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Básico referidas no Anexo IV desta Lei.

§ 2o A opção pela Carreira do Seguro Social implica

re-núncia às parcelas de valores incorporados à remuneração por decisão administrativa ou judicial, atribuindo-se precedência ao adiantamento pecuniário de que trata o art. 8º da Lei nº 7.686, de 2 de dezembro de 1988, que vencerem após o início dos efeitos

financeiros referidos no § 1odeste artigo.

§ 3oA renúncia de que trata o § 2odeste artigo fica limitada

ao percentual resultante da variação do vencimento básico vigente no mês de novembro de 2003 e o vencimento básico proposto para dezembro de 2005, conforme disposto no Anexo IV desta Lei.

§ 4o Os valores incorporados à remuneração, objeto da renúncia a que se refere o § 2odeste artigo, que forem pagos aos servidores ativos, aos aposentados e aos pensionistas, por decisão administrativa ou judicial, no mês de novembro de 2003, sofrerão redução proporcional à implantação das Tabelas de Vencimento Bá-sico, de que trata o art. 17 desta Lei, e os valores excedentes serão

convertidos em diferença pessoal nominalmente identificada, de na-tureza provisória, redutível na mesma proporção acima referida,

su-jeita apenas ao índice de reajuste aplicável às tabelas de vencimentos dos servidores públicos federais, a título de revisão geral das re-munerações e subsídios.

§ 5oConcluída a implantação das tabelas em dezembro de 2005, respeitado o que dispõem os §§ 3oe 4odeste artigo, o valor eventualmente excedente continuará a ser pago como vantagem pes-soal nominalmente identificada, sujeita apenas ao índice de reajuste aplicável às tabelas de vencimentos dos servidores públicos federais, a título de revisão geral das remunerações e subsídios.

§ 6oA opção pela Carreira do Seguro Social não poderá ensejar redução da remuneração percebida pelo servidor.

§ 7oPara fins de apuração do valor excedente referido nos §§ 4oe 5odeste artigo, a parcela que vinha sendo paga em cada período de implantação das Tabelas constantes do Anexo IV desta Lei, sujeita à redução proporcional, não será considerada no de-monstrativo da remuneração recebida no mês anterior ao da apli-cação.

§ 8oA opção de que trata o § 1odeste artigo sujeita as ações judiciais em curso, relativas ao adiantamento pecuniário, cujas de-cisões sejam prolatadas após o início da implantação das Tabelas de que trata o Anexo IV desta Lei, aos critérios estabelecidos nesta Lei, por ocasião da execução.

§ 9o No enquadramento, não poderá ocorrer mudança de nível.

§ 10. O prazo para exercer a opção referida no § 1odeste artigo, nos casos de servidores afastados nos termos dos arts. 81 e 102 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, será contado a partir do término do afastamento.” (grifos acrescidos).

6. Conforme item 3 da Exposição de Motivo Interministerial nº 00377 /2003/MP/MPS que acompanhou a proposição da Medida Provisória nº 146/2003: “a proposta representa também significativos

avanços em relação à situação atual, como a incorporação gradativa ao vencimento básico da parcela referente ao adiantamento pecu-niário de que trata a Lei nº 7.686, de 2 de dezembro de l988, resolvendo assim definitivamente uma pendência existente entre os servidores e o INSS, tanto na esfera administrativa, quanto judi-cial.”

7. Consoante art. 3º da citada lei, o adiantamento pecuniário será incorporado gradualmente ao vencimento básico dos servidores ativos, inativos e pensionistas que optarem, dentro do prazo de 120 dias, a contar da vigência da Medida Provisória nº 146, de 11 de dezembro de 2003, pela Carreira do Seguro Social. Os valores que excederem à implantação das tabelas serão convertidos em diferença pessoal nominalmente identificada, de natureza provisória, redutível na mesma proporção da incorporação acima referida, sujeita apenas ao índice de reajuste aplicável às tabelas de vencimentos dos ser-vidores públicos federais, a título de revisão geral das remunerações e subsídios.

8. Em coformidade com o § 1º e 2º do art. 3º, a opção pela Carreira do Seguro Social implica renúncia às parcelas de valores incorporados à remuneração por decisão administrativa ou judicial.

