nenhum padrão moral a partir do qual os desejos humanos poderiam ser julgados. Isso porque cada desejo surgiria da mesma fonte derradeira: a matéria ignóbil e sem propósito.
E o que se daria, então, com a obrigação moral? De acordo com essa visão, se alguém afirmasse que temos a obrigação de alimentar os famintos, estaria declarando um fato a respeito de seu desejo e de sua vontade; nada mais. Estaria dizendo que deseja que os famintos recebam alimento e que escolheu agir com base nesse desejo. Entretanto, isso implicaria afirmar que ninguém mais estaria obrigado a alimentar os famintos; que, na verdade, ninguém tem uma obrigação genuína. Portanto, a visão ateísta da realidade não é compatível com a existência de uma obrigação moral genuína.
Se é assim, que visão é compatível com essa idéia? Uma que percebe a verdadeira obrigação moral baseada em seu Criador; que vê a obrigação moral arraigada no fato de que fomos criados com um propósito e para um fim. Podemos chamar essa visão, com uma generalidade deliberada, de “visão religiosa”. Entretanto, não importa o quanto ela seja generalizada, a reflexão sobre a existência da obrigação moral parece confirmá-la.
Primeira Qliestão: O
argumento não demonstrou que o subjetivismo ético é falso. E se não houver nenhum valor objetivo?Resposta: É verdade, o argumento assume que existem valores
objetivos; ele procura demonstrar que a crença neles é incom patível com determinada visão do mundo, e bastante compatível com outra visão. Essas duas visões são a ateísta-materialista e a religiosa (falando em termos gerais). Partindo do pressuposto que o subjetivismo ético seja verdadeiro, então o argumento não se sustenta. Todavia, quase ninguém é um subjetivista consistente. (Muitos pensam ser, e afirmam defender tal postura — até que sofram algum tipo de violência ou injustiça. Nesse caso, invariavelmente, eles se colocam como o restante de nós e
VINTE ARGUMENTOS A FAVOR DA EXISTÊNCIA DE DEUS
reconhecem que determinadas coisas não deveriam ser feitas.) E para os muitos que não são — e nunca serão — subjetivistas, esse argumento pode ser bastante útil. Ele pode demonstrar que o fato de crerem em valores objetivos é inconsistente com sua crença a respeito da origem e do destino do universo. Se eles se propuserem a corrigir essa inconsistência, será um movimento em direção à visão religiosa, que os afastará da ateísta.
Segunda questão:
Esse argumento não conclui que Deus existe; apenas atesta uma “visão religiosa” geral Essa “visão religiosa” seria compatível com algo além do teísmo tradicional?Resposta: É verdade que essa “visão religiosa” é geral e com
patível, por exemplo, com o idealismo platônico e com muitas outras crenças que os cristãos ortodoxos consideram terrivel mente deficientes. Entretanto, essa “visão religiosa” geral é in compatível com o materialismo e com qualquer outra doutrina que exclua o valor da natureza objetiva derradeira de todas as coisas. Esse é o ponto mais importante. Parece mais razoável que a consciência moral seja a voz de Deus na alma humana, porque o valor moral existe apenas ao nível da mente e da vontade dos indivíduos. E é difícil, senão impossível, conceber princípios morais objetivos que estejam de alguma maneira flutuando ao redor de si mesmos, alheios a qualquer pessoa.
A despeito disso, concordamos que há uma grande distância intelectual a percorrer a partir de valores morais objetivos para chegar ao Criador do universo, ao Deus trino do amor. Mas, enquanto os valores morais objetivos apontam para a existência de um Deus moral, o materialismo não se sustenta diante da crença em valores objetivos. Para sermos capazes de alcançar um Criador pessoal, precisamos de outros argumentos (ver os argumentos de 1 a 6); e para alcançar o Deus de amor, precisamos da revelação divina. Em suma, o Argumento moral deixa muitas
opções em aberto, eliminando apenas algumas. Entretanto, te mos certeza de que fazemos bem ao desconsiderar aquelas que o argumento contesta.
Como o subjetivismo moral está bastante em voga atualmen te, o Argumento da consciência (uma versão do Argumento moral) de veria ser eficiente, uma vez que não pressupõe o objetivismo moral.
Os indivíduos da era moderna geralmente afirmam não exis tir nenhuma obrigação moral que una a todos; que devemos, portanto, seguir nossa própria consciência. Contudo, essa afirmação é suficiente para provar a existência de Deus.
Não é de se admirar que ninguém, nem mesmo o subjetivista mais dedicado, acredite ser ruim para qualquer pessoa desobedecer de maneira deliberada à sua própria consciência? Mesmo que a cons ciência distinta de cada pessoa lhe diga para fazer ou evitar coisas to talmente diferentes, ainda permanece uma máxima moral para todos: “Nunca desobedeça à sua própria consciência”.
