1º Trimestre de 2018 Adultos
ISSN 1678-6823
Professor
cpad.com.br1
PROFESSOR
S u m á r i o
S u m á r i o
Lição 1
A Carta aos Hebreus e a Excelência de Cristo 3
Lição 2
Uma Salvação Grandiosa 10
Lição 3
A Superioridade de Jesus em relação a Moisés 19
Lição 4
Jesus é Superior a Josué — O meio de entrar no Repouso de Deus 26 Lição 5
Cristo é Superior a Arão e à Ordem Levítica 34
Lição 6
Perseverança e Fé em Tempo de Apostasia 43
Lição 7
Jesus — Sumo Sacerdote de uma Ordem Superior 51
Lição 8
Uma Aliança Superior 59
Lição 9
Contrastes na Adoração da Antiga e Nova Aliança 66
Lição 10
Dádiva, Privilégios e Responsabilidades na Nova Aliança 74 Lição 11
Os Gigantes da Fé e o seu Legado para a Igreja 81
Lição 12
Exortações Finais na Grande Maratona da Fé 89
Lições do 1º trimestre de 2018 – José Gonçalves
A Supremacia de Cristo
Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus
Lições
Publicação Trimestral da
Casa Publicadora das Assembleias de Deus
Av. Brasil, 34.401 - Bangu Rio de Janeiro - RJ - Cep 21852-002 Tel.: (21) 2406-7373 Fax: (21) 2406-7326 www.cpad.com.br 2
PROFESSOR
Lições
Bíblicas
Prezado professor,
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Diagramação
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Graças a Deus por mais um ano de estudos bíblicos que daremos início! Que o Altíssimo Deus ilumine nossas mentes e aqueça nosso coração com o entendimento da sua poderosa Palavra.
Neste trimestre estudaremos a Carta aos Hebreus. Por que estudá-la? Em primeiro lugar, porque essa carta é diferente de qualquer outra em o Novo Testamento. Trata-se de uma carta intensa e poderosa em conteúdo e, por isso, profunda para o nosso aprendizado. É a carta do Novo Testamento que mais se refere ao Antigo a fim de expor sua excepcional ênfase na pessoa e no mi-nistério de Jesus Cristo. Nesse aspecto, é uma carta altamente cristológica.
Por esses e outros motivos é que estudaremos essa maravilhosa epístola. Nossos votos são de que você inicie este novo ano estudando e aprendendo para viver segundo os ensinos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Um trimestre de bênçãos! Deus o abençoe!
José Wellington Bezerra da Costa Presdiente do Conselho Administrativo
Ronaldo Rodrigues de Souza Diretor Executivo
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Verdade Prática
“Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho.”
(Hb 1.1)
Por meio de Cristo, Deus revelou-se de uma forma especial e definitiva
ao seu povo.
Texto Áureo
LEITURA DIÁRIA
Segunda – 2 Tm 3.16
Hebreus, uma carta inspirada como as demais do Novo Testamento
Terça – 1 Tm 3.16
Cristo, manifestado em carne
Quarta – Hb 1.1
A revelação profética na Antiga Aliança
Quinta – Hb 1.2,3
Cristo, a revelação final de Deus
Sexta – Hb 1.4,5
Cristo, superior aos anjos em natureza e essência
Sábado – Hb 1.6-8
Cristo, superior aos anjos em majes-tade e deidade
Lição 1
7 de Janeiro de 2018
A Carta aos Hebreus
e a Excelência de Cristo
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OBJETIVO GERAL
Apresentar as características da Carta aos Hebreus e a superioridade de Cristo.
HINOS SUGERIDOS: 306, 439, 561 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Pontuar a autoria, o destinatário e o propósito da Carta de Hebreus; Expor a superioridade de Cristo em relação aos profetas; Mostrar a superioridade de Cristo em relação aos anjos.
I II III
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 - Havendo Deus, antigamente, falado,
muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho,
2 - a quem constituiu herdeiro de tudo,
por quem fez também o mundo.
3 - O qual, sendo o resplendor da sua
glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas;
4 - feito tanto mais excelente do que os
anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
5 - Porque a qual dos anjos disse jamais:
Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?
6 - E, quando outra vez introduz no
mundo o Primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.
7 - E, quanto aos anjos, diz: O que de
seus anjos faz ventos e de seus minis-tros, labareda de fogo.
8 - Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu
trono subsiste pelos séculos dos sé-culos, cetro de equidade é o cetro do teu reino.
9 - Amaste a justiça e aborreceste a
iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.
10 - E: Tu, Senhor, no princípio, fundaste
a terra, e os céus são obra de tuas mãos;
11 - eles perecerão, mas tu
perma-necerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão,
12 - e, como um manto, os enrolarás,
e, como uma veste, se mudarão; mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão.
13 - E a qual dos anjos disse jamais:
Assenta-te à minha destra, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?
14 - Não são, porventura, todos eles
espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?
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COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição introdutória do nosso estudo da Carta aos Hebreus, queremos iniciar dizendo que assim como todos os escritos da Bíblia, esta carta é um documento especial. Em nenhum outro documento do Novo Testamen-to encontramos um apelo exortativo tão forte. Isso possuía uma razão de ser — os crentes hebreus davam sinais de enfraquecimento espiritual e até mesmo o risco de abandonarem a fé! Era, portanto, urgente admo-está-los a perseverarem. Jesus, a quem o autor mostra ser maior do que os profetas, maior do que todas as hostes angélicas, maior do que Arão, Moisés, Josué e até mesmo os céus, é nosso grande ajudador nessa jornada.
I – AUTORIA, DESTINATÁRIO E PROPÓSITO
1. Autoria. A Carta aos Hebreus
não revela o nome do seu autor. Esse fato fez com que surgissem inúmeras controvérsias em torno de sua autoria. É certo que os cristãos primitivos sabiam quem realmente a escreveu; todavia, já por volta do segundo século da nossa era não havia mais consenso quanto a isso. Clemente de Alexandria, no final do segundo século, atribuiu ao apóstolo
Paulo a sua autoria, contudo, ao afirmar que Paulo a escreveu em hebraico e que Lucas a teria traduzido para o grego, passou a ser duramente questionado. As razões são basicamente duas: O texto de Hebreus, um dos mais rebuscados do Novo Testamento grego, não parece ser uma tradução. Por outro lado, o estilo usado na carta não parece ser de forma alguma de Paulo. Outros nomes surgiram como possíveis autores de Hebreus: Barnabé, Apolo, Lucas, Clemente Romano, etc. O certo é que somente Deus sabe quem é o seu autor. Por outro lado, o fato de ter sua autoria desconhecida em nada diminui a sua autoridade.
2. Destinatários. Não há dúvida de
que a Carta aos Hebreus foi escrita para cristãos judeus. Deve ser observado que essa carta foi endereçada a uma comu-nidade específica de cristãos e não a um grupo indeterminado. O autor conhece o público a quem endereça o seu texto e espera até mesmo encontrar-se com eles (Hb 13.19,23). Onde viviam esses crentes é um ponto debatido pelos te-ólogos. Baseados na expressão “os da Itália vos saúdam” (Hb 13.24), muitos eruditos argumentam que esses crentes se encontravam fora de Roma, capital do Império Romano. A data da carta é
Prezado(a) professor(a), iniciaremos mais um trimestre pela graça de Deus. A carta de Hebreus é o objeto do nosso estudo nestes próximos três meses. Antes de iniciar o estudo da primeira lição em classe, apresente o comentarista deste trimestre: pastor José Gonçalves, escritor, conferencista, comentarista de Lições Bíblicas Adultos da CPAD, membro da Comissão de Apologética da CGADB e líder da Assembleia de Deus em Água Branca - PI.