9. Segundo Osvaldo Aranha Bandeira de Melo no livro "Princípios Gerais do Direito Administrativo", vol. I: "Renúncia é o

ato administrativo unilateral, discricionário, pelo qual se abdica de

um direito. Constitui modo de extinção de direito. É ato puro e

simples, por isso não admite condição e é irreversível uma vez con-sumado" (grifos acrescidos).

10. Por conseguinte, são duas as conclusões que se extrai da Lei nº 10.855/2004: 1ª) tem-se como legítima a continuidade, após a Lei nº 8.460/92, do pagamento da parcela ora questionada, obtida por decisão administrativa ou judicial, e 2ª) os servidores que não optarem pela Car-reira do Seguro Social, ou seja, não renunciarem às parcelas de valores incorporados à remuneração por decisão administrativa ou judicial, per-manecerão com o direito de receber o adiantamento pecuniário.

11. Situações semelhantes foram a Representação Mensal

do Decreto-lei nº 2.333/87 que, apesar de incorporada à remuneração

pela Lei nº 7.923/89, foi mantida em parcela destacada por decisão administrativa ou judicial e, posteriormente, legalizada pela Lei nº 9.366/96, com efeitos retroativos a 19/9/1992; e a Gratificação de

Desempenho de Atividades Rodoviárias-GDAR, instituída pelo

De-creto-lei nº 2.194/84, suprimida pelas Leis nºs 7.923/89 e 8.460/92 e restabelecida pela Medida Provisória nº 2.136-33 de 28/12/2000 (atual MP 2.229-43 de 6/9/2001, art. 71).

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11.De acordo com notícias divulgadas no site da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social - ANASPS, o Projeto de Lei de Conversão nº 09/2004 oferecido à Medida Provisória nº 146/2003 foi aprovado pelo Plenário do Senado Federal em 16.03.2004, seguindo a matéria para sanção presidencial, vez que já havia sido aprovado pela Câmara Federal em 05.03.2004. Registro que a Medida Provisória em foco foi convertida na Lei nº 10.855, de 01.04.2004, publicada no DOU de 02.04.2004.

12.Há que se destacar que, de acordo com o § 1º do art. 3º da Lei nº 10.855/2004, a opção pela Carreira do Seguro Social deverá ser formalizada no prazo de 120 (cento e vinte) dias, a contar da vigência da Medida Provisória nº 146, de 11.12.2003 (publicada no DOU de 12.12.2003).

13.Diante do exposto, poderia se concluir que as medidas sugeridas pelas equipes de auditoria seriam dispensáveis. No entanto, considerando a possibilidade de que servidores (ativos e inativos) e pensionistas não façam a opção pela Carreira do Seguro Social, conforme previsto no art. 10 da Lei nº 10.855, de 01.04.2004, (pas-sando a integrar quadro em extinção a serem remunerados de acordo com a carreira ou planos originários), acolho as propostas for-muladas pelas equipes de auditoria, com exceção daquelas

cons-tantes da proposta formulada pela Secex/PB - subitens 6.1.1, 6.1.2 e 6.1.4, com os ajustes entendidos pertinentes, em vista das

consi-derações acima expendidas. “(grifos acrescidos).

14. Ressalte-se que os subitens 6.1.1, 6.1.2 e 6.1.4 do acór-dão retro, a seguir transcritos, que determinam a exclusão das van-tagens alusivas a antecipação de reajuste salarial (adiantamento ao Plano de Classificação de Cargos e Salários pecuniários - PCCS, - e vantagem referente à incorporação de URP), não foram acolhidos pelo Exmº Ministro-Relator, tendo em vista a regularização desses pagamentos promovida pela MP 146/2003, convertida na Lei nº 10.855/2004.

“6.1.1 A fixação de novo e improrrogável prazo para que a Gerência Executiva do INSS, em João Pessoa, promova o adequado cumprimento ao subitem 9.4.1 do Acórdão 341/2003 - Segunda Câ-mara - TCU (item 4.1.7);

6.1.2 Em cumprimento ao subitem 9.4.2 da referida deli-beração, o estabelecimento de prazo para que as Gerências Exe-cutivas do INSS, em João Pessoa e Campina Grande, excluam as

vantagens alusivas a antecipação de reajuste salarial (adiantamento ao Plano de Classificação de Cargos e Salários pecuniários - PCCS

- e vantagem referente à incorporação de URP), constantes dos vencimentos e proventos dos servidores ativos e inativos, que já foram incorporadas pelas revisões anuais gerais dos vencimentos e/ou pela implementação de Planos de Carreira, ocorridos desde então (item 4.3.7);

6.1.4 A retificação do Acórdão 341/2003 - Segunda Câmara - TCU, mediante apostilamento, com base em seu Enunciado Sumular nº 145, de forma que onde se lê 'Superintendência Estadual do INSS no Estado da Paraíba', leia-se 'Gerências Executivas do INSS em João Pessoa e Campina Grande' (item 4.1.7.2);”(grifos acrescidos).

