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O texto refere-se-lhe como:

No documento Túmulo do vizir Ramose (TT 55) (páginas 69-84)

@t-Hr Hry-tpt smt nbt-pt Hnt mHyt

Hathor, a que está à frente da necrópole, senhora do céu, senhora do vento norte.111 Ln. 190)

Parede sul

Fig. 41 − O vizir e sua esposa diante dos deuses, DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose, Pl. XXII.

283

rdit iAw Wsir Hry-tp n tA r Dr.f imy-r niwt TAt(y)

Fazendo uma adoração a Osíris, pelo que está à frente da terra na sua totalidade, o governador da cidade, o vizir

Rams mAa-xrw Dd.f Ramose, justificado, ele diz: 284

ii.n.i m http m km n aHa(w) m Hswt nt nTr-nfr

Eu vim em paz112, tendo completado o (meu) tempo de vida nos favores do deus bom

285

iw iri.n.i mrrt rmT hrrt nTrw r n.s

fiz o que era desejado pela Humanidade, aquilo com que os deuses se alegravam, 286

iw iri.n.i Hsst nTr niwt.i nn wAD.i HDtw n.f

fiz aquilo que agradava ao deus da minha cidade e não aquilo que depreciava os seus mandamentos.

287

nn iri.n.i isftw.f r rmT iw iri.n.i

Não fiz coisas (consideradas) más por ele ou pela Humanidade mas pratiquei

mAat Hr tA a maet na terra 288

Iw.i rx.kwi Hss.k mAa ib tm irt spw nt DA(yt)

porque sei que tu recompensas a justeza do coração de quem não fez uma acção má. Diz Merytptah:

289

rdit iAw Wsir sn tA n Wnn-nfr mAa-xrw

Fazendo uma adoração a Osíris, beijando a terra a Uennefer, justificado. 290

inD Hr.k Smayt nt Imn nbt-pr Mryt-PtH mAat-xrw

Saudações a ti, pela cantora de Amon, a dona de casa Meryt-Ptah, justificada. 291

Nsw nb nHH sA Nwt iwa Gb…

Rei e senhor da eternidade, filho de Nut, herdeiro de Geb…

Lintel. Interior da porta de entrada

Fig. 41 − Lintel da porta de entrada. O vizir é purificado, DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier

Ramose, Pl. XXXVIII-1.

Região direita. Atrás do vizir 292

Iwnw mwt.f swab.f ©Hwty wdn.n.f

Iunu, sua mãe, fez a sua purificação113; Tot ofereceu-lha.

293

in r-pa HAty-a smr-wa tkn m nb mrr nb tAwy Hr bitw.f

Pelo senhor e nobre, companheiro único, o que se aproxima do seu senhor, o que é amado pelo senhor das Duas Terras, pelas suas virtudes

294

Ak r ah pri Xr Hswt

O que entra no palácio e sai, em favor, 295

Hritw Hr priw n r.f

e as pessoas ficam satisfeitas com o que sai da sua boca 296

sDAw-bity imy-r niwt TAt(y) Rams mAa-xrw

O chanceler do Baixo Egipto, o governador da cidade, o vizir Ramose, justificado.

Região esquerda

297

Im.sn iw wab wab r-Nxny

Neles está a dupla purificação, ó boca de Nekhen114

298

Irty ¡r m pr.f iri mAat ms…

Os olhos de Hórus da sua casa, o que pratica a maet, nasce… 299

sDAw-bit(y) imy-r kAtw m mnw wrw imy-r niwt Rams mAa-xrw

o chanceler do Baixo Egipto, o superintendente dos trabalhos nos grandes monumentos. (o governador da cidade), o vizir que faz justiça, Ramose, justificado

113 Do vizir, naturalmente. 114 Referência à cidade de Nekhen

Parede sul, metade inferior115

Pl. XXVIII (2) −Sem texto

Parede ocidental. Lado sul, (Pls. XXIX-XXXI)

