Neste subcapítulo, são relatadas e comentadas as tutorias realiza- das no nono ano.
3.2.1 17 DE ABRIL
Como de praxe, por ser essa a primeira aula do dia, alunos e alunas do nono ano se juntaram a toda a escola no pátio às 13h05. O diretor fez anúncios relacionados à rifa de Páscoa, cujo resultado tinha sido sorteado naquele mesmo dia, no turno matutino. Também foi recordado que não haveria aula no dia seguinte, por ser ponto facultativo, nem na sexta-feira, por ser o feriado de Paixão de Cristo. Por fim, os estudantes foram orien- tados a rezar “Oração pelo Brasil” e “Pai nosso”11.
Às 13h15, a turma do nono ano se dirigiu à sua sala de aula. Havia um grande clima de dispersão no grupo, que só minguou cinco minutos depois, quando o PS finalmente conseguiu chamar a atenção da turma para a lista de chamada. O PS anunciou o nome dos alunos e alunas, que responderam com a expressão “Hier!”. Concluída a chamada, o PS iniciou a rotina da oração “Vaterunser” e dos números de 1 a 100.
Nesse momento, o PS chamou atenção de um aluno em específico, que ainda não conhecia muito bem os números. Indicou que, apesar de ele não ter cursado todos os anos na escola, caberia certo empenho para recuperar ao menos o conteúdo dos números básicos, já que eles apare- ciam consistentemente em suas aulas. Também destacou a importância das rotinas do início da aula, em que haveria um enfoque especial na pro- dução oral. Defendeu-o como um momento de reativação de conhecimen- tos prévios, bem como de mobilização da oralidade.
O PS, então, anunciou que eu tinha escolhido aquele grupo como minha turma de estágio e que, portanto, desse momento em diante, parti- ciparia da maior parte das aulas da turma. Eu, então, me levantei e expli- quei ao grupo que, ao contrário da fase de observação, em que estava pre- sente como sujeito passivo da aula, dali em diante atuaria como tutor. Es- taria, portanto, à disposição da turma e do professor em momentos em
11 Ao ser indagado sobre o assunto, o diretor explicou que a tradição de fazer
orações na escola remonta a várias décadas. Não soube precisar o momento em que se deu início a essa prática, mas indicou se tratar de uma demanda da comu- nidade escolar, de maioria cristã. Salientou também que quem prefere não parti- cipar da oração não é obrigado a fazê-lo; exige-se, apenas, que respeitem o mo- mento de oração do grande grupo.
que este considerasse minha ajuda pertinente.
O PS me agradeceu pela fala e me convidou a vir à frente da sala para que me apresentasse de maneira mais abrangente. O PS então fez menção a alguns pontos da minha trajetória sobre os quais tínhamos con- versado em momentos extraclasse, sobretudo sobre minha origem e for- mação escolar/acadêmica. O PS explicou que seu propósito com essa con- versa informal seria sensibilizar alunos e alunas – que lhe pareciam des- motivados em relação à continuidade dos estudos no EM e na universi- dade – da importância da escola no percurso de cada indivíduo.
Em minha fala, evidenciei a vasta gama de oportunidades que uma boa formação abre, tanto no âmbito acadêmico quanto no profissional – em uma perspectiva regional, nacional ou, mesmo, internacional. Chamei atenção para a vastidão de áreas que os estudantes poderiam desbravar, tanto em universidades quanto em cursos técnicos. Destaquei, ainda, que o caminho acadêmico não era o único possível e que caberia a cada um, mais adiante, escolher para si um caminho de interesse para construir sua vida adulta.
Alguns estudantes formularam perguntas espontâneas, fazendo re- ferência desde à minha trajetória específica até a aspectos gerais da vi- vência em um ambiente universitário. Fui respondendo as perguntas e, em momentos específicos, o PS interveio para contribuir com eventuais com- plementações.
