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TERMINOLOGIA GERAL

No documento Corrosão-tiposeconceitos (páginas 86-93)

A terminologia nos diversos ramos da ciência manifesta-se como um dos maiores entraves entre os cientistas, ou seja, a falta de uma padronização nos termos acaba gerando dificuldades na comunicação entre as áreas. No sentido de minimizar tal problema, abaixo estão descritos os principais termos utilizados em corrosão dos metais baseados nas normas DIN 50900 - Korrosion der Metalle-Begriffe (Corrosão dos Metais- Conceitos) feitas pela Subcomissão de Inspeção de Equipamentos do Instituto Brasileiro de Petróleo com pequenas alterações.

Abaulamento (bulging). Protuberância, localizada ou não, na superfície externa de um tubo aquecido acima de 400-450ºC. Decorrente de deformação plástica do metal sob a ação prolongada de um esforço mecânico. A formação interna de depósito, incidência direta de chama ou operação imprópria de limpeza interna facilita o aparecimento da deformação.

Abrasão (abrasion). Desgaste pela fricção de um material sólido em contato com outro sólido.

Aço super aquecido (overheated steel). Desenvolvimento de uma estrutura grosseira em um aço submetido a uma temperatura excessivamente alta.

Aço queimado (burnt steel). Aço permanentemente deteriorado por penetração intergranular de gases oxidantes, com conseqüente fusão parcial dos constituintes mais fusíveis do contorno de grão, provocado por super aquecimento.

Ataque pelo hidrogênio à alta temperatura (high temperature hydrogen attack). Formação de metano em um aço de baixa liga, decorrente da redução do carboneto de ferro pelo hidrogênio em alta temperatura e pressão, difundido através do aço. Tal gás pode quando formado localmente, exercer pressões elevadas e causar trincas no aço.

Ataque por resíduos de óleo (oil ash corrosion). Corrosão química pelas cinzas. Formadas de óleos residuais, que contenham S (enxofre), V (vanádio) e Na (sódio) na forma combinada. Caracterizada pela formação de esfoliação grossa com conseqüente redução na espessura do metal e eventual ruptura.

Ataque sob depósito (deposit attack). Corrosão que ocorre sob um depósito descontínuo na superfície metálica.

Avaria (failure). É o resultado da ação de cargas superiores às normalmente suportadas pelo material, caracterizada por mossas, mudanças de forma, trincas ou fraturas.

Azinhavre (patina). Um recobrimento verde, consistindo, principalmente, em sulfato básico de cobre e. ocasionalmente, contendo pequenas quantidades de carbonato ou cloreto, que se forma na superfície do cobre e de suas ligas expostas à atmosfera por longo tempo.

Bolha (blow hole). Cavidade em uma peça fundida, ou metal depositado por solda. Causada pela retenção de gases durante a solidificação.

Brilho metálico (white metal). Aparência da superfície metálica quando sujeita a um processo de desgaste por meio mecânico ou químico.

Carbonetação (carburization). Perda das propriedades mecânicas e da resistência à corrosão de uma liga ferrosa aquecida em atmosfera contendo hidrocarbonetos ou monóxido de carbono. Há formação de carbonetos ou carbetos de ferro.

Carepa de laminação (mill scale). Camada de óxido dura e aderente formada durante a laminação a quente do ferro ou aço.

Cavitação (cavitation). É ação mecânica resultante de formação contínua e colapso de bolhas de gases ou vapores do meio líquido sobre uma superfície metálica. Tal ação provoca o desgaste do material.

Cisalhamento (shearing). Avaria resultante de um esforço mecânico cortante que, atuando sobre uma peça provoca sua ruptura num plano paralelo às forças aplicadas, rasgando (cisalhando) a peça.

Contorno de grão (grain boundary). Limites geralmente preenchidos com materiais de ponto de fusão mais baixo entre os diversos grãos de um agregado cristalino.

Contração (shrinkage). Diminuição de volume de uma peça, seja por mudança de estado, seja por transformação de fase no mesmo estado.

Corrosão (corrosion). Deterioração sofrida por um material geralmente metálico em conseqüência da ação química ou eletroquímica do meio.

