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2. O DESENVOLVIMENTO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

2.4. A Era Vargas

2.4.2. Universidade: luxo pouco proveitoso

Uma vez instaurado o Estado Novo ditatorial em 1937, Vargas não precisou mais direcionar aos intelectuais e educadores uma retórica conciliadora. Como foi destacado em seção precedente, o pilar econômico do getulismo estava alicerçado na expansão industrial do país, fato que se deu, principalmente, a partir da intervenção do Estado na economia e da criação da indústria pesada nacional de base, como, por exemplo, as estatais Companhia Vale do Rio Doce, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Fábrica Nacional de Motores (FNM), entre outras (GIANNOTTI, V., 2007)18. Por outro lado, a industrialização foi também favorecida pela constrição dos fluxos de capitais externos, cessantes a partir da crise de 1929, e que incentivou a produção manufatureira interna de boa parte dos bens de consumo para a população; a expansão industrial por sua vez, passou a exigir mão-

18 A Companhia Siderúrgica Nacional foi construída com ajuda dos Estados Unidos em troca de apoio militar e de fornecimento de matéria-prima por parte do Brasil durante à Segunda Guerra Mundial (RIBEIRO, D., 1995). A CSN foi viabilizada com os investimentos americanos através do Export-Import Bank (SKIDMORE, 1982).

de-obra qualificada e em elevado número enquanto o processo de urbanização se acentuava (PRADO JR, 1981).

Apesar da criação do Estatuto da Universidade, o ensino superior no período getulista pouco ou nada evoluiu. Pelo contrário, o desmanche da UDF promovido por católicos e burocratas íntimos do fascismo, e sua substituição pela autoritária Universidade do Brasil, sugerem involução no projeto educacional superior, quer seja pela não expansão, quer seja pelo seu teor reacionário. Com o Estado Novo, Vargas passa a privilegiar radicalmente a formação técnica- profissional pré-universitária, destinada à qualificação da mão-de-obra. Entre outros, o exemplo de um discurso proferido em 1940, em São Paulo, quando da formação de uma turma no Instituto Profissional Masculino, é característico dessa posição:

Acredito que o homem conquista, progressivamente, a Natureza pelo trabalho e pela ciência, e, graças a esse processo de apropriação, consegue melhorar o corpo e o espírito, elevando a condição humana e tornando a existência mais digna, No período de evolução em que nos encontramos, a cultura intelectual sem objetivo claro e definido deve ser considerada, entretanto, luxo acessível a poucos indivíduos e de escasso proveito para a coletividade. [...] precisamos formar uma geração de técnicos aptos a resolver os problemas do nosso crescimento e a formular a equação do nosso progresso material, que é, na realidade, a base de todo aperfeiçoamento mental e moral. (VARGAS, 1940, p.165, grifo nosso).

Com as reformas promovidas por Vargas após 1937, o ensino secundário pré-universitário se dividiu em dois ciclos – ginasial (1° ciclo) e colegial (2° ciclo) – cujo objetivo principal passou a ser a condução do aluno para determinadas vocações profissionais, com etapas propedêuticas entre si. O colegial secundário, de tipo propedêutico à universidade, continuou existindo, mas ao seu lado, separados entre si, estavam agora o normal, o agrícola, o industrial e o comercial, cada qual com seus dois ciclos específicos (CUNHA, 2005).

Em comum, o fato de que tais ciclos, dificultavam sobremaneira a mobilidade até o ensino universitário, e mesmo por entre suas distintas especificações, uma vez que a passagem para o estágio seguinte deveria obedecer, necessariamente, o caminho escolhido: o primeiro ciclo agrícola, por exemplo, permitia o ingresso apenas no segundo ciclo agrícola, com a mesma prerrogativa valendo para os demais tipos de cursos. Seguindo a mesma lógica, o passo seguinte, em direção ao ensino superior, deveria ser dado obrigatoriamente por entre o limitado leque de cursos superiores profissionalizantes afins ao curso escolhido (ROMANELLI, 1986). Obviamente, o arrependimento na escolha poderia custar ao aluno a necessidade de reiniciar seus estudos desde o 1° ciclo, ou o abandono dos mesmos pela completa falta de identificação com o ofício escolhido, entre uma miríade de outras possíveis situações desestimulantes.

Aos poucos, os cursos secundários técnicos passaram a ter legislações específicas levemente diferentes entre si, principalmente quanto ao teor das especialidades técnico-profissionais oferecidas. O ensino comercial, por exemplo, dividiu-se em um 1° ciclo básico de 4 anos, no qual se recebia o certificado de auxiliar de comércio, e um 2° ciclo técnico, de 3 anos, que permitia a certificação em uma dentre as especialidades técnicas de secretário, guarda-livros, administrador- vendedor, atuário, ou perito-contador. Seu correspondente superior seria em administração e finanças, que conferiria o título de bacharel em ciências econômicas (CUNHA, 2005). No caso do ensino comercial, o desestímulo ao ingresso em carreiras mais elitizadas era reforçado, ainda, pelo fato de que a carreira superior no comércio tinha a exclusividade de não exigir exame vestibular, ainda que fosse ofertado, em sua maioria, por instituições privadas19 (CUNHA, 2005).