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A carta de He-breus é uma men-sagem de instrução e
exortação que serve à Igreja de Cristo
ao longo dos séculos.
PONTO CENTRAL
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motivo de disputa, mas as evidências internas permitem-nos situá-la antes da destruição do Templo de Jerusalém no ano 70 d.C.
3. Propósito. O escritor I. Howard
Marshal observa que Hebreus combina instrução com exortação. De fato, essa carta possui uma grande carga exortati-va. Ela exorta os crentes a terem ânimo, confiança e fé em um tempo marcado pela apostasia. Muitos pareciam estar desanimados com a oposição que a nova fé vinha sofrendo e em razão disso esta-vam voltando às antigas práticas judaicas. A carta, portanto, exorta esses crentes a suportarem as pressões e perseguições, lembrando-os que não haviam ainda derramado sangue pela sua fé (Hb 12.4). Essas palavras continuam ecoando nesses dias quando muitos crentes demonstram apatia e falta de fervor espiritual diante de um mundo hostil.
SÍNTESE DO TÓPICO I
A autoria de Hebreus é desconhe-cida; seus destinatários eram cristãos judeus; seu propósito, exortar os cristãos a terem ânimo e fé.
II – CRISTO — A PALAVRA SUPERIOR A DOS PROFETAS
1. A revelação profética e a Antiga Aliança. Ao falar da supremacia de
Je-sus, o autor de Hebreus primeiramente o faz em relação aos profetas. Deus falou no passado pelos profetas e no presente pelo Filho (Hb 1.1). A revelação profética no antigo Israel fez com que esse povo se distinguisse dos demais. O autor mostra um Deus que se revela, que se comunica com os seus. Ele fala de uma forma direta a seu povo, não é um Deus mudo! Os advérbios gregos
polymerôs (“muitas vezes”) e polytropos (“muitas maneiras”), que modificam o verbo falar, mostram a intensidade dessa comunicação. Deus, em nenhum momento da história, deixou o seu povo sem orientação. Ele fala, e fala sempre o que é necessário.
2. A revelação profética e a Nova Aliança. Aos cristãos da Nova Aliança,
Deus falou por intermédio do seu Filho (Hb 1.1). O uso das expressões “havendo falado” ou “depois de ter falado” (Hb 1.1,2) por parte do autor mostra que essa ação de Deus foi um fato consuma-do. Isso tem levado alguns intérpretes a dizer que a partir daquele momento, Deus não falaria mais diretamente com ninguém. Mas isso é ir além daquilo que
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor(a), para introduzir o primeiro tópico desta lição, se possível, reproduza o quadro-resumo que se encontra acima. O objetivo é pontuar as questões de autoria, destinatário e propósito da carta em estudo.
AUTORIA Desconhecida.
DESTINATÁRIO Cristãos judeus, provavelmente. Propósito Exortar os cristãos a terem ânimo e fé em tempos de apostasia.
O escritor I. Howard Marshal observa que Hebreus combina instrução com exortação.
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SÍNTESE DO TÓPICO II
Da Antiga à Nova Aliança, Cristo é a revelação plena de Deus Pai, por isso, Ele é superior aos profetas.
SUBSÍDIO LEXICOGRÁFICO
“REVELAÇÃO – [Do gr. apokalupsis; do lat. revelatio, tirar o véu] Manifes-tação sobrenatural de uma verdade que se achava oculta. Tendo em vista o caráter e a urgência das profecias do último livro da Bíblia, Apocalipse é considerado a revelação por excelência (Ap 1.1-3).
REVELAÇÃO BÍBLICA –
Conheci-mento divino preservado nas Sagradas Escrituras, e posto à disposição da hu-manidade. Consta do Antigo e do Novo Testamento. É a nossa única regra de fé e prática.
REVELAÇÃO PROGRESSIVA –
Evo-lução progressiva e dispensacional das verdades divinas que, tendo a sua
gêne-o autgêne-or tencigêne-onava dizer. O usgêne-o dessa expressão é mais bem entendida como significando que Deus falou de forma completa nos dias do autor, todavia, sem a conotação temporal de que não falaria mais no futuro. O Espírito profético, que é o Espírito de Cristo (1 Pe 1.11; Rm 8.9,10), continua dando à Igreja hoje a percepção do plano e vontade de Deus para o seu povo (Jo 14.26; 15.26; 16.13). E isso sempre em consonância com as Escrituras.
3. Cristo: a revelação final. O
objetivo do autor aqui, evidentemen-te, é mostrar que Cristo é o clímax da revelação profética. Ele é a revelação final! O ministério profético na Antiga Aliança era de importância ímpar. O Senhor disse que falaria por intermédio de seus profetas: “Certamente o Senhor
Jeová
não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus ser-vos, os profetas” (Am 3.7). O silêncio profético, portanto, era a pior forma de castigo que poderia vir ao antigo Israel. Os profetas eram importantes, mas a relevância deles estava muito longe daquela possuída por Jesus Cristo, o Filho de Deus. Os profetas eram apenas servos, mas o Filho era o herdeiro deCONHEÇA MAIS
*Hebreus: Inigualável e não convencional
“Com relação à sua forma inigualável e não convencional, Orí-genes observou: ‘Começa como um tratado, prossegue como um sermão e termina como uma carta’. Ao invés de iniciar com uma saudação, o primeiro parágrafo de Hebreus é semelhante às palavras de abertura de um tratado teológico formal (1.1-4). Então, o livro prossegue mais como um sermão do que como uma carta convencional do Novo Testamento, alternando-se entre um argumento cuidadosamente construído (baseado em uma exposição do Antigo Testamento) e uma séria exortação.” Para conhecer mais leia “Comentário Bíblico
Pente-costal Novo Testamento”,
CPAD, p.1529-39.
Deus e o agente da Criação (Hb 1.2). Ele é o redentor do mundo! Nenhum profeta morreu de forma vicária pelo povo de Deus.
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mesmo se pode dizer dos anjos. Eles não possuem a mesma essência divina que o Filho. É por essa razão que o autor destaca que o Filho é chamado de “Deus” (v.8) e que por isso merece adoração (v.6). A Ele toda honra e glória!
SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus Cristo é superior aos anjos em relação à natureza, essência, majestade e deidade.
III – CRISTO — SUPERIOR AOS ANJOS
1. Cristo: superior em natureza e essência. Devemos ter sempre em mente
que o autor de Hebreus tenciona mostrar a superioridade de Cristo em relação às demais ordens da criação. O seu foco aqui são os anjos. A cultura judaica via os anjos como seres de uma ordem superior e mediadores da revelação divina (At 7.53; Gl 3.19; Hb 2.2). Mesmo cercados de força e poder, os anjos eram inferiores ao Filho (Hb 1.4). Jesus é o reflexo da glória de Deus e possuidor da mesma essência divina (Hb 1.3). O autor usa dois vocábulos gregos que deixam isso bem definido: apaugasma e character, que significam respectivamente “radi-ância” e “reflexo”, traduzidos aqui como
resplendor e “caráter”, com o sentido de
expressão exata do seu ser. Embora sendo
pessoas diferentes, tanto o Filho como o Pai possuem a mesma essência. Cristo é o Deus revelado!
