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Q UADRO COMPARATIVO DAS PRINCIPAIS RUBRICAS DA D EMONSTRAÇÃO DE

exercício de 2010

D.R. POR FUNÇÕES (Óptica do Banco de Portugal) 2008 2009 2010 2010 P relevanteVar. %

JA - Juros e proveitos equiparados 2 683 696 2 085 065 1 783 345 2 344 274 -23,9%

JP - Juros e custos equiparados - 1 101 729 - 1 024 574 - 648 058 - 1 138 677 -43,1%

MF - Margem Financeira 1.581.968 1.060.491 1.135.286 1.205.597 -5,8%

Rendimentos de Serviços e Comissões 415.624 483.672 475.394 549.995 -13,6%

Encargos com serviços e comissões -48.178 -52.963 -60.843 -52.708 15,4%

Outros resultados de exploração -4.229,66 15.989,31 51.856,55 -49.690,53 -204,4%

PB - Produto Bancário 1.945.184 1.507.189 1.601.694 1.653.193 -3,1%

CP - Custos com Pessoal -542.186 -547.014 -571.706 -565.663 1,1%

OGA - Outros Gastos Administrativos (FST) -467.327 -482.572 -495.614 -518.689 -4,4%

CA - Custos Administrativos -1.009.512 -1.029.586 -1.067.320 -1.084.353 -1,6%

RBE - Resultado Bruto de Exploração 935.671 477.604 534.374 568.840 -6,1%

Amortizações do exercício -58.650 -61.577 -62.842 -79.861 -21,3%

Provisões líquidas de reposições e anulações -291.674 -191.835 -198.578 -200.000 -0,7%

DAP - Amortizações e Provisões -350.324 -253.412 -261.419 -279.861 -6,6%

Imparidade de outros activos líquida de reversões e recuperações -7.000 -8.751 0

RAI - Resultados Antes de Impostos 578.347 215.441 272.954 288.980 -5,5%

Impostos:

Correntes -203.333 -108.312 -78.230 -72.245 8,3%

Excesso de estimativa 86.258 39.808

Diferidos 54.928 59.922 8.665

Resultados após Impostos 429.942 253.309 243.198 216.735 12,2%

As maiores variações derivaram, como já referido, da manutenção em forte

baixa das taxas de juro activas e passivas com influência significativa ao nível

da margem financeira e do produto bancário.

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28 11. Proposta de aplicação de resultados

De acordo com o que atrás se refere e nos termos legais, o Conselho de Administração propõe:

• • Que o resultado do exercício, um lucro de duzentos e quarenta e três mil cento e noventa e oito euros e vinte e cinco cêntimos, 243.198,25 €, tenha a seguinte aplicação:

• • Para cobertura dos resultados transitados o valor de 9.763,00 €,

• •

• • Para reserva legal o valor de 48.639,65 €,

• • Para formação e educação cooperativa 5.000,00 €;

• •

• • Para mutualismo 5.000,00 €;

• • Para distribuições pelos sócios com um número igual ou maior a 100 títulos de capital o valor de 13.796,84 €,

• • Para reforço da Reserva Legal o valor de 160.998,76 €.

12. Transferência da reserva legal para capital social

Visando o reforço do capital social propõe-se a transferência de 160.990 € do valor da reserva legal para a conta do capital social, constituído por 32.198 títulos de capital da própria Caixa.

13. Referências

A terminar este relatório, o Conselho de Administração deseja agradecer a confiança dos nossos clientes e associados que se têm mantido fiéis à única e genuína Instituição de Crédito dos nossos Concelhos, que é a Caixa de Crédito Agrícola Mutuo de Vale de Cambra.

Continuamos de forma permanente e empenhada a tudo fazer para assegurar

não só a sua satisfação na forma como são atendidos mas também em

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29 termos as soluções, produtos e serviços que melhor sirvam os seus interesses sejam eles de aplicação das suas poupanças, de recurso a crédito ou de serviços financeiros e de seguros que o Grupo Crédito Agrícola disponibiliza e permanentemente actualiza.

