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Teste Bender Teste Bender 

No documento Psicopedagogia Clínica (páginas 62-67)

Teste Bender 

O Bender é um teste construído por Lauretta Bender 

O Bender é um teste construído por Lauretta Bender 

(1938) visando definir índices de maturação percepto-

(1938) visando definir índices de maturação percepto-

motora. É constituído por nove cartões em que estão

motora. É constituído por nove cartões em que estão

desenhadas figuras simples ou complexas com linhas

desenhadas figuras simples ou complexas com linhas

retas, linhas curvas, linhas pontilhadas.

retas, linhas curvas, linhas pontilhadas.

0

0 sujeito, à sujeito, à vista do vista do cartão, deverá fazer cartão, deverá fazer a melhor a melhor 

cópia possível do desenho apresentado pelo

cópia possível do desenho apresentado pelo

experimentador. Registra-se a sua maneira de construir 

experimentador. Registra-se a sua maneira de construir 

o desenho da figura e

o desenho da figura e todas as condutas apresentadastodas as condutas apresentadas

durante a execução.

durante a execução.

Sua aplicação delimita-se a uma sessão onde é apre-

Sua aplicação delimita-se a uma sessão onde é apre-

sentada ao paciente o conjunto de nove cartões. Em

sentada ao paciente o conjunto de nove cartões. Em

seguida os cartões são recolhidos e é solicitado ao su-

seguida os cartões são recolhidos e é solicitado ao su-

 jeito que copie cada um dos cartões apresentados pelo

 jeito que copie cada um dos cartões apresentados pelo

experimentador, um após o outro, numa única folha.

experimentador, um após o outro, numa única folha.

Material Material lápis grafite HB lápis grafite HB  borracha  borracha

1 folha de papel sulfite

1 folha de papel sulfite

(não é apresentado ao paciente a régua)

(não é apresentado ao paciente a régua)

Análise:

Análise:

Em relação ao processo e ao produto final apresen-

Em relação ao processo e ao produto final apresen-

tado pelo sujeito deverão ser analisados os seguintes

tado pelo sujeito deverão ser analisados os seguintes

aspectos gerais:

Psicopedagogia Clínica Psicopedagogia Clínica Localização espacial Localização espacial Organização do espaço Organização do espaço Rotação da folha

Rotação da folha DomínioDomínio

da folha

da folha

Proporção dos desenhos em comparação com a

Proporção dos desenhos em comparação com a

folha

folha

O uso da borracha

O uso da borracha

A troca do papel (solicitação de outro papel)

A troca do papel (solicitação de outro papel)

Pedido de régua

Pedido de régua

Classificação, seriação, ordenação

Classificação, seriação, ordenação

Reversibilidade

Reversibilidade

Acomodação

Acomodação

Representação das linhas retas e das linhas curvas

Representação das linhas retas e das linhas curvas

Adequação do desenho em

Adequação do desenho em relação a realidaderelação a realidade

Se existe delimitação entre os desenhos

Se existe delimitação entre os desenhos

Se existe sobreposição de figuras

Se existe sobreposição de figuras

A questão da

A questão da viscosidadeviscosidade

A questão da decalagem

A questão da decalagem

O medo de errar 

O medo de errar 

Posteriormente deverá ser realizada análise de

Posteriormente deverá ser realizada análise de

cada uma das reproduções elaboradas pelo sujeito,

cada uma das reproduções elaboradas pelo sujeito,

frente aos cartões apresentados, considerando as

frente aos cartões apresentados, considerando as

seguintes questões:

seguintes questões:

Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico

Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico

Figura A:

Figura A:O círculo e um quadradoO círculo e um quadrado

  Nesta prancha observaremos especificamente a

  Nesta prancha observaremos especificamente a

questão da articulação entre a afetividade e a cognição,

questão da articulação entre a afetividade e a cognição,

a articulação entre a figura feminina e a figura mas-

a articulação entre a figura feminina e a figura mas-

culina. O círculo representa a figura feminina e a

culina. O círculo representa a figura feminina e a

afetividade. O quadrado representa a figura masculi-

afetividade. O quadrado representa a figura masculi-

na e a cognição.

na e a cognição.

