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1 Verifica-se, contudo, que o presente agravo foi dirigido à

No documento EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL (páginas 115-117)

Turma Nacional de Uniformização. Ausente, portanto, o pressuposto recursal de cabimento, tendo em vista que da decisão que inadmite o incidente de uniformização regional seria cabível agravo para o Pre- sidente da Turma Regional de Uniformização (art. 67, § 4º, da Re- solução 344/08 do TRF da 3ª Região).

Ante o exposto, com fundamento no art. 7º, VII, c, do RIT- NU, não conheço do agravo.

Intimem-se.

Brasília, 30 de outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0010150-56.2007.4.03.6311

ORIGEM: SP - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO REQUERENTE: WILSON RIBEIRO SIGNORE

PROC./ADV.: JOSÉ HENRIQUE COELHO OAB: SP-132 186

REQUERIDO (A): FAZENDA NACIONAL

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL

DECISÃO

Trata-se, na origem, de pedido de repetição de indébito jul- gado improcedente, o que foi mantido pela Turma Recursal.

Inconformada, a parte autora formulou pedido de unifor- mização regional, nos termos do art. 14, § 1º, da Lei 10.259/01.

Inadmitido pelo Presidente da Turma Recursal da Seção Ju- diciária de São Paulo, a parte requerente interpôs agravo para a Turma Nacional de Uniformização e os autos para esta foram re- metidos.

Decido.

O incidente de uniformização foi dirigido à Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, com fundamento no artigo 14, §1º, da Lei 10.259/01, ou seja, trata-se de Pedido de Uniformização Re- gional inadmitido na origem.

Verifica-se, contudo, que o presente agravo foi dirigido à Turma Nacional de Uniformização. Ausente, portanto, o pressuposto recursal de cabimento, tendo em vista que da decisão que inadmite o incidente de uniformização regional seria cabível agravo para o Pre- sidente da Turma Regional de Uniformização (art. 67, § 4º, da Re- solução 344/08 do TRF da 3ª Região).

Ante o exposto, com fundamento no art. 7º, VII, c, do RIT- NU, não conheço do agravo.

Intimem-se.

Brasília, 30 de outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0007619-60.2008.4.03.6311

ORIGEM: SP - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO REQUERENTE: MAURY RODRIGUES

PROC./ADV.: JOSÉ HENRIQUE COELHO OAB: SP-132 186

REQUERIDO (A): FAZENDA NACIONAL

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL

DECISÃO

Trata-se, na origem, de pedido de repetição de indébito jul- gado improcedente, o que foi mantido pela Turma Recursal.

Inconformada, a parte autora formulou pedido de unifor- mização regional, nos termos do art. 14, § 1º, da Lei 10.259/01.

Inadmitido pelo Presidente da Turma Recursal da Seção Ju- diciária de São Paulo, a parte requerente interpôs agravo para a Turma Nacional de Uniformização e os autos para esta foram re- metidos.

Decido.

O incidente de uniformização foi dirigido à Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, com fundamento no artigo 14, §1º, da Lei 10.259/01, ou seja, trata-se de Pedido de Uniformização Re- gional inadmitido na origem.

Verifica-se, contudo, que o presente agravo foi dirigido à Turma Nacional de Uniformização. Ausente, portanto, o pressuposto recursal de cabimento, tendo em vista que da decisão que inadmite o incidente de uniformização regional seria cabível agravo para o Pre- sidente da Turma Regional de Uniformização (art. 67, § 4º, da Re- solução 344/08 do TRF da 3ª Região).

Ante o exposto, com fundamento no art. 7º, VII, c, do RIT- NU, não conheço do agravo.

Intimem-se.

Brasília, 30 de outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0001392-54.2008.4.03.6311

ORIGEM: SP - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO REQUERENTE: MIRIAM ELISEU DE MATOS

PROC./ADV.: JOSÉ HENRIQUE COELHO OAB: SP-132 186

REQUERIDO (A): FAZENDA NACIONAL

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL

DECISÃO

Trata-se, na origem, de pedido de repetição de indébito jul- gado improcedente, o que foi mantido pela Turma Recursal.

Inconformada, a parte autora formulou pedido de unifor- mização regional, nos termos do art. 14, § 1º, da Lei 10.259/01.