2. Cristo: superior em majestade e deidade. O autor passa então a mostrar a
supremacia de Cristo em relação aos anjos por meio de vários fatos documentados nas Escrituras. Os anjos são criaturas, o Filho é Criador. O filho é gerado, não criado. C. S. Lewis observa que o que Deus gera é Deus; assim como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus; da mesma forma que o que o homem faz não é homem. Daí a razão de os homens não serem filhos de Deus no mesmo sentido que Cristo. Eles podem assemelhar-se a Deus em certos aspectos, mas não pertencem à mesma espécie. O
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“ANJOS. A palavra ‘anjo’ (hb. Malak; gr. angelos) significa ‘mensageiro’. Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1.13.14), criados por Deus antes de existir a terra (Jó 38.4-7; Sl 148.2,5; Cl 1.16).
(1) A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1.31). Tendo livre-arbítrio, numerosos anjos participaram da rebelião de Satanás (Ez 28.12-17; 2 Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.9; Mt 4.10) e abandonaram o seu estado original de graça como servos de Deus, e assim perderam o direito à sua posição celestial.
(2) A Bíblia fala numa vasta hostes de anjos bons (1 Rs 22.19; Sl 68.17; 148.2; Dn 7.9,10; Ap 5.11), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas Escrituras: Miguel (Dn 12.1; Jd 9; Ap 12.7) e Gabriel (Dn 9.21; Lc 1.19,26). Segundo parece, os anjos estão divididos em di-ferentes categorias: Miguel é chamado de arcanjo (lit.: ‘anjo principal’, Jd 9; 1 Ts 4.16); há serafins (Is 6.2), querubins (Ez 10.1-3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3.10; Cl 1.16) e as miríades de espíritos ministradores angelicais (Hb 1.13,14; Ap 5.11)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.386).
se no Antigo Testamento, culminaram e se completaram no Novo. O texto-áureo da revelação progressiva acha-se em Hebreus 1.1,2” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, pp.255,56).
9 CONCLUSÃO
O autor de hebreus não quis se iden-tificar, mas isso em nada compromete a autoridade desse documento. Desde os primórdios, a igreja valeu-se dos ensinos dessa carta para fortalecer a fé dos crentes. Clemente de Alexandria fez amplo uso das exortações encontradas
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 73, p. 36. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
PARA REFLETIR
A respeito de a Carta aos Hebreus e a Excelência
de Cristo, responda:
• Quem é o autor da carta aos Hebreus?
A carta aos Hebreus não revela o nome do seu autor.
• Para quem a carta foi escrita e por quê?
Ela foi escrita para os cristãos judeus. O propósito da carta foi para exortar aos cristãos a terem ânimo e fé em tempos de apostasia.
• Segundo as Escrituras, o Espírito de Deus deixou de falar nos dias atuais?
Não. Deus, em nenhum momento da história, deixou o seu povo sem orientação.
• Qual a pior forma de castigo que poderia vir ao antigo Israel?
O silêncio profético.
• Por que o escritor da Carta aos Hebreus diz que os anjos são inferiores ao Filho?
Porque os anjos são criaturas, o Filho é Criador.
nessa carta e, ao assim fazer, reconhecia o profundo valor espiritual de Hebreus. Nesses últimos dias, onde os joelhos de muitos cristãos parecem vacilantes, faz-se necessário atentarmos diligente-mente para o conselho encontrado em Hebreus, “se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração” (3.7).
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Verdade Prática
“Como escaparemos nós, se não aten-tarmos para uma tão grande salvação,
a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois,
confirma-da pelos que a ouviram.” (Hb 2.3)
A salvação não é algo dado ao crente compulsoriamente. O cristão é exor-tado a ser vigilante e não negligente
em relação a essa dádiva recebida.
Texto Áureo
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Jo 10.9
Jesus deu testemunho de uma tão grande salvação
Terça – Hb 2.3
A Igreja Primitiva deu testemunho da salvação
Quarta – Hb 2.7,9
A salvação do homem tornou neces-sária a humanização do Redentor
Quinta – Hb 2.14
A eficácia da salvação é demonstrada na vitória sobre o Diabo
Sexta – Hb 2.15
A eficácia da salvação é demonstrada no triunfo sobre a morte
Sábado – Hb 2.18
A eficácia da salvação é demonstra-da na vitória sobre as tentações
Uma Salvação Grandiosa
Lição 2
14 de Janeiro de 2018
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 - Portanto, convém-nos atentar, com
mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas.
2 - Porque, se a palavra falada pelos
anjos permaneceu firme, e toda trans-gressão e desobediência recebeu a justa retribuição,
3 - como escaparemos nós, se não
atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram;
4 - testificando também Deus com
eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?
5 - Porque não foi aos anjos que
sujei-tou o mundo futuro, de que falamos;
6 - mas, em certo lugar, testificou
alguém, dizendo: Que é o homem, para que dele te lembres? Ou o filho do homem, para que o visites?
7 - Tu o fizeste um pouco menor do
que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras de tuas mãos.
8 - Todas as coisas lhe sujeitaste
debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas, agora, ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas;
9 - vemos, porém, coroado de glória
e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que,
pela graça de Deus, provasse a morte por todos.
10 - Porque convinha que aquele, para
quem são todas as coisas e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse, pelas aflições, o Príncipe da salvação deles.
11 - Porque, assim o que santifica
como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos,
12 - dizendo: Anunciarei o teu nome
a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação.
13 - E outra vez: Porei nele a minha
confiança. E outra vez: Eis-me aqui a mim e aos filhos que Deus me deu.
14 - E, visto como os filhos participam
da carne e do sangue, também ele par-ticipou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo,
15 - e livrasse todos os que, com medo
da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.
16 - Porque, na verdade, ele não tomou
os anjos, mas tomou a descendência de Abraão.
17 - Pelo que convinha que, em tudo,
fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.
18 - Porque, naquilo que ele mesmo,
sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados.
12
OBJETIVO GERAL
Explicar que a salvação não é algo dado ao crente compulsoriamente, por isso, ele deve ser vigilante e não negligenciar a graça recebida.
HINOS SUGERIDOS: 35, 156, 542 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Mostrar a grandiosidade da salvação divina; Discutir a necessidade da salvação;
Saber que a salvação pela fé em Cristo é eficaz.
I II III
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
13
Prezado(a) professor(a), estudaremos a exortação do escritor de Hebreus a respeito da grandiosidade da salvação. Salvação essa que recebemos mediante a fé em Jesus Cristo. Ela é resultado da graça divina, mas Cristo pagou um alto preço. Por isso, no capítulo dois, o autor aos Hebreus faz uma séria advertência a respeito dos que negligenciam tão grande salvação. Para redimir a humanidade pecadora, Cristo assumiu a forma humana a fim de se identificar conosco e nos outorgar a salvação. Ele morreu por nós, mas ao terceiro dia ressuscitou coroado de glória e honra. Cristo também nos elevou a uma condição superior, a de filhos(as) de Deus. Jesus é superior aos anjos e a todas as coisas, e a salvação que Ele oferece é o maior bem que o ser humano pode obter, por isso não devemos negligenciar tal graça.
