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TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

OLIVEIRA E FRIEDMAN A Clínica da Gagueira: diferentes paradigmas e suas conseqüências Caderno da Fonoaudiologia: Série Linguagem São Paulo: Lovise, no prelo.

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

O (a) Sr (a) está sendo convidado(a) a participar da pesquisa que se intitula “O sentido do Psicodrama na clínica fonoaudiológica”.

O objetivo desta pesquisa é entender o sentido do Psicodrama na clínica fonoaudiológica para, a partir disso, refletir sobre as possibilidades da abordagem psicodramática e suas técnicas no contexto do trabalho clínico-terapêutico em Fonoaudiologia.

Caso aceite participar como sujeito da pesquisa, o (a) Sr (a) responderá algumas perguntas sobre a sua experiência com o Psicodrama. O tempo estimado para a entrevista é de aproximadamente uma hora.

Não existem riscos médicos ou desconfortos associados a este estudo, embora o (a) Sr (a) possa experimentar algum stress durante a entrevista. O (a) Sr (a) poderá fazer tantas interrupções quantas forem necessárias. Para o registro das respostas à entrevista será feita uma gravação em fita cassete. A fita será ouvida somente pelo pesquisador responsável e por seu orientador.

Fica claro que sua participação é voluntária, não sendo obrigado (a) a participar, mesmo que já tenha assinado o termo de consentimento de participação. Se desejar, poderá retirar o termo de consentimento a qualquer momento.

O pesquisador não pagará nenhum valor em dinheiro ou qualquer outro bem pela sua participação, assim como o (a) Sr (a) não terá nenhum custo adicional.

Os seus dados serão mantidos em sigilo. O (a) Sr (a) não será identificado (a) de forma a assegurar-lhe a privacidade, em qualquer contexto em que os resultados venham ser apresentados. Fica claro que os resultados desse estudo poderão ser publicados em jornais e revistas profissionais, ou apresentados em congressos profissionais, com o devido cuidado de se utilizar nomes fictícios, sendo omitidos quaisquer dados que possam identificar o (a) Sr (a). Tais gravações não serão reveladas a menos que a Lei requisite. O (a) Sr (a) poderá esclarecer dúvidas durante toda a pesquisa com a fonoaudióloga Priscila Saraiva Lima, no telefone: (11) 9118.8822 ou 5055.3967. Será entregue a todos os participantes uma cópia assinada do formulário de consentimento.

Eu, como pesquisadora responsável, comprometo-me a utilizar os dados coletados somente para esta pesquisa.

Consentimento: Acredito ter sido esclarecido(a) a respeito das informações que li na descrição da pesquisa “O

sentido do Psicodrama para a clínica fonoaudiológica”.

Eu discuti com a Fonoaudióloga Priscila Saraiva Lima sobre a minha decisão em participar do estudo. Ficaram claros para mim quais são os propósitos do estudo, os procedimentos a serem realizados, seus desconfortos e riscos, as garantias de confidencialidade e os esclarecimentos permanentes. Ficou claro também que minha participação é isenta de despesas. Concordo voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar meu consentimento a qualquer momento, antes ou durante o mesmo, sem penalidades ou prejuízos, ou perda de qualquer benefício que eu possa ter adquirido.

________________________ Nome do Entrevistado

___________________________ __/__/__

Assinatura do Entrevistado Data

Declaro que objetive de forma apropriada e voluntária o Consentimento Livre e Esclarecido deste sujeito para a participação neste estudo.

______________________ __/__/__ Priscila Saraiva Lima CRFa 12866 Data

ENTREVISTADA-1

Entrevistador Técnicas/ Materiais Afetividade Formação pessoal Com quem

Qual a sua visão psicodramaática?

É... a gente tem duas linhas básicas do psicodrama, o psicodrama psicoterápico, que eles chamam, né?

O psicodrama que é da linha do terapêutico só faz quem é psicólogo e psiquiatra, então, é bem pra fazer [psico] terapia mesmo, essa coisa mais profunda.