Inadmitido pelo Presidente da Turma Recursal da Seção Ju- diciária de São Paulo, a parte requerente interpôs agravo para a Turma Nacional de Uniformização e os autos para esta foram re- metidos.

Decido.

O incidente de uniformização foi dirigido à Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, com fundamento no artigo 14, §1º, da Lei 10.259/01, ou seja, trata-se de Pedido de Uniformização Re- gional inadmitido na origem.

Verifica-se, contudo, que o presente agravo foi dirigido à Turma Nacional de Uniformização. Ausente, portanto, o pressuposto recursal de cabimento, tendo em vista que da decisão que inadmite o incidente de uniformização regional seria cabível agravo para o Pre- sidente da Turma Regional de Uniformização (art. 67, § 4º, da Re- solução 344/08 do TRF da 3ª Região).

Ante o exposto, com fundamento no art. 7º, VII, c, do RIT- NU, não conheço do agravo.

Intimem-se.

Brasília, 30 de outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 5000813-85.2013.4.04.7000

ORIGEM: PR- SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ EMBARGANTE: FAZENDA NACIONAL

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PFN

EMBARGADO (A): JOSÉ ANTÔNIO SOARES PRESTES PROC./ADV.: ADRIANA FRAZÃO DA SILVA OAB: PR - 31.413

DECISÃO

Trata-se de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional de decisão que negou provimento a agravo interposto contra decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional, com fundamento na Questão de Ordem 13/TNU.

Sustenta a parte embargante que o acórdão impugnado não se pronunciou sobre recente precedente da TNU (PEDILEF 2006.70.50.0074890, DJ 7/10/11), que acolhe a pretensão da Fa- zenda.

Requer, assim, o acolhimento dos embargos para que seja suprido o vício apontado.

Sem impugnação. Decido.

Assiste razão à parte embargante.

Nos termos do art. 535 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração prestam-se a sanar obscuridade, contradição ou omissão eventualmente existentes no julgado.

Em caso análogo, esta TNU, no julgamento do PEDILEF 2006.70.50.0074890, acolheu os embargos da Fazenda Nacional, nos seguintes termos:

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS. ACÓR- DÃO OMISSO QUANTO À FORMA DE CÁLCULO DO INDÉ- BITO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE SOBRE FÉRIAS NÃO GOZADAS E RESPECTIVO TERÇO CONSTITUCIONAL. NO MÉRITO, O PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO MERECE SER CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO, NOS TERMOS DA JURISPRUDÊNCIA DO STJ, PARA RESGUARDAR O DIREITO DA FAZENDA PÚBLICA DE ABATER DOS VALORES A SEREM RESTITUÍDOS EVENTUAIS DIFERENÇAS EM SEU FAVOR EN- CONTRADAS NO RESULTADO FINAL DAS DECLARAÇÕES DE AJUSTE, EM DECORRÊNCIA DE SEU REPROCESSAMEN- TO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS COM EFEI- TOS INFRINGENTES. PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO CONHE- CIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.

Depreende-se, dessa forma, que ocorreu o vício alegado, razão pela qual devem ser atribuídos excepcionais efeitos infringentes aos embargos, para dar parcial provimento ao pedido de uniformi- zação, a fim de "resguardar o direito da Fazenda Pública de abater dos valores a serem restituídos eventuais diferenças em seu favor encontradas no resultado final das declarações de ajuste, em de- corrência de seu reprocessamento".

Ante o exposto, acolho os embargos de declaração, com efeitos modificativos, para conhecer e dar parcial provimento ao pe- dido de uniformização.

Intimem-se.

Brasília, 3 de outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 5001600-03.2012.4.04.7113

ORIGEM: RS - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL

REQUERENTE: FAZENDA NACIONAL

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL

REQUERIDO (A): ELON LOURES XAVIER

PROC./ADV.: LÚCIO FERNANDES FURTADOOAB: RS- 65.084

DECISÃO

Trata-se de agravo interposto de decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela Fazenda Nacional, pretendendo a reforma de acórdão oriundo de Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul.

A Turma de origem negou provimento ao recurso da Fa- zenda Nacional, mantendo a sentença que julgou procedente o pedido inicial para reconhecer indevida a incidência do imposto de renda sobre os juros moratórios e condenar a parte ré à restituição dos valores pagos indevidamente.