Corrosão aIveolar e por pite (pitting). São tipos de corrosão preferencial que ocorrem em pequenas áreas. O alvéolo e o pite são definidos pelas seguintes características:

a) alvéolo: cavidade na superfície metálica, apresentando fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu diâmetro.

b) pite: cavidade na superfície metálica, apresentando o fundo em forma angular e profundidade geralmente maior que o seu diâmetro.

c) intensidade: as várias intensidades de corrosão alveolar e por pite devem ser definidas como: 1) leve: alvéolos ou pites mensuráveis que, se muito perto uns dos outros, podem afetar a resistência de um vaso de pressão.

2) média: se bastante dispersas, não são necessariamente uma fonte de perda de resistência; mas como esta expressão indica um processo de desgaste que deve receber particular atenção nas inspeções futuras, sua extensão e localização devem ser claramente descritas, assim como sua profundidade.

3) severa: indica uma diminuição de resistência do equipamento inspecionado e exige atenção imediata.

É importante determinar se os alvéolos ou pites são ativos ou não ativos. Os alvéolos ou pites, formados no decorrer da utilização anterior do equipamento, podem ser diferenciados daqueles alvéolos ou pites progressivos que se formam em decorrência da utilização efetiva do equipamento. Esses últimos são geralmente reconhecíveis pela diferença em cor dos produtos de corrosão e pelas quinas dos alvéolos ou pites, ou quando são encontrados borra, ou depósitos de carvão e de produtos pesados, pelo metal mais macio na base do alvéolo ou pite.

d) extensão: as extensões desses alvéolos ou pites podem ser definidas como: 1) localizado: em um ponto determinado.

2) generalizado: em toda a superfície. 3) disperso: sobre várias áreas.

4) em cadeia: quando os alvéolos são orientados em uma direção preferencial, podendo afetar a resistência do equipamento quando a direção é longitudinal.

Corrosão biológica (biological corrosion). É aquela onde a corrosão do metal se processa sob a influência de organismos vivos. Também chamada microbiológica o u microbiana.

Corrosão eletroquímica (electrochemical corrosion). É aquela que ocorre em meios úmidos, quando os elétrons são produzidos num lugar e consumidos noutro, aparecendo por isso uma pilha ou elementos de corrosão.

metais diferentes são eletricamente conectados, por contato direto ou por um condutor elétrico e imersos em uma solução condutora de eletricidade denominada eletrólito.

Corrosão grafítica (graphitic corrosion). Corrosão do ferro fundido cinzento, a baixa temperatura na qual o ferro metálico é convertido em produtos de corrosão, restando a grafite intacta.

Corrosão intergranular (intergranular corrosion). Corrosão eletroquímica localizada nos contornos dos grãos de um metal ou liga, os quais, perdendo suas propriedades mecânicas, podem romper quando solicitados por esforços mecânicos mesmo pequenos. Como a trinca é do tipo intercristalino, a corrosão intergranular é também chamada de corrosão intercristalina.

Corrosão pelo solo (soil corrosion). É a deterioração da superfície externa de um metal enterrado, decorrente de características particulares do solo.

Corrosão por concentração diferencial (concentration cell corrosion). Corrosão eletroquímica decorrente da exposição de um metal em uma solução corrosiva com diferentes concentrações de íons.

Corrosão por eletrólise (stray current corrosion). É a deterioração da superfície externa de um metal forçado a funcionar como anôdo ativo de uma cuba eletrolítica sob a ação de uma fem externa.

Corrosão por microorganismos (corrosion by microorganisms). É a deterioração de um metal pelos processos corrosivos decorrentes, direta ou indiretamente, do resultado da atividade metabólica dos microorganismos.

Corrosão por oxigenação diferencial (oxigen cell corrosion). Corrosão eletroquímica decorrente da exposição de um metal em uma solução apresentando diferentes concentrações ou pressões parciais de oxigênio.

Corrosão por turbulência. Corrosão associada ao fluxo turbulento de um líquido.

Corrosão sob contato (crevice corrosion). Tipo de corrosão que ocorre no ponto de contato ou em uma fenda entre um metal e um não-metal ou entre duas peças metálicas, em presença de um meio corrosivo.

Corrosão sob fadiga (fatigue corrosion). Aparecimento de trincas nos metais ou ligas, decorrentes da ação combinada da corrosão e de tensões cíclicas, cujos valores situam-se abaixo dos limites de fadiga do material em ar seco.

