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Tornatellina unilamellata Pfeiffer, 1859: 649-650.

No documento JOSÉ LUIZ DE BARROS ARAÚJO (páginas 40-54)

Leptinaria lamellata

Pilsbry, 1906: 288-289. pl. 42,

figs. 39-40, pl. 43, fig. 50.

Leptinaria unilamellata

W e n z , 1960: 348, fig. 1280.

Leptinaria (Leptinaria) lamellata

Haas, 1962: 52-53,

pl. V I I , figs. F-G.

Leptinaria lamellata

Duarte, 1977: ii, 28.

CONCHA (Figs. 1 e 2). É pequena, com 4,5 mm e cerca de 5 a 6,5 voltas de espira, com a superfície mostrando as linhas de crescimento não muito marcadas, suturas bem evidentes, mas não muito profundas. Volta corporal com comprimento equivalente a pouco mais que as demais. Abertura ovalada com peristoma cor- tante, bordo não refletido e desprovido de dentes ou lamelas no bordo externo. Bordo columelar com uma lamela lisa, triangular, baixa e projetada para a abertura. Bordo parietal com uma lame- la transversal à abertura e situada a meia distância entre tér- mino da lamela columelar e a inserção da última volta.

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CÂMARA PALEAL (Fig. 4). Apresenta poucos vasos, desta- cando-se apenas a veia pulmonar, que recebe algumas afluentes. Sua origem junto ao pneumóstomo é pouco marcada. O rim é o ór- gão mais característico para a espécie, nesta região do molus- co. Sua forma é alongada e estreita no sentido transversal à câ- mara paleal. Do lado de sua extremidade columelar, para o ure- ter primário, que se coloca paralelamente a toda a extensão do rim. A curvatura se faz logo em seguida à outra extremidade do rim, caminhando o ureter paralelamente ao reto.

SISTEMA GENITAL (Fig. 6). O ovotestis é formado por um número pequeno de grupamentos de folículos, que estão profunda mente incluídos na glândula digestiva. Os canais excretores de cada folículo desembocam no canal coletor de ovotestis, que per- corre parte da face côncava da glândula digestiva até a sua de sembocadura na vesícula seminal. A vesícula seminal (Fig. 7) é mais ou menos curta, sinuosa e apoiada em toda sua extensão na glândula digestiva. Seu término junto ao receptáculo seminal é bem mais delgado, tornando estes órgãos pouco perceptíveis, por introduzirem-se parcialmente na glândula de albumina. A glându- la de albumina (Fig. 7) é curvada, acompanhando a curvatura da volta da concha, com a extremidade distal mais delgada e com duas dobras fortes, limitando a face côncava.

OVISPERMODUTO. O útero (Fig. 6) é constituído de pre- gueamento baixo, tornando-se ligeiramente mais forte no senti- do distal. Quando em fase de atividade reprodutiva intensa, dis- tende-se muito, deixando de um lado o pregueamento uterino e

do outro a próstata, ambos como se estivessem colados ao ór- gão. Os ovos (Fig. 8) são de envoltório transparente deixando ver no seu interior os moluscos jovens. Geralmente são encon- trados de 2 a 3 ovos "in utero", deixando ver nitidamente os de desenvolvimento mais avançado ocupando uma posição mais dis- tal no órgão. O oviduto (Fig. 6) é longo, de luz mais alarga- da em sua porção distal, onde se vê a origem do canal da esper- mateca, (Fig. 3) na mesma altura da parte distal do complexo

peniano. Em conseqüência, o átrio genital é amplo e bem desen- volvido. O complexo peniano (Fig. 9 a 11) é pouco evidente em relação à parte feminina. É muito simples, sem uma distinção marcada entre as regiões que o compõem. A região que correspon- de ao falus é mais ampla, sem distinguir-se riqueza de tecido glandular. A região epifálica é longa e delgada, constituída praticamente por um tubo contínuo, exibindo modificações mar- cadas somente em sua parte proximal. Esta parte é constituída por uma dilatação pouco extensa, que corresponde internamente também a uma modificação pronunciada de sua estrutura, consti- tuída de vilosidades dispostas no sentido transversal. A re- gião que poderia corresponder ao flagelo é inconspícua e cons- tituída apenas por estreito e curto espaço colocado em posição proximal à anteriormente descrita, limitado por células coloca- das em posição oblíqua, e envolvida amplamente pela inserção do músculo retrator do pênis. O músculo retrator do pênis (Figs. 10 e 11) tem origem no músculo columelar como uma faixa que se destaca. É muito longo, apoiando-se em seu trajeto sobre o bul-