Sustenta a parte requerente que o acórdão recorrido diverge da jurisprudência do STJ, proferida no REsp 1.227.133/RS, segundo a qual, em regra, "incide imposto de renda sobre juros de mora, salvo quando decorrerem de verbas trabalhistas de natureza indenizatória recebidas no contexto da despedida/rescisão do contrato de trabalho, fixadas em decisão judicial". Aduz, ainda, que, no caso em apreço, os juros moratórios são provenientes de decisão judicial e administrativa relativa à verba trabalhista, razão por que deve incidir imposto de renda.

Decido.

O recurso não merece prosperar.

Com efeito, verifica-se que, no caso em exame, a matéria relativa à natureza das verbas trabalhistas acolhidas na decisão ju- dicial não foi objeto de discussão nas instâncias ordinárias, motivo pelo qual não pode ser examinada por esta TNU. Incide, à espécie, a Questão de Ordem 10/TNU que dispõe: "Não cabe o incidente de uniformização quando a parte que o deduz apresenta tese jurídica inovadora, não ventilada nas fases anteriores do processo e sobre a qual não se pronunciou expressamente a Turma Recursal no acórdão recorrido".

Ademais, da análise do julgamento proferido no REsp 1.227.133/RS pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso repetitivo e dos posteriores embargos decla- ratórios, observa-se que a tese ora trazida pela requerente sequer foi objeto de discussão naquela Corte Superior, razão porque não pode ser suscitada como conclusão do referido julgamento. Ao contrário, o que restou nele definido é que são isentos de imposto de renda os juros moratórios na hipótese de despedida ou rescisão do contrato de trabalho, em reclamatórias trabalhistas.

Ante o exposto, com base no art. 7º, VII, c, do RITNU, nego provimento ao agravo.

Intimem-se.

Brasília, 17 de setembro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

P R O C E S S O : 5 0 3 2 3 3 7 - 6 2 . 2 0 11 . 4 . 0 4 . 7 1 0 0

ORIGEM: RS - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL

REQUERENTE: FAZENDA NACIONAL

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL

REQUERIDO (A): DÉBORA DOS SANTOS MENDES PROC./ADV.: LIZE KAYSER OAB: RS-40 800

DECISÃO

Trata-se de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional de decisão que negou provimento a agravo interposto contra decisão que determinou a devolução dos autos à Turma de origem para aplicação do entendimento consolidado no REsp 1.227.133/RS, complementado pelo REsp 1.089.720/RS.

A parte embargante requer, em síntese, seja integrada a de- cisão a fim de que se determine a aplicação, pela Turma de origem ou mesmo pela TNU, do entendimento já firmado pela Primeira Seção do STJ em sede de recurso representativo da controvérsia (REsp 1.227.133/RS), no sentido de se afastar a incidência de imposto de renda dos juros de mora devidos no presente caso.

Apresentada impugnação pela parte requerida. Decido.

Sem razão a parte embargante.

Nos termos do art. 535 do Código de Processo Civil, os embargos de declaração prestam-se a sanar obscuridade, contradição ou omissão eventualmente existentes no julgado.

O Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 1.227.133/MG, complementado pelo REsp 1.089.720/RS, consolidou o entendimento no sentido de que, em regra, incide imposto de renda sobre os juros de mora, a teor do art. 16, caput e parágrafo único, da Lei 4.506/64. Entretanto, não incidirá imposto de renda nas seguintes hipóteses: a) nos juros de mora relativos a valores pagos no caso de despedida ou rescisão do contrato de trabalho; e b) quando a verba principal for isenta ou não sujeita à incidência do tributo.

No caso dos autos, não incide imposto de renda sobre juros de mora recebidos em razão do pagamento em atraso de verbas trabalhistas decorrentes de rescisão do contrato de trabalho, porquanto o acessório (juros de mora) segue a sorte do principal (verbas pre- videnciárias).

COMERCIALIZAÇÃO PROIBIDA POR TERCEIROS

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html , Documento assinado digitalmente conforme MP no-2.200-2 de 24/08/2001, que institui a

A Turma Nacional, por sua vez, determinou a devolução dos autos à Turma de origem para adequação do julgado ao entendimento pacificado pelo STJ.