Corrosão sob fricção (fretting corrosion). Ação que resulta em deterioração superficial, especialmente em um meio corrosivo, quando há movimento relativo entre as superfícies metálicas em contato, sob pressão.

Corrosão sob tensão de latões (season cracking). Caso particular da corrosão sob tensão fraturante das ligas de cobre em presença de amônia e umidade.

Corrosão sob tensão fraturante (stress corrosion cracking). Aparecimento de trincas nos metais ou ligas, decorrentes da ação combinada da corrosão e de tensões estáticas residuais, induzidas ou externas.

Corrosão uniforme (uniform corrosion). Aquela caracterizada pela perda regular de espessura. Os efeitos da corrosão podem ser combinados com os da erosão.

a) intensidade: as várias intensidades de ataque por corrosão uniforme devem ser definidas como se segue e as expressões intermediárias devem ser evitadas:

1) desprezível: indica a presença de um ataque tão leve que não pode ser medido.

2) leve: a menor forma de ataque mensurável, isto é, que pode ser determinado quantitativamente. 3) média: um estágio intermediário entre leve e severa.

4) severa: o ataque que pela medição, indica uma séria diminuição da espessura.

Sugere uma condição na qual a taxa de ataque provável indica um tempo curto de vida útil para o equipamento inspecionado.

b) extensão: as extensões das intensidades de ataque por corrosão uniforme podem ser definidas como:

I) localizado: significa que mesmo um ataque severo localizado não limita necessariamente a resistência do equipamento. Neste caso é importante detalhar a locação de tal ataque, em particular se ele está perto das juntas longitudinais.

2)disperso: sugere que a resistência do equipamento pode estar envolvida.

3) generalizado: se suficientemente severo indica que a medição desse ataque pode ser tomada para representar a redução de espessura metálica para fins de cálculo de resistência.

O ataque desprezível é quase sempre generalizado em áreas específicas, de modo que as combinações possíveis das demais expressões são: ataque por corrosão uniforme - intensidade (leve, média e severa) e extensão (localizado, disperso e generalizado).

Defeito (defect). Condição prejudicial que debilita a utilidade de uma peça.

Deformação (distortion). Termo genérico utilizado para todos os defeitos relacionados com a conformação normal dos metais.

Delignificação (delignification). Ataque químico na madeira, envolvendo a remoção da lignina e restando as fibras de celulose na sua superfície externa.

Descarbonetação (decarburizing). Perda de carbono de uma liga ferrosa, resultante do seu aquecimento em um meio que reaja com o carbono, como o hidrogênio.

Descascamento (peeling). Deterioração manifestada na película de tinta e considerada como uma forma agravante de escamação.

Desgaste (wear). E a remoção gradual de partículas da superfície de um material sólido em movimento relativo com outro sólido, ou em contato com líquidos ou gases.

Taxa de desgaste: é o valor que exprime a perda de espessura de um material em um determinado período. As unidades mais comuns são: ipy (polegada por ano), mm/a (milímetro por ano), mpy (milésimo de polegada por ano).

A resistência que os materiais metálicos apresentam varia numa faixa muito grande, podendo ser classificados segundo a taxa de desgaste, conforme se segue:

Taxa de desgaste/resistência: 0 - 0, 1 mm/a - excelente; 0, 1 - 0,2 mm/a - muito boa; 0,2 - 0,4 mm/a- boa; 0,4 - 0,7 mm/a- regular; 0,7 - 1,3 mm/a- fraca; superior a 1,3 mm/a - não recomendável.

Deterioração (deterioration). Alterações prejudiciais indesejáveis sofridas por um material, apresentando-se como desgaste, mudanças químicas ou alterações estruturais.

Dezincifiçação (dezincification). Corrosão de uma liga contendo zinco (usualmente latão), que envolve a perda do Zn e deixa um resíduo superficial, ou depósito de um ou mais componentes menos ativos (usualmente cobre, Cu).

Embaçamento (tarnish). Descoloração de uma superfície metálica devido à formação de uma película contínua e aderente de produtos iniciais da corrosão.

Empenamento (warping). Deformação sofrida por uma peça metálica decorrente de um aquecimento ou resfriamento desigual entre as várias áreas da peça.

Empoamento (chalking). Formação de um recobrimento de pó esbranquiçado na superfície da película de tinta ou exatamente abaixo dela. Segundo a ASTM a intensidade com que aparece deve ser identificada nos padrões 8, 6, 4 e 2.