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O autor dá início à seção de Hebreus 2.1-18 com uma forte exortação. Era necessário por parte dos crentes maior firmeza em relação as coisas espirituais. O que o autor observava entre eles era certa letargia e negligência diante de um fato de tão grande importância como é a salvação. Nesse aspecto a resposta devia ser dada por meio do retorno às verdades anteriormente ouvidas e que haviam sido esquecidas. Isso era de suma importância porque evitava que algum deles viesse a se desviar. De fato, o vocábulo grego usado pelo autor — pararreo —, traduzido como “desviar”, significa originalmente “perder o rumo”. O termo era usado também em relação a um barco que acidentalmente era desancorado e lançado à deriva em alto mar. No pensamento do autor só havia uma maneira de manter-se no rumo certo: ancorando o barco no porto seguro, Jesus.
I – UMA SALVAÇÃO GRANDIOSA
1. Testemunhada pelo Senhor. O
autor faz um contraste entre as alianças do Sinai e do Calvário. Enquanto a Antiga
Aliança foi intermediada por anjos (v.2), a Nova Aliança tinha Jesus, o Filho de Deus, como seu mediador. O autor, então, faz uma analogia entre as duas Alianças para que o contraste entre ambas fique bem definido. Foi Jesus, o Filho de Deus, e não os anjos, que anunciou essa tão grande salvação. Por serem mediadores da Lei, os anjos despertavam grande estima e respeito dos judeus por eles. Se uma Aliança firmada na Lei, mediada por anjos, imperfeita e transitória, requeria obediência por parte dos crentes, muito mais a Nova Aliança que é perfeita e eterna. Se quem não observava os princípios do Antigo Pacto, quebrando os seus preceitos, era punido de forma dura, que castigo merecia quem ultrajava a Nova Aliança, que em tudo era superior?
2. Proclamada pelos que a ouviram.
Essa salvação grandiosa foi primeira-mente anunciada pelo Senhor e, poste-riormente, por “aqueles que a ouviram” (Hb 2.3). Fica evidente nesse texto que o autor não foi uma testemunha ocular dos feitos de Jesus, mas recebera a Palavra por meio dos que a “ouviram”. Mesmo não tendo recebido a Palavra de Deus
Precisamos ser vigilantes e não negligenciarmos a salvação divina. PONTO CENTRAL
14
SÍNTESE DO TÓPICO I
Pela fé em Jesus Cristo recebemos uma salvação grandiosa.
perseverante em Cristo. Estas sete adver-tências não são divagações, no entanto se relacionam diretamente com o principal propósito do autor. A íntima conexão entre este parágrafo e a interpretação em 1.5-14 demonstra que a exposição bíblica do autor não era propriamente um fim, mas originou-se de sua preocupação por seus leitores e sua perigosa situação.
O rico vocabulário e os dons do autor como orador são novamente evidentes. A construção grega de 2.1-4 consiste em duas sentenças: uma de-claração direta (2.1), seguida por uma longa sentença explicativa (2.2-4), que inclui uma pergunta retórica (‘como escaparemos nós?’) com uma condição (‘se atentarmos para [ou negligenciar-mos] uma tão grande salvação’, 2.3a). A expressão “Portanto” (2.1) liga este parágrafo ao esplendor e à incomparável supremacia do Filho no capítulo 1. Pelo fato de o Filho ser superior aos profetas e aos anjos, se o que Deus ‘nos falou pelo Filho’ (1.2) for negligenciado, seremos muito mais culpáveis: ‘Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas” (AR-RINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal
Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2004, p.1549).
II – UMA SALVAÇÃO NECESSÁRIA
1. Por intermédio da humanização do Redentor. Na seção vv.5-9, o autor
toma o Salmo 8 como pano de fundo de seu argumento (Sl 8.4-6). Nesse aspecto, ele segue a Septuaginta que usa o termo “anjo”, em vez do texto massorético, que traz a palavra “Deus”. Na mentalidade ju-daica, da qual o autor participa, o homem foi feito como coroa da criação e a ele foi confiado todo o domínio. Todavia, devido à queda, esse domínio fora perdido. Na diretamente do Senhor, o autor não tem
dúvida que a mensagem apostólica era essencialmente a mesma Palavra de Deus. Esse fato deveria fazer com que os crentes fossem mais diligentes na observância dos preceitos neotestamentários. De fato, a palavra bebaioô, aqui traduzida como “confirmar”, tem o sentido de algo que transmite segurança e confiança. Em outras palavras, o que o Senhor anunciou e que, posteriormente, foi proclamado por testemunhas oculares, deve servir de fundamento da nossa fé.
3. Confirmada pelo Espírito Santo.
A mensagem, que primeiramente fora anunciada pelo Senhor e testemunhada pelos que a ouviram, foi instrumentali-zada pelo Espírito Santo. Nesse aspecto, as traduções — “distribuições feitas pelo Espírito Santo” ou “distribuições do Espírito Santo” (Hb 2.4) — expressam bem o que o autor quis dizer. O Espírito Santo é o agente por trás de cada milagre e sinal operados na história do povo de Deus, tanto do passado quanto do presente. O autor quer chamar a atenção de seu público leitor mais uma vez para a importância da mensagem recebida, ou seja, ela fora também testemunhada de uma forma concreta e palpável pelo Espírito Santo por intermédio da distri-buição de seus muitos dons.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Hebreus 2.1-4
“Esta é a primeira de sete passagens em Hebreus onde o autor combina uma urgente exortação com uma solene adver-tência a fim de mover seus leitores a uma confiança renovada, a uma esperança e fé
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SÍNTESE DO TÓPICO II
Depois da Queda a salvação tornou-se necessária, por isso, por meio da cruz, Jesus veio restaurar a humanidade.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Jesus, superior aos anjos em sua missão redentora (Hb 2.5-18)
Esta seção dá continuidade ao pen-samento iniciado em 1.5-14 a respeito da superioridade do Filho em relação aos anjos, porém sob uma perspectiva diferente. No capítulo 1 a ênfase estava na divindade da natureza do Filho; aqui
mente do autor dessa Escritura, portanto, o Salmo 8 não pode se aplicar a Adão, nem tampouco a raça pós-queda, mas a Jesus, o Messias, que por meio da cruz, veio restaurar a humanidade caída.
2. Por meio do sofrimento do Redentor. Para um judeu do primeiro
século era escandalosa a ideia de um Messias sofredor. Como então assegu-rar que Jesus era superior aos anjos se Ele morrera em uma cruz? O autor de Hebreus usa o versículo cinco do Salmo 8 para explicar esse aparente parado-xo. Sim, argumenta ele, Jesus de fato foi feito um “pouco” menor do que os anjos por causa da sua humanização. Os intérpretes entendem que as palavras “pouco” e “pouco tempo” (Hb 2.7,9) podem denotar posição ou tempo. Em outras palavras, Jesus se tornou “menor” que os anjos enquanto vivia os limites da condição humana e experimentou o sofrimento advindo desse estado de humilhação. Todavia, foi por meio deste mesmo sofrimento de Cristo que os homens tornaram-se livres.