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bo da rádula, contornando-o parcialmente em sua parte superior, passando por baixo do tentáculo esquerdo e inserindo-se termi- nalmente no complexo peniano, envolvendo-o amplamente. O canal deferente (Figs. 6, 10 e 11) é a parte mais marcante do siste- ma masculino, iniciando-se na porção distal da próstata, onde também termina o pregueamento uterino, prende-se ao oviduto ao cruzá-lo dirigindo-se para a porção distal do falus, aumenta de calibre ao mesmo tempo que se torna muito enovelado, mantendo- se preso por tecido conjuntivo frouxo, junto ao complexo penia- no, com sua terminação delgada, como no início. Em seguida ca- minha paralelamente à região epifálica por uma distância bem lon- ga, correspondendo à parte mais delgado do órgão, desembocando em uma posição proximal ao término do órgão em uma porção mais a l a r g a d a .

Leptinaria unilamellata (Orbigny, 1835): Flg. 1: Concha (abertura); Fig. 2: Concha; Fig. 3: Cana] da espermate- ca e espermateca; Fig. 4: Porção proximal da câmara pe- leal; Fig. 5: Porção média do ovispermoduto.

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Leptinaria unilamellata (Orbigny, 1835): Fig. 6: Aparelho genital (porções média e distal).

Leptinaria unilamellata (Orbigny, 1835): Fig. 7: Glândula de albumina e

vesícula seminal; Fig. 8: Embrião retirado do útero; Fig. 9: Complexo peniano (porção proximal); Fig. 10: Complexo peniano; Fig. 11. Complexo peniano (porção proximal).

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Subulina octona (Bruguière, 1789) (Figs. 12 a 21)

Helix octona Indiae occidentalis, Chemnitz, 1786: 190, pl. 136, f. 1264.

Bulimus octonus Bruguière, 1789: 325.

Bulimus octonus Lamarck, 1822 2a. part.: 124, fig. 27. Achatina octona Orbigny, in La Sagra, 1853: 168, 169

pl. 11, f. 4-6 in La Sagra, 1853.

Achatina octona Reeve, 1849. Achatina sp., 84 pl. XVII.

Subulina octona Fisher e Crosse, 1878: 639, pl. XXV, figs. 15 e 15a.

Subulina octona Von Martens, 1890/1901: 298-300. Subulina octona Tryon e Pilsbry, 1906: 72-74, 222-224,

pl. 12, figs. 8-9, pl. 39, figs. 28, 37, 39 e 40.

C.

A-F.

Subulina octona Burch, J.B., 1960: 29, pl. VI, fig.

Subulina octona Hass, 1962: 49-52, pl. VIII, figs.

Subulina octona Lanzieri, 1966: 1-29, 32-44, figs. 2- 13.

CONCHA (Figs. 15 e 16. É pequena, medindo aproximada- mente 13mm x 4 mm, com a espira muito longa, graças ao número de voltas que apresenta (8). A amplitude das voltas aumenta pro-

gressivamente até a volta corporal. Não apresenta nehuma orna- mentação característica, evidenciando de forma não muito marca- da, as linhas de crescimento. A abertura é de forma ovalada sem dentes ou lamelas e com o peristoma cortante. O bordo colume- lar apresenta uma leve projeção alongada no sentido do eixo, mais alargada em sua metade. As suturas são evidentes, porém não muito profundas.

RÁDULA (Fig. 12). É uma lâmina muito delgada, com 20 dentes de cada lado, mais desenvolvidos e mostrando particula- ridades apreciáveis somente até a quinta fileira. Daí em dian- te os dentes são muito pequenos e reduzem-se progressivamente até a margem, onde são rudimentares. A margem anterior do den- te recobre a posterior do dente anterior da mesma fileira. O dente central é muito reduzido e sem características marcan- tes. Tem a forma retangular, com uma leve protuberância cen- tral, no mesmo sentido do eixo maior do dente. Pelas pequenas dimensões deste dente, a fileira central mostra-se como uma es- treita linha em toda a extensão da rádula. O 1º dente é quase simétrico, apenas com o ângulo posterior externo mais agudo. A cúspide central é desenvolvida e com duas cúspides menores co- locadas interna e externamente a ela. Estas características se repetem até o 4º dente. O 5º dente é um pouco menor e provido de duas pequenas cúspides. Do 6º dente até a margem, os dentes não têm características marcantes, aparecendo então discreta- mente, nos primeiros que se seguem, um espessamento um pouco maior da margem anterior.

