Liro I! CaGKtulo III Site@a co@Getência e GrincKGio de Critiano Roa de Caralo
i! Cursode esecialização e+ direito tributário
1 "o@ena2e@ a aulo de Barro Caralo coord3 Eurico
Marco Dini de Santi3 So auloP $orene3
Teoria do siste+a 0urdico
P direito econo@ia e tributao de Critiano Caralo3 So auloP
*uartier Latin3
CaGKtulo 4 do liro
6 co+et3!cia tributária do estado brasileiroP deonera[e nacionai e
i@unidade condicionada de Cllio Ciea3 So auloP MaH Li@onad3
CaGKtulo 7 do liro
Co+et3!cia tributáriaP Vunda@ento Gara u@a teoria da nulidade de Tácio
Lacerda #a@a3 So auloP Noee3
Arti2oP O arti2o 45<A da Contituio Vederal introduido Gela EC :<;7>>7 e a contribuio Gara o
cuteio do erio de ilu@inao G?blica de Aurora To@aini de Caralo
Revista de Direito Tributárion3 <43
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Instituto Brasileiro de Estudos Tributários
Critiano Caralo e El^ )o de Mato
Revista Dial(tica de Direito Tributárion3 4683
Ite@ 735 do liro
Teoria dos ri!cios'da deVinio Z aGlicao do GrincKGio WurKdico de
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Anexo I
Medida -aute(ar e' A8ão -aute(ar n. 1.!5/R+
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%6*69%IS*A
* 5enor Binistro ?ezar 6elusoN 1. A D... pretende obter efeito suspensivo para recurso extraordin!rio admitido na origem' no %ual se opKe a interdição de estabelecimentos seus decorrente do cancelamento de seu registro especial para industrialização de cigarros' por descumprimento de obrigaçKes tribut!rias.
A autora sustenta %ue “a adinistra$%o tributária incidiu e /la*rante inconstitucionalidade por afronta aos princípios do li!re eercício de ati!idade econ+ica lícita e da liberdade de trabal2o, de co6rcio e de ind>stria (fls. &+. Alega' ainda' %ue “os /undaentos dos ac"rd%os co ue o TBDE Be*i%o re/orou a decis%o de prieiro *rau est%o e absoluto e /rontal con/lito co os arts. 4F G555, :59, e 1<H, pará*ra/o >nico, da C, e
e contrariedade co a orienta$%o jurisprudencial consolidada pela &uprea Corte a respeito da interpreta$%o e aplica$%o desses dispositi!os constitucionais a casos coo o dos autos Dfls. 22.
Argumenta' ao depois' %ue a 8nião não pode “utiliar coo eio de coer$%o para pa*aento de tributos san$es de naturea política, pre!istas ou n%o e diploas in/raconstitucionais, coo aea$a de encerraento das ati!idades epresariais de ua sociedade le*alente constituída e ue eerce ati!idade lícita Dfls. 2.
@ntende ser essa a firme orientação da ?orte' eis %ue “o &T a/ira e suas s>ulas <H, 3D3 e 4=< (e rea/irou no B# =14.H14-B& ao jul*ar caso concreto da epresa Beuerente) ue as restri$es estatais (adinistrati!as ou le*islati!as) /undadas e ei*ncias trans*ressoras dos postulados da raoabilidade e da proporcionalidade (coo a adotada pela adinistra$%o tributária no Bio de 'aneiro contra a reuerente) a/ronta a *arantia do de!ido processo le*al e sua diens%o aterial ou substanti!a (substanti!e due process o/ laI) consubstanciada no citado art. 4* , :59, C Dfls. 2+.
Alega tamb"m %ue esta ?orte 7! teria decidido' em v!rios precedentes' ser manifestamente inconstitucional a exigncia de pr"via satisfação de d"bito tribut!rio como re%uisito indispens!vel \ conservação' pela empresa inadimplente' de inscrição no cadastro geral de contribuintes mantido pelo 6oder 6úblico' “n%o iportando o !olue do cr6dito ue consubstanciaria o ale*ado interesse /iscal do ente estatal Dfls. 2/.
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Al"m dessas razKes' %ue caracterizariam a razoabilidade 7urídica do pedido' o periculu in ora residiria na privação do exercício da atividade econZmica empresarial' bem como “da disponibilidade de recursos /inanceiros para /aer /ace a in*entes coproissos, tais coo pa*aento de etensa /ol2a de salários (<JH epre*ados), de /ornecedores e adipleento de obri*a$es tributárias di!ersas Dfls. 1.