3. Por intermédio da glorificação do Redentor. Na mente do autor, Cristo
CONHEÇA MAIS
*Salvação
“1. Sõteria (σωτηρία) denota ‘libertação, preservação, salvação’. O termo ‘salvação’ é usado no Novo
Testamen-to para se referir a: (a) o livramenTestamen-to material e temporal de perigo e apreensão: (1) nacional (Lc 1.69,71; At 7.25, ‘liberdade’); (2) pessoal, como do mar (At 27.34, ‘saúde’); da prisão (Fp 1.19); do dilúvio (Hb 11.7); (b) o livramento espiritual e eterno concedido imediatamente por Deus aos que aceitam as condições estabelecidas por Ele referentes ao arrependimento e fé no Senhor Jesus, somente em quem será obtido (At 4.12), e sob
confis-são dEle como Senhor (Rm 10.10); para este propósito o Evangelho é o instrumento de salvação (Rm 1.16; Ef 1.13 [...])”. Para conhecer mais leia
“Dicio-nário Vine”, CPAD, p.967.
não sofreu para ser glorificado, mas Ele foi glorificado porque sofreu. Foi por intermédio do sofrimento que Ele foi “coroado de glória e de honra, [...] para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hb 2.9). Para os crentes que viam no sofrimento algo incompatível com o viver cristão, e que, devido a isso estavam desanimados, essas palavras serviam de ânimo e consolo.
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SÍNTESE DO TÓPICO III
O sacrifício de Cristo foi único, eficaz e nos garante a vitória sobre o Diabo, a morte e a tentação.
diosa salvação. Para que a salvação se efetivasse o Salvador precisava sofrer e morrer pelos homens. Somente por meio da morte na cruz, o Diabo, arqui-inimigo dos homens, seria derrotado (Hb 2.14). O autor usa o verbo grego catargeo para se referir à derrota de Satanás. Esse verbo tem o sentido de “destronar” ou “tornar inoperante”. Por intermédio da cruz, Cristo destronou e desarmou Satanás das armas que este possuía. Foi na cruz que Ele despojou os principados e as potestades e nos garantiu a vitória (Cl 2.15).
2. Vitória sobre a morte. Com a
entrada do pecado no mundo a morte passou a ser um inimigo temido. Essa arma poderosa era usada por Satanás para manter os homens debaixo do jugo do medo (Hb 2.15). Todavia, ao morrer na cruz por todos os homens, Jesus venceu a morte. Os homens continuam a morrer, mas os que o recebem como Salvador tem a vida eterna, pois a morte não tem mais domínio sobre eles.
3. Vitória sobre a tentação. Pela
primeira vez na epístola o autor usa a denominação “sumo sacerdote” em relação a Jesus (Hb 2.17). O tema do sacerdócio de Cristo será explorado pelo autor com maior profundidade em passagens posteriores (Hb 3.1; 4.14-16; 5.1-10; 6.20; 7.14-19,26-28; 8.1-6; 9.11-28; 10.1-39). Todavia, aqui o seu uso é justificado no contexto da identificação de Jesus com seus “irmãos”, os salvos. Esse sumo sacerdote é misericordioso e fiel. Por ter assumido a natureza humana, e se identificado com os homens nos seus limites, Ele sabe o que é ser tentado e por essa razão está pronto a ajudá-los.
o enfoque está em sua humanidade e no sofrimento como componentes necessá-rios de sua missão redentora. Os anjos, por um lado, são servos; sua missão para o homem como ‘espíritos ministradores’ é ‘servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação’ (1.14). O Filho, por outro lado, é o Salvador; sua missão para o homem como ‘o Príncipe da salvação deles’ (2.10) é ‘salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus’ (7.25). Entretanto, como Salvador, a missão redentora do Filho envolvia tanto a humilhação como a glória.
Como o homem perfeito, Jesus se tornou o verdadeiro representante da raça humana e o cumprimento absoluto do Salmos 8. Somente Ele poderia cumprir ‘o propósito declarado do Criador quando trouxe a raça humana à existência. Mas, assim fazendo, Ele teve de se identificar plenamente com a condição humana, incluindo o sofrimento humano (cf. Hb 4.15,16; 5.6), a fim de ‘abrir o caminho da salvação para a humanidade e agir eficazmente como o Sumo Sacerdote de seu povo na presença de Deus. Isto significa que Ele não é apenas aquEle em quem se cumpre a soberania destinada à humanidade, mas também aquEle que, por causa do pecado humano, deve concretizar esta soberania por meio do sofrimento e da morte. Portanto, o Filho, que já foi apresentado como superior aos anjos, teve de ser feito ‘um pouco menor do que os anjos’ (2.7a) antes de poder ser ‘coroado de glória e de honra’ (2.7b) como Senhor sobre todas as coisas” (AR-RINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal
Novo Testamento. 2.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2004, pp. 1551,52).
III – UMA SALVAÇÃO EFICAZ
1. Vitória sobre o Diabo. Na
con-clusão de seu argumento o autor mostra os métodos e os resultados dessa
gran-17
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“[...] Pela graça de Deus, Jesus provou a morte por todos os homens (Hb 2.9). Três verdades importantes estão sucintamente incorporadas aqui: 1. A morte de Jesus na cruz, para realizar a salvação, foi um ato da graça de Deus.
2. Sua morte foi em favor de (byper) cada pecador; um claro ensino de Hebreus é que sua morte foi uma expiação subs-titutiva pelo nosso pecado (cf. 5.1; 7.27). Sua morte não foi uma ‘expiação limitada’ — isto é, para algumas pessoas seletas, como alguns reivindicam — mas Ele provou temporariamente a morte por todos os homens. Sua morte é de proveito para todo aquele que por fé se submete a Ele como Senhor e Cristo.
Para os judeus daqueles dias, ‘a ideia de um Messias em sofrimento
CONCLUSÃO
Por meio da sua humanização e humilhação Jesus se tornou o legítimo Sumo Sacerdote representante da hu-manidade. Os anjos de fato são seres especiais a serviço de Deus, entretanto, Jesus não veio socorrê-los, mas buscar a descendência de Abraão, os crentes. Por intermédio de seu sofrimento e morte, Ele pode dar vida aos que estão mortos.
era detestável e a reivindicação cristã de que isto convinha, deveria ser vista contra este panorama. Qualquer que seja a razão para a cruz, não há dúvida alguma de que tais fatos revelam a natureza de Deus. É neste sentido que ‘convinha’ que as coisas ocorressem como de fato ocorreram” (ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário
Bíblico Pentecostal Novo Testamento.
2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 1553).
PARA REFLETIR
A respeito de Uma Salvação Grandiosa, responda:
• Segundo o autor aos Hebreus, qual a única maneira de manter-se no rumo certo?
No pensamento do autor só havia uma maneira de manter-se no rumo certo: ancorando o barco no porto seguro, Jesus.
• Enquanto a Antiga Aliança foi intermediada por anjos, a Nova Aliança foi mediada por quem?
Enquanto a Antiga Aliança foi intermediada por anjos, a Nova Aliança tinha Jesus, o Filho de Deus, como seu mediador.
• Como os homens tornaram-se livres?
Por meio do sofrimento de Cristo.
• O que foi preciso ser feito para que a salvação se efetivasse?
Para que a salvação se efetivasse o Salvador precisava sofrer e morrer pelos homens.
• Por que Jesus Cristo, o verdadeiro Sumo Sacerdote, sabe o que é ser tentado e, por isso, está pronto a nos ajudar nas fraquezas?
