGUES, EDUARDO AUGUSTO DA SILVA COSTA, RUI MANUEL DOS SANTOS PÓVOA, JOÃO MARILDO SILVA RODRIGUES, TANAIARA DA SILVA PAGANELLI, KARLLA CRISTINE SENA MARTINS RODRIGUES, WILLIAM RODRIGUES COSTA.

Clínica Clinicardio Abaetetuba Pa BRASIL e Universidade Federal do Pará Belém Pa BRASIL

Fundamento: A dissecção da aorta é grave e dramática, tem uma mortalidade elevadíssima ainda na fase aguda, entretanto raramente ela pode se tornar crônica.

Delineamento: Estudo observacional, relato de caso, quadro clínico. Objetivo:

Relatar o caso de um paciente adulto com aneurisma dissecado crônico em aorta.

Material e Métodos: Paciente do serviço de cardiologia da Clínica Clinicardio em Abaetetuba, Pará, Brasil, feito revisão de literatura e descrição do caso clínico. Relato do caso: Paciente masculino, 71 anos. Compareceu a consulta em 31/05/2002 solicitando avaliação do risco cirúrgico cardiológico. Queixava-se de palpitações e cansaço aos esforços muito intensos. AMP: hipertensão arterial, AVC há 02 anos, ex-tabagista, afirmou que em 1998 iria ser submetido a “cirurgia no coração” mas recusou-se. Exame físico: em bom estado geral, eupneico, IMC: 23,7, sem déficit motor, pulsos presentes nos 4 membros. AC: sopro sistólico e diastólico discretos +/4+, em foco aórtico, PA: 140 x 90 mmHg. Os exames laboratoriais estavam normais. RX de tórax: alargamento do mediastino. Ecocardiograma: após o arco aórtico imagem de dupla luz visível até o abdome com trombo em seu interior.

TC: delaminação aórtica desde a aorta torácica descendente estendendo-se até a bifurcação das artérias ilíacas comuns (imagem que persistiu em nova TC em 27/12/2005). Recusou a realização de exames invasivos. Encontra-se atualmente com o quadro clínico estável, com dissecção crônica em aorta. Chama a atenção para a rara ocorrência de aneurisma dissecante crônico em aorta, a importância da avaliação pré-operatória.

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Ressincronização cardíaca como forma de tratamento de insuficiência cardíaca no idoso - relato de caso

ESTEVÃO LANNA FIGUEIREDO, ARMANDO FAGUNDES MORATO NETO, HENRIQUE BARROSO MOREIRA.

ABEB ARCELOR BRASIL BELO HORIZONTE MG BRASIL e HOSPITAL LIFECENTER BELO HORIZONTE MG BRASIL

Fundamentos: A terapia de ressicronização cardíaca (TRC) é uma opção terapêutica segura e eficaz para portadores de insuficiência cardíaca (IC) sistólica refratários à terapêutica clínica convencional, com redução da mortalidade e melhora da qualidade de vida. Critérios de elegibilidade ideais incluem classe funcional III-IV da NYHA, fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) < 35%, dissincronia ventricular, bloqueio de ramo esquerdo (BRE) com QRS > 120 ms. Relato do caso: Homem, 78 anos, diabético, hipertenso, passado de troca valvar aórtica e CRVM em 1997. Renal crônico, não dialítico. Evoluindo com IC NYHA IV, várias internações em 2005, por descompensações cardíacas. Usando Candesartan, Carvedilol, Furosemida, Espironolactona, Digoxina, Amiodarona, Warfarin. ECG:

BAV de 1 grau, BRE (duração de 160 ms). ECOCARDIOGRAMA (26/10/05):

FEVE: 22%. Assincronia septal. Disfunção sistólica importante. Grande aumento de câmaras cardíacas esquerdas. Prótese aórtica normofuncionante. Submetido a implante de marcapasso-ressincronizador cardíaco (Medtronic - InSync III - eletrodos endocárdicos no átrio direito e ventrículo direito e eletrodo no ventrículo esquerdo, pelo seio coronário), em 04/01/06. Evoluiu com melhora progressiva do quadro clínico (NYHA II), significativa melhora na qualidade de vida. Não foi necessária internação hospitalar, desde então. ECOCARDIOGRAMA de controle mostrou melhora na FEVE (28%). Conclusão: A TRC promoveu significativa melhora na qualidade de vida deste idoso, portador de IC refratária, mostrando-se uma boa opção para pacientes com condições clínicas semelhantes.

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Aneurisma Cerebral em Paciente Idoso Anticoagulado

GISELLE H P RODRIGUES, HUMBERTO PIERRI, MAURICIO WAJNGARTEN.

Instituto do Coração - InCor HC/FMUSP São Paulo SP BRASIL.

Mulher, 74 anos, com fibrilação atrial crônica (FA) e doença arterial coronária procurou atendimento de urgência devido a subido déficit motor à direita.