Depreende-se, dessa forma, que não ocorreu o vício alegado, mas busca a parte embargante apenas o reexame da causa com a atribuição de efeitos infringentes ao recurso, o que é inviável em sede de embargos de declaração.

Doutrina e jurisprudência admitem a modificação do acórdão por meio dos embargos de declaração, não obstante eles produzam, em regra, tão somente, efeito integrativo. No entanto, essa possi- bilidade de atribuição de efeitos infringentes ou modificativos so- brevém como resultado da presença dos vícios que ensejam sua in- terposição, o que não ocorreu na espécie.

Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. Intimem-se.

Brasília, 24 de outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 5038639-48.2013.4.04.7000

ORIGEM: PR - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ REQUERENTE: FAZENDA NACIONAL

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL

REQUERIDO (A): SANDRA MARA VELLO LAMBACH PROC./ADV.: BRUNA MARINA MENEGALE BOGU- CHESKI OAB: PR-38285

D E S PA C H O

Trata-se, na origem, de pedido de repetição de indébito que foi julgado procedente, o que foi mantido pela Turma de origem.

Inconformado, a União (Fazenda Nacional) formulou dois pedidos de uniformização, sendo um regional e outro nacional.

Após ambos pedidos terem sido inadmitidos pelo Presidente da 2ª Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná, a parte re- querente interpôs agravo para as turmas regional e nacional.

Entretanto, os autos foram remetidos para a Turma Nacional de Uniformização.

Destarte, incide a Questão de Ordem 28/TNU, que dispõe que, havendo interposição simultânea de incidentes de uniformização dirigidos à Turma Regional de Uniformização e à Turma Nacional, será julgado, em primeiro lugar, o incidente dirigido à Turma Re- gional.

Desse modo, determino a remessa dos autos à origem para o prosseguimento do feito.

Intimem-se.

Brasília, 25 outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0001865-06.2009.4.03.6311

ORIGEM: SP - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO REQUERENTE: CARLOS ROBERTO PEREIRA DE SOU- ZA

PROC./ADV.: JOSÉ HENRIQUE COELHO OAB: SP-132 186

REQUERIDO (A): FAZENDA NACIONAL

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL

DECISÃO

Trata-se, na origem, de pedido de repetição de indébito jul- gado improcedente, o que foi mantido pela Turma Recursal.

Inconformada, a parte autora formulou pedido de unifor- mização regional, nos termos do art. 14, § 1º, da Lei 10.259/01.

Inadmitido pelo Presidente da Turma Recursal da Seção Ju- diciária de São Paulo, a parte requerente interpôs agravo para a Turma Nacional de Uniformização e os autos para esta foram re- metidos.

Decido.

O incidente de uniformização foi dirigido à Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, com fundamento no artigo 14, §1º, da Lei 10.259/01, ou seja, trata-se de Pedido de Uniformização Re- gional inadmitido na origem.

Verifica-se, contudo, que o presente agravo foi dirigido à Turma Nacional de Uniformização. Ausente, portanto, o pressuposto recursal de cabimento, tendo em vista que da decisão que inadmite o incidente de uniformização regional seria cabível agravo para o Pre- sidente da Turma Regional de Uniformização (art. 67, § 4º, da Re- solução 344/08 do TRF da 3ª Região).

Ante o exposto, com fundamento no art. 7º, VII, c, do RIT- NU, não conheço do agravo.

Intimem-se.

Brasília, 29 de outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0510316-25.2010.4.05.8201

ORIGEM: PB - SEÇÃO JUDICIÁRIA DA PARAÍBA REQUERENTE: ITAYNARA BARBOSA ARAÚJO PROC./ADV.: MARCOS ANTÔNIO INACIO DA SIL- VAOAB: CE 20.417-A

REQUERIDO (A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

Trata-se de agravo interposto de decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte autora, pre- tendendo a reforma de acórdão da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária da Paraíba.

A Turma Recursal manteve a sentença que julgou impro- cedente o pedido inicial de concessão do benefício assistencial.

Sustenta a parte requerente que o acórdão recorrido diver- gente da jurisprudência do STJ e de Turmas Recursais de outras regiões no sentido de que é possível a utilização de outros meios para averiguação concreta da renda familiar

O Ministério Público Federal opinou pelo provimento do incidente.