Por ter assumido a natureza humana, e se identificado com os homens nos seus limites, Ele sabe o que é ser tentado e por essa razão está pronto a ajudá-los.
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CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 73, p. 37. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
ANOTAÇÕES DO PROFESSOR
SUGESTÃO DE LEITURA
Nesta obra você fará um estudo panorâmico sobre os temas mais relevantes das doutrinas da fé pentecostal.
O amor e o sacrifício de Jesus Cristo narrado de uma maneira surpreendente.
A obra examina argutamente as implicações da crucificação de Jesus para a nossa cura e restauração. Doutrinas Bíblicas: o Fundamento da nossa Fé Ele Escolheu
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Verdade Prática
“Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele
que a edificou.” (Hb 3.3)
Cristo em tudo foi superior a Moisés na Casa de Deus, pois enquanto o legislador hebreu foi um mordomo, o
Salvador foi o dono.
Texto Áureo
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Hb 3.1
Uma vocação superior dada a Cristo por Deus Pai
Terça – Lc 19.10
Uma missão superior que apenas Cristo poderia cumprir
Quarta – Hb 3.1; 1 Tm 2.5
Cristo – O único Mediador entre os homens e Deus
Quinta – Hb 3.2
Cristo, o edificador da Casa de Deus
Sexta – Hb 3.5,6
Cristo, não apenas servo, mas Filho
Sábado – Hb 3.7,8
Cristo, superior em palavra à Lei
A Superioridade de Jesus
em relação a Moisés
Lição 3
21 de Janeiro de 2018WWW.ESCOLA-EBD.COMBR
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OBJETIVO GERAL
Evidenciar a superioridade de Jesus em relação ao legislador Moisés.
HINOS SUGERIDOS: 295, 396, 620 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Apresentar a superioridade da vocação, da missão e da mediação de
Jesus em relação a Moisés;
Exprimir a autoridade maior de Jesus em relação a Moisés;
Esclarecer a superioridade do discurso de Jesus em relação ao de Moisés.
I II III
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 - Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão,
2 - sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.
3 - Porque ele é tido por digno de tanto
maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.
4 - Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus.
5 - E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;
6 - mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a con-fiança e a glória da esperança até ao fim.
7 - Portanto, como diz o Espírito Santo,
se ouvirdes hoje a sua voz,
8 - não endureçais o vosso coração, como na
provocação, no dia da tentação no deserto,
9 - onde vossos pais me tentaram, me provaram e viram, por quarenta anos, as minhas obras.
10 - Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em
seu coração e não conheceram os meus caminhos.
11 - Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.
12 - Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.
13 - Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.
14 - Porque nos tornamos participantes
de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.
1 5 - E n q u a n t o s e d i z : H o j e , s e ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.
16 - Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.
17 - Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi, porventura, com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?
18 - E a quem jurou que não entrariam
no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?
19 - E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade. Hebreus 3.1-19
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COMENTÁRIO
A Antiga Aliança apresenta Moisés como “apóstolo”, isto é, o mensageiro de Deus da Aliança com o povo de Israel, e o seu irmão Arão, como sumo sacerdote do povo de Deus, respectivamente. Essa dispensação deu lugar a uma nova ordem, a um novo concerto em que Cristo Jesus se apresenta como executor desses dois ofícios. Agora, Ele é o apóstolo da Nova Aliança e o Sumo Sacerdote perfeito. Essa verdade é que permeia toda a lição.
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
INTRODUÇÃO
O autor dá início ao capítulo três fazendo um contraste entre Moisés e Cristo. Ele estava consciente da grande estima que seus compatriotas tinham pela figura do grande legislador hebreu, Moisés. Em nenhum momento desse contraste o autor deprecia a pessoa de Moisés, mas sempre o coloca como um homem fiel a Deus na execução de sua obra. Entretanto, mes-mo tendo assumido a grande missão de conduzir o povo rumo à Terra Prometida, Moisés não poderia se equiparar a Jesus, o Autor da nossa fé. O contraste entre Moisés e Cristo é bem definido: Moisés é visto como um administrador da casa, Jesus como Edificador; Moisés é retratado como servo, Jesus como Filho; Moisés foi enviado em uma missão terrena, Jesus numa missão celestial, eterna.
I – UMA TAREFA SUPERIOR
1. Uma vocação superior. O
au-tor introduz a seção vv.1-6 tomando como ponto de partida o que havia dito anteriormente — Jesus era o autor e mediador da nossa salvação (Hb 2.14-18). Tomando por base esse conhecimento, seus leitores, a quem ele chama afetuosamente de irmãos
santos, deveriam ficar atentos ao que seria dito agora (Hb 3.1). Eles não eram apenas um povo nômade pelo deserto escaldante à procura da Terra Prometida, mas herdeiros de uma
vo-cação celestial. Eles deveriam se
lembrar de quem os fez aptos e idôneos dessa vocação. Nesse aspecto, os leitores de Hebreus não deveriam ter dúvida alguma de que Jesus, como Aquele que os conduzia ao destino eterno, era em tudo superior a Moisés, a quem coube a missão de conduzir o povo à Canaã terrena.
2. Uma missão superior. O autor
pela primeira vez usa a palavra apóstolo em relação a Jesus (Hb 3.1). A palavra
apóstolo se refere a alguém que é co-missionado como um representante autorizado. Não havia dúvida de que Moisés havia sido um enviado de Deus em uma missão, todavia, ele não foi o “apóstolo da grande salvação”. A missão de Moisés foi tirar o povo de dentro do Egito e conduzi-lo à Terra Prometida, mas a missão de Jesus é a de conduzir a Igreja à Canaã celestial. A missão mosaica era daqui, a Canaã terrena; a missão de Jesus possuía uma
vocação celestial. Cristo não foi apenas
um enviado em uma missão, mas acima de tudo, o apóstolo da nossa confissão,
A carta de Hebreus revela a superiori-dade de Jesus em relação a Moisés quanto à tarefa, à autoridade e o discurso. PONTO CENTRAL
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SUBSÍDIO DIDÁTICO
Prezado(a) professor(a), inicie a aula desta semana fazendo as seguintes perguntas:
a) O que Moisés representou para o povo de Israel?
b) Qual foi o papel de Moisés no estabelecimento da Antiga Aliança de Deus com o seu povo?
c) Por que Moisés é uma autoridade respeitada na história de Israel?
Ouça as respostas dos alunos e em seguida faça um resumo abordando as respostas das três perguntas a fim de amarrar as informações. A ideia dessa atividade é familiarizar a classe com Moisés a fim de, a partir da importân-cia dele para o povo judeu, destacar a magnitude de Jesus Cristo como o mediador da Nova Aliança.
SÍNTESE DO TÓPICO I
Em relação a Moisés, a carta de He-breus apresenta o Senhor Jesus com uma vocação superior, uma missão superior e uma mediação superior.
alguém com autoridade na missão de nos conduzir ao destino eterno.
3. Uma mediação superior. Depois
de afirmar que Jesus era “o apóstolo”, o autor também diz que Ele é o “sumo sacerdote da nossa confissão”. Jesus era superior a Moisés, não apenas em relação à missão, mas também em relação à função que exercia. O autor fará um contraste mais deta-lhado entre o sacerdócio de Cristo e o araônico mais adiante, mas aqui os crentes deveriam ter em mente que a mediação de Jesus era em tudo superior ao sistema mosaico e levítico. Cristo era o mediador da nossa confissão. A palavra “confissão” traduz o termo original homologia, que tem o sentido primeiro de “concordância”. Quando confessamos Jesus como Salvador, concordamos que Ele em tudo tem a primazia. Ele é o Senhor. Ele é maior do que tudo e do que todos; Ele, e somente Ele, é a razão do nosso viver.