2. * eminente relator' Bin. =oa%uim Garbosa' votou pela concessão da medida liminar' “t%o soente para preser!ar o resultado do processo, em razão do car!ter capital e relativa irreversibilidade da sanção imposta \ empresa' ap#s o %ue pedi vista dos autos para exame mais detido.
. @stou em %ue' data !enia, não " caso de liminar.
A atribuição de efeito suspensivo a recurso extraordin!rio " sempre medida clara de exceção e' como tal' exige severidade de 7uízo.
*ra' suposto o periculu in ora pudesse ou possa estar configurado \ vista da interrupção das atividades da empresa' não le encontro razoabilidade 7urídica ao pedido' por conta da singularidade factual e normativa do caso. Ainda na primeira ip#tese' seria forçoso reconecer a existncia de periculu in ora inverso' consistente na exposição dos consumidores' da sociedade em geral e' em particular' da condição ob7etiva da livre concorrncia' ao risco da continuidade do funcionamento de empresa para tanto inabilitada. Ial situação exigiria ponderação de segunda ordem' %ue se%uer " necess!ria a%ui' pois a s# falta de um dos re%uisitos necess!rios \ concessão de medida liminar basta-le ao indeferimento.
$. 6rev o ,ecreto-Cei n. 1.)Q>//' como condição inafast!vel para o exercício da atividade econZmica de industrialização de cigarros' um con7unto de re%uisitos %ue' se descumpridos' subtraem toda licitude da produção. Ial imposição parece-me' 7! neste 7uízo sum!rio' de todo razo!vel e v!lida' como procurarei demonstrar ao longo do voto.
). @m primeiro lugar' note-se a extrema relev0ncia do 9mposto sobre 6rodutos 9ndustrializados DJ969L no contexto específico do mercado de cigarros. @stes são produtos reconecidos e gravemente danosos \ saúde' conse%uentemente sup"rfluos e' na produção' fortemente tributados pela mais alta alí%uota da Iabela do 969 DJI969L' por força da seletividade em função da essencialidadeN o 969 responde por obra de /&( Dsetenta por cento do total da arrecadação de impostos e contribuiçKes desse setor produtivo Dcf. memorial da Fazenda 3acional' onde " incontroverso %ue “os tributos corresponde, aproiadaente, a <HK do pre$o de cada a$o, de ci*arros Dcf. memorial.
* 969 " a rubrica preponderante no processo de formação do preço do cigarro' de modo %ue %ual%uer diferença a menos no seu recolimento' por mínima %ue se7a' tem sempre reflexo superlativo na definição do lucro
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Dneste caso' aparentemente arbitr!rio da empresa. ue dizer-se' pois' da repercussão do seu não recolimentoh
@sse poderoso impacto dos tributos na estrutura de custos e preços da produção' não menos %ue no lucro do produtor' " incontest!vel realidade matem!tica. ]e7a-se' a título de comparação' %ue a redução da alí%uota de 9?B5' na indústria de sabonetes' de 14( para &(' causa' na apuração do lucro' uma variação da ordem de 44( Dtrezentos e oitenta e oito por cento.
*ra' como a alí%uota de 969' em relação \ indústria de cigarros' substancialmente mais elevada' seu não recolimento (coeteris paribus) aumentaria' de forma ainda mais ostensiva' a variação do lucro sobre o faturamento.
+. * ,ecreto-Cei n. 1.)Q>// outorga exclusivamente aos detentores de registro especial na 5ecretaria da :eceita Federal o direito de exercer atividade de fabricação de cigarros' cu7a produção' como aduz o memorial da Fazenda' " meramente tolerada pelo poder público' %ue a respeito não tem alternativa política e normativa razo!vel. 5ua função est! em resguardar interesse específico da administração tribut!ria no controle da produção de cigarros e %ue não a apenas de cuno fiscal-arrecadat#rio. Antes' a indústria do tabaco envolve' como " intuitivo' implicaçKes importantes sobre outros atores e valores sociais' tais como os consumidores' os concorrentes e o livre mercado' cu7os interesses são tamb"m tutelados' com não menor nfase pela ordem constitucional.