Decido.

Razão assiste à parte requerente.

O STJ, por sua Terceira Seção, assentou no julgamento do REsp 1.112.557/MG, representativo da controvérsia, que a limitação do valor da renda per capita familiar não deve ser considerada como a única forma de se comprovar que a pessoa não possui outros meios para prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, pois é apenas um elemento objetivo para se aferir a necessidade, ou seja, presume-se absolutamente a miserabilidade quando comprovada a renda per capita inferior a 1/4 do salário mínimo.

Outrossim, incide, à espécie, a Questão de Ordem 20/TNU: "Se a Turma Nacional decidir que o incidente de uniformização deva ser conhecido e provido no que toca a matéria de direito e se tal conclusão importar na necessidade de exame de provas sobre matéria de fato, que foram requeridas e não produzidas, ou foram produzidas e não apreciadas pelas instâncias inferiores, a sentença ou acórdão da Turma Recursal deverá ser anulado para que tais provas sejam pro- duzidas ou apreciadas, ficando o juiz de 1º grau e a respectiva Turma Recursal vinculados ao entendimento da Turma Nacional sobre a matéria de direito".

Dessa forma, considerando-se a sistemática dos incidentes de uniformização processados na TNU, em que se devem observar as diretrizes estabelecidas nos arts. 7º, VII, a, e 15, §§1º a 3º, da Re- solução 22/08 do Conselho da Justiça Federal, os autos devem ser devolvidos à Turma Recursal de origem para aplicação do enten- dimento pacificado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça.

Ante o exposto, com fundamento no art. 7º, VII, d, do RITNU, dou provimento ao agravo. Em consequência, determino a restituição dos autos à origem.

Intimem-se.

Brasília, 30 de outubro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0502786-91.2011.4.05.8311

ORIGEM: PE - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE PERNAMBU- CO

REQUERENTE: ALDENICE MARIA DOS SANTOS PROC./ADV.: MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SIL- VAOAB: PB - 4007

REQUERIDO (A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

Trata-se de agravo interposto de decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pela parte autora, pre- tendendo a reforma de acórdão da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária de Pernambuco.

A Turma de origem confirmou a sentença para julgar im- procedente o pedido da parte autora, sob o fundamento de que não foram atendidos os requisitos necessários para a concessão do be- nefício assistencial previsto no art. 203, V, da CF/88.

Sustenta a parte requerente que o entendimento firmado no acórdão recorrido encontra-se divergente da jurisprudência da Turma Recursal de São Paulo segundo a qual a transitoriedade da inca- pacidade não é óbice à concessão do benefício assistencial.

O pedido de uniformização foi inadmitido na origem. Decido.

Verifica-se que a matéria debatida nos presentes autos foi amplamente abordada no julgamento PEDILEF 00138265320084013200, no qual restou assentado que "a transito- riedade da incapacidade não é óbice à concessão do benefício as- sistencial, visto que o critério de definitividade da incapacidade não está previsto no aludido diploma legal. Ao revés, o artigo 21 da referida lei corrobora o caráter temporário do benefício em questão, ao estatuir que o benefício 'deve ser revisto a cada 2 (dois) anos para avaliação da continuidade das condições que lhe deram origem"

Ante o exposto, com fundamento no art. 7º, VII, c, do RIT- NU, nego provimento ao agravo.

Intimem-se.

Brasília, 5 de setembro de 2013.

Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 2010.38.00.703001-6

ORIGEM: MG - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE MINAS GE- RAIS

REQUERENTE: INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL REQUERIDO(A): ANTONIO CARLOS SOARES DE C A RVA L H O

PROC./ADV.: CHARBEL ELIAS MAROUN OAB: MG 84.658

DECISÃO

Trata-se de agravo interposto de decisão que inadmitiu o incidente de uniformização nacional suscitado pelo INSS, preten- dendo a reforma de acórdão oriundo da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária de Minas Gerais.

Decido.

Preenchidos os requisitos de admissibilidade, a matéria em debate merece melhor exame pelo órgão julgador.

Ante o exposto, com fundamento no art. 7º, VII, d, do RITNU, dou provimento ao agravo para admitir o incidente de uni- formização. Em consequência, determino a distribuição do feito.

No documento EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL (páginas 115-117)

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