Macroprocesso Intercâmbio Científico
UF SIGLA INSTITUIÇÃO PROGRAMA BOLSAS
IMPLEMENTADAS INICIAÇÃO CIENTIFICA (CNPq) MESTRADO (CAPES)
PE UFPE Univ. Federal de Pernambuco Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada 9 PI UFPI Univ. Federal do Piauí Prog. de Pós Grad. em Matemática 4 PR UEL Univ. Estadual de Londrina Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada e
Computacional 3
PR UEM Univ. Estadual de Maringá Prog. de Pós Grad. em Matemática 7 1 PR UFPR Univ. Federal do Paraná Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada 12 1 RJ FGV Fundação Getúlio Vargas Prog. de Pós Grad. em Matemática RJ PUC - RIO Pontifícia Univ. Católica do Rio de Janeiro Prog. de Pós Grad. em Matemática 7 1 RJ UFF Univ. Federal Fluminense Prog. de Pós Grad. em Matemática 6 2 RJ UFRJ Univ. Federal do Rio de Janeiro Prog. de Pós Grad. em Matemática 16 RJ UFRJ Univ. Federal do Rio de Janeiro Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada RN UFRN Univ. Federal do Rio Grande do Norte Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada e
Estatística 4 2
RS UFRGS Univ. Federal do Rio Grande do Sul Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada 3 RS UFRGS Univ. Federal do Rio Grande do Sul Prog. de Pós Grad. em Matemática 7 RS UFSM Univ. Federal de Santa Maria Prog. de Pós Grad. em Matemática 1 SC UFSC Univ. Federal de Santa Catarina
Prog. de Pós Grad. em Matemática e Computação
Científica 6
SE UFS Universidade Federal de Sergipe Prog. de Pós Grad. em Matemática 3 SP UFABC Universidade Federal do ABC Prog. de Pós Grad. em Matemática 1 SP UFSCAR Univ. Federal de São Carlos Prog. de Pós Grad. em Matemática 15 1 SP UNESP - RC Univ. Estadual Paulista - Campus Rio Claro Prog. de Pós Grad. em Matemática Universitária 2 SP UNESP - SJRP Univ. Estadual Paulista - Campus São José do Rio
Preto
Prog. de Pós Grad. em
Matemática 1 1
SP UNESP-PP U Est Paulista - Presidente Prudente Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada e Computacional
UF SIGLA INSTITUIÇÃO PROGRAMA BOLSAS IMPLEMENTADAS INICIAÇÃO CIENTIFICA (CNPq) MESTRADO (CAPES)
SP UNICAMP Univ. Estadual de Campinas Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada 12 3 SP UNICAMP U Est de Campinas Prog. de Pós Grad. em Matemática SP USP Univ. de São Paulo Prog. de Pós Grad. em Matemática Aplicada 37 1 SP USP - SC Univ. de São Paulo - Campus São Carlos Prog. de Pós Grad. em Matemática 16
Distribuição de Alunos Bolsistas de Iniciação Científica Cumulativa por Área em 2013
Distribuição de Alunos com Bolsa de Mestrado em Andamento ou Concluída por Área em 2013
Levantamento - PICME
Enviamos um questionário a 1219 alunos que participaram do PICME desde 2009, mesmo tendo concluído a Iniciação Científica ou não. Destes, obtivemos resposta de 364 alunos.
Com base no número de alunos que responderam à pesquisa (364), 50% destes informaram ter concluído a Iniciação Científica do PICME, conforme tabela e gráfico abaixo.
Dos que não chegaram a concluir a Iniciação Científica (158), a maioria teve dificuldade de conciliar as atividades da graduação com o PICME ou iniciou outro projeto de IC, embora o quantitativo de alunos que começaram a trabalhar também seja significativo.