Amenhotep IV entronizado na companhia da deusa Maet, (Pl. XXIX). Sobre o lintel do pavilhão, à esquerda e à direita de um sol dotado de asas

300

BHdt nTr aA sAb Swt nb pt di.f anx wAs

(Hórus) de Behedet, deus grande, de variegadas plumas116, senhor do céu, dá-lhe vida e força

Pilares esquerdo e direito

Fig. 42 − Parede ocidental. Lado sul. Ramose apresenta a Amen-hotep IV objectos sagrados das divindades. DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose, Pls. XXIX, XXXI. Cena inacabada.

301

@r kA nxt qA(i)

Hórus, touro poderoso, com altas plumas 302

nsw-bit(y) nb tAwy Nfr-xprw-Ra wa-n-Ra di anx sA Ra meri.f Rei do Alto e do Baixo Egipto, senhor das Duas Terras, Neferkheperuré Uaenré, dotado de vida, filho de Ré, seu amado

115 Está muito danificada. Refere oferendas rituais a vários deuses como Amon, Ré, Mut e Ré-Horakhti bem

como à sagrada Enéade.

116 Embora o primeiro da titulatura (nome de Hórus) não esteja aqui indicado, ele aparece muito perto, no

cimo do pilar. De qualquer modo o epíteto sAb Swt é típico desta divindade. Ver GARDINER, Egyptian

303

Imn-htp nTr HqA wast aA m aHaw.f tit Ra xnt rn.f r nsw n nb

Amen-hotep, deus soberano de Uaset (Tebas), grande no seu tempo de vida, imagem (viva?) de Ré, diante do seu nome, de senhor de tudo.117

Diante de Maet que segura nas mãos o signo triplo que se pode ler como rnpwt

304

MAat sAt Ra Hr-ib aH nbt pt

Maet, filha de Ré, a que está no palácio, senhora do céu, 305

(m)-ab nTrw di.s HHw rnpwt

na companhia dos deuses118. Possa ela conceder-lhe milhões de anos.

Sob o trono real dispõem-se os inimigos tradicionais do Egipto, os «Nove Arcos», representados pelos seus emblemas. São os seguintes:

¡A (w) nbw Hau-nbu ¥wtiw Chutiu TA Sma(w) Alto Egipto ¥xtiw-(i)m Sekhtiu-im TA-mHw Baixo Egipto Pdtiw-Sw Pedetiu-chu *Hnw Tehenu (Líbios) Iwnw-st(y)

Iunetiu-seti (tribo núbia)

Mntiw-stt

Mentiu-setet (Asiáticos)

O vizir diante de Amen-hotep IV, (Pl. XXX) 306

Dd-mdw in imy-r niwt TAt(y) Rams mAa-xrw

Palavras ditas pelo governador da cidade, o vizir Ramose, justificado: 307

n kA anx n (i)t.k Imn-Ra nb nswt tAwy

Para o teu ka, um ramo de teu pai, (Amon-Ré, senhor dos tronos das Duas Terras,

117 Esta reconstrução é sugerida pela pl. XXIX. 118 Note-se o complicado arranjo gráfico.

308

nb Ipt-swt senhor de Ipet-sut119).

309

Tw Hs.f tw mry.f tw swAH.f aHa(w).f wr

Possa ele favorecê-lo e amá-lo, fazer com que ele perdure e o seu tempo de vida seja longo. 310

Sxr xftyw.k m(w)t m anx

(Possa ele) derrotar os teus inimigos, na morte (como) na vida

311

mn.ti Hr st ¡r nb anxw

(enquanto) tu estás firme no trono de Hórus, senhor dos vivos. 312

Anx wAs nb Xr.k snb nb xr.k mi (i)t.k Ra ra-nb

Toda a vida e prosperidade (esteja) contigo, toda a saúde (esteja) contigo, tal como Ré, teu pai (está contigo) todos os dias.