O ensino agrícola, dividiu-se em um básico de 4 anos, que poderia ser complementado com um adicional de 2 anos em um curso de mestria. O segundo ciclo, permitia a formação técnica em 3 anos em uma das seguintes especialidades: agricultura, horticultura, zootecnia, prática veterinária, indústrias agrícolas, laticínios e mecânica agrícola (ROMANELLI, 1986).

19 Mesmo nas instituições mantidas pelo Estado, os estudos eram pagos. Pagava-se matrículas, disciplinas e semestres, além de toda a sorte de documentação que o estudante viesse a requerer da instituição, como diplomas, históricos, etc. (CUNHA, 2007).

O 1° ciclo do curso industrial, também de 4 anos, conduzia aos seguintes correspondentes técnicos de 2° ciclo, todos de 3 anos de duração: mecânica, metalurgia, química, eletrotécnica, eletrônica, entre outros. A formação poderia ser complementada com um ano adicional no 2° ciclo, em um estágio supervisionado na indústria. Como os demais, "a articulação do ensino industrial com os demais graus e ramos se dava de modo a facilitar as entradas e dificultar as saídas" e "a pretensão do concluinte de um curso técnico industrial de cursar uma faculdade era desestimulada pela exigência de vinculação entre a especialidade técnica adquirida e a pretendida no curso superior" (CUNHA, 2005, p.40). Se, nos demais cursos técnicos a escolha do curso superior já se encontrava restrita pela exigência de afinidade, no técnico industrial a restrição ganhava em dramaticidade, dado à necessidade de vincular o ensino superior à especialidade (BRASIL, 1942). Por exemplo, o técnico em química só poderia ingressar em um curso superior de química ou equivalente20. Por fim, em todos os cursos secundários técnicos havia, ainda, a possibilidade de formação pedagógica específica com mais um ano adicional, cujo objetivo era suprir o quadro de professores e de técnicos administrativos das próprias escolas técnicas.

No getulismo, vis-à-vis os elementos trazidos pelo "DNA" histórico de outros períodos – a ênfase na conformidade religiosa e moral do período colonial, a predileção pela formação profissional utilitária, e a aversão ou pouco empenho na edificação da universidade no país – incorpora-se a acentuação da divisão de classe pela via educacional através do ensino técnico-profissionalizante antes do grau superior: às camadas pobres e proletárias da sociedade só o ensino técnico, de formação de mão-de-obra farta e qualificada, seria redentora do caráter elitista do ensino superior até então vigente. Do seu particular combate ao bacharelismo, e de seu entendimento de que os brasileiros não "só aspiram ser doutores e empregados públicos", a solução, para Vargas, era a intensificação do ofício, das "escolas de fábrica" (VARGAS, 1940, p.167), dos cursos técnico-agrícola e dos cursos técnico-

20 De acordo com o texto do Decreto-Lei n° 4.073/1942: "III. É assegurada aos portadores de diploma conferido em virtude de conclusão de curso técnico a possibilidade de ingresso em estabelecimento de ensino superior, para matrícula em curso diretamente relacionado com o curso técnico concluido, verificada a satisfação das condições de preparo, determinadas pela legislação competente." (BRASIL, 1942, n.d).

comercial (CUNHA, 2005), da limitação, enfim, das possibilidades profissionais e de formação educacional superior mediante a pertença de classe.

A redução em um nível à formação técnico-profissional foi a solução de Vargas para a qualificação em massa da mão-de-obra demandada pelo ritmo mais intenso de industrialização e urbanização. Ao mesmo tempo, o ensino técnico rural cumpriria a função de represar a fuga do campo com o conseqüente inchaço das cidades (CUNHA, 2005). Essa intensa industrialização do país no período getulista levou a um grande salto no número de operários empregados. Passou-se de pouco menos de 300.000 trabalhadores na indústria no início da década de 1920, para mais de um milhão (1.000.000) de trabalhadores em fins do seu governo (Figuras 1 e 2)21; para que se tenha uma idéia da dimensão desses dados, basta dizer que a população do município do Rio de Janeiro, capital e maior cidade do país à época, era de pouco mais de um milhão e setecentos mil habitantes (1.700.000), enquanto São Paulo, berço dessa industrialização, possuía pouco mais de um milhão e trezentos mil habitantes (1.300.000) (Figura 3).