Entretanto, de que fonte a consciência de cada pessoa as similou a autoridade absoluta admitida mesmo pelos subjetivistas e relativistas morais? Existem apenas quatro possibilidades:
1. De algo inferior ao indivíduo (a natureza). 2. De si próprio (o indivíduo).
3. De outros iguais a ele (a sociedade). 4. De algo ou alguém acima dele (Deus).
Confrontemos, então, cada uma dessas possibilidades.
1. Como alguém poderia acatar uma obrigação absoluta de algo inferior a si (proveniente, por exemplo, de um instinto animal ou de uma necessidade prática de sobrevivência material)?
VISTE ARGUMENTOS A FAVOR DA EXISTÊNCIA DE DEUS
2. Com alguém poderia obrigar a si mesmo de maneira absoluta? Somos seres absolutos? Temos o direito de exigir obediência absoluta de alguém, ainda que seja de nós mesmos? Se nos obrigamos a algo absoluto, será que pode ríamos libertar-nos, destruindo assim a condição absoluta da obrigação que admitimos?
3. Como a sociedade pode obrigar alguém a fazer algo? Que direito nossos semelhantes têm de impor seus valores a outrem? Será que a quantidade gera qualidade? Por acaso, um milhão de seres humanos poderia transformar algo relativo em absoluto? A sociedade seria Deus?
4. A única fonte de obrigação moral absoluta só poderia ser algo superior ao indivíduo. Isso ata moralmente nossa vontade às exigências de obediência completa. Portanto, Deus é a única fonte adequada da consciência e a base para a obrigação moral absoluta que todos sentimos dever obedecer. Portanto, podemos entender a consciência como sendo a voz de Deus na alma humana. Logo, os dez mandamentos podem ser encarados como “as dez pegadas divinas em nossa areia psíquica”.
Adendo sobre a religião e a moralidade
Ao fazer essa conexão entre a moralidade e a religião, não desejamos criar confusão ou desentendimento. Não afirmamos que as pessoas nunca poderão descobrirbens morais humanos a menos que reconheçam que Deus exista. É óbvio que elas podem fazer isso! Crentes e não crentes são igualmente capazes de perceber que o conhecimento e a amizade, por exemplo, são virtudes que deveríamos buscar alcançar; e que a crueldade e o engano são objetivamente errados. A questão que levantamos é: que descrição sobre a maneira como as coisas realmente são faz mais sentido com relação
às regras morais que todos reconhecemos — a apresentada pelo crente ou a apresentada pelo descrente?
Se somos produtos de um Criador bondoso e amoroso, isso ex plica por que temos uma natureza capaz de descobrir valores positivos que realmente existem. Entretanto, como os ateus podem explicar isso? Se estivessem corretos no que afirmam, não poderia existir nenhum valor moral objetivo. Dostoiévski disse: “Se Deus não existe, tudo se torna permissível”. Os ateus são capazes de perceber que algumas coisas não são permissíveis, mas não sabem dizer por quê.
Consideremos a seguinte analogia. Muitos cientistas examinam causas secundárias durante toda a vida sem reconhecer a Causa Primeira de um evento, ou seja, Deus. E como vimos, essas causas secundárias não podem existir sem a Primeira, ainda que possamos conhecê-las sem conhecer aquela. O mesmo se aplica com relação aos bens morais obje tivos. Portanto, o argumento moral e os vários argumentos metafísicos compartilham uma certa similaridade em sua estrutura.
A maioria de nós, independente de religião ou da falta dela, é capaz de reconhecer quando um ser humano está agindo da maneira correta. Não é necessário ser um teísta para perceber que a existência de um homem como Jesus foi louvável, mas é preciso ser teísta para se dar conta do porquê. O teísmo explica que nossa reação à vida do Filho de Deus é, em última instância, nossa resposta ao chamado do Criador para levarmos o tipo de vida que Ele nos criou para ter.
Existem quatro relações possíveis entre a religião e a mora lidade, entre Deus e a bondade.
1. É possível pensar em religião e em moralidade como coi sas independentes. O forte contraste entre o poético e o religioso, apresentado por Kierkegaardf, sobretudo em sua obra Fear and
Trembling [Temor e tremor], pode levar-nos a essa suposição.
Entretanto: (a) um Deus amoral, indiferente à moralidade, não seria um Deus plenamente bom, porque bondade envolve os conceitos morais de justiça, amor, sabedoria, retidão, santidade
VINTE ARGUMENTOS A FATOR DÀ EXISTÊNCIA BE DEÜS
— atributos divinos. E (b) tal moralidade, não tendo nenhuma conexão com Deus, o Ser absoluto, não teria uma realidade absoluta por trás de si.