A existncia de normas tribut!rias com car!ter não meramente arrecadat#rio suscita desde logo a %uestão de suas finalidades extrafiscais. 5obre o fenZmeno da etra/iscalidade deve atentar-se para a lição de Cuís @duardo 5coueri' extraída da inovadora obra %ue o alçou ao posto de 6rofessor Iitular de Cegislação Iribut!ria da Faculdade de ,ireito da 856N
“(...) a ideia da etra/iscalidade tra e seu bojo todo o conjunto de /un$es da nora di!ersas da era /iscalidade, i.e., a siples busca da aior arrecada$%o (...). Toando a etra/iscalidade, de!e-se notar ue o tero pode re/erir-se a u *nero e a ua esp6cie. 0 *nero da Letra/iscalidadeM inclui todos os casos n%o !inculados ne a distribui$%o euitati!a da car*a tributária, ne a sipli/ica$%o do sistea tributário. (...) 5nclui, neste sentido al6 de noral co /un$%o indutora (ue seria a etra/iscalidade e sentido estrito), outras ue tab6 se o!e por raes n%o /iscais, as des!inculadas da busca do ipulsionaento econ+ico por parte do #stado (...).
# no sentido estrito do tero, isto 6, na esp6cie do ecOer, ue a doutrina *eralente epre*a a epress%o Letra/iscalidadeM, ali se incluindo as leis relati!as à entrada deri!ada, ue l2es con/ere características de consciente estíulo ao coportaento das pessoas e de
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n%o ter por /undaento precípuo arrecadar recursos pecuniários a ente ou, na de/ini$%o de Ataliba, Lo epre*o dos instruentos tributários P e!identeente por ue os te à disposi$%o P coo (sic) objeti!os n%o /iscais, as ordinat"riosM, lebrando este autor ue, sendo inerente ao tributo incidir sobre a econoia, a etra/iscalidade /ica caracteriada pelo Lepre*o deliberado do instruento tributário para /inalidades (...) re*ulat"rias de coportaentos sociais, e at6ria econ+ica, social e políticaM. Co i*ual aplitude, o conceito de ;erd Qilli Bot2ann
L#tra/iscalidade 6 a aplica$%o das leis tributárias, !isando
precipuaente a odi/icar o coportaento dos cidad%os, se considerar o seu rendiento /iscal. M (...). RelS :opes eirelles se re/ere à Lutilia$%o do tributo coo eio de /oento ou de desestíulo a
ati!idades reputadas con!enientes ou incon!enientes a counidadeM MM 1.
Ao investigar a ratio iuris da necessidade de registro especial para a atividade de produção de cigarros' v-se' logo' %ue prov"m de norma inspirada não s# por ob7etivos arrecadat#rios' sendo tamb"m por outras finalidades %ue fundamentam a exigncia 7urídica dos re%uisitos previstos para a manutenção do registro especial' entre os %uais se inclui o da regularidade fiscal.
@sta finalidade extrafiscal %ue' diversa da indução do pagamento de tributo' legitima os procedimentos do ,ecreto-Cei n. 1.)Q>//' " a defesa da livre concorrncia. Ioda a atividade da indústria de tabaco " cercada de cuidados especiais em razão das características desse mercado' e' por isso' empresas em d"bito com tributos administrados pela 5:F podem ver cancelado o registro especial [ %ue " a verdadeira autorização para produzir bem como interditados os estabelecimentos.
3ão ! impedimento a %ue norma tribut!ria' posta regularmente' ospede funçKes voltadas para o campo da defesa da liberdade de competição no mercado' sobretudo ap#s a previsão textual do art. 1$+-A da ?onstituição da :epública. ?omo observa Bisabel de Abreu Bacado ,erzi'
“o cresciento da in/oralidade (...), al6 de de/orar a li!re concorrncia, redu a arrecada$%o da receita tributária, coproetendo a ualidade dos ser!i$os p>blicos (...). A de/ora$%o do princípio da neutralidade (uer por eio de u corporati!iso pernicioso, uer pelo cresciento da in/oralidade...), ap"s a #enda Constitucional n. =DH3, a/ronta 2oje o art. 1=U-A da Constitui$%o da Bep>blica. Vr*e restabelecer
a li!re concorrncia e a lealdade na copetiti!idade. D
?umpre sublinar apenas a legitimidade deste outro prop#sito normativo'
1.Normas tributárias indutoras e int ervenção econômica. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p. 32-33.
2. “Quebras da livre concorrência no I!", no I#I e #I"-o$ns: corpora%ivis&o, in'or&alidade, a&pla cu&ula%ividade residual e subs%i%ui()o %ribu%*ria+, In Revis%a in%ernacional de direi%o %ribu%*rio, v. 3, an-un 2005. elo ori/on%e: brad%-el Re, pp. 11-114.