Qualquer deformação no desenho das figuras refle-

Qualquer deformação no desenho das figuras refle-

tirá em suas respectivas correlações.

tirá em suas respectivas correlações.

Figura n.

Psicopedagogia Clínica

Psicopedagogia Clínica

A figura é formada por uma série de pontos; não são

A figura é formada por uma série de pontos; não são

 bolinhas e nem tracinhos, são pontinhos.

 bolinhas e nem tracinhos, são pontinhos.

As bolinhas remetem às questões afetivas, a figura

As bolinhas remetem às questões afetivas, a figura

feminina.

feminina.

Os tracinhos remetem às questões cognitivas, a fi-

Os tracinhos remetem às questões cognitivas, a fi-

gura masculina. Nesta prancha a terapeuta deverá ob-

gura masculina. Nesta prancha a terapeuta deverá ob-

servar a seriação, se desenha de acordo com o model

servar a seriação, se desenha de acordo com o modeloo

apresentado ou não. Se o paciente desenha

apresentado ou não. Se o paciente desenha

 proporcionalmente ou se ele necessita contar um por 

 proporcionalmente ou se ele necessita contar um por 

um dos pontos para elaboração da figura, estabelecen-

um dos pontos para elaboração da figura, estabelecen-

do uma correspondência biunívoca.

do uma correspondência biunívoca.

Se o paciente precisa contar cada um dos pontos,

Se o paciente precisa contar cada um dos pontos,

 pode ter necessidade de regras indicando assim um

 pode ter necessidade de regras indicando assim um

déficit lúdico criativo, ou dificuldade da internalização

déficit lúdico criativo, ou dificuldade da internalização

de imagens (hipoacomodação).

de imagens (hipoacomodação).

A forma como o paciente desenha os pontos pode

A forma como o paciente desenha os pontos pode

estar relacionada com a contenção ou agressividade

estar relacionada com a contenção ou agressividade

  podendo apresentar também uma regressão

  podendo apresentar também uma regressão

visomotora.

visomotora.

Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico

Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico

Analisar a distribuição geral, utilização da borracha

Analisar a distribuição geral, utilização da borracha

e do lápis.

e do lápis.

Observar como é sua seriação e ordenação, se o pa-

Observar como é sua seriação e ordenação, se o pa-

ciente possui percepção ou se necessita contar um por 

ciente possui percepção ou se necessita contar um por 

um. Esta figura nos remete à questão feminina e a

um. Esta figura nos remete à questão feminina e a

afetividade.

afetividade.

Figura n.

Figura n.oo3/ Cartão n.3/ Cartão n.oo44

Observar a seriação, a ordenação e a coordenação.

Observar a seriação, a ordenação e a coordenação.

Observar se o paciente inicia o desenho do maior 

Observar se o paciente inicia o desenho do maior 

 para o menor ou vice-versa (se começa tirando até che-

 para o menor ou vice-versa (se começa tirando até che-

gar ao menor ou vai acrescentando).

gar ao menor ou vai acrescentando).

Observar como o sujeito desenha, relacionando à

Observar como o sujeito desenha, relacionando à

elaboração da angústia da castração.

elaboração da angústia da castração.

Figura n.

Psicopedagogia Clínica

Psicopedagogia Clínica

Observar se existem deformidades no desenho; se

Observar se existem deformidades no desenho; se

o paciente apresenta maior facilidade em desenhá-lo

o paciente apresenta maior facilidade em desenhá-lo

com maior curvas indica que ele pode ter problemas

com maior curvas indica que ele pode ter problemas

com a figura feminina e com a afetividade. Se o dese-

com a figura feminina e com a afetividade. Se o dese-

nho apresenta-se mais reto indica que ele pode ter pro-

nho apresenta-se mais reto indica que ele pode ter pro-

 blemas com a figura masculina e com a

 blemas com a figura masculina e com a cognição.cognição.

Figura n.

Figura n.oo5/ Cartão n.5/ Cartão n.oo66

Observar como é copiado o desenho, se o paciente

Observar como é copiado o desenho, se o paciente

faz bolinhas ou pontinhos (o padrão correto é ponti-

faz bolinhas ou pontinhos (o padrão correto é ponti-

nhos).

nhos).