E aí, o psicodrama educacional que é aberto pra todas as áreas... fono, fisioterapia... tem até pessoas que fazem

engenharia e vão fazer psicodrama. Então é uma abordagem mais educacional, onde você vai ter uma teoria muito grande pra trabalhar com grupos, então ele te dá uma base muito teórica de funcionamento de grupo... de algumas técnicas que são de psicodrama, , por exemplo: a gente tem alguns recursos que a gente fala...

Entrevistador Técnicas/ Materiais Afetividade Formação pessoal Com quem

Fale de sua experiência com o psicodrama

que é a inversão de papéis, tem a técnica duplo, do espelho, que são recursos que a gente usa pra tá atingindo

determinados objetivos. A gente sempre faz o psicodrama tentando buscar algo... claro que o produto vai surgir da demanda do grupo, mas você tem um objetivo com aquele grupo, né?

Então... assim...pra um trabalho mesmo de psicodrama educacional [com grupos] principalmente, é...existe o que eles chamam de unidade funcional, então você tem que ter duas pessoas trabalhando com o grupo: o diretor e o ego auxiliar.

No começo você fica meio tímida... assim... pra fazer... pra atuar como

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Então, eu sempre fui ego, sabe? Porque aí eu tava sempre emendada nas pessoas.Pra mim, é muito mais fácil tá ali pro que a pessoa precisar. A pessoa olha, e você já sabe que tem que fazer alguma coisa.

Mas aí, eu tive que fazer a minha monografia, né? E você tem que dirigir um grupo pra poder fazer a monografia. E aí, bem nessa época eu comecei a trabalhar na instituição que eu trabalho hoje com deficiente mental. Aí eu pensei assim: ah, quer saber... eu vou aproveitar que eu tenho que fazer a monografia e

E aí...tanto que eu fiz a minha monografia com um grupo determinado lá da escola né? E depois que você começa a atuar né?

... vou atuar com eles[deficiente mental]...

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eu tô... tenho usado umas...eles chamam de dinâmica né? Mas agente acaba falando que é um ato sócio-econômico pra tá introduzindo aquelas pessoas naquele ambiente né?

Uma experiência super legal porque a gente tem um recurso muito legal...

Você vai vendo que você pode ousar cada vez mais né? Usar aqueles recursos com “n” coisas com “n” finalidades né?

Então, a minha experiência foi assim...bem...começando bem tímida né? Agora eu tô aproveitando cada vez mais.

Então, há dois anos e meio que eu trabalho nessa escola, eu só trabalho com grupos né? Eu só atendia em grupo porque era uma abordagem educacional da fono e assim, a maioria das vezes eu usei o psicodrama. Agora, com os estagiários entrando na instituição... todo o começo de grupo

Tô usando em grupos de mães de crianças deficientes

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que chama inversão de papéis... então a pessoa acaba se colocando no lugar do outro, né? Então...é uma técnica muito interessante que faz com que as pessoas consigam se colocar no lugar do outro e olhar com os olhos do outro... então é uma coisa bem legal.

é...que era início de primeira semana de estágio deles. Então, a gente trabalhou um pouco assim: é... ... qual o papel profissional?...como é ...o que é...tá nesse novo papel, né? Então, eu busquei um pouco dos papéis que eles têm na vida deles... e até chegar no papel profissional: filho, papel de namorado, todos os papéis que eles têm né... como é que foi tá escolhendo essa faculdade até chegar no papel profissional, como tem que ser esse papel profissional,né? A postura...

Essa segunda feira, eu trabalhei com um grupo de estagiários..

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Quais os limites e vantagens que você verifica na utilização do psicodrama?

Então eu tinha um objetivo, aí...como foi isso? O grupo que vai tá mandando... Mas, eu tenho um objetivo, e tenho alguns recursos pra atingir esse objetivo.

As vantagens é de tá trabalhando com grupos.

...e também fazer um link com as pessoas que a gente atende lá que tem os papéis na vida...além de doentes né? A gente também tem que respeitar isso.

Que me dá um aporte teórico assim...muito legal né?

