• Nenhum resultado encontrado

ABREVIATURAS Ai Apoio Invertido

CP Faltas Gerais/

2.4.3. Aparelhos 1 Saltos

2.4.3.3. Trave Olímpica

2.4.3.4.5. Valores dos elementos de dificuldade no Solo nos CP 2001 e

Quadro 41: Valor dos elementos gímnicos e pivots no solo nos CP 2001 e 2006

Valor

Grupos Descrição do elemento Símbolo

(C. 2001) (C. 2006)

102. Salto de espargata transversal ou lateral, também

com 1/2 volta (180°). B A

202. Salto de espargata com 1/1volta (360º). C B

103. Salto engrupado afastando os mi em grande

afastamento antero-posterior durante o voo. B A

103. Salto enjambé atrás com chamada a um pé com

¼ ou ½ volta (90º ou 180º) (jeté en tournant). B A

106. Salto de carpa ½ volta (180º) para apoio ventral. B A

107. Salto de carpa com os MI afastados, também com

½ volta (180º). B A

108. Salto de carpa com os mi afastados para apoio

ventral (Schuschunova), também com ½ volta (180º). B A

207. Salto de carpa com os MI afastados com 1/1 volta

(360º) (Popa). C B

208. Salto de carpa com os mi afastados com 1/1 volta

(360º) para apoio ventral. C B

208. Saltar à horizontal com 1 ½ volta (540º), mi unidos

para apoio ventral. C B

109. Salto de anel (pé de trás à altura da cabeça,

cabeça inclinada atrás). B A

109. Salto anel ou salto com um mi estendido e o outro flectido atrás (o mi de trás à altura da cabeça, cabeça inclinada atrás).

B A 110. Salto em extensão com 1 ½ volta (540°),

chamada a 2 pés. B A

209. Salto de cadete para posição selada com um mi estendido e o outro flectido atrás (Boucher) pé de trás à altura da cabeça, cabeça inclinada atrás.

