1)
A Unidade Técnica Estadual (UTE) é o principal ente responsável pela execução
do Projeto no respectivo estado, em todos os seus aspectos, incluindo a difusão, o
acompanhamento da elaboração das propostas de financiamento, a tramitação e a
análise destas propostas, a análise e aprovação dos subprojetos de investimentos
comunitários (SIC), a capacitação dos beneficiários e a assistência técnica, as
liberações de recursos e o monitoramento da execução dos projetos pelas
comunidades.
1.18.1 Cabe à UTE:
1)
estruturar e manter em condições satisfatórias de funcionamento, dotando-lhe dos
recursos humanos e materiais capazes de assegurar eficiência, agilidade, e
qualidade adequada à execução do PNCF;
2)
disponibilizar as condições necessárias para a execução do PNCF no Estado,
objetivando o desenvolvimento sustentável das famílias beneficiadas pelo PNCF;
3)
executar o Programa Nacional de Crédito Fundiário em consonância com os
normativos do PNCF;
4)
apoiar a realização dos estudos e dos procedimentos para definição dos limites de
recursos por família;
5)
adotar medidas complementares e necessárias para o alcance dos objetivos do
PNCF;
6)
elaborar o Plano Operativo Anual em parceria com o Movimento Sindical de
trabalhadores e trabalhadoras rurais e agricultura familiar, bem como outras
organizações parceiras;
7)
fiscalizar e controlar internamente o desenvolvimento financeiro do PNCF no
estado;
8)
apoiar o MDA na elaboração das normas gerais de fiscalização dos projetos do
PNCF;
9)
propiciar o apoio aos beneficiários do PNCF em sua organização, na elaboração e
na execução de projetos complementares em particular ao PRONAF A
10)
acompanhar o processo de divulgação do PNCF junto às entidades representantes
dos trabalhadores rurais e comunidades beneficiárias potenciais, conforme
estipulado;
11)
realizar a avaliação técnica e jurídica das propostas de financiamento
apresentadas pelas comunidades e indivíduos interessados, em particular no que
diz respeito à elegibilidade dos beneficiários e dos imóveis e à viabilidade técnica
das propostas, conforme estabelecido neste Manual do PNCF;
12)
supervisionar a execução, por parte dos beneficiários, dos investimentos e
projetos financiados pelo PNCF, bem como a assistência técnica prestada por
técnicos e entidades contratadas pelos beneficiários, assegurando a liberação dos
recursos necessários por parte dos agentes financeiros, em consonância com o
estabelecido nas propostas de financiamento e com as normas do PNCF;
13)
análise técnica do SIC e SIB e autorização da liberação de recursos, conforme
estabelecido no Regulamento Operativo do Fundo de Terras e da Reforma Agrária
e neste manual;
14)
análise e aprovação das prestações de contas apresentadas pelas associações de
trabalhadores rurais beneficiados pelo PNCF nos prazos estipulados conforme os
normativos;
15)
controlar todas as atividades no âmbito do PNCF, em especial as prestações de
contas apresentadas pelas associações de trabalhadores rurais beneficiados pelo
PNCF.
16)
buscar junto ao Estado, apoio aos beneficiários, através dos seus serviços de
assistência técnica e extensão rural, apoio organizacional, gerencial e técnico, bem
como assessoramento na elaboração e na tramitação de projetos de financiamento
para o PRONAF A e outros programas;
17)
buscar, parcerias com as associações de municípios ou agências territoriais de
desenvolvimento, delegando-lhes competências nos casos em que forem
estabelecidos;
18)
divulgar, junto aos beneficiários do PNCF, os demais programas de apoio ao
desenvolvimento da agricultura familiar, de inserção dos jovens ou outros, bem
como identificar as condições para garantir o acesso a estes programas;
19)
contribuir para a mobilização e a capacitação das entidades ou dos técnicos
prestadores de serviços aos beneficiários do PNCF, bem como habilitá-los;
20)
participar dos esforços para o estabelecimento de conselhos territoriais de
desenvolvimento e para a elaboração e a implantação de planos territoriais de
desenvolvimento, que integrem, nos territórios as diversas políticas de
desenvolvimento rural;
21)
subsidiar as decisões do CEDRS sobre todos os assuntos relativos à
implementação do PNCF;
22)
garantir a efetiva participação do Movimento Sindical dos Trabalhadores e
Trabalhadoras Rurais e da agricultura familiar, conforme definido nos MANUAIS
assegurando-lhe, em particular, acesso a todas as informações relativas ao PNCF,
bem como a participação na elaboração e na execução do Plano de Difusão e nos
estudos de avaliação;
23)
tomar as providências administrativas necessárias ao saneamento de
irregularidades, bem como comunicar aos órgãos competentes da necessidade de
intervenção judicial, identificadas durante execução do PNCF.