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De saber onde você tá pisando. De você saber bem um limite de um grupo terapêutico e de um grupo educacional porque

você bobeou...já tem um enfoque [psico] terapêutico, né? Eu não sou [psico] terapeuta...eu não posso tá fazendo terapia com a mãe...eu tenho que tá sempre puxando outro enfoque...tudo bem. ...a gente tá tratando da dor da dificuldade de Ter um filho deficiente, mas no enfoque da fono...da terapeuta

educacional.

se você trabalha com grupo de mães de crianças deficientes...

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Eu acho que os limites...eles acabam entrando muito quando a gente tem que usar algum recurso técnico

fonoaudiológico. Então por exemplo, um trabalho de OFAS, uma coisa muito mais específica...você acaba ficando um pouco refém dessa coisa de você Ter de ficar mexendo na boca né

...É legal trabalhar com essa coisa de troca de papéis, né? Essa coisa de... ...tem uma técnica que se chama Espelho... que a pessoa se vê de longe...enquanto o ego auxiliar tá fazendo o papel dela... então... ela identifica...- nossa! Tô fazendo errado...- nossa! Tô fazendo assim? Imagina? ...É muito legal!

Mas até um distúrbio articulátório, por

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Você acredita que há maior adequação dessa abordagem para casos clínicos específicos ou não verifica diferenças?

Mas eu acho que os limites são esses, na hora em que você tem que ter algumas...eu não sei se a gente pode falar técnicas, né? De fono né? Mas uma coisa mais pontual... assim... acaba pegando...

Não. Não vejo diferenças. Eu acho que a gente tem que ter só o objetivo do que a gente quer... ...então assim...é...eu já fiz...eu já fui ego de uma pessoa que ...

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Então a gente tem recursos pra tá utilizando. Então é assim... é só a gente Ter bem claro o objetivo que a gente quer e até onde a gente consegue chegar, né? Você tem os objetivos lá na frente e você tem os recursos que você pode chegar até ele.

...quando a gente tava fazendo um curso né, os professores convidaram a gente pra estar participando, e na

pedagogia...eles tem uma apresentação de uma eletiva de um psicodrama né, como se fosse módulo. E em pedagogia sempre tem aluno surdo...

e eu já participei de um psicodrama com surdos né?

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Vc pensa no caso, qual o objetivo que vc tem e pensa em qual recurso usar, por ex:

podemos fazer uso de fantoches como objeto intermediário...

podemos usar uma técnica... como o duplo ou espelho durante a dramatização de uma historia infantil... mas o importante não é fazer por fazer, sabe, por ex usar um recurso de teatro espontâneo para ver no que vai dar ou ver o que sai, isso é muito complicado, pois vc pode se perder no que aparece e pode não conseguir trabalhar o que vc quer. Mas, eu não acho que tenha casos clínicos que você pode usar e casos que você não pode usar.

pra um atraso de linguagem

ou num caso de distúrbio articulatório,

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Possui algum exemplo de

caso bem sucedido? Qual? Tenho um exemplo bem interessante de uma atuação do psicodrama. Foi a primeira vez em que eu usei o individual.

foi uma coisa muito interessante: Uma criança autista de sete anos que só toma mamadeira ainda...Eu não a acompanho mais porque eu não trabalho mais na escola. Mas ela tava em

acompanhamento comigo... e assim...eu tava trabalhando muito com a mãe a função que tinha essa mamadeira...não só pra criança...quanto pra mãe, né? Não é normal uma criança nunca Ter mastigado nada... nunca Ter aceitado nada na boca sem ser a mamadeira,né? E aí entre as orientações, eu orientava muito ela a falar com a Bruna né? Então eu comecei a orientação falando assim: Coloque a mamadeira e um pratinho.

