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TEORIAS DA CULPABILIDADE.

No documento PenalI-TodasasAulas (páginas 39-43)

São as idéias que procuram explicar o conteúdo dos elementos da culpabilidade.

A teoria psicológica e Psicológica Normativa são teorias causais. A teoria normativa pura é finalista.

A principal caracteristica da teoria causal no tocante ao posicionamento dos elementos constitutivos do crime? Dolo e culpa integraM o conceito de culpabilidade na teoria causal. Dolo e culpa integram o conceito de fato típico na teoria finalista. Em face dessa mudança é que se construiu historicamente o conceito de culpabilidade. Portanto teoria Psicológica e Psicológica normativa tem dolo e culpa, teoria Normativa pura não tem dolo e culpa na culpabilidade.

TEORIA PSICOLÓGICA dolo e culpa integram o conceito de culpabilidade e são espécies de culpabilidade. A culpabilidade consiste na relação psíquica entre o autor e o resultado. Dolo é psicológico porque a vontade está na cabeça do agente e a culpa é normativa porque tenho que aferir o descumprimento do cuidado objetivo e só posso saber se é imprudência, negligência ou imperícia após ocorrência do fato.

O dolo sendo psicológico passa a existir uma relação psíquica com o resultado que é que eu quis ou assumi o risco do resultado.

Existe uma modalidade de culpa psíquica que consegue se vincular ao resultado que é a culpa cosciente. Na culpa consciente se prevê a possibilidade de produzir o resultado mas na culpa consciente não se assume o risco da produção do resultado.

A teoria psicológica errou por pouco na culpa inconsciente pois nessa não ha relação psíquica com o resultado, simplesmente não é prevista a ocorrência do resultado. Portanto não podemos falar que a culpabilidade é psicológica porque há uma parte da culpa que não tem vínculo psicológico.

TEORIA PSICOLÓGICA NORMATIVA é causal - dolo e culpa estão na culpabilidade. Essa teoria diz que o dolo é psicológico pois está na cabeça do agente e aculpa é normativa porque está na interpretação do juiz.

Essa teoria ´e mais complexa pois temos como elementos da culpabilidade: Imputabilidade

Exigibilidade de conduta diversa

Elemento psicológico da culpa (dolo e culpa)

Essa teoria também está errada pois adota-se dois critérios para explicar o mesmo instituto (dolo e culpa). Já vimos no fato típico que o dolo antecede a ação. Para se agir deve haver antes de mais nada vontada que é o dolo. Se a vontade antecede a ação e esta é um constituinte do fato típico, dolo e culpa têm de estar no fato típico e não na culpabilidade. TEORIA NORMATIVA PURA retira-se o dolo e a culpa que estavam na culpabilidade, no lugar deles deixo a POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDEe dolo e culpa estão no fato típico.

Há o dolo natural e o dolo normativo que é composto por dolo e pela potencial consciência de licitude. Divido esse dolo normativo, deixo a parte normativa dele aqui e remeto a parte psicológica para o fato típico. Falamos então que o dolo na teoria normativa pura é natural pois não tem conteúdo normativo justamente porque esse conteúdo normativo entrou na culpabilidade.

Imputabilidade penal é a possibilidade de ser atribuido o crime ao agente. Para ser imputável o agente tem que:

Ser maior de 18 anos. Deve ser são mentalmente.

Embreaguês voluntária. Beber porque quer permanece culpável. Há ahipótese em que você é embriagado.

A culpabilidade não tem como ser excluida diretamente. É excluida por uma causa de exclusão de seus elementos. Veremos que existem causas de exclusão de imputabilidade que é a inimputabilidade. Existem causas de exclusão da potencial consciência da ilicitude que é o erro de proibição.

Existem causas de exclusão de exibilidade de conduta diversa que é a obediência hierárquica e a coação moral irresistivel.

art.26 (inputabilidade) é isento de pena o agente que por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado era ao tempo da ação ou omissão inteiramente incapaz de entender o caráter iliscito do fato ou indeterminado de acordo com seu entendimento. A pena pode ser reduzida de 1/3 a 2/3. O caput desse artigo trata dos imputáveis e o parágrafo 8 trata dos semi-imputáveis.

Existem graus de doença mental. Inúmeros tipos dela, em virtude da doença mental, no momento da ação ou omissão, pode-se ter o raciocínio, julgamento prejudicado por essa doença mental. Pela lei penal brasileira não é pelo simples fato de ser doente mental, que não se tem imputabilidade. Hoje vários tratamentos são empregados a essas pessoas. Por exemplo os portadores de síindrome de down, vivem normalmente e não se pode dizer que essa pessoa não tenha condições de agir de acordo com a sua vontade. O qiue é relevante para o DP é que a doença mental na hora da ação ou da omissão, impeça que o agente saiba da iliscitude da conduta ou de agir de acordo com esse entendimento. Há graus de doença mental que permitem que o agente saiba que o que está fazendo é errado.