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MANDÍBULA (Fig. 14). É do tipo odontognato, com pla- cas de forma aproximadamente retangular, cujos bordos anterio- res são levemente arredondados e mais estreitos que o restante do corpo da mandíbula. A metade anterior tem os bordos late- rais marcados, articulando-se com as placas contíguas, porém com muito pouca quitinização, o que lhe dá a flacidez necessá- ria para a mobilidade.

OVOS (Fiqs. 13 e 13a). São esféricos, de côr esbran- quiçada, medindo aproximadamente 2 mm x 1,6 mm, devido aos dois achatamentos paralelos que possuem.

SISTEMA GENITAL. Inicia-se pelo ovotestis aproximada- mente a partir da 3a. volta da espira, sendo em seu conjunto, um sistema bastante longo, decorrente da forma da concha e ocu- pando sempre uma posição próxima do eixo columelar. O ovotes- tis é formado por um pequeno grupo de folículos pouco indivi- dualizados. Seus canais vão ter ao canal coletor do ovotestis (Fig. 21) de extensão mais ou menos retilínea, apoiado na glân- dula de albumina e fracamente preso a ela por tecido conjunti- vo frouxo. Bruscamente modifica sua forma, tornando-se um tubo fortemente enrolado, de calibre maior, sem contudo, modificar sua direção, e apresentando importantes diferenças histológi- cas das regiões vizinhas (Lanzieri, 1966). O canal hemafrodita tem aspecto semelhante ao canal coletor do ovotestis, porém, é mais curto e ligeiramente mais espesso. Sua desembocadura se faz no receptáculo seminal, que se coloca na face côncava da glândula de albumina em pouco mais próximo da extremidade pro-

ximal desta. Glândula de albumina. De forma achatada acompanhan- do a volta da espira e em grande parte colocando-se entre esta e a glândula digestiva, variando sua forma, dimensões e aspecto geral de acordo com a atividade reprodutiva do animal. O ovis- permoduto, e também um órgão alongado decorrente da forma geral do molusco. Contudo, em face de raramente, em exemplares adul- tos, não serem encontrados ovos "in utero" o órgão destende-se muito, modificando-se a posição do preguiamento uterino, tornan- do-o pouco mais baixo, bem como modificando a próstata, em um órgão laminar, com aparência mais curta que o que se contata com o útero em outras condições. O oviduto (Fig. 17) e longo, tendo junto ao canal deferente (Figs. 17, 18 e 20) que é preso em gran- de parte de sua extensão por tecido conjuntivo frouxo. Este ca- nal abandona este trajeto a alguma distância do átrio genital para adotar a mesma posição junto ao complexo peniano. Desembo- ca no complexo peniano, sem demonstrar externamente modifica- ções importantes.

CANAL DA ESPERMATECA (Fig. 19). É um curto e calibro- so canal que tem sua origem bastante distante do átrio genital, deixando com isso o duto vaginal longo. Sua luz é estreita em toda sua extensão, mesmo nas proximidades da espermateca, onde se reduzo calibre do canal. Apoia-se ao longo do ovispermodu- to, ficando a espermateca sobre as últimas dobras do útero, nas proximidades da origem do canal deferente.

COMPLEXO PENIANO (Figs. 17, 18 e 20). Muito longo e delgado, tendo esta característica na maior parte de sua vida,

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com diferença bem marcada para as demais partes do sistema ge- nital. A região fálica representa a maior parte do órgão, isto porque, nas preparações efetuadas não demonstrou diferenças im- portantes que a diferenciariam da região epifálica, se existis se esta, como por exemplo a presença do tecido glandular. Não possue bainha muscular envolvendo-a. O que se nota de forma mais evidente, é um maior calibre até o Ponto onde se insere uma faixa muscular originada de uma faixa do músculo colume- lar. O músculo retrator do pênis tem inserção terminal no fla- gelo e é relativamente longo. O flagelo e curto, terminando em fundo cego, possue uma luz não muito evidente nas preparações habituais. Seu calibre pode apresentar-se diferente em relação ao falus, conforme o estado fisiológico do órgão no momento.

Subulina octona (Bruguière, 1972): Fig. 12: Rádula;

Fig. 13 e 13a: ovo; Fig. 14: Mandíbula; Fig. 15. Concha; Fig. 16. Concha (abertura}.

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Subulina octona (Bruguière, 1792): Fig. 17: Aparelho

genital (porção distal, destacando-se o complexo peni- ano); Fig. 18: Complexo peniano; Fig. 19: Canal da espermateca e espermateca; Fig. 20: Complexo peniano (porção proximal); Fig. 21: Vesícula seminal.

Bradybaena similaris

(Férussac, 1821)

No documento JOSÉ LUIZ DE BARROS ARAÚJO (páginas 40-54)

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