Motivos pelos quais os Alunos NÃO concluíram a Iniciação Científica
Dificuldade de conciliar as atividades da graduação com o PICME 26
Iniciou outro projeto de iniciação científica 25
Começou a trabalhar 17
Não informaram 15
Decidiu seguir outra área 14
Intercâmbio com uma bolsa do programa Ciência sem Fronteiras 14
Horários incompatíveis com a graduação 12
Bolsa não foi renovada por mau desempenho 10
Iniciou estágio remunerado 7
Problemas pessoais 6
Dificuldade de contato com o Orientador / falta de interesse do Orientador 5
Sem motivos 4
Falta de interesse 2
Dificuldade com o conteúdo pois era muito diferente do curso do aluno 1
Total 158
Alunos que concluíram a IC do PICME
Concluíram a IC do PICME 181 50%
NÃO concluíram a IC do
PICME 158 43%
Não informaram 25 7%
Com referência ao mercado de trabalho, 20 alunos estão somente trabalhando, embora a quantidade de alunos que estão somente estudando seja muito superior (198). Estão trabalhando e estudando 63 alunos.
Alunos da IC que estão no Mercado de Trabalho e Estudando
Estão SOMENTE trabalhando 20 5%
Estão SOMENTE estudando 198 54%
Estão trabalhando e estudando 63 17%
Não estão trabalhando e não estão estudando 6 2%
Não informaram 77 21%
Total 364
O gráfico abaixo exibe a distribuição por áreas dos cursos de graduação dos bolsistas, e é nítida que a enorme maioria dos alunos participantes é oriunda dos cursos de Engenharia, embora a porcentagem de alunos de Matemática seja significativa. Os dados exibidos se referem aos alunos que passaram pelo programa de Iniciação Científica e que estão no mercado de trabalho atualmente.
Áreas em que os alunos estão trabalhando atualmente Engenharia 19 23% Matemática 16 19% Sociais Aplicadas 15 18% Não informaram 14 17% Tecnologia 7 8% Computação 4 5% Demais Exatas e da Terra 4 5% Agrárias 1 1% Ciências Militares 1 1% Saúde 1 1% Serviço Público 1 1% Total 83
Grande parte dos alunos que responderam à pesquisa está estudando atualmente (261), seja através de Mestrado, Doutorado, intercâmbio de graduação, através do programa Ciência sem Fronteiras, ou mesmo cursos de verão e especialização. A maior parte destes alunos, como já era de se esperar, estão estudando na área específica da Engenharia, seguido do Mestrado em área não especificada.
Área em que os Alunos PICME estão Estudando
Engenharia 94 36%
Mestrado em área não especificada 69 26%
Matemática 23 9%
Computação 15 6%
Demais Exatas e da Terra 12 5% Sociais Aplicadas 13 5% Doutorado em área não especificada 10 4%
Saúde 7 3%
Ciências Militares 4 2%
Não informaram 6 2%
Curso de Verão e Especialização 3 1%
Tecnologia 3 1%
Agrárias 1 0%
Graduação Sanduíche 1 0%
Como a OBMEP e o PICME influenciaram na trajetória dos alunos
Não informaram. 183 50%
Incentivo no interesse pela a pesquisa, influência na formação acadêmica, pessoal e profissional, desenvolvimento do raciocínio lógico. Oportunidade para fazer contatos, conhecer áreas de pesquisa e até mesmo de ajudar no custeio dos estudos.
178 49%
Participaram da OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática). 3 1%
364
O ingresso no nível de Mestrado tem crescido desde a criação do PICME, em 2009. Em particular nota-se um salto no Mestrado no início de 2011, quando os primeiros alunos PICME completaram os dois anos de Iniciação Científica. Até janeiro de 2014, 69 alunos tinham ingressado no mestrado, sendo que 15 já concluíram e 3 foram desligados. Além disto, 3 alunos tiveram a bolsa suspensa para participar em intercâmbio de graduação, através do programa Ciência sem Fronteiras em 2012.2 e 2013.1, sendo que destes 1 aluno teve a bolsa reativada em 2013.2 por ter voltado do intercâmbio. Os dados estão dispostos na tabela abaixo.