0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 1907 1912 1920

Pessoal ocupado na indústria versus datas dos inquéritos industriais

Figura 1: pessoal ocupado na indústria nas datas dos inquéritos industriais.

21 Existe um período descoberto pelas estatísticas oficias relativas ao pessoal ocupado na indústria nacional, tanto no IBGE quando no IPEA (que utiliza outras fontes além do IBGE). Esse período compreende aproximadamente duas décadas, entre 1920 e 1939. Entretanto, o salto perceptível por entre os períodos é suficiente para o argumento que se pretende demonstrar aqui. A mesma deficiência ocorre em relação à existência de dados demográficos relativos às taxas de urbanização do país, com as séries históricas do IBGE iniciando a partir de 1940.

Fonte: Inquéritos Industriais, 1907,1912 e Censo 1920. Tabela extraída de: Estatísticas do Século XX. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.

0 200.000 400.000 600.000 800.000 1.000.000 1.200.000 1.400.000 1939 1949

pessoal ocupado na indústria nas datas de realização dos censos industriais

Figura 2: pessoal ocupado na indústria nas datas de realização dos censos industriais.

Fonte: IBGE, Censo Industrial de 1940/1985. Tabela extraída de: Estatísticas do Século XX. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.

0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 1872 1890 1900 1920 1940

População nos Municípios nas Datas de Realização dos Censos

Rio de Janeiro São Paulo

Figura 3: população dos municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo nas datas de realização dos censos demográficos.

Fonte: Recenseamento do Brazil 1872-1920. Rio de Janeiro: Directoria Geral de Estatística, 1872-1930; e IBGE, Censo Demográfico 1940/2010. Até 1991, tabela extraída de: IBGE, Estatísticas do Século XX. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.

Essa leva de trabalhadores agregados à indústria demandava ajustamentos ao trabalho fabril tanto em relação à qualificação quanto em relação à disciplina. A disciplinarização exigia, em particular, a dissolução do movimento operário organizado, levando Vargas à utilização de fortes mecanismo repressivos e coercitivos, quer seja pelo uso da força do aparelho estatal, quer seja através da imposição de leis, quer seja pelo aparelhamento de sindicatos pelegos (TRAGTENBERG, 2009; GIANNOTTI, V., 2007).

O fascismo tal como se sabe, não abre mão de sua aliança com os setores produtivos, principalmente o industrial. Nesses termos, uma classe trabalhadora organizada e combativa seria não mais do que um obstáculo indigesto para essa aliança e para o projeto de país industrializado do getulismo. Ainda que o fascismo varguista possa ser re-significado historicamente como sendo de tipo conciliador, talvez surgindo em doses homeopáticas ao longo do seu governo, e sendo considerado um episódio menor ante sua figura de grande estadista, como lembra Bresser-Pereira (2009), não se pode perder de vista esse forçoso elemento de ajuste social das camadas trabalhadores às necessidades da classe industrial e de uma acumulação de capital por parte das classes dominantes com amplo patrocínio do Estado.

Em relação à qualificação, como se viu, a Era Vargas acentua uma divisão elitista na formação educacional do país, colocando ênfase na qualificação técnica e laboral para o exercício da mão-de-obra, ao passo que mantém fechadas – ou mais estreitas – as possibilidades das classes trabalhadoras de ingressarem na educação superior. Essa, por sua vez, continuou seu legado histórico do período monarquista, com forte ênfase utilitarista e baseada em escolas técnicas isoladas. Ainda que a universidade finalmente se materializasse nas experiências, agora mais sólidas, da USP e da incursão breve da UDF, e ainda que houvesse, finalmente, a institucionalização de um estatuto para a universidade, o getulismo não

representava, de forma nenhuma, a expansão do ensino universitário no país. Poucos movimentos, de fato, são percebidos no ensino superior após a instauração do Estado Novo. De mais expressivo, tem-se que:

O Decreto-Lei nº 6.155, de 30 de Dezembro de 1943, que reorganiza o Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas, do Ministério da Agricultura (CNEPA), originalmente instituído em 1938, e estabelece a criação da Universidade Rural (BRASIL, 1943) a partir da reunião das Escola Nacional de Agronomia e Escola Nacional de Veterinária, no que viria a se transformar futuramente na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) (UFRRJ, n.d);

E o Decreto-Lei nº 6.693, de 14 de julho de 1944, que autoriza a criação de uma entidade que iria se ocupar "[...] do estudo da organização racional do trabalho e do preparo de pessoal para as administrações pública e privada" (BRASIL, 1946, p.12.462), proporcionando as bases para a criação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também no Rio de Janeiro, no dia 20 de dezembro do mesmo ano (D'ARAUJO, 1999).