Cleptomaníaco é uma perturbação mental que consiste na subtração reiterada de objeto, independente de valor.

Há doenças mentais em que a pessoa nem tem contato com a realidade é louca de todo gênero.

Serial killer tem perturbação mental mas sabe que matar é errado. temos 3 sistemas no mundo para trabalhar aquestão da inputabilidade : biológico, psicológico e bio-psicológico.

Biológico = tem uma presunção absoluta, empregado para os menores de idade. No Brasil ha a presunção absoluta de que os menores de 18 anos não conseguem dicernir o certo do errado.

Psicológico não importa a idade basta que seja provado que o indivíduo saiba dicernir o certo do errado.

Bio-psicológico atua com os dois critérios. Art 26 a mera doença mental já transmuta o sujeito para ininputável? Não pois doença mental é biológica e tem que interferir na apreensão da ilicitude da conduta e isso é psicológico. Ex. Se o sujeito tem síndrome de down mas sabe diferenciar o certo do errado, responde por imputável.

Por isso que existem esses requisitos: requisito causal = doença mental

requisito cronológico = ao tempo da ação ou da omissão.

Requisito consequencial intelectivo = impede o alcance do conhecimento da ilicitude da conduta.

Requisito consequencial volitivo = conhece a ilicitude mas não consegue agir de acordo com esse entendimento. É o caso do serial killer.

Os silvícolas inadapatados à sociedade estão sujeitos a um estatuto também que se chama estatuto do índio.

. Se o índio está adaptado á civilização responde como imputável. . Se ele não está adaptado à sociedade ele não responde à lei penal. . Se ele está mais ou menos adptado é semi responsável.

. Menores de 12 a 18 anos responde pelo estatuto da criança e do adolescente. . E menores de 12 não sofrem consequências jurídicas, só corretivas.

Pode ser também que não se tenha os requisitos do art.26 se a doença mental possibilita saber do caráter ilicito da conduta ou impedir de agir de acordo com tal entendimento, ai responde pelo art.26 par. Como semi imputável ou seja o juiz pode aplicar a pena atenuada ou pode aplicar medida de segurança.

Art.26 caput = imputáveis

art.26 par. Único = semi imputáveis inimputável = medida de segurança.

Semi imputável = medida de segurança ou atenuação da pena. É o médico que vai atestar o grau de doença mental que interfere no dicernimento do doente mental.

Imputável = simplesmente pena. Embriaguês

É toda aquela derivada de substância capaz de entorpecimento dos sentidos. Qualquer droga e remédios controlados são tratados da mesma forma pelo DP.

Embriaguês Voluntária não exime de responsabilidade penal.

Usar droga, bebida alcoolica leva a embreaguês e não exime da prática do crime.

Ciumes também não é causa de inimputabilidade penal. Matar a esposa porque ela te botou chifre não é desculpa e responde penalmente.

Embriaguês possui 3 fases: excitação, depressão e o sono. Embriaguês Incompleta é a fase da excitação.

Embriaguês completa art.28, I = É aquela que impede de pensar. Famosa amnésia alcoolica. Voluntária.

Embriaguês não voluntária Completa = é aque está na segunda e terceira fase, depressão e sono.

Voluntária significa que você quer se embreagar.

Embreaguês culposa é a que estamos acostumados, sujeito viapara o barzinho e bebe sem intenção de se embreagar mas aí vem um amigo e acaba tomando além da conta e se embrega mesmo.

Embreaguês Acidental é que é importante para o DP porque é ela que vai começar a excluir a imputabilidade penal.

O sujeito se embreaga acidentalmente que é basicamente um caso fortuito quando o sujeito toma um remédio que tem uma substância que especialmente nele causa um efeito

entorpecente, mas você não sabi que o remédio te causaria tal desconforto. Tem pessoas que tem alergia ao alcool e um copo de cerveja deixa o sujeito embrigado.

Embreaguês por força maior é quando o sujeito foi obrigado a se embreagar por força, violência, por ameaça. Sujeito sabe que você fica violento quando se embriaga e te amarra e joga cachaça goela abaixo. Nessa situação você foi obrigado a beber.

Art.22, par.1ro. Se a embreaguês é completa, acidental decorrente de caso fortuito ou força maior, completa, ela exclui a culpabilidade penal se em decorrência do momento da ação ou da omissão você não tinha conciência do caráter ilicito do fato ou não tinha como agir de acordo com esse entendimento.