MESTRADO 2009-2 2010-1 2010-2 2011-1 2011-2 2012-1 2012-2 2013-1 2013-2 Total Ingresso 1 3 1 14 3 17 7 17 6 69 Conclusão 0 0 0 2 2 2 2 6 1 15 Suspensão 0 0 0 0 0 0 2 1 0 3 Desligamento 0 0 0 1 1 0 0 1 0 3 Desistência 0 2 0 2 0 0 0 2 0 6
Dos alunos que acederam a este nível do programa (total de 69) a maioria (61 alunos) passou pela Iniciação Científica. Existem alguns alunos que após passarem pela IC foram considerados aptos para o mestrado (aceitos), mas que optaram por não prosseguir pelo menos no momento (desistentes). Vários alunos (32 alunos) que ingressaram no Mestrado com bolsa PICME o fizeram na qualidade de alunos especiais. Os outros 37 alunos o fizeram após a conclusão da graduação e via o processo seletivo normal de cada Programa de Pós Graduação. Não contabilizamos aqui alunos que, tendo passado pela Iniciação Científica do PICME e concluído sua graduação, ingressaram no Mestrado em Matemática sem usufruir da bolsa PICME/CAPES ou ingressaram na Pós Graduação em outras áreas (as bolsas são concedidas exclusivamente aos Programas da área de Matemática). Em março de 2013, a CAPES passou a conceder também bolsas de Doutorado para medalhistas da OBM ou OBMEP aceitos regulamente nos programas participantes.
Conclusão
Entendemos que as diversas ações da OBMEP na difusão do conhecimento matemático têm sido determinantes para a promoção da inclusão social. Nesta última edição da OBMEP, em 2013, os alunos premiados com medalhas e menções honrosas são provenientes de 4.140 municípios (75% dos municípios brasileiros) e de 1.530 escolas rurais.
Ao longo de suas edições, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) tem, cada vez mais, conseguindo a adesão das escolas brasileiras – em 2013 tivemos um aumento no número de escolas inscritas. Apenas 36 municípios brasileiros não tiveram escolas participantes do projeto, o que evidencia sua grande capilaridade.
Podemos listar alguns fatores que contribuem para essa boa receptividade do público alvo:
1.Muitas secretarias de educação municipais e estaduais têm se envolvido positivamente no apoio à realização do programa, tanto no incentivo à inscrição de suas escolas, como inserindo em seus calendários oficiais as provas da olimpíada (os dias das provas são contados como horas-aula), ou fornecendo transporte para a locomoção de seus alunos para as provas da 2ª Fase.
2.As escolas, a partir do bom desempenho de seus alunos (que recebem medalhas ou menções honrosas) iniciam processos internos de incentivo e preparação dos alunos
para as provas. Temos relatos de muitas escolas que a partir do recebimento de apenas uma menção honrosa iniciaram clubes de matemática, ou aulas extra-classe para alunos interessados.
3.O bom material didático produzido pela OBMEP – bancos de questões anuais, apostilas do Programa de Iniciação Científica Jr., as soluções das questões das provas apresentadas em vídeos – tem sido um fator determinante no reconhecimento da OBMEP como um projeto diferenciado e de qualidade.
4.A rede de colaboração estabelecida pelo IMPA em todo o Brasil com as universidades públicas brasileiras tem sido um diferencial. As coordenações regionais da OBMEP, situadas em sua maioria nessas universidades, promovem um intercâmbio profícuo ao trazerem os alunos da rede pública para um universo, na maior parte das vezes desconhecido dos alunos (seja na realização das provas, nos encontros presenciais do programa de iniciação científica jr., etc.). Essa interação tem sido um fator relevante de motivação nos meios escolares.
Um desafio sempre constante nas edições da OBMEP é o controle da evasão de alunos classificados nas provas da 2ª fase – aproximadamente 50%.