Ao soar do sinal, o PS reiterou enxergar grande importância na- quela conversa e indicou que a programação normal seria retomada a par- tir da aula seguinte. Agradeci pela atenção e me coloquei à disposição para conversar com os estudantes em outros momentos, caso tivessem outras dúvidas sobre a universidade ou quisessem conversar sobre o tema de um modo geral. O PS aproveitou que a professora de Português ainda não tinha chegado para entregar algumas provas de recuperação que esta- vam por devolver. O PS e eu nos despedimos da turma e saímos da sala. 3.2.1.1 Comentários
Pessoalmente, acredito que essa foi uma oportunidade excelente para que eu me apresentasse à turma a partir de uma perspectiva mais pessoal. Ao meu ver, o PS abriu espaço para que os estudantes não apenas conhecessem um pouco mais de perto o contexto universitário, mas tam- bém entendessem de maneira mais concreta quem sou eu e qual seria o meu papel ali, como PF.
De modo geral, percebi reações positivas e interessadas à minha fala. Enquanto falei, a turma se manteve quieta. Alguns estudantes se manti- veram apáticos, mas outros deixaram claro seu interesse no assunto, mesmo que, porventura, não hajam feito perguntas. As perguntas feitas giraram em torno de assuntos de diversas ordens, desde o cardápio do Restaurante Universitário da UFSC até à autonomia que universitários e universitárias tinham para escolher quando faltar algumas aulas.
Minha maior preocupação durante a fala foi não apresentar a uni- versidade como único caminho possível e louvável, sobretudo tendo em vista as perspectivas desfavoráveis que se vêm desenhando para o ensino público nos últimos anos. Pela conversa, ficou a impressão de que alunos e alunas estavam mais interessados – ao menos de momento – na pers- pectiva de estudar em institutos federais, possivelmente devido tanto à possibilidade de, neles, darem continuidade a seus estudos no EM quanto a seu caráter mais prático e direcionado.
3.2.2 24 DE ABRIL
Novamente, a aula começou com a turma do nono ano se reunindo às demais turmas da escola no pátio, onde foram conduzidas as orações habituais. Sem maiores anúncios a fazer, o diretor liberou os alunos e alu- nas rapidamente para suas salas. O PS e eu entramos na sala e cumpri- mentamos a turma.
Sob orientação do professor, os alunos e alunas responderam à cha- mada e fizeram a rotina de orações. Recapitulando os assuntos previa- mente abordados, o PS me explicou que a turma já conseguia conjugar no tempo presente vários verbos, entre eles: essen, trinken, sehen, hören, ma- chen, lernen, spielen, heißen, kommen e wohnen. Nas últimas semanas, vinham conhecendo mais detidamente os verbos irregulares, dos quais já tinham visto essen, sprechen e lesen. Anunciou que o verbo a ser abor- dado naquela aula seria fahren.
O PS escreveu no quadro “Heute ist der...” e pediu que os estudan- tes contribuíssem dizendo a data. Depois de retomar a rotina dos números, um aluno disse vierundzwanzwig, de modo que o PS completou a frase com “24. April”. Como anunciado, o PS escreveu no quadro as formas verbais do verbo fahren, conforme o quadro 17. As formas verbais aqui destacadas em itálico tinham sido destacadas no quadro em cor diferenci- ada.
Quadro 17 – Conjugação do verbo fahren
Enquanto os estudantes iam copiando em seus cadernos a conjuga- ção do verbo, o PS retomou a explicação sobre a diferença entre os verbos fahren e gehen: indicou que ambos poderiam ser traduzidos, em portu- guês, por ir, mas que este se refere a um deslocamento a pé, ao passo que aquele dá a ideia de um deslocamente com um meio de transporte.
Quando a maior parte da turma já tinha terminado de copiar a con- jugação, o PS afirmou que as formas verbais apresentadas suscitavam al- gumas perguntas. Indagou à turma quais seriam elas.
Um aluno aludiu ao trema que diferenciava as formas verbais da segunda e da terceira pessoa do singular das demais. Perguntou se a mera presença do trema já configuraria irregularidade, ao que o PS disse que sim. O PS comparou o trema do alemão aos acentos do português, uma vez que ambos costumam implicar uma alteração de fonema.