Embreaguês é patológica quando se tonar doença mental, o sujeito bebe alcool líquido, desodorante, perfume. Se essa reiteração torna apessoa culposa, não vou tratar como enbrieguês voluntária mais e sim como doença mental. Aí a pessoa sai doart.28 e vai para o art.26.

Embriaguês pré ordenada é quando o agente se embriaga com o fim de cometer crime, para se encorajar para cometer crime. Para ter coragem ele fuma maconha, cheira cocaína, bebe.

O criminoso nessa modalidade tem a pena aumentada. REQUISITOS DA CULPABILIDADE.

Teoria da actio liberio in causa = é empregada para explicar a embriaguez pré-ordenada. O momento de aferição do dolo é o momento da ação ou da omissão.

Embriagues pré-ordenada = sujeito se embriaga com a finalidade de estar inimputável na hora da prática do crime, para alegar que não sabia o que estava fazendo.

A teoria da ação livre na causa transferiu excepcionalmente o momento da apreensão de dolo, que é o momento da ação ou da omissão para o momento da embriagues, pois o dolo está explicito no momento da embriaguez e no momenta da conduta ele estará

completamente embriagado e não saberá o que está fazendo. Então pela teoria de actio libera in causa transfere-se o momento da apreensão do dolo que passa do momento da ação para o momento em que o agente se embriagou em embriaguez pré-ordenada.

Suponhamos uma pessoa normal que toma todas, mas sem intenção de praticar um crime e ai ela pratica o crime e no momento da ação ou da omissão ela não tem como saber do caráter ilícito da conduta. Qual é o momento do seu dolo? Não há dolo.

Potencial Consciência da Ilicitude.

O DP sempre é analisado em todo caso concreto. Se o agente tinha a possibilidade de saber da ilicitude da sua conduta. A mera possibilidade já traz o conteúdo da punição inserida na ilicitude.

Ninguém pode alegar desconhecimento da lei para eximir-se de cumpri-la. É obrigatório que o juiz analise se na circunstância concreta a pessoa poderia saber do caráter ilícito da sua conduta. Cai no art.21 (pegar no código).

O erro de proibição (erro de direito) exclui a potencial consciência de ilicitude e por conseqüência a culpabilidade. Este tipo de erro é muito difícil, pois geralmente vem do poder público e acontece quando um policial instrui erroneamente uma pessoa e esta passa a agir baseada na informação errada, depois um outro policial lhe autua pelo erro que a pessoa julgava certo.

Se o erro é inevitável, inescusável, exclui a culpabilidade. Se o erro é escusável, evitável, atenua a pena.

Exigibilidade de Conduta Diversa

Poderia exigir do agente que ele tivesse outra conduta, ou seja, a conduta que evitasse a prática do crime. Ele não estava coagido, não estava obedecendo ninguém.

Excludentes da Exigibilidade da Conduta Diversa: COAÇÃO MORAL IRRESISTÍVEL.

Art. 22 se o fato é cometido sob coação irresistível, não fala em coação moral, mas porque sabemos que é moral? Porque se for coação física, não há conduta e não há fato típico. Se o criminoso aponta uma arma para você e pega sua mão e faz uns rabiscos como se fosse sua assinatura, não há conduta, pois é coação física. Agora se ele te manda assinar o documento e coação moral irresistível.

Na coação Moral irresistível, há a conduta, há o fato típico, mas não há a culpabilidade. É o caso de um gerente de banco que tem a família como refém enquanto é obrigado a abrir o cofre para os bandidos.

Se a coação é irresistível exclui a culpabilidade. Se for resistível, atenua a culpa.

Quem coage é Coator, quem é coagido é Coato. OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA art.22

Está ligada ao sistema militar e um pouco do funcionalismo público. É regra obedecer ao superior no sistema militar. A questão de obediência hierárquica envolve uma relação de subordinação de Direito Público.

Se a ordem é manifestamente ilegal não pode ser cumprida. Ex: ex-ministro Palocci determinou ao presidente da caixa que quebrasse o sigilo bancário do caseiro; essa ordem foi manifestamente ilegal e o presidente de caixa tinha que se negar a cumprir, pois quebra de sigilo bancário só ocorre por ordem judicial. Ele então não estava obrigado a obedecer ao ministro Palocci, portanto responde pelo ato.

Outro ex. O comandante da viatura de polícia ordena que você faça a prisão de uma determinada pessoa que você não sabe, mas não é culpada e alem disso é apenas um desafeto do comandante...você faz a prisão. Você não responde pela prisão ilegal. Ninguém autoriza ninguém a matar.

No documento PenalI-TodasasAulas (páginas 39-43)

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