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como seu prestígio constitucional. A defesa da livre concorrncia " imperativo de ordem constitucional Dart. 1/&' inc. 9] %ue deve armonizar- se com o princípio da livre iniciativa Dart. 1/&' caput). Cembro %ue “li!re iniciati!a e li!re concorrncia, esta coo base do c2aado li!re ercado, n%o coincide necessariaente. 0u seja, li!re concorrncia ne sepre condu à li!re iniciati!a e !ice-!ersa (c/. arina, Ae!edo, &aes Copetiti!idade ercado, #stado e 0r*ania$es, &%o ?aulo, 1WW<, cap. 59). Xaí a necessária presen$a do #stado re*ulador e /iscaliador, capa de disciplinar a copetiti!idade enuanto /ator rele!ante na /ora$%o de pre$os.L
?alixto 5alomão Filo' referindo-se \ doutrina do eminente Bin. @ros Prau' adverte %ue
“li!re iniciati!a n%o 6 sin+nio de liberdade econ+ica absoluta (...). 0 ue ocorre 6 ue o princípio da li!re iniciati!a, inserido no caput do art. 1<H da Constitui$%o ederal, nada ais 6 do ue ua cláusula *eral cujo conte>do 6 preenc2ido pelos incisos do eso arti*o. #sses princípios claraente de/ine a liberdade de iniciati!a n%o coo ua liberdade anáruica, por6 social, e ue pode, conseuenteente, ser
liitada. =.
A incomum circunst0ncia de entidade %ue congrega diversas empresas idZneas associar-se' na causa' \ Fazenda 3acional' para defender interesses %ue reconece comuns a ambas e a pr#pria sociedade' não " coisa de desprezar.
3ão se trata a%ui de reduzir a defesa da liberdade de concorrncia \ defesa do concorrente)' retrocedendo aos tempos da “concep$%o pri!atística
de concorrncia, da %ual " exemplo a “/aosa discuss%o sobre liberdade de restabeleciento tra!ada por Bui arbosa e Car!al2o de endon$a no caso da Cia. de 'uta (Be!ista do &T (111), D1J<, 1W1=), mas apenas de reconecer %ue o fundamento para a coibição de pr!ticas anticoncorrenciais reside na proteção a
“abos os objetos da tutela a lealdade e a eistncia de concorrncia (...). # prieiro lu*ar, 6 preciso *arantir ue a concorrncia se desen!ol!a de /ora leal, isto 6, ue seja respeitadas as re*ras ínias de coportaento entre os a*entes econ+icos. Xois s%o os objeti!os dessas re*ras ínias. ?rieiro, *arantir ue o sucesso relati!o das epresas no ercado dependa eclusi!aente de sua e/icincia, e n%o de
3. FRR6 J78I9R ercio "a&paio. Op. cit.,p. 12;.
<. Regulação da atividade econômica (princípios e fundamentos urídicos!. ")o #aulo: !al=eiros, 2001, pp. >3-><.
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sua Lespertea ne*ocialM Y isto 6, de sua capacidade de des!iar consuidores de seus concorrentes se ue isso decorra de copara$es
baseadas eclusi!aente e dados do ercado. U
/. Ademais' o caso " do %ue a doutrina cama de tributo etra/iscal proibiti!o< , ou siplesente proibiti!o, cu7o alcance' a toda a evidncia'
não exclui ob7etivo simult0neo de inibir ou refrear a fabricação e o consumo de certo produto. A elevada alí%uota do 969 caracteriza-o' no setor da indústria do tabaco' como tributo dessa categoria' com a nítida função de desestímulo por indução na economia4.
@ isso não pode deixar de interferir na decisão estrat"gica de cada empresa de produzir ou não produzir cigarros.
@ %ue' determinada a produzi-lo' deve a indústria submeter-se' " #bvio' \s exigncias normativas oponíveis a todos os participantes do setor' entre os %uais a regularidade fiscal constitui re%uisito necess!rio' menos concessão do %ue a preservação do registro especial' sem o %ual a produção de cigarros " vedada.