2. Podemos pensar em Deus como o Criador da moralidade, assim como Ele é o Criador dos pássaros. A lei moral geralmente é encarada como sendo um mero produto da escolha divina. A
Teoria da ordenança divina declara: “Algo é bom apenas porque
Deus ordena que seja assim; e é mau porque Ele o proíbe”. Entre tanto, se toda a questão se resumisse a isso, criaria um problema sério. Deus e a moralidade seriam arbitrários e baseados em mera autoridade. Se Deus ordenasse que matássemos pessoas inocentes, isso se tomaria algo bom, uma vez que bom significaria tudo aquilo que Deus ordena. A Teoria da ordenança divina reduz a moralidade meramente ao uso da autoridade.
Na obra Eutifro, de Platão, vemos que Sócrates, mestre daquele, recusou a Teoria da ordenança divina de maneira bastante con clusiva. O personagem Sócrates pergunta ao personagem Eutifro: “Algo é piedoso porque Deus deseja; ou Deus deseja algo, porque é piedoso?” Ele refutou a primeira opção, e chegou à conclusão de que a segunda opção era a única alternativa possível.
3. Entretanto, a idéia de que Deus ordena determinada coisa porque ela é boa também é inaceitável, porque isso faria com que Ele se conformasse a uma lei que estaria acima dEle próprio; uma lei que regeria Deus e a humanidade igualmen te. O Deus da Bíblia não está separado da bondade moral por estar abaixo ou acima dela. Não obedece a uma lei superior que o controle nem cria a lei como artefato que pode mudar e que poderia ter sido diferente, como um planeta.
4. A única resposta racionalmente aceitável sobre a relação entre Deus e a moralidade é a questão apresentada na Bíblia.
A moralidade está baseada na natureza eterna do Senhor. Isso explica por que a m oralidade é essencialmente imutável. Porque eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto,
vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo
(Lv 11.44a). Essa obrigação de sermos justos, bondosos, sinceros, amorosos e retos “segue todo o caminho” até a realidade derradeira; até a natureza eterna de Deus, aquilo que Ele é. Isso explica por que a moralidade tem uma força absoluta e imutável sobre nossa consciência.
As únicas outras fontes possíveis de obrigação moral seriam: a. Ideais, propósitos, aspirações e desejos; algo criado por nossa mente ou nossa vontade, como as regras de um jogo qualquer. Entretanto, isso não nos diz por que é errado desobedecer às regras ou mudá-las.
b. A vontade moral em si própria. Alguns lêem as afirma ções de Kantg da seguinte maneira: “Eu imponho moralidade sobre mim mesmo”. Entretanto, como alguém poderia estar obrigado a algo se é ele próprio quem lança tal obrigação? Se um chaveiro trancar a si próprio num quarto, ele não estaria realmente preso ali, porque seria capaz de abrir a porta.
c. Outro ser humano poderia ser aquele que impõe a mora lidade sobre nós— como por exemplo, nossos pais. Entretanto, essa idéia fracassa em reconhecer o caráter obrigatório da mora lidade. Se nosso pai nos obriga a algo reprovável (como vender drogas), nossa obrigação moral é desobedecê-lo. Nenhum ser humano pode ter autoridade absoluta sobre o outro.
d. A sociedade seria outra resposta popular à questão da origem da moralidade. Esta ou aquela pessoa como fonte seria uma origem muito pouco aceitável... Contudo, as duas são
YINTE ARGUMENTOS A FAVOR DA EXISTÊNCIA DE DEUS
idênticas. Uma sociedade implicaria apenas um grupo maior de indivíduos. Que direito eles teriam de legislar moralidade sobre nós? Quantidade não gera qualidade; acrescentar um número maior de pessoas não mudaria o conjunto de regras de acordo com as exigências absolutas e corretas da consciência.
e. O universo, a evolução, a seleção natural e a sobrevivência
fracassam ainda mais como possíveis explicações para a moralidade. Não é possível extrair mais de menos. O princípio da causalidade é violado nesse caso.
Os ateus geralmente afirmam que os cristãos cometem um erro de categoria ao usar Deus para explicar a natureza. Dizem que isso é semelhante à atitude dos gregos ao falar de Zeus para explicar a existência de relâmpagos. Para eles, assim como o relâmpago pode ser explicado como fenôme no científico, material e natural; o mesmo se daria com a moralidade. Então, por que trazer Deus para esse debate?
