Ilustrações: Newton Verlangieri
Detalhes de todos os equipamentos necessários para a prática do Kitesurf
Kites Infláveis
São os mais utilizados. Possuem apenas uma superfície de tecido, talas infláveis que lhes mantém o perfil aerodinâmico estável, e um inflável principal que mantém o formato em arco, tornando-os insubmersíveis e fáceis de redecolar.
Vantagens: Têm boa capacidade de orça. São bastante estáveis e possuem muita potência para saltar e manter o tempo de vôo. Permitem que sejam usados em amplas faixas de vento (modelos 4 linhas). Podem ficar longos periodos na água continuando aptos a redecolar.
Desvantagens: As talas infláveis são frágeis, podendo furar ou estourar se não usados adequadamente.
Kites tipo Foils
Assemelham-se a um parapente. Possuem duas camadas de tecido (superfície superior e inferior) e é dividido por várias células, que se enchem de ar (pelo vento, através de válvulas frontais) e formam seu perfil. Possuem um complexo sistema de cabresto.
Vantagens: Têm boa tração. Alguns modelos são montados rapidamente. Geralmente são mais resistentes a impactos, mas também podem estourar, rasgando o tecido. São facilmente redecoláveis.
Desvantagens: Se ficam alguns minutos na água, enchem de água e dificilmente redecolam. As muitas linhas do cabresto podem se enrolar, principalmente em mãos inexperientes. Dependendo do modelo
demoram muito tempo para desinflar e guardar. Se for mal regulado ou ocorrer uma pequena desregulagem no cabresto, o kite perde o perfil e o vôo fica horrível.
Kites tipo Arch (híbridos)
São um híbrido entre os infláveis e os foils. Têm duas camadas de tecido, semelhante ao foil e não possuem infláveis. Usam o sistema de perfil de dupla superfície junto com o formato frontal em arco, eliminando a necessidade das mil linhas do cabresto.
Vantagens: São menos frágeis. Não têm cabresto. São muito estáveis.
Desvantagens: Se enche de água se ficar alguns minutos na água. Não é tão fácil de redecolar como os foils. Têm mais facilidade de redecolar ao contrário (lado de baixo para cima). Não têm a manobrabilidade e velocidade dos infláveis para explosão de saltos e vôo.
Kites tipo Framed
Em conceito, são semelhantes às pipas de brinquedo, pois possuem apenas uma camada de tecido e armação em fibra (geralmente de carbono).
Vantagens: São baratas e tracionam bem, mas menos que um foil.
Desvantagens: Não são redecoláveis, podendo até afundar. As armações podem se quebrar com o impacto de quedas...ou matar alguém se
Descrição das partes do Kite
Bordo de Ataque- Parte frontal do kite, onde fica o inflável principal e entra o fluxo de ar.
Bordo de Fuga - Parte traseira do kite, por onde sai o fluxo de ar. Cabrestos - Conjunto de linhas que compõe a estrutura de conexão do tecido às linhas de vôo e permite a manobrabilidade do kite de 2 linhas e alguns 4 linhas.
Talas infláveis - Ajudam a dar forma ao perfil do kite e distribuem a tensão no tecido no sentido transversal
Bexigas - Tubos de plástico que inflados dão rigidez à estrutura do kite (Talas).
São semelhantes às pranchas de surf, podendo ter acabamento em resina epoxi e miolo em bloco de isopor (mais resistentes) ou em resina poliester e miolo em bloco de poliuretano. Possuem duas ou três alças para os pés e quilhas iguais às de surf.
Vantagens: Em tamanho grande, possuem maior flutuação, o que facilita o uso em ventos mais fracos. Principalmente para orçar. São melhores para surfar as ondas. Como possuem nariz e rabeta com quilhas, são as melhores para saltos bem altos.
Desvantagens: Em ventos mais fortes, as maiores são mais difíceis de se cravar a borda na água para orçar. É preciso saber fazer o jibe.
São pranchas com acabamento em resina epoxi e miolo em bloco de isopor (mais resistentes) ou em resina poliester e miolo em bloco de poliuretano. Normalmente têm 2 alças, mas podem ser usadas Tipos de Pranchas
Direcionais
com botas de wakeboard ou sandálias. Elas não têm frente ou traseira. Ambos os lados são iguais. Possuem quilhas menores do que as direcionais.
Vantagens: Não precisa fazer o jibe. São mais ágeis para se mudar de direção.
Desvantagens: Em ventos mais fortes, as maiores são mais difíceis de se cravar a borda para orçar. Em ventos fracos são um pouco mais difíceis de orçar.
São pranchas com pouquíssima flutuação e quilhas pequenas. Podem ter botas (mais usado) ou sandálias. Geralmente são feitas com um sanduiche de resina e fibra (de vidro ou carbono), mas podem ser de madeira também. As de fibra podem possuir miolo de espuma rígida, honeycomb ou madeira balsa (as mais atuais).
Vantagens: Por serem leves e pequenas sua aerodinâmica facilita os saltos e giros. Não é preciso se fazer o jibe. Em ventos fortes são boas para orçar, pois cravam bem a borda na água. São muito resistentes.
Desvantagens: Por quase não flutuarem, precisam de ventos mais fortes. Em ventos fracos, são mais difíceis de orçar. Não são ideais para surfar as ondas. No caso de ventos rajados e fracos, quando o kite cai na água o praticante não pode usar os pés para nadar (se estiver usando botas). Com botas também é difícil de entrar na água sozinho e em lugares sem praia (com pedras e correnteza).
Bordas - Laterais da prancha. Podem ser finas/grossas, altas/baixas, Wakeboards
redondas/afiadas.
Nariz- Parte frontal da prancha Rabeta - Parte posterior da prancha
Quilhas - Aletas que dão equilíbrio e estabilidade Alças - Encaixes para os pés
Deck - Parte superior da prancha
Rocker - Curvatura longitudinal da prancha Concave - Curvatura transversal do fundo
Distribuição de volume - Espessura em cada ponto ao longo do comprimento.
São feitas em tecido sintético e espuma e ajustáveis com velcro.
Vantagens: São fáceis de se colocar e tirar. Permitem que se façam manobras em que se tira o pé da prancha durante o salto.
Desvantagens: São indesejavelmente fáceis de sair do pé em certas manobras, o que pode ser evitado com a prática.
São semelhantes às alças, porém possuem uma tira grossa de borracha para prender o calcanhar.
Vantagens: São um pouco mais difíceis de se calçar e de tirar do que as alças. Não permitem que se façam manobras em que se tira o pé da prancha durante o salto.
Desvantagens: Podem se soltar perigosamente de apenas um pé durante um salto, facilitando torções no tornozelo do outro pé.
Tipos de encaixes para os pés
Alças
Originárias do wakeboard, são feitas em fibra, espuma e plástico. Possuem fechos ajustáveis.
Vantagens: São muito seguras para o tornozelo, pois evitam torções. Não se soltam em saltos.
Desvantagens: São difíceis de se calçar e alguns modelos são razoavelmente difíceis de se descalçar em emergências. Não permitem que se façam manobras em que se tira o pé da prancha durante o salto. São caras. Se o kite cai na água o praticante não consegue usar os pés para nadar.
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