Procuramos buscar alguns motivos para esse não comparecimento e, mesmo divergindo de estado para estado, certas questões afloram como um todo, a saber: 1.Muitas escolas não avisam a seus alunos classificados a respeito da prova. Cumpre observar que a OBMEP envia a cada escola participante: a) correspondência com a lista dos classificados, b) cartaz de divulgação da 2ª Fase e c) cartão informativo personalizado de cada aluno (com indicações do local de provas, data e horário, documentos necessários e, também, com informação sobre os prêmios aos quais os alunos concorrem). Além do envio por correio, são enviadas também circulares às escolas e secretarias de educação. Temos observado um crescimento constante de escolas com endereço eletrônico, mesmo que façam uso limitado.
Obs1. Para aumentar a possibilidade de comunicação OBMEP/aluno buscamos algumas soluções que foram infrutíferas, como, por exemplo, pedir endereço eletrônico de cada aluno para envio de notificação. Constatamos que mais de 80% dos emails informados retornavam com erros de endereçamento.
Obs2. Existe também uma página em rede social (facebook) para contato direto com os alunos e professores. Essa adesão tem sido constante, mas ainda insuficiente para abarcar todo o nosso público-alvo.
Obs3. Temos buscado apoio nas rádios comunitárias e redes locais de televisão que notificam a respeito das provas. No entanto, consideramos que para alcançar os alunos e seus pais/responsáveis é fundamental uma propaganda maciça em rede nacional de televisão.
2.Muitos alunos não comparecem por precisarem trabalhar no sábado (dia da prova), seja no comércio, como também na ajuda aos pais (na agricultura, etc.). Apesar de disponibilizarmos documentação solicitando dispensa do trabalho, em muitos casos, isso é inócuo.
Obs. Chegamos a pensar sobre a possibilidade de transferir as provas para o dia de domingo. No entanto, isso foi descartado pois, dada a nossa grande capilaridade (mais de 9 mil centros de aplicação em todo o Brasil), os alunos teriam menores opções de deslocamento nesse dia, o que aumentaria ainda mais a evasão.
3.A questão de locomoção/transporte para os centros de aplicação também contribui para o não comparecimento – muitos alunos não têm condição de custear a passagem para o centro de aplicação – e em outros lugares, a oferta de transporte é precária, principalmente nas zonas rurais. Procuramos sempre organizar os centros de aplicação não muito distantes das escolas dos alunos, mas o agrupamento de várias escolas se faz necessário devido a questões operacionais e de economia de recursos. Temos conseguido em muitos lugares parceria com as secretarias de educação, que disponibilizam transporte escolar para seus alunos no dia da prova. Essa adesão tem aumentado, mas ainda é incipiente.
4.Outro ponto que consideramos crucial é a conscientização dos alunos no sentido de ter o compromisso de comparecimento na 2ª Fase. Pelo fato de não ser um evento obrigatório e também ser realizado na própria escola na 1ª Fase, o aluno não se sente motivado a comparecer na 2ª Fase. Temos muitos relatos de escolas que, antes de enviarem os cartões-resposta dos classificados, orientam seus alunos sobre a importância da olimpíada e da necessidade da preparação para a 2ª Fase. Com isso, os alunos que são selecionados já têm como objetivo a realização da prova e se preparam para isso, comparecendo em sua maioria. Às escolas que têm 100% de presença de seus alunos na 2ª Fase recebem um certificado como reconhecimento de seu esforço. Isso tem sido um elemento motivador e essas escolas tendem a repetir o feito no ano subsequente.
Em 2014 temos como objetivo implantar um projeto de divulgação e conscientização das escolas em todas as UFs. Nossa intenção é levar a grupos de municípios onde a adesão na 2ª Fase é pequena e também onde não há premiações significativas, professores e alunos premiados na OBMEP que partilharão suas experiências na capacitação de seus alunos e no trabalho diário com o ensino da Matemática.
Acreditamos que esses encontros serão muito frutíferos e terão um efeito multiplicador, a partir das experiências iniciais que já tivemos em 2013.