Nesse momento, um aluno perguntou por que a alteração se dava apenas naquelas duas pessoas, ao que o PS retomou a explicação de aulas anteriores, de que esse geralmente era o caso ao se tratar de verbos irre- gulares. O mesmo estudante perguntou se os dicionários indicavam quando um verbo fosse irregular. O PS respondeu que não sabia respon- der à pergunta. Um estudante conferiu em seu dicionário se havia alguma alusão a essa informação na entrada do verbo fahren, sem sucesso.
O PS, então, incluiu no quadro um vocabulário complementar a que, até o momento, ainda não tinha feito referência. A lista está presente no Quadro 18. Os verbos irregulares: fahren (ir) ich fahre du fährst er fährt sie fährt es fährt wir fahren ihr fahrt sie fahren
Quadro 18 – Vocabulário complementar multitemático
Enquanto a turma copiava o vocabulário complementar, um estu- dante perguntou se o grafema /ß/ – a que se referiu como “bezão”, em referência ao grafema /B/ – poderia ser substituído pelo dígrafo /ss/ em todos os casos. O PS indicou que, em vários contextos não oficiais, essa tática era possível. Pedi a palavra para indicar que nas últimas décadas a tendência tem sido na direção de diminuir o emprego desse grafema. Co- mentei que, na última reforma ortográfica, ele já tinha sido substituído pelo dígrafo /ss/ em várias palavras importantes e que, no alemão suíço, já tinha sido completamente erradicado.
Quando a turma tinha terminado de copiar o vocabulário, o PS o abordou oralmente, indicando que os estudantes o repetissem em seguida. Como se pode observar no Quadro 19, dessa vez, o PS não incluiu a tra- dução dos lexemas apresentados. Indicou que a turma deveria pesquisar o significado dos vocábulos em casa. Espontaneamente, uma das alunas se prontificou a apontar o significado de vários dos itens constantes da lista. A aluna solicitou que o PS dissesse o significado das palavras fal- tantes, mas este não aquiesceu ao pedido.
Um aluno perguntou como seria possível dizer suco de maracujá em alemão. O PS indicou que não se recordava exatamente de como se dizia maracujá em alemão, embora tivesse a impressão de que tal palavra se assemelhava ao nome em inglês, passion fruit. Comentei que tampouco tinha certeza, mas me prontifiquei a procurar a palavra no dicionário ins- talado em meu celular. Tal dicionário oferecia duas opções: Passionsfru- cht e Maracuja. O PS sugeriu ao aluno que dissesse Maracujasaft.
Vocabulário complementar: Fußball Gitarre Klavier nach Hause in die Schule Wasser Saft Kaffee Musik Deutsch Englisch Portugiesisch Spanisch Brot Kuchen Pizza Hamburger Salat Pommes frites ein Buch einen Text ein Lied auch hier gut jetzt heute
Ao soar do sinal, o PS aproveitou ainda alguns minutos da aula seguinte para recolher e levar consigo alguns cadernos que ainda não ti- nham sido avaliados naquele bimestre. Depois disso, o PS e eu nos des- pedimos da turma e deixamos a sala.
3.2.2.1 Comentários
Gradativamente, foi-se tornando perceptível que a turma tinha re- lativa dificuldade para entrar no clima da aula. É possível que isso se de- vesse ao fato de, em todas as aulas, terem estado, recentemente, em situ- ações externas ao ambiente da sala de aula: nas quartas-feiras, tinham Alemão já na primeira aula; nas sextas-feiras, logo depois da aula de Edu- cação Física.
Tendo isso em vista, estipulei como meta que eu planejasse a aula de modo a incluir logo no início alguma atividade que atraísse a atenção do grupo. Entendi que talvez fosse interessante modificar, inclusive, a configuração das carteiras, de modo que os estudantes se colocassem de pé ou se posicionassem em um ou mais círculos, em volta de algum ma- terial que estivesse situado no centro da sala12.