Porque a moralidade está mais relacionada à pessoa de Deus do que, por exemplo, um relâmpago. A moralidade existe apenas no nível das pessoas — espírito, alma, mente e vontade — , e não no de meras moléculas. Assim, podemos fazer correlações entre obrigações morais de indivíduos (por exemplo, a que devem amar outras pessoas ), mas não podemos fazer correlação alguma entre a moralidade e a moléculas de matéria. Ninguém nunca tentou explicar a diferença entre bom e mau em termos, por exemplo, da diferença entre átomos pesados e leves. Portanto, realmente são os ateus que cometem o erro de
categoria como os pagãos da antigüidade, que explicavam que
o relâmpago era uma manifestação da vontade de Zeush. Os ateus usam algo meramente material para explicar algo espiritual. Essa é uma versão ainda mais tola de um erro
de categoria que os antigos cometeram, porque é possível que
e assim possamos explicá-lo. Mas não é possível que um ser menor (como as moléculas) possa causar e explicar o maior (a moralidade). Uma vontade bondosa pode criar moléculas, mas como essas poderiam criar a vontade? Como a eletricidade poderia obrigar-nos a fazer algo? Apenas a vontade pode gerar um ato de boa vontade; apenas o amor pode inspirar amor.
16. Argumento do desejo
1. Todo desejo inato e natural em nós corresponde a algum objeto real que pode satisfazer esse desejo.
2. Entretanto, existe em nós um desejo que nada ao longo do tempo, nada nesta teria e nenhuma criatura pode satisfazer.
3. Portanto, tem de existir algo mais — do que o tempo, esta terra e as criaturas— que possa satisfazer tal desejo.
4. Isso é algo que as pessoas chamam de Deus e de vida
eterna com Deus.
A priméra premissa implica uma distinção entre dois tipos de desejo: o inato e o externamente condicionado; ou seja, o natural e o artificial. Naturalmente desejamos coisas como alimento, bebida, sexo, descanso, conhecimento, amizade e beleza; e evitamos coisas como a fome, a solidão, a ignorância e a feiúra. Também desejamos (porém, não naturalmente) coisas como um carro esporte, cargos públicos, poder voar como o Super-homem, ir à terra de OZ, ver nosso time ganhar o campeonato.
Existem diferenças cruciais entre esses dois tipos de desejos. A maioria de nós não sente a privação dos desejos artificiais, como sente a dos naturais. Não sentimos a falta de Oz, mas sentimos muito a falta de descanso. Além de serem mais importantes, os desejos naturais vêm de dentro, de nossa natureza; enquanto os artificiais vêm de fora, sugeridos pela sociedade, pelas propagandas ou pela ficção. Esta segunda diferença é o que gera a terceira: os desejos naturais estão presentes em todos nós, mas os artificiais variam de acordo com o indivíduo.
VINTE ARGUMENTOS A FAVOB DA EXISTÊNCIA DE DEUS
A existência dos desejos artificiais não significa necessariamente que os objetos desejados existam. Alguns sim; outros não. Existem carros esporte, mas não a terra de Oz. Entretanto, a existência de desejos naturais sig nifica, em cada caso mencionado, que os objetos de desejo existem. Ninguém nunca ouviu falar de um desejo inato para com um objeto inexistente.
A segunda premissa exige apenas uma introspecção sincera. Al guém pode negar esta realidade e dizer: “Sou perfeitamente feliz, brincando com bolinhos de lama ou andando em carros esporte; tendo dinheiro, sexo ou poder”. Nesse caso, podemos apenas perguntar: Isso é verdade mesmo? Ou podemos apenas fazer um apelo à pessoa para pensar melhor, mas nunca criticá-la. É possível encontrar indivíduos assim no registro da história hu mana. Até mesmo o ateu Jean-Paul Sartre admitiu que chega uma hora em que a pessoa mais satisfeita com a sua vida se pergunta: há algo mais?
A conclusão do Argumento do desejo não é que tudo que a Bíblia nos diz a respeito de Deus e da vida eterna com Deus é verdadeiro. O ar gumento defende apenas que haja um Algo mais que possa satisfazer em nós o desejo que nada ao longo do tempo, nada nesta terra e nenhuma criatura pode satisfazer. Entretanto, esse Algo mais poderia ser interpretado como mais beleza, mais desejo, mais esplendor, mais gozo. Esse Algo mais estaria para a grande beleza como a grande beleza está para uma beleza inferior, ou para uma mistura de beleza e feiúra.
Assim, esse Algo mais seria infinitamente mais, porque não estamos satisfeitos com o finito e parcial. Portanto, a comparação entre o Algo mais e a grande beleza, e a grande beleza e a beleza inferior, não é proporcional. Vinte está para dez assim como dez está para cinco. Todavia, o infinito não está para vinte, assim como vinte está para dez.
Logo, o Argumento do desejo é como uma porta que leva a um corredor infinito em uma direção definida. A conclusão, a partir das premissas usadas para sustentá-lo, poderia não ser Deus, como o concebemos, mas um Algo mais misterioso, que se moveria, que nos atrairia para si e que retiraria todas as nossas imagens e conceitos de si mesmo. Em outras palavras, o único conceito sobre Deus nesse ar gumento é o conceito daquilo que transcende conceitos; algo que nem