Segundo a ASTM, a intensidade com que aparecem deve ser classificada pelos termos: densa, meio-densa, média e pouca; suas dimensões variam nos padrões 8, 6, 4 e 2.

Empolamento pelo hidrogênio (hydrogen blistering). Formação de protuberância superficial, devido à migração do hidrogênio atômico e retenção do hidrogênio molecular nas descontinuidades do metal.

Enferrujamento (rusting). Corrosão eletroquímica do ferro, resultando na formação de produtos sobre a superfície, consistindo principalmente em óxido férrico hidratado.

Enferrujamento de tinta (paint rusting). Deterioração manifestada, na ou por baixo da película de tinta, sob a forma de coloração característica do enferrujamento existente, acompanhada ou não de desprendimento localizado da película. Segundo a ASTM, há dois tipos a saber:

I) quando não acompanhado por empolamento e evidenciado por ferrugem aparente, variando de intensidade entre 10, 9, 8, 7, 6 e 4;

2) quando acompanhado por empolamento e inicialmente não evidenciado por ferrugem aparente, variando de intensidade entre 7, 6 e 4.

Envergamento (sagging). Curvamento devido a uma diminuição na resistência estrutural de um tribo metálico como um resultado de superaquecimento.

Erosão (erosion). Desgaste de metais ou outros materiais pela ação abrasiva de fluidos em movimento, usualmente acelerado pela presença de partículas sólidas ou matéria em suspensão. Quando a corrosão ocorre simultaneamente, o termo erosão-corrosão deve ser o usado. O desgaste por erosão pode-se aplicar, por analogia, às considerações estabelecidas para a corrosão uniforme.

Erosão de tinta (paint film erosion). Deterioração manifestada na película de tinta sob a forma de desgaste do recobrimento. Com a exposição da película de base. Segundo a ASTM, a intensidade com que aparece deve ser identificada nos padrões 8, 6, 4 e 2.

Escamação (scaling). Formação de escamas, duras e aderentes, provenientes da oxidação superficial a alta temperatura do metal ou liga.

Escamação de tinta (flaking, scaling). A deterioração manifestada nas películas de tinta pelo desprendimento de fragmentos da própria película, ou da base ou da tinta anteriormente aplicada. Segundo a ASTM, a intensidade é definida pelos padrões 8, 6, 4 e 2.

Embora a ASTM defina scaling (escamação de tinta) como sendo o mesmo fenômeno, na literatura técnica considera-se que no flaking o fragmento de película desprendida seja menor que 6 mm ou a película desprendida seja intermediária (falha parcial) e no scaling o fragmento de película desprendida seja maior que 6 mm ou a película desprendida seja de fundo (falha total).

Esfoliação (exfoliation). Um tipo de corrosão que progride paralelamente à superfície externa do metal, com conseqüente desprendimento de camadas, lâminas ou escamas do metal, pela formação de produtos de corrosão.

Fadiga (fatigue). Tendência à ruptura sob carga considerável inferior ao limite de resistência à tração, quando o material é sujeito a ciclos repetidos de tensões.

Fadiga térmica (thermal fatigue). Tendência à ruptura sob condições cíclicas de aquecimento e resfriamento ou gradientes térmicos através da seção do metal.

Falta de fusão (lack of fusion). Falha do metal de solda em não se fundir completamente com o metal-base ou com os passes anteriores.

Fendilhamento (cracking). Deterioração manifestada por pequenas trincas da película de tinta que penetram até a superfície do substrato. Segundo a ASTM, os tipos apresentados classificam-se em: irregular, linear e

multidirecional e a intensidade varia nos padrões 8, 6, 4 e 2.

Fendilhamento por álcali (caustic embrittlement). Caso particular da corrosão sob tensão fraturante do aço carbono em presença de meios alcalinos.

Fissura (fissure). Pequena descontinuidade superficial ou profunda que ocorre entre diferentes partes de um mesmo material.

Flocos (flakes). Pequenas trincas internas que aparecem nos metais ferrosos, visíveis em fraturas sob a forma de pequenas áreas de coloração mais clara e brilhante. Quando a fratura apanha o fluxo transversalmente, apresenta um aspecto semelhante a conchas, muitas vezes denominado "olho de peixe"; é freqüente em soldas.