Com esse intuito em mente, percebi que poderia ser válido apro- veitar o fato de que a sala nunca era ocupada no horário imediatamente anterior à aula para já deixar o leiaute da sala preparado e otimizar o tempo. Seria crucial, porém, reservar alguns minutos do fim da aula para que se retornassem as carteiras aos devidos lugares, para que não ficasse prejudicado o andamento da aula seguinte.
O grande impedimento desse tipo de atividade era, claramente, o tamanho da turma: uma vez que estivessem fora de seus lugares pré-esta- belecidos, seria complexo coordenar 25 pessoas simultaneamente, seja em torno de um único ponto focal (sobretudo, devido às limitações espa- ciais da sala), seja em torno de múltiplos pontos focais (devido à minha impossibilidade de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo).
Minhas interações pessoais com os alunos e alunas se davam habi- tualmente no início das aulas ou em algum momento específico em que eu era incluído em conversas paralelas entre membros da turma. Nessas conversas, as interações eram costumeiramente muito súbitas. À guisa de
12 Na prática, esse objetivo acabou não sendo colocado em prática. O que, em
determinados momentos, efetivamente fiz com vistas a atrair a atenção dos estu- dantes no início da aula foi escrever informações e afixar materiais no quadro ainda antes de que a turma entrasse na sala (vide, por exemplo, 5.2.5.1).
descontração, eles sugeriam um assunto específico e pareciam esperar uma resposta rápida e firme, porém, ao mesmo tempo, desenrolada – o que era um tanto difícil porque eu não estava inteiramente a par dos últi- mos acontecimentos da turma. Foi necessário que eu me valesse dos mo- mentos de abertura proporcionados espontaneamente por alunos e alunas para que eu me situasse melhor e, dessa forma, pudesse reagir a essas interações de forma mais adequada.
3.2.3 26 DE ABRIL
Ao soar do sinal, alunos e alunas foram gradativamente voltando à sala de aula depois da aula de Educação Física. O PS e eu saudamos os estudantes. Antes que a aula começasse propriamente, entrou na sala a antiga professora de Matemática da turma, Valéria Lohn Zimermann, que nesse dia se despedia oficialmente da escola em decorrência do início de sua aposentadoria.
A professora dirigiu à turma um pequeno discurso de agradeci- mento, destacando a importância da escola em sua trajetória. Cumprimen- tou pessoalmente cada um dos estudantes da turma e também a mim, de- sejando sucesso a todos e todas. Vários alunos e alunas se emocionaram. O diretor também se juntou à despedida e teceu um pequeno discurso re- conhecendo as diversas contribuições da professora em sua passagem pela instituição. Ao final, tirou-se uma foto da professora com todo o grupo.
O diretor, então, aproveitou o ensejo para distribuir dois avisos que os estudantes deveriam afixar a suas agendas e mostrar a seus pais. Tam- bém distribuiu as carteirinhas de estudante dos alunos e alunas da turma, indicando que o documento serviria para receber descontos em eventos culturais e esportivos. Gerou-se certa movimentação entre os estudantes para ver as fotos das carteiras dos colegas.
Concomitantemente a isso, o PS registrou a chamada no sistema eletrônico (todos os 25 estudantes estavam presentes) e escreveu no qua- dro a explicação do conteúdo que pretendia abordar (vide Quadro 19):
Quadro 19 – Explicação sobre o advérbio gern
Por fim, o diretor anunciou que em poucos minutos seriam chama- dos à diretoria dois alunos que seriam suspensos até a quinta-feira se- guinte por terem feito filmagens na escola – conduta proibida pelo regu- lamento interno. Os alunos em questão se posicionaram contra sua sus- pensão, mas o diretor indicou que aquele não era o momento adequado para a discussão e deixou a sala. Houve sensível agitação na turma, que se dividiu entre aqueles que apoiavam a sanção, aqueles que a considera- vam injusta e aqueles que não viam relevância no tema.
O PS solicitou que os alunos copiassem o conteúdo do quadro em seus respectivos cadernos e indicou que o explicaria na aula seguinte. Ao soar do sinal, o PS e eu nos despedimos da turma e saímos da sala. 3.2.3.1 Comentários
Em primeira instância, ficou evidente a importância do momento catártico de despedida entre a turma e uma profissional que vinha atuando como professora da maior parte dos estudantes há vários anos. Quando bem-sucedida, a ligação afetiva que se estabelece entre professores e tur- mas é incontornável e deixa marcas de grande monta.
