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TESTES E AVALIAÇÕES

No documento Alexandre Correia Rocha (páginas 37-41)

3.MATERIAIS E MÉTODOS

3.5 TESTES E AVALIAÇÕES

Massa corporal (kg): Os sujeitos ficaram em pé, descalços, com os braços ao logo do corpo e com o mínimo de roupas possível. A massa corporal foi medida utilizando-se balança (G Tech Glass), com precisão de 0,1 Kg.

Estatura (m): Os sujeitos ficaram de costas para a escala de mediada, em pé, descalços, com os braços ao logo do corpo. Além disso, foram orientados a seguirem as orientações do plano de Frankfurt no momento da medida realizada através de estadiômetro da marca WISO, com precisão de 0,01 cm.

Índice de massa corporal – IMC (Kg/m²): Este foi calculado através da seguinte equação:

IMC (Kg/m²) = massa corporal (kg) / estatura(m)2.

Frequência cardíaca (FC, bpm): A frequência cardíaca foi mensurada através do frequencímetro de marca Polar modelo S810.

20 Pressão arterial (PA, mmHg): As avaliações de PA foram realizadas com os sujeitos sentados após 30 minutos de repouso e durante a recuperação. As medidas da PA durante as rotinas foram realizadas imediatamente ao término de cada exercício (Figura 3). A PA foi mensurada pelo método auscultatório, para este procedimento utilizou-se um esfigmomanômetro aneróide da marca Becton, Dickinson (BD) e um estetoscópio da maca Littman. Este é o método mais comum para verificar as medidas da PA. É um método de caráter intermitente, ou seja, a verificação de uma nova medida requer que todo o procedimento seja refeito (POLITO e FARINATTI, 2002). Sabe-se que aproximadamente dez segundos após o esforço, são suficientes para que a PA volte a seus valores de repouso (McDOUGALL e cols., 1985). Isso acaba comprometendo a utilização desse método para avaliação das respostas da PA frente aos exercícios de força, haja visto, que o tempo médio para a mensuração da PA por esse procedimento é de aproximadamente quarenta e cinco segundos. Porém, a medida eventual da PA após um exercício é um método mais seguro e eficiente de acompanhar a magnitude das alterações pressóricas (POLITO e FARINATTI, 2002). Além disso, diversos estudos tanto nacionais quanto internacionais que investigaram as alterações da PA frente ao ER fizeram o uso deste equipamento (FISHER, 2001; FORJAZ e TINUCCI, 2000; POLITO e cols., 2004; MELO e cols., 2010; COSTA e cols., 2010).

REP AQ E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 RE

MPA MPA MPA MPA MPA MPA MPA MPA MPA MPA MPA MPA

Figura 3. Dinâmica das avaliações cardiovasculares. REP: repouso (após 30 minutos); AQ:

aquecimento; E: exercício; REC: Recuperação (de 15 em 15 minutos até 90 minutos); MPA:

medida da PA

Ao final do aquecimento e imediatamente após cada exercício

21 Duplo Produto (DP, mmHg x bpm): O duplo produto é o método mais indicado para avaliar a intensidade do exercício de força (ACSM, 2000). O DP expressa o nível de trabalho do músculo cardíaco (Terra e cols, 2008). O mesmo foi determinado através da seguinte equação:

DP (mmHg X bpm) = (FC * PAS) FC (bpm )= Frequência cardíaca

PAS (mmHg) = Pressão arterial sistólica

Hipotensão pós exercício (HPE): para avaliar a HPE foram realizadas mensurações de quinze em quinze minutos da PA após sessão durante 90 minutos.

Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC): O conhecimento de que existem flutuações da frequência cardíaca, ou seja, oscilações entre um ponto R e o outro no eletrocardiograma, e estas refletem na interação do sistema nervoso simpático e parassimpático, fornece uma opção para o estudo do sistema nervoso autônomo, a partir da VFC (RIBEIRO e MORAES, 2005;

LOPOES e cols., 2009). De forma geral, a VFC representa as oscilações entre os batimentos cardíacos consecutivos (intervalos R-R) e alterações nesses padrões fornecem um indicador sensível e antecipado de comprometimento na saúde, ou seja, reduções na VFC cardíaca estão associados a diversas patologias dentre elas a HAS e a morte prematura (VANDERLEI E cols., 2009; LOPES e cols., 2009). Existem vários métodos disponíveis para avaliar a VFC, os realizados no domínio da frequência (análise espectral) ou no domínio do tempo e ambos possibilitam a identificação de diversos índices que são calculados utilizando apenas os intervalos R-R normais (RIBEIRO e MORAES, 2005).

O registro do intervalo R-R (ms) foi realizado através da utilização de um frequencímetro da marca Polar modelo S810. Nesse monitor de FC, o cinto transmissor detecta o sinal eletrocardiográfico batimento-a-batimento e o transmite através de uma onda eletromagnética para o receptor de pulso Polar, onde essa informação é digitalizada, exibida e arquivada. Esse sistema detecta a despolarização ventricular, correspondente a onda R do

22 eletrocardiograma, com uma frequência de amostragem de 500 Hz e uma resolução temporal de 1 ms (RUHA e cols., 1997) e foi validado previamente contra eletrocardiografia padrão por Holter (LOIMAALA e cols., 1999). Em seguida os arquivos de registro foram transferidos para o Polar Precision Performance Software através da Interface Infrared, ou IrDA, que permite a troca bidirecional de dados de exercício com um microcomputador para posterior análise da variabilidade do intervalo de pulso cardíaco nas diferentes situações registradas (Figura 4).

Figura 4. Registro da frequência cardíaca obtido através do Polar modelo S810 em um sujeito avaliado durante os 15 minutos de repouso.

As variâncias das séries de R-R foram avaliadas no domínio do tempo e no domínio da frequência (Malliani et al., 1991). Após aquisição e armazenamento dos dados no computador, os intervalos R-R provenientes do frequencímetro foram convertidos e armazenados em arquivos Excel e o mesmo foi verificado visualmente para identificar e/ou corrigir alguma marcação incorreta. Em seguida foi gerado a série temporal do sinal a ser estudado, no caso, o intervalo de RR cardíaco (tacograma). Os dados foram analisados e tabelados através do programa MATLAB no formato da transformada rápida de Fourier

23 (FFT). Após esse remodelamento matemático, foram obtidas as potências absolutas nas respectivas bandas de frequências pré-determinadas: muito baixa frequência (MBF, < 0,04 Hz), baixa frequência (BF, 0,04-0,15 Hz) e alta frequência (AF, 0,15-0,4 Hz). Os dados foram expressos em valores absolutos e em unidades normalizadas. O componente BF é usado como um índice de modulação simpática. O componente AF é usado como um índice de modulação parassimpática. A relação BF/AF indica o balanço simpato-vagal. A detecção dos intervalos R-R obtida do frequencímetro seguiu os mesmos critérios descritos anteriormente para a montagem das séries temporais da variabilidade no domínio da frequência. Para esse estudo a variância total será utilizada como índice no domínio do tempo (ISHISE et al.,1998; SOARES et al., 2004).

Foram analisados 2 a 3 trechos de 510 pontos de cada sujeito em cada tempo avaliado do repouso ou da recuperação.

No documento Alexandre Correia Rocha (páginas 37-41)

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