Eu tava sozinha com uma mãe,

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Você tira da mamadeira aquele mingalzão, coloca num pratinho, pra criança ver que é o mesmo e conversa com ela. E era uma mãe assim muito monossilábica, sabe? E aí eu lembro que assim...a gente tava no atendimento e eu falei assim pra ela: -você tem que conversar com a Bruna. –Ah, mas eu converso com ela. Aí eu peguei... e falei assim: - Então em dá um exemplo de que você conversa com ela. –Ah ! Quando eu tô na cozinha fazendo comida...eu sempre converso com ela. Então tá bom...como é que é sua cozinha? –Ah, minha cozinha tem uma mesa assim...umas almofadas aqui... uma mesa aqui... ná, ná ná...ná, ná, ná.... –Onde tá a Bruna? –Ah! Ela fica sentadinha no

chão...brincando e tal. Então tá, então faz de conta que eu sou a Bruna...e você tá fazendo comida. Então, a gente encena mesmo.

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A gente encenou....foi bem legal, e aí...ela virou pra mim, que tô fazendo papel de Bruna e falou: -Bruna pega a cebola pra mamãe! Bruna pega a batata! Então tá, então agora você vai sentar aqui, você é a Bruna e eu sou você. Então, agora, eu vou fazer exatamente o que você fez. Aí eu comecei a reproduzir exatamente sem olhar pra ela,né? É porque ela não olhava pra criança só virava o rosto e fazia assim: - Pega não sei o que lá...E na hora ela começou a chorar. Aí eu perguntei assim: Tá acontecendo alguma coisa? E ela disse: -Eu só dou ordens pra minha filha!Eu não converso com ela que nem você faz. Você conversa com ela mais do que eu. E aí o legal do psicodrama é assim... a gente não pára por ali, tipo...- Tá vendo???? Você não conversa com sua filha!!!! A gente fala assim: então tá

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o que a gente pode fazer diferente? Então agora eu sou a Bruna de novo. Vamos tentar uma situação onde você faz diferente.E aí ela faz de uma maneira diferente. A gente trocou o papel de novo, eu repeti a cena e aí falei assim: - Como é que vc tá agora? Você tá mais confortável? Ah, agora assim ficou mais confortável né, mais ...Juntas a gente encontrou uma forma de mudar e não só de virar e falar assim....de criticar o que ela faz né? E não assim: Olha, vc tem que mudar né? O que muitas pessoas acabam fazendo por falta de recursos né? Então o psicodrama, eu uso muito melhor também nesse aspecto de tá ajudando a pessoa a encontrar uma outra solução, sem eu Ter que dar a solução. É um exemplo bem legal.

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Possui algum exemplo de

Entrevistador Técnicas/ Materiais Afetividade Formação pessoal Com quem Como você vê receptividade do paciente quanto a técnica dramática? eu sempre ... quando eu começo a atender...eu falo olha, eu sou fono,

psicodramatista, mas eu não falo assim: Agora vamo fazer...não! No contexto eu falo assim: Como é que foi? Que nem com aquela mãe que eu dei exemplo. Me dá um exemplo de como você fala com ela. Faz de conta que a aqui é sua cozinha.

Assim... as crianças entram, você não precisa nem falar. Criança é uma coisa assim...que você não precisa nem aquecer. Você fala assim...vamo fingir tal coisa. Como seria se....?

O adulto você tem que Ter o aquecimento um pouco maior...né?

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...aí eu uso muito de objeto intermediário, por exemplo: bonecas... porque vc não precisa estar dramatizando só com o seu corpo. Você pode estar dramatizando com uma boneca.

É muito legal trabalhar com objetos intermediários. Já usei vídeos como objetos

intermediários pra chegar no objetivo...

Não só dramatização corporal. Pode ser uma boneca falando com outra boneca..

Ela pode virar pra mim e falar: -Ah, não!

Então, eu respeito isso. Aí eu parto pra outra coisa.

Aí se ela não aceita dramatizar

...se por um acaso não entra de jeito nenhum...aí, não tem como.. ...você tem que respeitar cada um.

Isso dá um efeito muito legal com psicóticos.

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Como você chegou ao uso desta abordagem? Por quê?

que eram duas professoras fonoaudiólogas, elas usavam a técnica de psicodrama

chamada Role- Playing que é a ... jogo de papéis.Então naquela matéria a gente trabalhava muito o

papel profissional com muitas técnicas do psicodrama,

então assim, a gente tava estruturando...porque no ano seguinte a gente ia tá por nós mesmas...e eu achei

encantador aquele jeito de trabalhar...

