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TRATAMENTO DA QUEIMADURA

No documento B r e v e h i s t o r i a l (páginas 76-79)

O socorrista que “mexe” num queimado deve ter o cuidado de não por em contacto com os tecidos queimados material que não esteja esterilizado, nem lançar de qualquer modo sobre eles produtos contaminados (não tossir, nem respirar directamente sobre a queimadura).

Se houver a certeza de que o queimado vai receber cuidados médicos durante as três primeiras horas, o melhor é envolvê-lo, num lençol limpo. Caso não haja a certeza do queimado não vir a ser assistido neste prazo, teremos mesmo que fazer qualquer coisa, o objectivo principal é proteger a queimadura contra maior contaminação, diminuindo assim, as possibilidades de infecção:

1. Se houver roupa a cobrir a queimadura, cortá-la e retirá-la, sem tocar nesta; não tentar puxar fragmentos que fiquem agarrados aos tecidos queimados.

2. Não perfurar as vesículas, maiores ou menores, características das queimaduras de 2º grau.

3. Não aplicar qualquer produto, anti-séptico ou não (proibido o uso de tintura, álcool, água oxigenada, etc.).

4. Aplicar um penso, sendo obviamente preferível um penso esterilizado, ou na sua falta um pano limpo. Ligar a região com certa firmeza (o que além de fixar o penso, faz diminuir a dor).

5. Uma vez feito o penso, não o mudar até à observação pelo médico.

CONCLUSÃO

O homem em contacto com a natureza, pode ser vítima de mordeduras dos diferentes animais.

As mordeduras provocadas pelo cão, gato, rato, vaca, porco, são feridas que têm dois perigos;

primeiro a infecção, segundo a transmissão da raiva. Destes animais citados a mordedura do gato é a menos frequente, mas a mais perigosa.

Tratamento: É importante apoderar-se do animal que causou a mordedura e levá-lo a um laboratório de animais.

Sem perda de tempo deve consultar o médico, por insignificante que pareça a ferida da mordedura, quase sempre se infecta e por vezes com gravidade. O tratamento deve ser feito mediante a resposta do laboratório. Ter em conta que os animais que possuem a raiva, transmitem o micróbio não só mordendo, como lambendo as pessoas.

Mordeduras de Serpentes Venenosas

Em Portugal podemos encontrar este tipo de animal, a mais frequente é a víbora, que abunda mais na região da Serra da Estrela.

Após a mordedura os sintomas podem ser imediatos, ou surgirem passadas várias horas. No primeiro caso consiste; dor local. Produz-se inchaço e vermelhão no local da mordedura, passado 15 a 20 minutos surge o estado de choque.

Tratamento: Não perder tempo, fazer tudo com o máximo de rapidez.

No caso de uma mordedura no braço:

• Atar uma ligadura no membro mordido logo acima da ferida, de modo a interromper a circulação.

• Cortar ligeiramente unindo os pontos de mordedura (desinfecte uma faca na chama de uma fogueira).

• Deixe que sangre.

• Chupar o veneno com a boca e cuspir, o indivíduo que executa esta operação se tiver alguma ferida nos lábios não o deverá fazer, utilizar uma ventosa.

• Colocar na ferida água oxigenada. Caso não tenha este produto, lavar com água limpa ou queimar a ferida com um ferro quente.

• Levar o paciente a um Centro Médico onde possa ser injectado contra o veneno da serpente.

• Dar ao doente bebidas alcoólicas e café forte, de meia em meia hora (sem excesso).

• Não se levantar da cama, beber chá de Tília e fazer um banho de vapores na zona mordida.

Picaduras perigosas: Escorpião, Aranha Tropical, Lacrau.

Sintomas: dor, febre, delírio, convulsões, angústia, ataques com forte dor na zona do coração. As picaduras nas crianças são mais graves, pelo qual o tratamento deve ser urgente e rigoroso.

O tratamento a seguir mencionado pode-se estender a diferentes animais desde que apresentem os sintomas atrás referidos.

Tratamento: (picadura num membro) colocar uma ligadura logo acima da picadela.

• Tirar o agulhão suavemente.

• Ampliar a ferida e deixe sangrar.

• Aplicar água oxigenada ou tintura de iodo.

• Transportar o doente a um Centro de Saúde.

• Colocar o doente na cama bem agasalhado para transpirar. Fazer banhos de vapor no local afectado.

HIPOTERMIA

A temperatura normal do corpo deve ser de 37º. Quando a temperatura corporal desce abaixo de 35º e o corpo não é capaz de gerar calor para recuperar, fala-se de hipotermia, que pode ocorrer quando o corpo é submetido a um ambiente muito frio. Se o indivíduo se encontrar muito debilitado fisicamente, os mecanismos de defesa do corpo ficam diminuídos, do qual aumentam os riscos de hipotermia.

Os principais sintomas são os calafrios. Conforme a temperatura vai diminuindo, aumenta a gravidade da hipotermia; consequentemente surge a diminuição da actividade muscular, que chega a desaparecer quase por completo, pulso fraco, arritmias e, inclusivamente pode surgir uma paragem cardíaca. Se a temperatura corporal desce abaixo de 20º, entra-se em coma.

Tratamento: Agasalhar bem o acidentado (principalmente a cabeça e o pescoço), caso tenha roupa molhada deve ser retirada e levá-lo para um lugar seco e protegido do vento.

Se não houver contra-indicações dar-lhe bebidas quentes em pequenas quantidades e com frequência. As bebidas com potássio também são aconselhadas, como os sumos de laranja e limão, ou bebidas exóticas. No caso dos alimentos sólidos, devem ter sal, como frutos secos salgados.

DESIDRATAÇÃO

Os sintomas variam conforme a quantidade de perda de líquidos e sais minerais. Os primeiros indícios são a sensação de sede, lábios gretados, falta de apetite, sonolência, mau humor e náuseas.

Para evitar a desidratação, deve-se beber pequenas quantidades de água de meia em meia hora. Se a água for ligeiramente açucarada ou em combinação com sumo de laranja ou limão o combate à desidratação é melhorado.

CONGESTÃO

A congestão é conhecida como “paragem de digestão”, resulta quando o corpo é submetido a uma mudança brusca de temperatura. O corpo reage, sendo afectada a função circulatória. Os principais sintomas é a palidez e um pulso fraco.

Como prevenção, nunca realizar uma actividade física com o estômago cheio, evitar águas muito frias sem um fato apropriado e principalmente quando se está a fazer a digestão.

Uma congestão pode também produzir um estado de hipotermia.

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No documento B r e v e h i s t o r i a l (páginas 76-79)

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