CONHEÇA MAIS
*A possibilidade de não chegar
ao fim da caminhada
“O livro de Hebreus considera a possibilidade de permanecer firme na fé ou de abandoná-la como uma escolha real, que deve ser feita por cada um dos leito-res; o autor ilustra as consequências da segunda opção referindo-se à destruição dos hebreus rebeldes no
de-serto após sua gloriosa libertação do Egito.” Leia mais em “Comentário Bíblico
Pentecostal Novo Testamento”,
CPAD, p.1557-59.
II – UMA AUTORIDADE SUPERIOR
1. Construtor, não apenas admi-nistrador. O autor destaca que tanto
Moisés como Jesus foram fiéis na “casa de Deus” (Hb 3.2). Eles foram fiéis na missão que lhes foram confiada. Isso mostra o apreço que o autor possuía pelo legislador hebreu. Todavia, ao se referir a Jesus, o autor usa a palavra grega aksioô, traduzida como “digno”, “valor”, “mérito”. Duas coisas precisam
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ser destacadas no uso desse vocábulo pelo autor. Primeiramente ele quer mostrar que o mérito de Jesus era maior do que o de Moisés. Nosso Senhor era o construtor do edifício, da casa de Deus, e não apenas o mordomo, como fora Moisés. Os crentes precisavam enxergar isso e, assim, valorizarem mais a sua salvação. Por outro lado, ao usar o pretérito perfeito (tempo verbal grego), ele demonstra que a glória de Moisés era desvanecente, enquanto a de Jesus era permanente.
2. O perigo de ver, mas não crer.
“[...] E viram, por quarenta anos, as minhas obras” (Hb 3.9). Erra quem pensa que só acredita quem vê. Parece que quem muito vê, menos acredita. Acaba ficando acostumado com o sobrenatural. Para algumas pesso-as o sobrenatural se “naturaliza”. É exatamente isso que aconteceu no deserto e era especificamente isso que acontecera com a comunidade dos primeiros leitores de Hebreus. Tanto Moisés como Jesus foram poderosos em obras, mas isso não era suficiente para segurar os crentes. É preocupante quando o cristão se acostuma com o sobrenatural e nada mais parece impactá-lo ou sensibilizá-lo.
3. O perigo de começar, mas não terminar. “Estes sempre erram em
seu coração e não conheceram os meus caminhos” (Hb 3.10b). Com essas palavras o autor mostra o perigo de começar, mas não chegar; de andar, mas se desviar. Alguns do antigo povo de Deus haviam começado bem, mas terminado mal. Muitos caíram pelo ca-minho, desistiram da estrada. O mesmo risco estava ocorrendo com os cristãos neotestamentários — haviam começado bem, mas corriam o risco de caírem e perderem a fé. Esse alerta é para nós hoje! Como está a tua fé?
SÍNTESE DO TÓPICO II
Hebreus destaca o Senhor Jesus como o construtor da Nova Aliança; o Filho amado de Deus; o ministro excelente da Igreja de Deus.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“[...] Pedro apresenta Jesus como o Profeta semelhante a Moisés (vv.22,23). Moisés havia declarado: ‘O SENHOR, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis’ (Dt 18.15). Seria natural dizer que Josué cumpriu essa profecia. Josué, o seguidor de Moisés, realmente veio depois deste e foi um grande libertador de seu tempo. Surgiu, porém, outro Josué (na língua hebraica, os nomes Josué e Je-sus são idênticos). Os cristãos primitivos reconheciam Jesus como o derradeiro cumprimento da profecia de Moisés.
No final do capítulo (vv.25,26), Pedro lembra aos ouvintes a aliança com Abraão, muito importante para se entender a obra de Cristo: ‘Vós sois os filhos dos profetas e do concerto que Deus fez em nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nis-so vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades’. Claro está que, agora, é Jesus quem traz a bênção prometida e cumpre a aliança com Abraão – e não apenas a Lei dada por meio de Moisés” (HORTON, Stan-ley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp.307,08).
III – UM DISCURSO SUPERIOR
1. O perigo de ouvir, mas não aten-der. Seguindo a redação da Septuaginta
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SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
“SE OUVIRDES HOJE A SUA VOZ
Ci-tando Salmos 95.7-11, o escritor se refere à desobediência de Israel no deserto, depois do êxodo do Egito, como advertência aos crentes sob o novo concerto. Porque os israelitas deixaram de resistir ao pecado e de permanecer leais a Deus, foram impedidos de entrar na Terra Prometida (ver Nm 14.29-43; Sl 95.7-10). Semelhan-temente, os crentes do Novo Testamento devem reconhecer que eles, também, podem ficar fora do repouso divino, se forem desobedientes e deixarem que seus corações se endureçam.
NÃO ENDUREÇAIS O VOSSO CO-RAÇÃO
O Espírito Santo fala conosco a respeito do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11; Rm 8.11-14; Gl 5.16-25). Se formos indiferentes à sua voz, nossos corações se tornarão cada vez mais duros e rebeldes a ponto de se tornarem insensíveis à Palavra de Deus ou aos apelos do Espírito Santo (v.7). A verdade e o viver em retidão já não serão prioridades nossas. Cada vez mais, buscaremos prazer nos caminhos do mundo e não nos caminhos de Deus (v.10). O Espírito Santo nos adverte que Deus não continuará a insistir conosco indefinidamente se endurecermos os nossos corações por rebeldia (vv.7-11; Gn 6.3). Existe um ponto do qual não há retorno (vv.10,11; 6.6; 10.26)” (Bíblia
de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:
CPAD, 1995, p.1902).
SÍNTESE DO TÓPICO III
A mensagem de Cristo faz alguns aler-tas: o perigo de ouvir, mas não atender ao apelo; o perigo de ver, mas não crer na revelação; o perigo de começar, mas não terminar a jornada.
(tradução grega da Bíblia Hebraica), o autor cita o Salmo 95.7-11 para trazer uma série de advertências. Se o povo de Deus no Antigo Pacto precisou ser exortado, maior exortação precisava os que tinham maiores promessas. Primeiramente havia o perigo de ouvir e não atender (Hb 3.7,8). No passado, o povo de Deus tinha ouvido a mensagem divina; entendido, mas não atendido! O mesmo erro estava se repetindo. O Espírito Santo, falando profeticamente pela boca do salmista, advertia os o leitores para que seus corações não se endurecessem. É um apelo atual, porque o povo de Deus muitas vezes demonstra ser tardio para ouvir.
2. A humilhação do servo. A
hu-milhação de Jesus teve início com o esvaziamento de sua glória para tomar a forma de servo e culminou com o sofrimento na cruz (Fp 2.7,8). Sua humilhação está relacionada aos seus sofrimentos, como o ser perse-guido, desprezado pelas autoridades, discriminado (Jo 1.46), silenciado diante de seus acusadores, açoitado impiedosamente, injustamente julgado diante de Pilatos e Caifás e, finalmente, crucificado e morto. Assim se cumpriu cada detalhe da profecia a respeito do Servo Sofredor (Is 53).
