@t-Hr Hry-tpt smt nbt-pt Hnt mHyt
Hathor, a que está à frente da necrópole, senhora do céu, senhora do vento norte.111 Ln. 190)
Parede sul
Fig. 41 − O vizir e sua esposa diante dos deuses, DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose, Pl. XXII.
283
rdit iAw Wsir Hry-tp n tA r Dr.f imy-r niwt TAt(y)
Fazendo uma adoração a Osíris, pelo que está à frente da terra na sua totalidade, o governador da cidade, o vizir
Rams mAa-xrw Dd.f Ramose, justificado, ele diz: 284
ii.n.i m http m km n aHa(w) m Hswt nt nTr-nfr
Eu vim em paz112, tendo completado o (meu) tempo de vida nos favores do deus bom
285
iw iri.n.i mrrt rmT hrrt nTrw r n.s
fiz o que era desejado pela Humanidade, aquilo com que os deuses se alegravam, 286
iw iri.n.i Hsst nTr niwt.i nn wAD.i HDtw n.f
fiz aquilo que agradava ao deus da minha cidade e não aquilo que depreciava os seus mandamentos.
287
nn iri.n.i isftw.f r rmT iw iri.n.i
Não fiz coisas (consideradas) más por ele ou pela Humanidade mas pratiquei
mAat Hr tA a maet na terra 288
Iw.i rx.kwi Hss.k mAa ib tm irt spw nt DA(yt)
porque sei que tu recompensas a justeza do coração de quem não fez uma acção má. Diz Merytptah:
289
rdit iAw Wsir sn tA n Wnn-nfr mAa-xrw
Fazendo uma adoração a Osíris, beijando a terra a Uennefer, justificado. 290
inD Hr.k Smayt nt Imn nbt-pr Mryt-PtH mAat-xrw
Saudações a ti, pela cantora de Amon, a dona de casa Meryt-Ptah, justificada. 291
Nsw nb nHH sA Nwt iwa Gb…
Rei e senhor da eternidade, filho de Nut, herdeiro de Geb…
Lintel. Interior da porta de entrada
Fig. 41 − Lintel da porta de entrada. O vizir é purificado, DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier
Ramose, Pl. XXXVIII-1.
Região direita. Atrás do vizir 292
Iwnw mwt.f swab.f ©Hwty wdn.n.f
Iunu, sua mãe, fez a sua purificação113; Tot ofereceu-lha.
293
in r-pa HAty-a smr-wa tkn m nb mrr nb tAwy Hr bitw.f
Pelo senhor e nobre, companheiro único, o que se aproxima do seu senhor, o que é amado pelo senhor das Duas Terras, pelas suas virtudes
294
Ak r ah pri Xr Hswt
O que entra no palácio e sai, em favor, 295
Hritw Hr priw n r.f
e as pessoas ficam satisfeitas com o que sai da sua boca 296
sDAw-bity imy-r niwt TAt(y) Rams mAa-xrw
O chanceler do Baixo Egipto, o governador da cidade, o vizir Ramose, justificado.
Região esquerda
297
Im.sn iw wab wab r-Nxny
Neles está a dupla purificação, ó boca de Nekhen114
298
Irty ¡r m pr.f iri mAat ms…
Os olhos de Hórus da sua casa, o que pratica a maet, nasce… 299
sDAw-bit(y) imy-r kAtw m mnw wrw imy-r niwt Rams mAa-xrw
o chanceler do Baixo Egipto, o superintendente dos trabalhos nos grandes monumentos. (o governador da cidade), o vizir que faz justiça, Ramose, justificado
113 Do vizir, naturalmente. 114 Referência à cidade de Nekhen
Parede sul, metade inferior115
Pl. XXVIII (2) −Sem texto
Parede ocidental. Lado sul, (Pls. XXIX-XXXI)
Amenhotep IV entronizado na companhia da deusa Maet, (Pl. XXIX). Sobre o lintel do pavilhão, à esquerda e à direita de um sol dotado de asas
300
BHdt nTr aA sAb Swt nb pt di.f anx wAs
(Hórus) de Behedet, deus grande, de variegadas plumas116, senhor do céu, dá-lhe vida e força
Pilares esquerdo e direito
Fig. 42 − Parede ocidental. Lado sul. Ramose apresenta a Amen-hotep IV objectos sagrados das divindades. DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose, Pls. XXIX, XXXI. Cena inacabada.
301
@r kA nxt qA(i)
Hórus, touro poderoso, com altas plumas 302
nsw-bit(y) nb tAwy Nfr-xprw-Ra wa-n-Ra di anx sA Ra meri.f Rei do Alto e do Baixo Egipto, senhor das Duas Terras, Neferkheperuré Uaenré, dotado de vida, filho de Ré, seu amado
115 Está muito danificada. Refere oferendas rituais a vários deuses como Amon, Ré, Mut e Ré-Horakhti bem
como à sagrada Enéade.