Fluência (creep). Fenômeno pelo qual os metais e ligas tendem a sofrer deformações plásticas contínuas, quando submetidos por longos períodos a tensões constantes, porém inferiores ao limite de resistência normal do material. O efeito é particularmente importante se a aplicação das tensões se der na temperatura vizinha àquela de recristalização do metal ou liga.

Fragilidade a baixa temperatura (low temperature brittleness). Redução da tenacidade de um aço ferrítico quando submetido ao impacto de tensões à baixa temperatura. A presença de um entalhe ou de uma contração de tensões pode provocar sua ruptura súbita.

Fragilidade pelo hidrogênio (hydrogen embrittlement). Perda de ductibilidade causada pela difusão de hidrogênio no metal.

Fratura (fracture). Superfície da seção resultante do rompimento de uma peça.

Grafitização (grafitization). Mudança estrutural (decomposição da cementita ou carbonetos em cristal de ferro e nódulos de grafite) que ocorre em certos tipos de aço ferrítico, quando aquecidos por longos períodos entre as temperaturas de 440 e 760ºC.

Gretamento (cheking). Deterioração que se manifesta na película de tinta por pequenas quebras superficiais da película, não penetrantes. Segundo a ASTM os tipos apresentados classificam-se em: irregulares, linear e tridirecional e a intensidade varia nos padrões 8, 6, 4 e 2.

Impingimento (impingement attack). Corrosão-erosão localizada, ocasionada por fluxo turbulento de um líquido ou por choque direto do líquido em certas áreas.

Impureza (impurity). Qualquer substância metálica ou não, estranha à composição específica dos metais ou ligas em que aparece geralmente como conseqüência do processo de fabricação.

Inclusão (inclusion). Fase não-metálica (geralmente óxidos, sulfetos e silicatos) não-constituinte do metal ou liga considerado e que se forma durante a fusão do material.

Inclusão de escória (slag inclusion). Material sólido não-metálico retido no metal depositado ou entre este e o metal-base, proveniente do revestimento do eletrodo ou do fluxo protetor dos eletrodos nus.

Lascamento (spalling). Fendimento e fragmentação de partículas de uma superfície.

Mordedura de solda (undercutting). Reentrância no metal de base que pode aparecer ao longo do pé do cordão de solda.

Penetração incompleta (lack of penetration). Falha do metal depositado e do de base em fundirem-se integralmente na raiz da junta soldada.

Poro (pinhole porosity). Pequena bolha encontrada no metal, podendo ou não emergir à superfície e nem sempre visível devido a seu tamanho reduzido.

Putrefação (biological attack). Ataque biológico na madeira, preferencialmente interno, envolvendo a absorção da celulose pelos microorganismos e restando um resíduo rico em lignina.

Rebordo (overlap). Excesso de metal depositado no pé da solda. além da linha de fusão.

Salpicos ou respingos de solda (welding spatter). Coalescência de metal além da raiz da solda ou fusão do metal fora do cordão de solda. Pequenas bolhas de metal ou liga, podendo conter em seu interior fluxo de solda.

Segregação (segregation). Distribuição localizada de impurezas nos metais ou ligas, ou diferenças de concentração em ligas metálicas, resultantes de diferença de solubilidade, variação do ponto de fusão ou de velocidade de esfriamento.

Sensitização (sensitization). Fenômeno que ocorre nos aços inoxidáveis austeníticos, devido à precipitação de carboneto de cromo complexo nos contornos dos grãos, tornando-os suscetíveis à corrosão intergranular. Tal precipitação ocorre quando aqueles aços são aquecidos entre 340 e 900 0C.

Sucata (scrap). Material metálico inadequado para uso direto, porém utilizável como refugo.

Tensões residuais (residual stresses). Tensões provenientes de deformação plástica não uniforme, presentes em um corpo livre de esforços externos ou gradientes térmicos.

Trincas (cracks). Descontinuidades abertas na superfície ou internas, originadas das tensões localizadas, cujos valores excedem ao limite de ruptura do material.

Vazamento (leaking). Perda de líquido ou de gás através de ou entre superfícies que normalmente deveriam ser estanques.

Vazio (shrinkage cavity). Cavidade encontrada nos metais fundidos decorrente da contração na solidificação e o progressivo resfriamento do metal em direção ao centro.

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