24)
assegurar a regularização e a revitalização dos projetos contratados com recursos
do fundo de terras e da reforma agrária em conformidade com as Leis e
Normativos específicos;
25)
designar os técnicos que terão acesso aos aplicativos do sistema de informática
disponibilizados pelo MDA ou pelos Agentes Financeiros, que serão devidamente
cadastrados restringindo seu uso às necessidades do serviço, mantendo rígido
controle de segurança das senhas oferecidas pelo MDA ou pelos Agentes
Financeiros;
26)
promover os ajustes técnicos necessários em seus computadores, para possibilitar
a conexão com os computadores dos Agentes Financeiros e do MDA;
27)
adotar as normas definidas pelo PNCF para a operação dos sistemas
disponibilizados pelo MDA ou pelos Agentes Financeiros, em particular as
normas previstas nos Contratos celebrado entre o MDA e o BANCO DO
BRASIL, BANCO DO NORDESTE e CAIXA ECONOMICA FEDERAL.
28)
adequar-se a eventuais alterações nos serviços oferecidos pelo MDA e pelos
Agentes Financeiros em qualquer dos aplicativos do sistema disponibilizados, em
benefício do objeto do Acordo de Cooperação Técnica;
29)
indicar representante para ser cadastrado como Administrador de Segurança
através do Termo de Indicação do Administrador de Segurança da Informação
(Anexo II do Contrato celebrado entre o MDA e o BANCO DO BRASIL,
BANCO DO NORDESTE e CAIXA ECONOMICA FEDERAL, relativo às
normas de operação do Sistemas dos Bancos);
30)
propor as interfaces e interações do PNCF com as políticas públicas para a
juventude e para a agricultura familiar desenvolvidas pelo conjunto do governo
estadual, em particular políticas de desenvolvimento, de formação, de acesso aos
mercados, bem como as políticas sociais e serviços públicos;
31)
apoiar a articulação do PNCF junto às escolas agrotécnicas, e escolas de
aternância bem como com as organizações da juventude do campo existentes no
ESTADO;
32)
adotar o SIG-CF – Sistema de Informações Gerenciais, acompanhando as
constantes evoluções da família de sub sistemas de gestão de informações do
PNCF, e assegurar a sua alimentação de forma que os dados estejam atualizados,
permitindo o adequado monitoramento do PNCF;
33)
adotar os Sistemas e seus aplicativos de Gestão e monitoramento do PNCF
acompanhando suas evoluções;
34)
apoiar as unidades produtivas e as famílias já beneficiadas com recursos do
Fundo de Terras e da Reforma Agrária, bem como elaborar e implementar um
plano de recuperação e regularização destes assentamentos;
35)
alimentar, num prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, o sistema de informações
gerenciais relativos aos projetos financiados pelo Fundo de Terras e da Reforma
Agrária, conforme diretrizes e metodologia do PNCF; e
36)
assegurar a formalização de processos administrativos que deverão conter, na
forma definida pelos normativos do PNCF, todos os documentos e pareceres
indispensáveis à aprovação da proposta de financiamento e ao acompanhamento
da sua execução, bem como aquele objeto de regularização.
1.19 CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL
No documento
PROGRAMA NACIONAL DE CRÉDITO FUNDIÁRIO PNCF
(páginas 63-67)