116 Embora o primeiro da titulatura (nome de Hórus) não esteja aqui indicado, ele aparece muito perto, no
cimo do pilar. De qualquer modo o epíteto sAb Swt é típico desta divindade. Ver GARDINER, Egyptian
303
Imn-htp nTr HqA wast aA m aHaw.f tit Ra xnt rn.f r nsw n nb
Amen-hotep, deus soberano de Uaset (Tebas), grande no seu tempo de vida, imagem (viva?) de Ré, diante do seu nome, de senhor de tudo.117
Diante de Maet que segura nas mãos o signo triplo que se pode ler como rnpwt
304
MAat sAt Ra Hr-ib aH nbt pt
Maet, filha de Ré, a que está no palácio, senhora do céu, 305
(m)-ab nTrw di.s HHw rnpwt
na companhia dos deuses118. Possa ela conceder-lhe milhões de anos.
Sob o trono real dispõem-se os inimigos tradicionais do Egipto, os «Nove Arcos», representados pelos seus emblemas. São os seguintes:
¡A (w) nbw Hau-nbu ¥wtiw Chutiu TA Sma(w) Alto Egipto ¥xtiw-(i)m Sekhtiu-im TA-mHw Baixo Egipto Pdtiw-Sw Pedetiu-chu *Hnw Tehenu (Líbios) Iwnw-st(y)
Iunetiu-seti (tribo núbia)
Mntiw-stt
Mentiu-setet (Asiáticos)
O vizir diante de Amen-hotep IV, (Pl. XXX) 306
Dd-mdw in imy-r niwt TAt(y) Rams mAa-xrw
Palavras ditas pelo governador da cidade, o vizir Ramose, justificado: 307
n kA anx n (i)t.k Imn-Ra nb nswt tAwy
Para o teu ka, um ramo de teu pai, (Amon-Ré, senhor dos tronos das Duas Terras,
117 Esta reconstrução é sugerida pela pl. XXIX. 118 Note-se o complicado arranjo gráfico.
308
nb Ipt-swt senhor de Ipet-sut119).
309
Tw Hs.f tw mry.f tw swAH.f aHa(w).f wr
Possa ele favorecê-lo e amá-lo, fazer com que ele perdure e o seu tempo de vida seja longo. 310
Sxr xftyw.k m(w)t m anx
(Possa ele) derrotar os teus inimigos, na morte (como) na vida
311
mn.ti Hr st ¡r nb anxw
(enquanto) tu estás firme no trono de Hórus, senhor dos vivos. 312
Anx wAs nb Xr.k snb nb xr.k mi (i)t.k Ra ra-nb
Toda a vida e prosperidade (esteja) contigo, toda a saúde (esteja) contigo, tal como Ré, teu pai (está contigo) todos os dias.
313
Dd-mdw in r-nxn(y) n Hmt nTr Maat imy-r niwt Tat(y) Rams mAa-xrw Palavras ditas pela boca de Nekhen, pelo sacerdote de Maet, o governador da cidade, o vizir Ramose, justificado:
314
n kA.k n (i)t.k
Para o teu ka um ramo de teu pai, 315
Anx(w) Ra-@r-Axty Hay m Axt m rn.f Sw nty m Itn
o vivo Ré-Horakhti que rejubila no horizonte, no seu nome de «a luz que está no disco solar». 316
Tw Hs.f tw mry.f tw swAH.f tw di.f HHw
Possa ele favorecê-lo e amá-lo, conceder-lhe uma longa vida. Possas tu dar-lhe milhões
317
m rnpw gnwt.k (n) Hbw-sd de anos, nos teus registos dos jubileus. 318
tAw nbw Xr tbty.k
Todas as terras estão sob as tuas sandálias. 319
Sxr xftiw.k m(w)t m anx
(Possa ele) derrotar os teus inimigos, na morte (como) na vida 320
Awt-ib nb r.k snb nb Xr.k anx nb Xr.k
Que toda a alegria (desça) sobre ti, toda a saúde (desça) sobre ti, toda a vida (desça) sobre ti, 321
Iw.k mn.ti Hr nst Ra Dt (n)HH
(enquanto) tu estás firme no trono de Ré, eternamente e para sempre. Pl. XXXI
Junto do primeiro homem 322
n kA.k anx n Mwt tw mry.s
Para o teu ka, um ramo de Mut, possa ela amar-te 323
Tw di.s awy.s m sA HA.k
e pôr os seus braços, em protecção, em volta de ti. 324
in imy-r niwt TAt(y) Rams mAa-xrw Pelo governador da cidade, o vizir Ramose, justificado. 325
N kA.k anx n ¢nsw-http di.f Awt-ib nb xr.k
Para o teu ka, um ramo de Khonsu-hotep. Possa ele dar conceder toda a alegria sobre ti. 326
In r-Nxn(y) Hmt-ntr (n) Maat imy-r niwt TAt(y) Rams mAa-xrw Pela voz de Nekhen, o sacerdote de Maet, o governador da cidade, o vizir Ramose, justificado. Entre as duas figuras, no registo inferior
327
ms anx n nsw
Trazendo um ramo para o rei.