Aos restantes membros dos Órgãos Sociais - Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal -, agradecemos a sua empenhada acção, apoio e confiança.

À FENACAM, à Caixa Central e demais Empresas do Grupo, os nossos agradecimentos pela forma como têm superiormente apoiado esta Caixa de Crédito Agrícola e proporcionado o seu desenvolvimento sustentado e o cumprimento da sua missão.

A terminar uma especial referência aos nossos colaboradores pela dedicação empenhada e profissional com que desenvolvem o seu trabalho.

Vale de Cambra, 28 de Fevereiro de 2011 O Conselho de Administração

Manuel Francisco dos Santos (Presidente)

António Gomes (Vogal)

Carlos Manuel Almeida Dias (Vogal)

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30 Parecer do Conselho Fiscal:

Nos termos das disposições legais, regulamentares e estatutárias, o Conselho Fiscal reuniu-se extraordinariamente para a elaboração do presente parecer na sequência da apresentação, pelo Conselho de Administração, do seu Relatório da Gestão e das Contas relativas ao Exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, bem como da proposta de Aplicação de Resultados.

A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vale de Cambra registou em 2010 uma actividade rodeada de dificuldades. Quer a nível do comportamento do crédito vencido e consequente aumento dos gastos com a constituição de provisões para fazer face a essa situação, quer pela deterioração acentuada da margem financeira, em especial durante o primeiro semestre, tudo contribuiu para apuramento de resultados negativos nesse período, situação que já não recordávamos há muitos anos ter acontecido.

As medidas tomadas, quer no que se refere à colocação dos excedentes em melhores condições de taxas de juro, quer nas acções empreendidas pelo Conselho de Administração para a redução do crédito vencido, fosse por negociação, reforço de garantias ou de processos judiciais, conduziram a que no segundo semestre do ano a situação dos resultados se invertesse e se apurasse, apesar de tudo, um resultado relativamente confortável.

O Conselho Fiscal pela forma que já é habitual, acompanhou de perto a actividade do Conselho de Administração na gestão da Caixa e em especial sobre a sua situação em termos de procedimentos e sistema de controlo interno, que continuam a evoluir favoravelmente e sobre o qual, nos termos da alínea a) do n.º 5 do artigo 25º do aviso 5/2008 do Banco de Portugal, emitiu o respectivo parecer.

O Conselho Fiscal analisou as contas do exercício findo em 31 de Dezembro

de 2010 bem como a certificação legal de contas emitida pelo Revisor Oficial

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31 de Contas que não expressa qualquer reserva ou nota negativa e com a qual concorda.

Deste modo e relativamente aos documentos de prestação de contas, Relatório da Gestão do Conselho de Administração, Balanço e Contas da Caixa que se encontra em apreciação, o Conselho Fiscal, tendo em conta o referido, deliberou emitir o seguinte parecer para ser presente à Assembleia Geral:

- Que sejam aprovados o Relatório da Gestão do Conselho de Administração - Que sejam aprovadas as Contas de 2010

- Que seja aprovada a proposta do Conselho de Administração de Aplicação e Distribuição de Resultados.

Vale de Cambra, 2 de Março de 2011 O Conselho Fiscal

Manuel Gonçalo Bastos Pinho (Presidente)

Alcindo Soares de Pinho (Vogal)

Martinho Fernandes (Vogal)

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Demonstrações Financeiras e

Anexo

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CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DE VALE DE CAMBRA, C.R.L.

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

2009 Provisões,

Activo imparidade e Activo Activo

ACTIVO Notas Bruto amortizações líquido líquido PASSIVO E CAPITAL Notas 2010 2008

Caixa e disponibilidades em bancos centrais 5 327.569 327.569 483.474 Recursos de bancos centrais 22

Disponibilidades em outras instituições de crédito 6 319.233 319.233 985.175 Passivos financeiros detidos para negociação 23 66

Activos financeiros detidos para negociação 7 - 66 Outros passivos financeiros ao justo valor através de resultados 24

Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados 8 - Recursos de outras instituições de crédito 25 35.897

Activos financeiros disponíveis para venda 9 100.225 100.225 100.292 Recursos de clientes e outros empréstimos 26 43.794.989 43.765.259