No meu último ano da faculdade, eu tive uma matéria chamada estruturação do papel do profissional fonoaudiólogo,

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Então, eu posso ta usando uma proposta com você e vai sair de um jeito. A mesma proposta com a Aninha...vai sair de outro jeito! Então eu acho que é esse o significado... de você tá criando a cada vez. Se eu repetir com você , vai ser um outro jeito, então é isso que eu acho legal!

fui me formar com elas e quando me formei, logo depois já entrei na formação. Fiz a formação, a especialização, pela PUC de dois anos e meio, mas no Sedes, são dois anos. Me formei em 98 e fiz o psicodrama em 99, desde então, você acaba tendo uma outra visão, né? Ele te dá uma visão bem diferente...Eu acho que é uma outra visão do mundo sabe...tem o significado de ter possibilidades de não ficar engessada naquela coisa já conhecida, né, porque quando você usa o psicodrama, você cria, né?

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Qual a contribuição dessa abordagem para

Fonoaudiologia?

Acredito que a visão de homem como um ser relacional... que depende da relação com o outro para se desenvolver... é a primeira contribuição pra

fonoaudiologia, porque a gente tem como objeto de estudo a comunicação e para que a gente tenha a comunicação, precisamos de um outro, né? O Moreno...ele....apresenta na sua teoria muitas contribuições para a fonoaudiologia entender o desenvolvimento do homem. A segunda contribuição e muito importante... é a base teórica para trabalhar com grupos... porque na fono pouco se fala em trabalho em grupo, né,... e o que existe é muito vago...e olha...

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não é apenas colocar pessoas na mesma sala e propor algo... existe toda uma teoria por trás...

...a partir do momento em que a fono entende isso.... através do psicodrama ela tem uma compreensão maior dos movimento que existem em grupo...podendo então encontrar estratégias e recursos pra atingir os objetivos específicos da área....seja com voz,

linguagem, crianças , adultos...

ENTREVISTADA -2

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Qual a sua visão psicodramaática?

Fale de sua experiência com o psicodrama

È, tem o psicoterápico e o sócio-educacional, e a minha linha é o sócio-educacional, porque só pode fazer o psicoterápico, psicólogos e psiquiatras.

Eu usava muito assim...mais técnicas, achava legal, achava interessante, achava que fazia o trabalho andar de uma forma mais dinâmica.

eu acho que combina mais com a forma como eu penso, assim...com a visão de homem.

Depois que eu fui me

aprofundar mais, estudar mais a visão teórica, filosófica que daí...

Moreno fala que o homem...é um ser espontâneo e criativo.

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3- Quais os limites e vantagens que você verifica na utilização do psicodrama?

As vantagens são as técnicas...de me ampliar possibilidades de recursos...

E eu sempre achei isso muito do trabalho, mesmo quando

qualquer coisa que seja, a pessoa precisa tá conseguindo liberar sua espontaneidade e sua criatividade pra poder entrar no trabalho....então eu comecei a achar que o psicodrama tinha tudo a ver.

você vai trabalhar....com linguagem, com

comunicação, com distúrbio articulatório.

A maioria dos pacientes que eu atendo tem deficiência mental e transtornos psiquiátricos.

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Mas, assim..., como eu tô fazendo um trabalho junto com acompanhamento terapêutico, que é, eu acompanho o paciente, pego ele na casa dele e acompanho ele no social. Desde fazer uma reinserção social até colocação no mercado de trabalho. Dá um sentido na vida, uma rotina, um cotidiano, e essa pessoa poder se desenvolver em relação a isso.

Isso, na verdade, eu comecei a fazer e no começo

eu achei que era uma prática diferente da fonoaudiologia. Então, eu achava que devia deixar de ser fono e ser

acompanhante terapêutica. Aí, fui fazer a formação pra acompanhamento terapêutico, e fazia supervisão...tudo....

Então têm problemas de comunicação , de linguagem

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e eu percebi que essa pessoa que eu trabalhei desenvolveu muito a linguagem... e eu percebi que ela se desenvolveu não só nas habilidades sociais, mas que eu

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