Parede Ocidental, lado norte (Pls. XXXII - XXXVIII)
Fig. 43 − Parede ocidental. Lado norte. Recompensa do vizir Ramose. É recebido em solene audiência por Amen- hotep IV, junto à janela das aparições do Gem-pa-Aton. DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose,
Fig. 44 − Parede ocidental. Lado norte. Continuação da cena anterior. Depois da audiência, o vizir dirige-se ao templo de Aton. DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose,Pl. XXXVIII.
O vizir presta homenagem a Amen-hotep IV:
328
rdit n nTr-nfr sn ta n nb tAwy in r-pa(t) smr-wa
Prestando homenagem ao deus bom, beijando a terra (diante) do senhor das Duas Terras, pelo senhor e companheiro único,
imy-r niwt TAt(y) Rams Dd.f o governador da cidade, o vizir Ramose. Ele diz: 329
wbn.k Nfr-xprw-Ra Wa-n-Ra xay.k mi it.k pA Itn anx Tu brilhas, ó Neferkheruré-Uaenré, e apareces como teu pai, o Aton vivo. 330
di.f n.k (n)HH n nsw anx pd m HqA Awt-ib
Possa ele conceder-te a eternidade como rei e uma vida longa como um feliz soberano
No campo do vizir que está a ser revestido com colares de ouro por dois servidores. Diz ao rei: 331
r-pa(t) smr-wa Hsy mri nb tAwy imy-r niwt TAt(y) Rams Dd.f
O senhor e companheiro único, favorecido e amado pelo senhor das Duas Terras, o governador da cidade, o vizir Ramose, ele diz:
ssnb (pr-aA) pA Itn… Possa Aton dar saúde ao faraó … Discurso de Ramose ao povo: 333
pA Itn Hr.k iai ib.f pA HqA nfr qni m xpr wbn n.f
Possa Aton estar contigo e lavar o seu (sic) coração120 a este bom e valente soberano que veio à
existência. Brilha para ele
pA Itn ó Aton! 334
Ssnb pr aA pA Itn Dá saúde ao faraó, ó Aton!
Pl. XXXV - Sem texto
Discurso do rei, (Pl. XXXVI)
335
Dd-mdw in nsw anx m MAat nb tAwy
Palavras ditas pelo rei que vive em Maet, [o senhor das Duas Terras, 336
nTr.nfr Nfr-xprw-Ra wa-n-Ra sA-Ra Imn-htp ntr HqA wast aA m aHa(w).f di anx mi Ra
deus bom, filho de Ré, Amen-hotep (IV), deus soberano de Tebas, grande no seu tempo de vida, dotado de vida como Ré.]121
337
imy-r niwt TAt(y) Rams
120 Isto é, «satisfazer o rei». O pronome utilizado está incorrecto, deveria ser «o teu coração».
121 Trata-se de uma reconstituição hipotética, mas possível, que aparece no túmulo de Kheruef, em Tebas
Ó governador da cidade, vizir Ramose: 338
sDm.k mdwt r-ra.i m Hr.k sxrw
Escuta as palavras dirigidas a ti, na minha presença, as determinações … 339
… sSmw xpr(w).sn… wD.n.i
… o que lidera os seus acontecimentos122… eu ordenei
340
wn tw nb tAw… r nsw r rk nTr tm
O que existe na terra inteira… mais do que os reis, desde o tempo do deus completo123…
341
… S(A)w… … …(isto é) uma ordem… Resposta do vizir: 342
r-Nxn(y) imy-r niwt TAt(y) Rams Dd.f
A boca de Nekhen, o governador da cidade, o vizir Ramose, ele diz: 343
iri pA Itn m wD.n.k Possa Aton fazer tal como ordenaste 344
wnn mnw.k mnw mi pt aHaw.k mi Itn im.s
Possam os teus monumentos ser tão duradouros quanto o céu. O teu tempo de vida é como o do próprio Aton!
345
122 Reconstituição possível.
Xpr mnw.k mi xprw n pt
Os teus monumentos vêm à existência (sobre a terra) como o que vem à existência no céu 346
ntk wa tA pn Xr sxrw.f ssbn.k Dww HAp.sn
Tu és único e esta terra está sob as tuas ordens, as montanhas são obrigadas a revelar-te o que escondem
347
Xpr hmhm(t).k ibw.sn mi hmhm(t).k m ibw rmT
(pois) o teu grito de guerra cresce nos seus corações, tal como o teu grito de guerra (cresce) nos corações do povo.
sDm.sn mi sDm rmT
Elas obedecem-te, tal como te obedece o povo.
Adenda
Túmulo do vizir Ramose, TT 55. Ordenação e montagem das cenas do «Banquete
funerário», Pls. VI, VII, XII [2]; VIII-XII (3+4)
124124 Os números romanos referem-se às pranchas de DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose.
Os números árabes referem-se à sua localização das cenas de acordo com PORTER. Bertha e MOSS, Rosalind L. B., Topographical Bibliography of Ancient Egyptian Hieroglyphic Textes, Reliefs and PaintingsI. The Theban
A
B
C
D
Fig. I. x – Purificação do vizir Ramose. Parede Oriental, metade norte. Sentido de leitura C → D