Observar se existe deformação na figura. Caso o pa-

Observar se existe deformação na figura. Caso o pa-

ciente necessite ficar contando os pontinhos pode ser 

ciente necessite ficar contando os pontinhos pode ser 

indicativo de dificuldade viso-motora.

indicativo de dificuldade viso-motora.

Se o

Se o paciente ao invés de desenhar pontinhos, dese-paciente ao invés de desenhar pontinhos, dese-

nhar uma linha contínua pode

nhar uma linha contínua pode ser indicativo de dificul-ser indicativo de dificul-

dade de lidar com a falta (castração).

dade de lidar com a falta (castração).

Se o paciente liga os pontinhos após desenhar pode ser 

Se o paciente liga os pontinhos após desenhar pode ser 

um indicativo de dificuldades em relação a vínculos.

um indicativo de dificuldades em relação a vínculos.

Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico

Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico

Figura n.

Figura n.oo6/ Cartão n.6/ Cartão n.oo77

Esta figura representa a afetividade e a figura femi-

Esta figura representa a afetividade e a figura femi-

nina. Caso apresente deformidades vão estar relaciona-

nina. Caso apresente deformidades vão estar relaciona-

das com as mesmas.

das com as mesmas.

Figura n.

Figura n.oo7/7/CarCartão tão n.n.oo88

Deve-se observar como é realizado o desenho, caso

Deve-se observar como é realizado o desenho, caso

apresente deformidades, esta vai estar relacionada com

apresente deformidades, esta vai estar relacionada com

a coordenação viso-motora. Esta prancha contém duas

a coordenação viso-motora. Esta prancha contém duas

figuras que se interpenetram e remetem à questão fálica

Psicopedagogia Clínica

Psicopedagogia Clínica

Figura n.

Figura n.oo8/ Cartão n.8/ Cartão n.oo99

Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico

Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico

C - O terapeuta deverá observar se o paciente apre-

C - O terapeuta deverá observar se o paciente apre-

senta viscosidade em seus desenhos, ou seja, o pa-

senta viscosidade em seus desenhos, ou seja, o pa-

ciente olha para a primeira figura, segunda figura e

ciente olha para a primeira figura, segunda figura e

outras seqüencialmente e não consegue simbolizá-

outras seqüencialmente e não consegue simbolizá-

las totalmente separadas.

las totalmente separadas.

O

O paciente pode desenhar primeiro uma e depois a paciente pode desenhar primeiro uma e depois a

outra. Esta figura remete às questões fálicas, à mascu-

outra. Esta figura remete às questões fálicas, à mascu-

linidade.

linidade.

Caso as figuras se interpenetrem pode ter indício

Caso as figuras se interpenetrem pode ter indício

de que a figura masculina está melhor elaborada pelo

de que a figura masculina está melhor elaborada pelo

 paciente.

 paciente.

O terapeuta deverá observar a idade do paciente

O terapeuta deverá observar a idade do paciente

 pois este pode estar demonstrando em seu desenho a

 pois este pode estar demonstrando em seu desenho a

hierarquia existente em relação à figura masculina.

hierarquia existente em relação à figura masculina.

Observações ao Teste do Bender 

Observações ao Teste do Bender 

A - O terapeuta deverá observar se o paciente faz

A - O terapeuta deverá observar se o paciente faz

uma divisão (cercado) entre as figuras. Esta atitu-

uma divisão (cercado) entre as figuras. Esta atitu-

de pode demonstrar dificuldade em estabelecer 

de pode demonstrar dificuldade em estabelecer 

vínculos.

vínculos.

B - O terapeuta deverá observar se o paciente apre-

B - O terapeuta deverá observar se o paciente apre-

senta decalagem em seus desenhos, ou seja, começa

senta decalagem em seus desenhos, ou seja, começa

desenhando bem e vai caindo no seu desempenho.

Psicopedagogia Clínica

Psicopedagogia Clínica O Texto no Contexto: Apresentando um CasoO Texto no Contexto: Apresentando um Caso

No documento Psicopedagogia Clínica (páginas 62-67)

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