C B 210. Salto em extensão com 2/1 voltas (720º°),

chamada a 2 pés. C B

111. Salto de gato com 1/1 volta (360°), joelhos à

horizontal. B A

112. Salto cadete para prancha facial (avião). B A

211. Salto de gato com 1 ½ volta (540°) (Garrison),

joelhos à horizontal. C B

I

211. Salto de gato com 2/1 voltas (720º) (Benten),

113. Salto engrupado com 1/1 volta (360°), joelhos à

horizontal. B A

213. Salto engrupado com 1 ½ voltas (540°), chamada

a dois pés. C B

213. Salto engrupado com 2/1 voltas (720º), também

para apoio facial (Ziganshiva). D B

214. Salto engrupado (um mi estendido à horizontal, à

frente com 1 ½ volta (540°). C B

314. Salto engrupado com uma perna estendida à

frente com 2/1 voltas (720°). D C

201. Pivot/giro com 2/1 volta (720°) sobre um mi – mi

livre à vontade abaixo da horizontal. C B

301. Pivot/giro com 3/1 (1080°) sobre um mi – mi livre

à vontade abaixo da horizontal. D C

302. Pivot/giro com 2/1 voltas (720°) com o mi livre à

horizontal desde o início até ao fim da rotação. D C

304. Pivot/giro com 2/1 volta (720°) sobre um mi, para

prancha facial (avião) (2 seg.). D C

107. Pivot/giro com 1/1 volta (360°) em posição

engrupada sobre um mi livre à vontade. B A

307. Pivot/giro com 2/1 voltas (720°) em posição

engrupada sobre um mi – mi livre à vontade. D C

208. Duplos círculos de pernas afastadas (Homma). C B

II

206. Saltar à frente com ½ volta (180º) – mortal atrás

empranchado. C B

Neste aparelho, dos vinte e quatro saltos gímnicos e oito pivots que sofreram alterações, todos eles tiveram descida de valor, havendo assim uma desvalorização destes elementos. Este facto, vai de encontro à “mítica” gímnica desta modalidade e o que mais a caracteriza: os elementos acrobáticos – em detrimento dos gímnicos. Estes últimos, no CP anterior, estavam a ser demasiadamente valorizados, influenciando desta forma, a escolha dos elementos de composição e de elaboração dos exercícios na trave e no solo. Anteriormente, os treinadores e atletas (com base no CP de 2001) utilizavam mais os elementos gímnicos, por uma questão de segurança e até mesmo de facilidade, desvalorizando, indirectamente, os elementos acrobáticos. A espectacularidade deverá estar presente em todas as competições e encontros gímnicos e isso só se consegue privilegiando a harmonia entre os elementos acrobáticos e os gímnicos. Mas este facto, não invalida, a extrema necessidade de realizar os exercícios com segurança e consciência das capacidades e limitações de cada ginasta, tentando ultrapassar os seus limites

e atingir performances inesquecíveis e de extrema beleza, que provoquem o fascínio, admiração e respeito por esta tão exigente modalidade.

Foram também retirados deste código os pivots acrescidos de meia rotação, logo, no caso de uma ginasta executar, por exemplo, um duplo pivot e meio, este é contabilizado com o valor de um duplo pivot.

Quadro 42: Valor dos elementos acrobáticos no solo nos CP 2001 e 2006

Valor

Grupos Descrição do elemento Símbolo

(C. 2001) (C. 2006) VI (C. 2001)

IV (C. 2006)

201. Mortal à frente engrupado ou encarpado com ½

pirueta (180º). A B

601. Mortal à retaguarda empranchado com 3 ½

piruetas (1260°). E F

204. “Tempo” com ½ pirueta (180°). A B

702. Duplo mortal à retaguarda, engrupado com 2/1

piruetas (720°) (Silivas). Super E G

603. Duplo mortal atrás empranchado. E F

603. Duplo mortal atrás empranchado com 1/1

pirueta (360º) (Tchusovitina). Super E G

V (C. 2001) VI (C. 2006)

206. Saltar à frente com ½ volta (180º) – mortal atrás

empranchado. C B

Pela análise do Quadro 42, verificamos que nos elementos acrobáticos com mortais, sete sofreram alterações e, ao contrário do que sucedeu nos elementos gímnicos, só um dos elementos teve descida de valor, tendo havido um aumento nos restantes, facto que vai de encontro ao que anteriormente foi referido e defendido. Estas subidas de valor, vêm orientar e influenciar a escolha e inclusão de um maior número de elementos acrobáticos com mortais, que irão valorizar o conjunto do exercício.

Esta alteração vai privilegiar a dificuldade, que se constitui como um dos factores fundamentais para distinguir de forma mais justa e clara, as várias ginastas. De acordo com as regras do CP 2001 (Federação Internacional de Ginástica, 2001) a valorização de certos elementos levava a que se cumprissem facilmente a maior parte das exigências, o que não permitia valorizar as melhores ginastas.

Com este novo código, além de se valorizar quem realiza elementos acrobáticos de maior dificuldade e em maior número, também se destaca a ginasta que realiza o menor número de falhas possíveis, pois as penalizações prejudicam claramente o resultado final do exercício. Estes factores têm-se evidenciado claramente nas actuais competições e ditam o futuro e a tendência da GAF.

No CP de 2006, se os mortais com rotações longitudinais (piruetas) não terminarem correctamente, são considerados os elementos abaixo e por consequência diminuem de valor, como, por exemplo, uma tripla pirueta (rotação no eixo longitudinal de 1080º) executada com uma rotação incompleta, passa a ser considerada dupla pirueta e meia (rotação no eixo longitudinal de 900º), sendo consequentemente desvalorizada (de elemento E passa a D).

Como verificamos na trave, também no solo alguns elementos de base foram retirados, como o é caso dos rolamentos à retaguarda para apoio invertido, a roda, os saltos engrupados e os saltos

de gato que não constam no CP 2006.