Duas qualificações são necessárias para um verdadei-ro sacerdócio. (1) O sacerdote deve ser compassivo,
manso e paciente com aqueles que se desviam por ignorância, por pecado involuntário e por fraqueza (v.2; 4.15; cf. Lv 4; Nm 15.27-29). (2) Deve ser designa-do por Deus (vv.4-6). Cristo satisfaz ambos requisitos. [...] Cristo aprendeu pela experiência o sofrimento e o preço que com frequência se paga pela obediência a Deus num mundo corrupto (cf. 12.2; Is 50.4-6; Fp 2.8). Ele se tornou o Salvador e sumo sacerdote per-feito, porque seu sofrimento e morte na cruz ocorre-ram sem pecado. Por isso, Ele estava qualificado em
todos os sentidos (vv.1-6), para nos prover a eterna salvação.” Leia mais em “Bíblia de Estudo
Pentecostal”, CPAD,
pp.1905,06.
Nosso Cristo, mesmo sen-do Filho de Deus, não glorificou a si mesmo nem tampouco buscou honra para si, mas exerceu o sacerdócio por meio da vontade do Pai.
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conforme narra os Evangelhos e serve para mostrar que um sacerdote assim, santo, piedoso e compassivo, é capaz de condoer-se das fraquezas humanas e dos que sofriam.
3. Pela submissão que demons-trou. A expressão “foi ouvido quanto
ao que temia” (Hb 5.7, ARC) é traduzida na Almeida Revista e Atualizada (ARA) como “tendo sido ouvido por causa da sua piedade”. A razão da diferença nas traduções é a palavra eulabeia usada pelo autor. Essa palavra só aparece duas vezes no Novo Testamento grego e as duas ocorrências encontram-se em Hebreus: uma aqui no capítulo 5 e outra em Hebreus 12.28. Em He-breus 12.28, tanto a ARC como a ARA traduzem como “reverência”. Não há dúvida que este último sentido deve ser mantido aqui. Eulabeia, portanto, mantém o sentido de um temor pie-doso e reverente. O viver temente de Jesus o conduziu a suportar o sofrimento em favor da humanidade e, dessa forma, a completar a obra expiatória em favor de todos.
III – UM SACERDÓCIO SUPERIOR QUANTO À IMPORTÂNCIA
TEOLÓGICA
1. Uma doutrina transcendente.
A última parte da seção de Hebreus 5.11-14 forma um parêntese feito pelo autor para chamar a atenção da importância teológica que possuía
SÍNTESE DO TÓPICO II
A realeza, o propósito pelo qual viveu, a vida santa que possuía e a submissão demonstrada no seu mi-nistério apontam para superioridade do serviço de Cristo.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Filho e sacerdote (5.5,6). O
autor cita duas passagens. A primei-ra estabelece o direito de Jesus, na condição de filho, de ministrar no próprio céu (cf.8.3-6). A segunda, estabelece seu direito de servir na terra como Sumo Sacerdote. A razão pela qual é importante traçar o sacer-dórcio de Jesus desde Melquisedeque é discutida no capítulo 7.
Obediência (5.7,8). Obedecer é
responder de acordo com o pedido ou o comando de outra pessoa. Ambos os Testamentos deixam claro que a obediência a Deus cresce em direção ao relacionamento pessoal com Ele e é motivado pelo amor. Duas das mais importantes passagens das epístolas examinam a obediência de Cristo. Filipenses 2 focaliza a atitude de humildade e renúncia, expressas na encarnação de Cristo. E sua trajetória até a cruz. Essa passagem, Hebreus 5, discute o significado da obediência de Cristo. Ao aprender a obedecer ele estabeleceu suas credenciais como um verdadeiro ser humano, vivendo da mesma maneira que vivemos, no que diz respeito à obediência a Deus. Assim qualificado, Jesus tornou-se o ‘Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem’” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.859).
O viver temente de Jesus o conduziu a suportar o sofrimento em favor da humanidade e, dessa forma, a completar a obra expiatória em favor de todos.
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SÍNTESE DO TÓPICO III
A doutrina da superioridade sacer-dotal de Cristo é transcendental aos princípios formadores da fé cristã e essencial à nossa fé.
CONCLUSÃO
O final do capítulo quatro de He-breus e todo o capítulo cinco trazem aspectos relevantes sobre o sistema sacerdotal nos dias bíblicos. Vimos que o autor apresentou, primeiramente, as qualificações que eram exigidas para um sacerdote e depois as contrastou com o Sumo Sacerdote perfeito, Jesus. O Filho de Deus viveu toda a nossa condição humana e, como sacerdote perfeito, está habilitado para interceder por nós. Esta é uma doutrina que todos devemos conhecer bem.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Resumo do capítulo [5]. O sumo
sacerdote ocupava uma posição única na religião de Israel, um cargo acessível tão somente a um descendente de Arão. Por isso, o escritor se mostra cauteloso ao enumerar as qualificações de Cristo para esse papel na fé, no Novo Testamento. O sumo sacerdote é tomado dentre os homens. Sua comissão de representar a outros homens diante de Deus exige que Ele seja uma pessoa sensível às necessidades dos seres humanos (v.4). Cristo foi ordenado por seu Pai ao
sacer-essa doutrina — o sacerdócio de Jesus Cristo. A compreensão dessa doutrina era de suma importância para o viver cristão, mas a falta de crescimento por parte dos leitores tornava difícil para o autor torná-la compreendida. Era uma doutrina que transcendia em muito aqueles princípios formadores da fé cristã. Requeria maturidade, o que só teria sido possível se eles exercitassem suas mentes na meditação da Palavra.
2. Uma doutrina essencial. Se
por um lado essa doutrina era por natureza transcendente, por outro, formava o âmago da fé cristã. A sua compreensão traz substância à nossa fé. Não era de admirar que os hebreus estavam indolentes, desanimados e fracos. Não possuíam uma fé substan-cial (Hb 5.13,14). Quando não se tem maturidade suficiente na vida cristã fica difícil e, às vezes, impossível de se fazer escolhas acertadas.
dócio (vv.5,6). Cristo também cumpre as qualificações de sensibilidade diante da fraqueza humana. Como homem, Jesus aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu (vv.7,8). Devidamente quali-ficado, foi nomeado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque e se transformou na fonte de nossa salvação (vv.9,10). Isto posto, o autor lança mais uma advertência devido à aparente incapacidade de seus leitores de perceberem até mesmo as mais elementares verdades do cristianismo. Para caminhar em direção à maturida-de, devem se valer das verdades que têm ensinado, como guia a distinguir o bem do mal. Para ser considerada alimento sólido e não leite, a verdade deve ser explicitada na prática (vv.11-14)” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do
Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis
a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.859).
Quando não se tem matu-ridade suficiente na vida cristã fica difícil e, às vezes, impossível de se fazer escolhas acertadas.
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CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 73, p. 38. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.