3. O exemplo a ser seguido.
Quan-do anQuan-dou na Terra, Jesus nos ofereceu o melhor exemplo, fazendo a vontade do Pai e amando o próximo com um amor sem igual (Jo 4.34; Lc 4.18,19). Logo, a partir da vida do Salvador, so-mos estimulados a priorizar o Reino de Deus, a pessoa do Altíssimo em todas as áreas de nossa vida, não permitindo que nada tome o seu lugar em nosso coração. Assim, somos instados a amar o próximo na força do mesmo amor que o Pai tem por nós (Mc 12.30,31).
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PARA REFLETIR
A respeito da Superioridade de Jesus
em relação a Moisés, responda:
• Qual o ponto de partida para o autor aos Hebreus introduzir o assunto sobre a vocação superior de Jesus?
Que Jesus era o autor e mediador da nossa salvação (Hb 2.14-18).
• Em que concordamos quando confessamos Jesus como Salvador?
Quando confessamos Jesus como Salvador, concordamos que Ele em tudo tem a primazia. Ele é o Senhor. Ele é maior do que tudo e do que todos; Ele e somente Ele é a razão do nosso viver.
• O que devemos destacar quando o autor usa aksioô, isto é, “digno”, “valor” e “mérito”?
Diferente de Moisés, o mérito de Jesus era maior e sua glória era permanente.
• Se Moisés foi um ministro de Deus no culto da congregação do de-serto, o que foi Jesus?
O ministro da Igreja, o povo de Deus na Nova Aliança, “a qual casa somos nós” (Hb 3.6).
• Qual risco corria os cristãos neotestamentários?
O perigo de ouvir, mas não atender, o perigo de ver, mas não crer e o perigo de começar, mas não terminar.
CONCLUSÃO
Ao mostrar a superioridade de Jesus sobre Moisés, o autor da Carta aos Hebreus não tencionava exaltar o primeiro e desprezar o segundo, mas pôr em relevo a obra do Calvário, bem como esclarecer como os crentes devem
ANOTAÇÕES DO PROFESSOR
valorizá-la. Ora, se Moisés que não era divino, que não se deu sacrificalmente em lugar de ninguém, merecia ser ouvido, então por que Jesus, o Filho do Deus bendito, Senhor da Igreja e superior aos anjos, não merecia reco-nhecimento ainda maior?
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Verdade Prática
Lição 4
28 de Janeiro de 2018
“Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.”
(Hb 4.11)
O descanso provido por Josué foi terreno, temporário e incompleto; o descanso provido por Cristo é celestial,
eterno e completo.
Texto Áureo
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Hb 4.2
A mensagem de Deus deve ser recebida pela fé
Terça – Hb 4.6
A mensagem de Deus deve ser acompanhada pela obediência
Quarta – Hb 4.7
A mensagem de Deus dever ser acolhida com contrição
Quinta – Hb 4.8,9
A mensagem de Deus promove um descanso real e total
Sexta – Hb 4.11
A mensagem de Deus promove um descanso eterno
Sábado – Hb 4.12
A Palavra de Deus é viva e eficaz
Jesus é Superior a Josué —
O meio de entrar no Repouso
de Deus
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OBJETIVO GERAL
Demonstrar que Jesus é superior a Josué na mensagem e no provimento de repouso para o povo de Deus.
HINOS SUGERIDOS: 47, 146, 212 da Harpa Cristã
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Mostrar que a mensagem de Jesus é superior a de Josué; Mencionar a provisão de um descanso superior ao de Josué;
Apontar a superioridade da orientação de Jesus em relação à de Josué.
I II III
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 4.1-13
1 - Temamos, pois, que, porventura,
deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fique para trás.
2 - Porque também a nós foram
pre-gadas as boas-novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.
3 - Porque nós, os que temos crido,
entramos no repouso, tal como disse: Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo.
4 - Porque, em certo lugar, disse assim
do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia.
5 - E outra vez neste lugar: Não entrarão
no meu repouso.
6 - Visto, pois, que resta que alguns
en-trem nele e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas-novas não entraram por causa da desobediência,
7 - determina, outra vez, um certo dia,
Hoje, dizendo por Davi, muito tempo de-pois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.
8 - Porque, se Josué lhes houvesse dado
repouso, não falaria, depois disso, de outro dia.
9 - Portanto, resta ainda um repouso
para o povo de Deus.
10 - Porque aquele que entrou no seu
repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas.
11 - Procuremos, pois, entrar naquele
repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.
12 - Porque a palavra de Deus é viva, e
eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
13 - E não há criatura alguma
encober-ta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.
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COMENTÁRIO
O texto de Hebreus 4 mostra o que a história de Josué representa para a Igreja de Cristo. Enquanto o ministério do sucessor de Moisés foi de caráter terreno, temporário e incompleto – primeiro porque Israel não conquistou toda a terra; depois, as guerras continuaram −, Jesus Cristo proveu um descanso celestial, eterno e completo. Na lição desta semana, é preciso fazer o contraste entre os ministérios de Jesus e Josué, conforme abaixo:
JOSUÉ Terreno Temporário Incompleto JESUS Celestial Eterno Completo
Devido à popularização da teologia da prosperidade, bem como o aumento da “politização ideológica” dos movimentos evangélicos, é comum alguns cristãos virarem as costas para a dimensão celestial e eterna do ministério de Jesus, alegando que se dermos ênfase ao “céu” formaremos cristãos “escapistas”. O problema é que eles se esqueceram de combinar isso com o autor de Hebreus. A natureza celestial, eterna e esperançosa do ministério de Cristo é cristalina nas Escrituras! Por isso, embora a obra de Cristo tenha consequências presentes como uma antecipação das bênçãos futuras, claro que podemos vivê-las hoje, aqui e agora, não tenha receio de enfatizar a natureza do porvir da obra de Cristo, pois Ele nos prometeu a vivência da comunhão no Reino Celestial (Mt 26.28,29).
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
INTRODUÇÃO
A conquista de Canaã sob a lide-rança de Josué é retratada pelo autor da Carta aos Hebreus como um tipo da Canaã celestial. Deus havia prometido a conquista da terra a Moisés e Josué (Êx 3.8; Js 1.2,3). Mas ao longo da jornada do Êxodo muitos ficaram pelo caminho. A incredulidade e a desobe-diência, somadas à falta de ânimo, fizeram com que o povo não vivesse as promessas de Deus em sua plenitude. O mesmo processo estava se repetindo agora com os crentes da Nova Aliança e pelas mesmas razões. A única forma
de voltar para a corrida e completar o percurso, entrando no descanso de Deus, era observando a sua Palavra.
I – JESUS PROVEU UMA MENSAGEM SUPERIOR A DE JOSUÉ
1. Uma mensagem que deve ser recebida pela fé. O autor
inicia sua argumentação com uma afirmação e uma
decla-ração. Primeiramente ele afirma que as boas-novas foram pregadas a seus contemporâneos, assim como havia acontecido com os crentes dos dias de Josué (Hb 4.2). Tanto aqui como no versículo seis, o autor usa o verbo grego euangelizomai, que significa
Enquanto Josué pro-porcionou um descan-so terreno, temporário e incompleto para Israel,
Jesus Cristo proveu um descanso celestial,
eterno e completo para a Igreja.
PONTO CENTRAL