A FGV foi criada com o objetivo inicial de dar continuidade ao projeto de racionalização da administração pública elaborado por Vargas em 1938 quando da criação do DASP – Departamento Administrativo do Serviço Público. O propósito do DASP era o de ser uma espécie de bureau, um órgão administrativo central, de caráter operacional e de controle e ligado diretamente ao poder executivo (BERCOVICI, 2010). De forte inspiração taylorista, o DASP se ocupou da reestruturação da administração pública elaborando e controlando orçamentos, e racionalizando a seleção e o aperfeiçoamento de pessoal para os órgãos públicos ao longo do Estado Novo (VIZEU, 2008).

Essa ligação entre FGV e DASP passa diretamente pelas relações entre Vargas e o então presidente do DASP, Luiz Simões Lopes. Em um depoimento, Lopes atribui a criação da FGV a uma preocupação com relação ao destino do departamento em uma possível saída de Vargas do comando do país:

Surgiu então a idéia de criar uma instituição, e eu disse ao dr. Getúlio: 'Acho que não devemos estabelecer desde já o tipo de

organização que vamos criar. Vamos fazer uma coisa cheia de nuances, que possa mudar de um lado para o outro. Proponho que o senhor faça um decreto autorizando o presidente do Dasp a promover a criação de uma instituição com tais e tais fins, mas deixando a forma, a estrutura da instituição, um pouco vaga'. O dr. Getúlio assinou esse decreto, elaborado por nós, com uma autorização tão ampla que eu podia escolher a forma que quisesse. (ORIGENS, 1999, p.13).

De fato, o Decreto é bastante enfático quando ao papel do então presidente do DASP na elaboração e criação da FGV, e deixa isso claro em todos os seu poucos artigos:

Art. 1º O Presidente do Departamento Administrativo do Serviço Público fica autorizado a promover a criação de uma entidade [...]; Art. 2º O Presidente do Departamento Administrativo do Serviço Público designará uma Comissão para auxiliá-lo [...];

Art. 3º O Presidente do D.A.S.P. representará o Govêrno Federal nos atos de constituição da entidade. (BRASIL, 1944, p.12.462)

Apesar do espaço que a Fundação Getúlio Vargas iria ocupar na educação superior e na formação de pesquisadores no país, de ampla legitimação e reconhecimento social, sua motivação inicial não foi, sem dúvida, a formação universitária ampla, mas sim circunscrita a um aspecto utilitarista de formação de quadros qualificados à burocracia estatal. A expansão quantitativa relevante do ensino superior em universidades só iria acontecer ao longo da década seguinte, com o fim do Estado Novo e com o espaço relativamente pequeno de reabertura democrática da República Populista. Nesse "novo" período, aliás, se criam, também, as duas principais instituições federais de planejamento, fiscalização e fomento da pesquisa e da pós-graduação no país, o CNPQ e a CAPES.

O Quadro 1, apresentado a seguir, sintetiza os principais movimentos e características da condução da política educacional desde o período colonial até fins da Era Vargas. O objetivo do quadro é de apenas organizar a apresentação dos resultados, evidenciando o lento progresso na constituição do ensino superior no país até então.

Período Histórico Diretriz Política Geral para o Ensino Superior

Marcos Regulatórios Instituições de Ensino Superior Relevantes Brasil Colônia (1530- 1815) Nenhuma, limitando-se à manutenção do subjugo ideológico à metrópole, e ao ensino escolástico secundarista

Ratio Studiorum  Univ. de Coimbra

Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves (chegada do Reino ao Brasil em 1808, elevação à condição de Reino Unido em 1815-1822) Profissionalização de elite qualificada para o quadro burocrático estatal e para o exercício de profissões liberais Nenhum, limitando-se a decretos reais isolados para a criação de escolas específicas

 E. de Cir. Anat. - BA  Esc. Anat., Cir. e

Médica - RJ  A. de Guarda-

Marinha - RJ  A. Militar - RJ  Real Acad. de Pint.,

Escult. e Arq. - RJ Império do Brasil (1822-1889) Nenhuma, limitando-se à continuidade lenta iniciada no período anterior Congresso de Instrução de 1882, e a consistência em rechaçar os projetos de universidade  Fac. Dir. de SP  Fac. Dir. de Olinda  Imp. Col. Pedro II  Esc. de Minas e Met. de O. Preto Primeira República (1890-1930) Institucionalização do ensino-livre, de inspiração positivista Decreto 11.530/1915 Reforma Rivadávia  Univ. de Manaus  Univ. do Paraná  Univ. de São Paulo  Univ. do RJ

 Univ. de MG

Era Vargas (1930- 1945)

Formação de mão-de- obra qualificada para a industrialização emergente Estatuto da Universidade  USP  UDF  Univ. de P. Alegre  UFRRJ

Quadro 1: síntese das características principais do ensino superior no Brasil desde a Colônia até fins da Era Vargas.