Diagnosticou-se, então, acidente vascular cerebral isquêmico. Devido à FA, estava em uso regular de warfarina, com INR adequado. Porém, há 2 meses, após uso de antibiótico por 7 dias, não atingiu nível adequado do tempo de protrombina. Há 3 dias, seu INR era 1,8, quando, então, aumentou a dose de warfarina anteriormente utilizada. A ressonância nuclear magnética cerebral mostrou uma área de baixa perfusão na região temporal. Além disso, a angio ressonância magnética cerebral revelou três aneurismas (figura 1). A arteriografia confirmou esses achados (figura 2). Um dos aneurismas foi cirurgicamente corrigido. Quatro dias depois, após plena recuperação do déficit motor da paciente, dois stents foram colocados nos outros dois aneurismas. A paciente recuperou-se bem. Assim, concluímos que a estabilidade do INR é fundamental a fim de evitar acidentes vasculares cerebrais e outras alterações vasculares. Além disso, procedimentos invasivos podem e devem ser realizados em pacientes idosos apresentando bons resultados e, sobretudo, melhora da qualidade de vida.

Resumos Temas Livres

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Uso do sildenafil em gestante portadora de hipertensão pulmonar e insuficiência ventricular direita: relato de caso

HUMBERTO C O MELO, ANDERSON C ARMSTRONG, ANGELA MARIA PONTES B. DE OLIVEIRA, PAULO R M RAMOS, NATÁLIA F MOREIRA, FERNANDA M F SÁ, ORLANDO O MEDEIROS.

Pronto-socorro Cardiológico de Pernambuco/UPE Recife PE BRASIL e Hospital Agamenon Magalhães Recife PE BRASIL

a) Fundamento: Gravidez em portadoras de hipertensão pulmonar (HP) é classicamente descrita como condição grave. Warnes (Int J Cardiol., 2004;97 Suppl 1:11-3) encontrou risco de óbito materno entre 30 e 50%, apesar do êxito fetal alcançar os 82%. Condições decorrentes da gestação, como aumento no volume plasmático e queda na resistência vascular periférica, provocam graves conseqüências nas portadoras de HP. Ademais, a diminuta reserva funcional explica a incapacidade para lidar com as rápidas alterações hemodinâmicas ocorridas durante o trabalho de parto e puerpério. Há esporádicos relatos de casos envolvendo uso de sildenafil nesses casos e, apesar da pouca experiência mundial, os dados parecem ser promissores. b) Objetivo: Relatar caso raro envolvendo uso de sildenafil em gestante portadora de HP. c) Delineamento: Relato de caso. d) Paciente: Primigesta, 17 anos, assintomática até 25 semanas de gestação, quando iniciou quadro de dispnéia e insuficiência ventricular direita (IVD) progressivas. Ao exame, dispnéica, cianótica, edemaciada. Apresentava propulsão de meso, B2 palpável em BEE alto, B2 hiperfonética, B3 em BEE baixo, sopro sistólico em foco tricúspide. ECG: sobrecarga de câmaras direitas. Bioquímica e hematimetria normais.

Iniciadas medidas gerais e terapia adjuvante. Pró-BNP de 680pg/mL. Troponina

< 0,5. Ecocardiograma: aumento de câmaras direitas, Insuficiência Tricúspide grave e HP grave com PSAP=119,04 mmHg. Na 28° semana de gestação, iniciou sildenafil oral (75mg/dia). Submeteu-se a parto cesariano sob anestesia geral com 38 semanas de gestação. Evoluiu com dispnéia e sinais de IVD no puerpério, tendo sido elevada dose de sildenafil para 150mg/dia. Cateterismo no 28° dia do puerpério mostrou PMAP de 73mmHg com teste de vasorreatividade negativo. e) Métodos:

Atendimento referenciado, investigação diagnóstica e tratamento. f) Resultados:

Evolução favorável com terapia proposta, recebendo alta em boas condições clínicas no 29º dia do puerpério. g) Conclusões: Caso de gestação em portadora de HP, tendo obtido desfecho materno-fetal favorável com uso de sildenafil.

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Apresentação Precoce Atípica de Febre Reumática em Criança (com 3 anos de idade-lactente)

FATIMA MARIA DA SILVA BORGES, SERGIO TIMERMAN.

SESACRE Rio Branco AC BRASIL e Instituto do Coração (InCor) São Paulo SP BRASIL

Resumo: A febre reumática é uma complicação tardia, inflamatória, não supurativa, de base imunológica, recidivante, altamente prevalente nos países em desenvolvimento. Geralmente, afeta indivíduos de 5 a 15 anos de idade de ambos os sexos, após infecções repetidas de faringoamigdalites pelo estreptococo β hemolítico do grupo A. É a principal causa de doença cardiovascular adquirida na infância e adolescência. Objetivo: Relatar uma apresentação precoce e rara de cardite reumática aguda em criança de 3 anos de idade. Metodologia: Paciente do sexo feminino, 3 anos de idade, parda, 15 kg apresentando dispnéia e história de amigdalite de repetição desde 1 ano de idade. A responsável nega história prévia de doenças cardiovasculares ou referência a sopro cardíaco ao nascimento. Ao exame físico foi detectado sopro sistólico no foco mitral. O ecocardiograma Doppler com mapeamento de fluxo a cores revelou folhetos espessados com prolapso em seu folheto anterior, característico de valvulite por lesão reumática, com aumento de diâmetros cavitários E (AE e VE) e função preservada. Solicitados exames laboratoriais: hemograma, velocidade de eritrossedimentação, antiestreptolisina