3esse sentido' Cuís @duardo 5coueri tem por
“adeuada à di/erencia$%o de ecOer, ue a/ira ue enuanto a nora penal (ue ele denoina!a Lsan$%oM) seria Lo de!er preestabelecido por
ua re*ra jurídica ue o #stado utilie coo instruento para ipedir ou desestiular, diretaente, u ato ou /ato ue a orde jurídica proíbe@ no tributo etra/iscal proibiti!o ter-se-ia u Lde!er preestabelecido para ua re*ra jurídica ue o #stado utilie coo instruento jurídico para ipedir ou desestiular, indiretaente, u ato ou /ato ue a orde
jurídica perite. W
*ra' a previsão normativa de cancelamento da inscrição no :egistro @special por descumprimento de obrigação tribut!ria principal ou acess#ria' antes de ser sanção estrita1&' " prenúncio destaN uma vez cancelado o
. "C9!D9 FIC9, aliE%o. "ireito concorrencial # as condutas. !al=eiros: ")o #aulo, 2003, pp. 52-5<. 4. R, l'redo u?us%o.$eoria %eral do "ireito $ributário. 3G ed. ")o #aulo: Ceus, 1>>;, pp. 0>-10. ;. &bora al=eio H discuss)o e& %ela, o e'ei%o cola%eral da alBuo%a elevada consis%en%e na &translação do imposto' "97RI, CuBs duardo. Op. cit., pp. 53-5<K, pelo ual seus cus%os seria& repassados ao consu&idor $nal, @, no caso par%icular do %abaco, dese*vel, %endo e& vis%a ou%ra $nalidade da nor&a: a redu()o nos nBveis de consu&o do produ%o pela popula()o, para a preserva()o da saLde. J* o e'ei%o concorrencial po%encial&en%e ne?a%ivo (idem, ibidem! da %ribu%a()o-desincen%ivo, ue 'avoreceria as e&presas econo&ica&en%e &ais 'or%es, @ &a%@ria de polB%ica %ribu%*ria na $Ea()o da alBuo%a do I#I ue n)o es%* e& o?o nes%e caso, e& ue se discu%e a re?ularidade $scal co&o condi()o necess*ria H preserva()o do re?is%ro especial.
>.ldem,p. <4.
10. al co&o as penalidades previs%as para a n)o in%errup()o i&edia%a da produ()o, no caso de inoperMncia do con%ador au%o&*%ico da uan%idade ar%. 1N- e par*?ra'osK ou para a produ()o de ci?arros se& a&paro no Re?is%ro special ou co& irre?ularidades ar%. 15 do ecre%o-Cei n. 1.5>3O44K.
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registro' cessa' para a empresa inadimplente' o car!ter lícito da produção de cigarrosO se persistente' a atividade' de permitida' passa a ostentar o modal deZntico de não permitida' ou se7a' proibida.
@ marcante a sutileza da distinção' provocada por uma permissão condicionadaN a produção de cigarros' embora desacoroçoada pelo alto valor da alí%uota do 969' " atividade permitida' desde %ue se cumpram os re%uisitos legais pertinentes' mas produzir cigarros sem preencimento destes [ o %ue conduz a perda direta do registro especial [ "' mais do %ue atividade desestimulada' comportamento proibido e ilícito.
3ão cole' pois' a alegação de %ue a administração estaria' neste caso' a encerrar ou impedir “as ati!idades epresariais de ua sociedade ue eerce ati!idade lícita. A atuação fazend!ria não implicou' pelo menos \
primeira vista' violação de nenum direito sub7etivo da autora' senão %ue' antes' a impediu de continuar a desfrutar posição de mercado con%uistada a força de vantagem competitiva ilícita ou abusiva. @ o %ue mostra Iercio 5ampaio Ferraz =unior' em artigo sobre o temaN
“ua das /oras de uebra da lealdade coo base da concorrncia está justaente na utilia$%o de práticas ilícitas (concorrncia proibida) para obter ua !anta*e concorrencial irre!ersí!el. (...) A lei brasileira n%o pune os a*entes econ+icos por condutas e si anticoncorrenciais, as por e/eitos anticoncorrenciais de condutas concorrenciais. 0 tipo in/rati!o n%o está, pois, na conduta, as no e/eito anticopetiti!o ue ela pro!oca sobre a li!re concorrncia e a li!re iniciati!a (...). encione-se, por sua rele!8ncia, u caso sui *eneris de concorrncia proibida, localiada no possí!el e/eito anticopetiti!o de certa prática tributária, a despeito de reiteradas autua$es, por /or$a do n%o-recol2iento de tributo considerado coo
de!ido pelo isco 11.
,adas \s características do mercado de cigarros' %ue encontra na