Aplicações em instituições de crédito 10 17.546.335 17.546.335 17.936.849 Responsabilidades representadas por títulos 27

Crédito a clientes 11 27.149.310 (1.048.604) 26.100.706 27.286.291 Passivos financeiros associados a activos transferidos 28

Investimentos detidos até à maturidade 12 2.333.302 2.333.302 Derivados de cobertura 14

Activos com acordo de recompra 13 - Passivos não correntes detidos para venda 29

Derivados de cobertura 14 - Provisões 30 322.572 503.943

Activos não correntes detidos para venda 15 297.996 (35.751) 262.245 187.545 Passivos por impostos correntes 20

Propriedades de investimento 16 - Passivos por impostos diferidos 20

Outros activos tangíveis 17 2.042.278 (660.385) 1.381.893 1.267.512 Instrumentos representativos de capital 31

Activos intangíveis 18 - 0 Outros passivos subordinados 32 1.025.501 1.025.500

Investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos 19 880.773 880.773 880.773 Outros passivos 33 407.853 438.979

Activos por impostos correntes 20 - 79.886 Total do Passivo 45.586.812 45.733.747

Activos por impostos diferidos 20 209.101 209.101 200.435

Outros activos 21 350.144 350.144 329.694 Capital 35 3.343.410 3.173.785

Prémios de emissão 35

Outros instrumentos de capital 36

Reservas de reavaliação 36

Outras reservas e resultados transitados 36 638.106 577.152

Lucro do exercício 36 243.198 253.309

Dividendos antecipados

Total do Capital 4.224.715 4.004.246

Total do Activo 51.556.267 (1.744.740) 49.811.527 49.737.993 Total do Passivo e do Capital 49.811.527 49.737.993

Técnico Oficial de Contas Conselho de Administração

TOC - 9916 Manuel Francisco dos Santos (Presidente)

Eduardo Augusto Pombo Martins António Gomes (vogal)

Carlos Manuel Almeida Dias (Vogal) (Montantes expressos em Euros)

2010

O anexo faz parte integrante destes balanços.

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3/840418 – Contribuinte 501292 730

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RUBRICA Notas 2010 2009

Juros e rendimentos similares 37 1.783.345 2.085.065

Juros e encargos similares 38 (648.058) (1.024.574)

Margem financeira 1.135.286 1.060.491

Rendimentos de instrumentos de capital 39

Rendimentos de serviços e comissões 40 475.394 483.672

Encargos com serviços e comissões 41 (60.843) (52.963)

Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados 42 Resultados de activos financeiros disponíveis para venda 43

Resultados de reavaliação cambial 44 (11.802) 14.619

Resultados de alienação de outros activos 45 (24.070) 635

Outros resultados de exploração 46 87.729 735

Produto bancário 1.601.694 1.507.189

Custos com pessoal 47 (571.706) (547.014)

Gastos gerais administrativos 48 (495.614) (482.572)

Amortizações do exercício 17 e 18 (62.842) (61.577)

Provisões líquidas de reposições e anulações 30 181.371 154

Correcções de valor associadas ao crédito a clientes e valores a receber

de outros devedores (líquidas de reposições e anulações) (379.949) (187.292)

Imparidade de outros activos financeiros líquida de reversões e recuperações 30 (4.697)

Imparidade de outros activos líquida de reversões e recuperações 30 (8.751)

Resultado antes de impostos 272.954 215.441

Impostos

correntes 20 (78.230) (108.312)

excesso imposto s/ lucros exercícios anteriores 20 39.808 86.258

diferidos 20 8.665 59.922

Resultado líquido do exercício 243.198 253.309

Técnico Oficial de Contas Conselho de Administração

TOC - 9916 Manuel Francisco dos Santos (Presidente)

Eduardo Augusto Pombo Martins António Gomes (Vogal)

Carlos Manuel Almeida Dias (Vogal) O Anexo faz parte integrante destas demonstrações.

CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DE VALE DE CAMBRA, C.R.L.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 (Montantes expressos em Euros)

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31-12-2010 31-12-2009 Fluxos de caixa das actividades operacionais

Recebimento de juros e comissões 2.258.738 2.568.737

Pagamento de juros e comissões (708.901) (1.077.537)

Pagamentos ao pessoal e fornecedores (1.067.320) (1.029.586)

Contribuições para o fundo de pensões -

-(Pagamento) / recebimento de imposto sobre o rendimento (29.756) 37.868

Outros recebimentos / (pagamentos) relativos à actividade operacional 75.926 15.354 Resultados operacionais antes das alterações nos activos operacionais 528.687 514.837 (Aumentos) / diminuições de activos operacionais:

Activos financeiros detidos para negociação e outros activos ao JV (66) (22)

Activos disponíveis para venda (67) 104.988

Aplicações em instituições de crédito (390.514) 3.290.023

Crédito a clientes (805.636) 1.148.704

Investimentos detidos até à maturidade 2.333.302

-Derivados de cobertura -

-Activos não correntes detidos para venda 74.700 39.116

Outros activos (50.770) 84.275

(…) -

-1.160.948 4.667.084 Aumentos / (diminuições) de passivos operacionais:

Passivos financeiros detidos para negociação e derivados de cobertura (66) (22)

Recursos de outras instituições de crédito 35.897

-Recursos de clientes e outros empréstimos 29.730 4.817.738

Outros passivos (31.126) (80.693)

(…) -

-34.435 4.737.023

(597.826) 584.776

Fluxos de caixa de actividades de investimento

Variação de activos tangíveis e intangíveis 201.293 445.018

Recebimento de dividendos -

-Variação de partes de capital em empresas filiais e associadas -

-(…) -

-201.293 445.018

Fluxos de caixa das actividades de financiamento

Aumento de capital 169.625 301.410

Diminuição de capital -

-Pagamento de dividendos -

-Variação de passivos subordinados 1 1

Reservas (192.355) (333.695)

(…) -

-(22.728) (32.284)

Aumento / (diminuição) de caixa e seus equivalentes (a) (821.847) 107.474

Caixa e seus equivalentes no início do exercício 1.468.650 1.361.176

(b) 646.803 1.468.650

Caixa líquida das actividades de financiamento

Caixa e seus equivalentes no fim do exercício

CAIXA DE CRÉDITO AGRICOLA MÚTUO DE VALE DE CAMBRA, CRL DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

Caixa líquida das actividades operacionais

Caixa líquida das actividades de investimento

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CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DE VALE DE CAMBRA, C.R.L.

DEMONSTRAÇÕES DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS EXERCíCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

(Montantes expressos em Euros)

Reservas de Outras Resultados Resultado do

Capital reavaliação reservas transitados Total exercício Total

Saldos em 31 de Dezembro de 2008 2.872.375 490.668 (9.763) 480.905 429.942 3.783.222

Amortização anual do impacto de transição das pensões (Nota ...) - - - - - -

-Aplicação do resultado do exercício de 2008:

Transferência para resultados transitados - - 9.763 (9.763) (9.763)

Constituição de reservas - - 95.992 - 95.992 (95.992)

Distribuição de dividendos - - 255 - 255 (18.697) (18.442)

(…) -

-Aumento de capital 308.965 - - - - (305.490) 3.475

Reembolso de capital (7.555) - (7.555)

Alterações de justo valor líquidas de imposto - - - - - -

-Resultado liquido do exercício de 2009 - - - - - 253.309 253.309

Saldos em 31 de Dezembro de 2009 3.173.785 - 586.915 - 577.152 253.309 4.004.246

Amortização anual do impacto de transição das pensões (Nota ...) - - - - - -

-Aplicação do resultado do exercício de 2009:

Transferência para resultados transitados - - - (9.763) (9.763) (9.763)

Constituição de reservas - - 60.666 - 60.666 (60.666)

-Distribuição de dividendos - - 288 - 288 (12.355) (12.067)

(…) -

-Aumento de capital 176.665 - - - - (170.525) 6.140

Reembolso de capital (7.040) - - - - - (7.040)

Alterações de justo valor líquidas de imposto - - - - - -

-Resultado liquido do exercício de 2010 - - - - - 243.198 243.198

Saldos em 31 de Dezembro de 2010 3.343.410 - 647.869 (9.763) 638.106 243.198 4.224.714

Outras Reservas e resultados transitados

O Anexo faz parte integrante destas demonstrações.

Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vale de Cambra, CRL, R. do Hospital, N.º 402 - 3730-250 Vale de Cambra, Tel.

256 423 628/9, e-mail [email protected], www.creditoagricola.pt, Capital Social 1.500.000 euros (variável) – Registo na Conservatória de Vale de Cambra, sob o n.º 3/840418 – Contribuinte 501292 730

37 ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

(Montantes expressos em euros, excepto quando expressamente indicado) 1. NOTA INTRODUTÓRIA

O presente anexo encontra-se organizado de acordo com as instruções do Banco de Portugal, apenas se desenvolvendo as partes aplicáveis. Nas situações em que tal não acontece é efectuada uma menção explícita de “não aplicável”. Nos quadros de valores ou meramente quantitativos, em geral, segue-se a regra de explicitar apenas as rubricas com valores ou movimentos e quantidades durante os exercícios em referência, o que significa que quando não explicitados se tem de concluir que não existem quaisquer dados a reportar. Teve-se ainda em conta que a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vale de Cambra, CRL, é parte integrante do Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo e que a Caixa Central – Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, CRL é a entidade responsável pela apresentação das contas consolidadas deste Sistema, pelo que o seu Anexo às Contas Consolidadas constitui, também, um complemento ao presente documento.

A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vale de Cambra, C.R.L., com sede na Rua do Hospital nº 402-404 em Vale de Cambra (adiante designada por CCAM) é uma instituição de crédito constituída em 20 de Outubro de 1978, sob a forma de Cooperativa de responsabilidade limitada. Tem actualmente como âmbito de acção e actividade os conselhos de Vale de Cambra e São João da Madeira, sendo a cobertura feita através de uma rede de dois balcões ligados “ on line “ entre si e a sede (desde Fevereiro de 2005).

Constitui objecto da CCAM, a prática de todas as operações permitidas pelo Regime Jurídico do Crédito Agrícola Mútuo (RJCAM), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/91, de 11 de Janeiro, e alterado por vários diplomas subsequentes, tendo, também obtido autorização para a prática de operações de crédito com não associados nos limites e condições previstos no Aviso n.º 6/99 e na Instrução n.º 31/99 actualizada pela Instrução n.º 34/2000, do Banco de Portugal.

A CCAM, como supra se refere, forma parte do “Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo” (SICAM) o qual é formado pela Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, C.R.L.

(também adiante designada de CCCAM) e pelas Caixas de Crédito Agrícola Mútuo suas associadas. Compete à CCCAM assegurar a orientação, fiscalização e representação das entidades que fazem parte do Sistema Integrado do Crédito Agrícola Mútuo.

As notas cujos números não são indicados neste Anexo não têm aplicação por inexistência das situações a que se referem ou por imaterialidade dos valores a reportar.

2. BASES DE APRESENTAÇÃO, COMPARABILIDADE DA INFORMAÇÃO E PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

2.1. Bases de apresentação das contas

As demonstrações financeiras da CCAM foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, com base nos livros e registos contabilísticos mantidos de acordo com os princípios consagrados nas Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA), nos termos do Aviso nº 1/2005, de 21 de Fevereiro e das Instruções nº 23/2004 e nº 9/2005, do Banco de Portugal.

Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vale de Cambra, CRL, R. do Hospital, N.º 402 - 3730-250 Vale de Cambra, Tel. 256 423 628/9, e-mail [email protected], www.creditoagricola.pt, Capital Social 1.500.000 euros (variável) – Registo na Conservatória de Vale de Cambra, sob o n.º 3/840418 – Contribuinte 501292 730

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Financeiro (IAS/IFRS), conforme adoptadas pela União Europeia, de acordo com o Regulamento (CE) nº 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, transposto para o ordenamento nacional pelo Decreto-Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro e pelo Aviso nº 1/2005, de 21 de Fevereiro, do Banco de Portugal, excepto no que se refere a:

i) Valorimetria do crédito a clientes e valores a receber de outros devedores (Crédito e contas a receber) – os créditos são registados pelo valor nominal, não podendo ser reclassificados para outras categorias e, como tal, registados pelo justo valor. Os proveitos são reconhecidos segundo a regra pro rata temporis, quando se tratem de operações que produzam fluxos redituais ao longo de um período superior a um mês, nomeadamente juros e comissões;

ii) Sempre que aplicável, as comissões e custos externos imputáveis à contratação das operações subjacentes aos activos classificados como crédito e contas a receber são, igualmente, periodificados ao longo do período de vigência dos créditos, de acordo com o método referido na alínea anterior;

iii) Provisionamento do crédito e contas a receber - mantém-se o anterior regime, sendo definidos níveis mínimos de provisionamento de acordo com o disposto no Aviso do Banco de Portugal nº 3/95, com as alterações introduzidas pelo Aviso do Banco de Portugal nº 8/03, de 30 de Junho e pelo Aviso do Banco de Portugal nº 3/2005, de 21 de Fevereiro. Este regime abrange ainda as responsabilidades representadas por aceites, garantias e outros instrumentos de natureza análoga;

iv) Os activos tangíveis são obrigatoriamente mantidos ao custo de aquisição, não sendo deste modo possível o seu registo pelo justo valor, conforme permitido pelo IAS 16 – Activos fixos tangíveis. Como excepção, é permitido o registo de reavaliações extraordinárias, legalmente autorizadas, caso em que as mais-valias resultantes são registadas em “Reservas de reavaliação”.

v) Benefícios aos empregados, através do estabelecimento de um período para diferimento do impacto contabilístico decorrente da transição para os critérios do IAS 19.

De acordo com os Avisos do Banco de Portugal nº 4/2005 de 21 de Fevereiro e nº 12/2005 de 30 de Dezembro, o reconhecimento em resultados transitados do impacto apurado com referência a 31 de Dezembro de 2007, decorrente da transição para os IAS/IFRS pode ser atingido através da aplicação de um plano de amortização de prestações uniformes até 31 de Dezembro de 2009, com excepção da parte referente ao impacto da alteração da tábua de mortalidade e às responsabilidades relativas a cuidados médicos pós-emprego, para a qual esse plano de amortização pode ir até 31 de Dezembro de 2011.

Em 2007 a CCAM apresentou pela primeira vez as suas demonstrações financeiras de acordo com as NCA. Em 2010 foram ainda contabilizados em resultados transitados os ajustamentos associados á IAS 19 (benefícios a empregados) nos termos definidos supra referidos associados às responsabilidades com pensões e aos benefícios de saúde pós-emprego (SAMS).

As demonstrações financeiras da CCAM em 31 de Dezembro de 2010 estão pendentes de aprovação pelos correspondentes órgãos sociais. No entanto, é convicção da Direcção da CCAM que estas demonstrações financeiras virão a ser aprovadas sem alterações significativas.

Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vale de Cambra, CRL, R. do Hospital, N.º 402 - 3730-250 Vale de Cambra, Tel. 256 423 628/9, e-mail [email protected], www.creditoagricola.pt, Capital Social 1.500.000 euros (variável) – Registo na Conservatória de Vale de Cambra, sob o n.º 3/840418 – Contribuinte 501292 730

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Conforme permitido pelo Aviso nº 1/2005, a CCCAM bem como as caixas de crédito agrícola mútuo do SICAM elaboraram até 31 de Dezembro de 2006 as suas demonstrações financeiras, em base individual, em conformidade com as normas constantes da instrução nº 4/96.

Como já referido desde 2007 que a CCAM apresenta as suas demonstrações financeiras de acordo com as NCA. Neste sentido, as contas de 2010 são comparáveis com as de 2009 por seguirem o mesmo normativo (NCA).

2.3. Resumo das principais políticas contabilísticas

As políticas contabilísticas mais significativas, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras foram as seguintes:

As políticas contabilísticas mais significativas, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras foram as seguintes:

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