313

Dd-mdw in r-nxn(y) n Hmt nTr Maat imy-r niwt Tat(y) Rams mAa-xrw Palavras ditas pela boca de Nekhen, pelo sacerdote de Maet, o governador da cidade, o vizir Ramose, justificado:

314

n kA.k n (i)t.k

Para o teu ka um ramo de teu pai, 315

Anx(w) Ra-@r-Axty Hay m Axt m rn.f Sw nty m Itn

o vivo Ré-Horakhti que rejubila no horizonte, no seu nome de «a luz que está no disco solar». 316

Tw Hs.f tw mry.f tw swAH.f tw di.f HHw

Possa ele favorecê-lo e amá-lo, conceder-lhe uma longa vida. Possas tu dar-lhe milhões

317

m rnpw gnwt.k (n) Hbw-sd de anos, nos teus registos dos jubileus. 318

tAw nbw Xr tbty.k

Todas as terras estão sob as tuas sandálias. 319

Sxr xftiw.k m(w)t m anx

(Possa ele) derrotar os teus inimigos, na morte (como) na vida 320

Awt-ib nb r.k snb nb Xr.k anx nb Xr.k

Que toda a alegria (desça) sobre ti, toda a saúde (desça) sobre ti, toda a vida (desça) sobre ti, 321

Iw.k mn.ti Hr nst Ra Dt (n)HH

(enquanto) tu estás firme no trono de Ré, eternamente e para sempre. Pl. XXXI

Junto do primeiro homem 322

n kA.k anx n Mwt tw mry.s

Para o teu ka, um ramo de Mut, possa ela amar-te 323

Tw di.s awy.s m sA HA.k

e pôr os seus braços, em protecção, em volta de ti. 324

in imy-r niwt TAt(y) Rams mAa-xrw Pelo governador da cidade, o vizir Ramose, justificado. 325

N kA.k anx n ¢nsw-http di.f Awt-ib nb xr.k

Para o teu ka, um ramo de Khonsu-hotep. Possa ele dar conceder toda a alegria sobre ti. 326

In r-Nxn(y) Hmt-ntr (n) Maat imy-r niwt TAt(y) Rams mAa-xrw Pela voz de Nekhen, o sacerdote de Maet, o governador da cidade, o vizir Ramose, justificado. Entre as duas figuras, no registo inferior

327

ms anx n nsw

Trazendo um ramo para o rei.

Parede Ocidental, lado norte (Pls. XXXII - XXXVIII)

Fig. 43 − Parede ocidental. Lado norte. Recompensa do vizir Ramose. É recebido em solene audiência por Amen- hotep IV, junto à janela das aparições do Gem-pa-Aton. DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose,

Fig. 44 − Parede ocidental. Lado norte. Continuação da cena anterior. Depois da audiência, o vizir dirige-se ao templo de Aton. DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose,Pl. XXXVIII.

O vizir presta homenagem a Amen-hotep IV:

328

rdit n nTr-nfr sn ta n nb tAwy in r-pa(t) smr-wa

Prestando homenagem ao deus bom, beijando a terra (diante) do senhor das Duas Terras, pelo senhor e companheiro único,

imy-r niwt TAt(y) Rams Dd.f o governador da cidade, o vizir Ramose. Ele diz: 329

wbn.k Nfr-xprw-Ra Wa-n-Ra xay.k mi it.k pA Itn anx Tu brilhas, ó Neferkheruré-Uaenré, e apareces como teu pai, o Aton vivo. 330

di.f n.k (n)HH n nsw anx pd m HqA Awt-ib

Possa ele conceder-te a eternidade como rei e uma vida longa como um feliz soberano