“O”, proteína C-reativa, mucoproteínas e fator reumatóide, que foram anormais, além do eletrocardiograma e raio x de tórax. Recebeu o diagnóstico definitivo de valvulite mitral isolada foi submetida à terapêutica específica com corticóides e penicilina benzatina. Conclusão: Relatamos o caso de uma criança de baixa idade que adquiriu febre reumática aguda grave. Febre reumática é rara em crianças com esta idade. Esse achado difere das atuais tendências de apresentação da doença e da literatura médica que descrevem a febre reumática acometendo faixas elevadas de idade e em vias de controle epidemiológico.

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Oclusão percutânea de comunicação interventricular pós infarto agudo do miocárdio

VINICIUS DAHER VAZ, RAUL ARRIETA, LUCIANA FERNANDES BALESTRA, RENATA SA CASSAR, ANIS RASSI JUNIOR, ANIS RASSI.

Anis Rassi Hospital Goiânia GO BRASIL.

Introdução: A comunicação interventricular (CIV) após IAM é uma complicação rara, porém com alta mortalidade. A cirurgia cardíaca é o método de escolha para o fechamento de CIV após infarto do miocárdio, porém mantém alta mortalidade peri-operatória. A oclusão percutânea de CIV congênitas é um método alternativo à cirurgia. No entanto, a experiência mundial de oclusão de CIV após infarto do miocárdio é pequena. Caso: homem de 57 anos, com antecedente de IAM de parede inferior há 20 dias, sem fibrinolíticos, evoluía com dispnéia e surgimento de sopro 7 dias após o envento inicial. O ecocardiograma mostrou CIV do septo inferior, com shunt E-D, associado a aneurisma da parede infero-médio-basal. A cinecoronariografia mostrou ausência de lesões significativas em coronária esquerda e apenas suboclusão do ramo descendente posterior da coronária direita. Trinta dias após o envento inicial, prosseguimos com a oclusão da CIV com a protése de Amplazer ®, utilizando a técnica tradicional e guiado por ecocardiograma transesofágico, realizada com sucesso e sem intercorrências. Trinta dias após o procedimento, o paciente encontrava-se em classe funcional I, com melhora da FE, resolução da hipertensão pulmonar e ausência de shunt.

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Administração intracoronária de trombolítico para tratamento de paciente com angina instável pós-infarto com grande trombo coronário. Estudo com ultrasom intracoronário

PAULO MÁRCIO SOUSA NUNES, RODOLFO STAICO, FAUSTO FERES, LUIZ ALBERTO PIVA E MATTOS, AMANDA GUERRA DE MORAES REGO SOUSA, JOSE EDUARDO MORAES REGO SOUSA, ANDRÉS SÁNCHEZ, JOSE DE RIBAMAR COSTA ALVES, ALBERTO FONSECA, DAVI NOGUEIRA MATOS.

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia São Paulo SP BRASIL.

Fundamentos: A terapêutica ideal para pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM) é aquela capaz de promover reperfusão rápida da artéria relacionada ao evento, com restauração do fluxo anterógrado e preservação da função ventricular esquerda. O objetivo deste estudo foi relatar a utilização tardia de trombolítico intracoronário para tratamento de grande trombo sub-oclusivo em artéria coronária de paciente pós infarto agudo com supradesnível do segmento ST. Relato do Caso: Paciente de 56 anos, tabagista e dislipêmico, foi transferido ao nosso serviço para possível angioplastia de resgate, com 6 h de início de IAM ínfero-lateral e 2 h após uso endovenoso de estreptoquinase, sem sucesso, em outro serviço. À cinecoronariografia observou-se grande trombo em 1/3 proximal da artéria circunflexa, junto à origem do primeiro e segundo ramos marginais, com fluxo coronário TIMI 3. Naquele momento o paciente já se encontrava assintomático e optou-se por retorná-lo à unidade coronária para otimização da terapêutica farmacológica anti-trombótica e anti-agregante plaquetária. Após cinco dias, decidiu-se reavaliá-lo de forma invasiva. A nova cinecoronariografia não demonstrou qualquer alteração no volume do trombo. Optou-se então por administrar rt-PA intracoronário (bolus de 15mg em 3 minutos, seguidos de 35mg em 20 minutos). A injeção intracoronária de controle pós-trombolítico demonstrou redução de 50% no volume do trombo.

Após três dias, reestudou-se o paciente com uso de ultrassom intracoronário que confirmou completa resolução do trombo e ausência de obstrução aterosclerótica significativa naquele vaso. Paciente recebeu alta hospitalar no nono dia pós IAM.

Conclusão: Este relato constitui a primeira evidência na literatura da eficácia da terapêutica fibrinolítica intracoronária quando realizada tardiamente.