No tocante à aula em si, chama atenção que o andamento de um plano de aula por vezes se vê interrompido por circunstâncias que fogem completamente a qualquer tipo de controle. A reação do PS frente à situ- ação foi a que lhe coube: participou do momento de despedida, cedeu espaço para os avisos do diretor e aproveitou o espaço que lhe restou para avançar, na medida do possível, em seu planejamento.
3.2.4 08 DE MAIO
Quando soou o sinal que dava início às aulas do turno vespertino, a turma do nono ano se reuniu às demais turmas da escola no pátio, onde
Heute ist der 26. April
O advérbio “gern” = significa “gostar de” e vem sem- pre após o verbo.
Exemplos:
foram conduzidas as orações habituais. Depois de anunciar os pormeno- res sobre o evento de homenagem às mães, que teria lugar na sexta-feira seguinte, o diretor liberou alunos e alunas para que entrassem em suas respectivas salas. O PS e eu cumprimentamos os estudantes ao entrar na sala de aula.
Após alguns minutos de dispersão – em que, inclusive, alguns es- tudantes se sentaram em lugares diferentes daqueles designados no espe- lho de classe e tiveram chamada a atenção –, o PS fez a chamada. Todos os estudantes responderam com a expressão “Hier!”; apenas um aluno estava ausente. Guiados pelo PS, a turma entoou a oração “Vaterunser”.
Concluída a rotina inicial, o PS devolveu a alunos e alunas o exer- cício avaliativo que tinha sido feito na aula anterior. A prova consistia em uma sequência de dez frases, todas elas contendo uma lacuna, na qual devia ter sido colocado um verbo que se adequasse ao contexto. Os verbos em questão eram, todos, irregulares, e deviam ter sido conjugados no tempo presente. Depois de completar as frases, os estudantes deveriam ter traduzido as dez frases para o português. Durante a resolução do exercí- cio, tinha sido permitido que os estudantes consultassem as anotações de seus próprios cadernos. A estudantes que não tivessem trazido seu ca- derno naquela aula não se tinha autorizada a consulta ao material de ou- trem.
Depois de devolver as provas, o PS procedeu à correção oral do exercício. O gabarito da prova segue no Quadro 20.
Quadro 20 – Correção da avaliação 1
De modo geral, a correção tocou temas que já tinham sido aborda- dos previamente na explicação do conteúdo, tais como a diferença entre os verbos fahren e gehen, a equivalência entre o pronome do alemão du e os pronomes você e tu, do português, bem como o fato de que o presente do alemão poderia equivaler, em se partindo da perspectiva de uma tra- dução, tanto ao presente do indicativo quanto ao gerúndio do português. Ao abordar a questão 9, especificamente, o PS chamou atenção para o fato de que, apesar de estar escrita no tempo presente, a frase em questão expressava a ideia de futuro, de modo que a tradução preferenci- almente também devia dar vazão a esse entendimento da frase. Destacou, porém, que não tinha descontado pontos de quem, eventualmente, tivesse proposto a tradução no presente do indicativo.
Quanto às traduções, o PS destacou que também tinha descontado er- ros de português que classificou como “assassinato da língua portuguesa”, em especial no que se referia às conjugações dos verbos no presente.
Também ao longo da correção, o PS destacou algumas vezes que a prova deveria ter sido fácil para todos que, no dia, haviam tido seu ca-
1) Ich fahre/gehe nach Hause.
Eu vou para casa. / Estou indo para casa.
2) Fährst/Gehst du nach Hause?
Você vai (ou Tu vais) para casa? / Você está (ou Tu estás) indo para casa?
3) Spielt ihr gern Fußball?
Vocês gostam de jogar futebol?
4) Er spielt gut Gitarre.
Ele toca violão bem.
5) Ich trinke gern Kaffee.
Eu gosto de tomar café.