No campo do vizir que está a ser revestido com colares de ouro por dois servidores. Diz ao rei: 331

r-pa(t) smr-wa Hsy mri nb tAwy imy-r niwt TAt(y) Rams Dd.f

O senhor e companheiro único, favorecido e amado pelo senhor das Duas Terras, o governador da cidade, o vizir Ramose, ele diz:

ssnb (pr-aA) pA Itn… Possa Aton dar saúde ao faraó … Discurso de Ramose ao povo: 333

pA Itn Hr.k iai ib.f pA HqA nfr qni m xpr wbn n.f

Possa Aton estar contigo e lavar o seu (sic) coração120 a este bom e valente soberano que veio à

existência. Brilha para ele

pA Itn ó Aton! 334

Ssnb pr aA pA Itn Dá saúde ao faraó, ó Aton!

Pl. XXXV - Sem texto

Discurso do rei, (Pl. XXXVI)

335

Dd-mdw in nsw anx m MAat nb tAwy

Palavras ditas pelo rei que vive em Maet, [o senhor das Duas Terras, 336

nTr.nfr Nfr-xprw-Ra wa-n-Ra sA-Ra Imn-htp ntr HqA wast aA m aHa(w).f di anx mi Ra

deus bom, filho de Ré, Amen-hotep (IV), deus soberano de Tebas, grande no seu tempo de vida, dotado de vida como Ré.]121

337

imy-r niwt TAt(y) Rams

120 Isto é, «satisfazer o rei». O pronome utilizado está incorrecto, deveria ser «o teu coração».

121 Trata-se de uma reconstituição hipotética, mas possível, que aparece no túmulo de Kheruef, em Tebas

Ó governador da cidade, vizir Ramose: 338

sDm.k mdwt r-ra.i m Hr.k sxrw

Escuta as palavras dirigidas a ti, na minha presença, as determinações … 339

… sSmw xpr(w).sn… wD.n.i

… o que lidera os seus acontecimentos122… eu ordenei

340

wn tw nb tAw… r nsw r rk nTr tm

O que existe na terra inteira… mais do que os reis, desde o tempo do deus completo123

341

… S(A)w… … …(isto é) uma ordem… Resposta do vizir: 342

r-Nxn(y) imy-r niwt TAt(y) Rams Dd.f

A boca de Nekhen, o governador da cidade, o vizir Ramose, ele diz: 343

iri pA Itn m wD.n.k Possa Aton fazer tal como ordenaste 344

wnn mnw.k mnw mi pt aHaw.k mi Itn im.s

Possam os teus monumentos ser tão duradouros quanto o céu. O teu tempo de vida é como o do próprio Aton!

345

122 Reconstituição possível.

Xpr mnw.k mi xprw n pt

Os teus monumentos vêm à existência (sobre a terra) como o que vem à existência no céu 346

ntk wa tA pn Xr sxrw.f ssbn.k Dww HAp.sn

Tu és único e esta terra está sob as tuas ordens, as montanhas são obrigadas a revelar-te o que escondem

347

Xpr hmhm(t).k ibw.sn mi hmhm(t).k m ibw rmT

(pois) o teu grito de guerra cresce nos seus corações, tal como o teu grito de guerra (cresce) nos corações do povo.

sDm.sn mi sDm rmT

Elas obedecem-te, tal como te obedece o povo.

Adenda

Túmulo do vizir Ramose, TT 55. Ordenação e montagem das cenas do «Banquete

funerário», Pls. VI, VII, XII [2]; VIII-XII (3+4)

124

124 Os números romanos referem-se às pranchas de DAVIES, Norman de G., The Tomb of the vizier Ramose.

Os números árabes referem-se à sua localização das cenas de acordo com PORTER. Bertha e MOSS, Rosalind L. B., Topographical Bibliography of Ancient Egyptian Hieroglyphic Textes, Reliefs and PaintingsI. The Theban

A

B

C

D

Fig. I. x – Purificação do vizir Ramose. Parede Oriental, metade norte. Sentido de leitura C → D

No documento Túmulo do vizir Ramose (TT 55) (páginas 69-84)

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