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2.10.5 – Controlar a máquina do projeto

3.3 – A U NIVERSIDADE DE C OIMBRA

O Rei D. Dinis criou a UC em 1290 através do documento intitulado de “Scientiae thesaurus mirabilis”, confirmada por Bula do Papa Nicolau IV em 9 de agosto de 1290. Esta começa por a funcionar em Lisboa, sendo transferida para Coimbra em 1308, tendo alternado entre estas duas cidades até 1537, data em que se instala definitivamente na cidade de Coimbra até aos dias de hoje.

Inicialmente instalada no Palácio Real, a universidade ao longo dos tempos tem expandindo-se por Coimbra, modificando-lhe a paisagem, e tornando-a numa cidade universitária como é maioritariamente conhecida. Alargou-se com a criação do Pólo II, dedicado às engenharias e tecnologias, e mais recentemente do Pólo III, devoto às ciências da saúde.

Com mais de sete séculos, a UC conta com um património material e imaterial único, peça fundamental na história da cultura científica europeia e mundial. Um património que a UC viu reconhecido recentemente com a atribuição de Património Mundial da UNESCO10.

A UC é uma pessoa coletiva de direito público que goza, nos termos da Constituição e da Lei, de autonomia estatutária, científica, pedagógica, cultural, patrimonial, administrativa, financeira e disciplinar, conforme previsto no artigo 3.º dos respetivos Estatutos, homologados pelo Despacho Normativo n.º 43/2008, de 1 de setembro.

Os valores de tradição, contemporaneidade, inovação, abertura ao mundo, cooperação e interação de culturas, independência, tolerância, diálogo, valorização das pessoas, rigor intelectual, liberdade de opinião, ética, humildade científica e o estímulo à criatividade e o reconhecimento e promoção do mérito, conjugam-se na mais antiga das universidades portuguesas e uma das mais antigas do mundo.

No cumprimento da sua missão, a UC pretende contribuir para a difusão e transferência do conhecimento nos mais diversos domínios, em interligação com a sociedade, a nível nacional e internacional.

Para tal, prossegue os seguintes fins de acordo com os respetivos estatutos (artigo 5.º): (a) formação humanística, filosófica, científica, cultural, tecnológica, artística e cívica; (b) promoção e valorização da língua e da cultura portuguesas; (c) realização de investigação fundamental e aplicada e do ensino dela

10 Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Reconhece-se assim a importância cultural ou física

decorrente; (d) contribuição para a concretização de uma política de desenvolvimento económico e social sustentável, assente na difusão do conhecimento e da cultura e na prática de atividades de extensão universitária, nomeadamente a prestação de serviços especializados à comunidade, em benefício da cidade, da região e do país; (e) intercâmbio cultural, científico e técnico com instituições congéneres nacionais e estrangeiras; (f) resposta adequada à necessidade de aprendizagem ao longo da vida; (g) preservação, afirmação e valorização do seu património científico, cultural, artístico, arquitetónico, natural e ambiental; e (h) contribuição, no seu âmbito de atividade, para a cooperação internacional e para a aproximação entre os povos, com especial relevo para os países de expressão oficial portuguesa e os países europeus, no quadro dos valores democráticos e da defesa da paz.

A UC definiu a sua visão no Plano Estratégico e de Ação 2011-2015, aprovado pelo Conselho Geral em outubro de 2011: “Afirmar-se como instituição de referência, sendo reconhecida como a universidade portuguesa de maior qualidade.”

3.4E

STRUTURA DA

UC

Nos termos dos estatutos da UC (artigo 17.º), esta é composta por dez unidades orgânicas (UO) de ensino e investigação, das quais oito faculdades (Letras, Direito, Medicina (FM-UC), Ciências e Tecnologia (FCT-UC), Farmácia, Economia, Psicologia e de Ciências da Educação, Ciências do Desporto e Educação Física), o Instituto de Investigação Interdisciplinar11 e o Colégio das Artes12, e ainda por duas UO de investigação (Tribunal Universitário Judicial e Europeu e Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde), bem como um conjunto de Unidades de Extensão Cultural e de Apoio à Formação não integradas em fundações (Biblioteca Geral, Arquivo, Imprensa, Museu da Ciência, Centro de Documentação 25 de Abril, Teatro Académico de Gil Vicente e Estádio Universitário de Coimbra).

Inclui uma Administração como serviço de apoio central à governação da UC. Paralelamente, existem os Serviços de Ação Social, dotados de autonomia administrativa e financeira, com o objetivo de prosseguirem o apoio social aos estudantes.

Destacam-se ainda mais de 40 unidades de investigação integradas, bem como uma diversidade de estruturas constituída por diversos museus, pelo Jardim Botânico, Observatório Astronómico, Biblioteca das Ciências da Saúde, Auditório da Reitoria e Palácio de São Marcos.

A universidade é constituída por uma estrutura de considerável dimensão, englobando dezenas de unidades e serviços fisicamente distribuídos pela cidade, nos diversos polos, e mesmo fora desta, como acontece com o Centro de Estudos Superiores da UC em Alcobaça.

A UC participa ainda em centenas de organismos, públicos ou privados, com intervenção em vários domínios, da investigação ao empreendedorismo, passando pelo fomento da cultura, organização de

11 Trata-se de uma UO que congrega unidades de investigação públicas e privadas da UC, com vista a favorecer e valorizar as

atividades de investigação de natureza interdisciplinar e a assegurar a sua representação nos órgãos da UC.

12 É uma Escola de Estudos Avançados que dá coesão institucional à reflexão científica interdisciplinar nos domínios artísticos

fóruns internacionais de ensino e de investigação, entre outros. Encontra-se como Anexo 1, uma versão com dimensões mais alargadas do organograma da UC, à data de 31-12-2013. De uma análise breve ao organograma, podemos constatar que a estrutura da UC é mista, apresentando-se como matricial no que respeita às UO e como funcional quanto aos serviços de apoio.

Figura 13: Organograma da UC

(Fonte: http://www.uc.pt/administracao/organograma.pdf)