15. A propósito, cabe observar que a Medida Provisória n° 199, de 15 de julho de 2004, que alterou o § 2° do art. 3° da Lei n° 10.855/2004, repetiu o dispositivo em questão:

Art. 2° A Lei n° 10.855, de 2004, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art.3°... §2° A opção pela Carreira do Seguro Social implica re-núncia às parcelas de valores incorporados à remuneração por de-cisão administrativa ou judicial, referentes ao adiantamento pecu-niário de que trata o art. 8° da Lei 7.686, de 2 de dezembro de 1988, que vencerem após o início dos efeitos financeiros referidos no § 1° deste artigo.

...”(NR)

16. Outrossim, cumpre assinalar que, no tocante ao cargo de médico do instituidor, foi editada a Medida Provisória n° 166 de 18 de fevereiro de 2004, convertida na Lei n° 10.876/2004, no mesmo sentido da Lei nº 10855/2004.

17. Assim, com base no Acórdão 392/2004-TCU-P, o Mi-nistério Público entende que a Medida Provisória n° 146 de 11 de dezembro de 2003, convertida na Lei n° 10.855, de 01 de abril de 2004, alterada pela Medida Provisória n° 199/2004, regularizou o pagamento da vantagem denominada PCCS aos servidores amparados por essa norma legal.

18. Pelo exposto, opina pela legalidade e registro do ato de folhas 01/03.

Brasília, 12 de novembro de 2004.

Maria Alzira Ferreira

Subprocuradora-Geral

ACÓRDÃO Nº 1.725/2005 - TCU - 1ª CÂMARA 1. Processo n.º TC-005.131/1997-9

2. Grupo II - Classe de Assunto V - Pensão Civil 3. Interessada: Alaíde Albuquerque Freire (CPF não consta dos autos)

4. Entidade: Superintendência Estadual do INSS em Ala-goas

5. Relator: Ministro Guilherme Palmeira

6. Representante do Ministério Público: Subprocuradora-Ge-ral Maria Alzira Ferreira

7. Unidade Técnica: Secretaria de Fiscalização de Pessoal -SEFIP

8. Advogado constituído nos autos: não há 9. Acórdão:

VISTOS, relatados e discutidos estes autos do processo de pensão civil instituída por Maria Salete de Albuquerque Freire, ex-servidora da Superintendência Estadual do INSS em Alagoas, em favor de Alaíde Albuquerque Freire.

ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª Câmara, diante das razões expostas pelo Relator e nos termos do art. 1º, V, da Lei n.º 8.443, de 16/7/1992, em:

9.1. com fulcro no art. 71, III, da Constituição Federal de 1988 c/c o art. 39, II, da Lei n.º 8.443/1992, considerar legal o ato de pensão civil instituída por Maria Salete de Albuquerque Freire em favor de Alaíde Albuquerque Freire (fls. 1/3), concedendo-lhe re-gistro;

9.2. determinar ao Controle Interno e ao INSS que, em todos os atos em que se verifique o pagamento de parcelas decorrentes de decisão judicial ou de extensão administrativa, observem o disposto na Lei nº 10.855/2004 e os parâmetros fixados nos Acórdãos 1.824/2004 e 92/2005 proferidos pelo Plenário do TCU.

10. Ata nº 27/2005 - 1ª Câmara 11. Data da Sessão: 9/8/2005 - Ordinária 12. Especificação do quórum:

12.1. Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presiden-te), Valmir Campelo e Guilherme Palmeira (Relator).

12.2. Auditor convocado: Marcos Bemquerer Costa. 12.3. Auditor presente: Augusto Sherman Cavalcanti. MARCOS VINICIOS VILAÇA

Presidente

GUILHERME PALMEIRA Relator

Fui presente:

MARINUS EDUARDO DE VRIES MARSICO Procurador

GRUPO II - CLASSE V - 1ª Câmara TC-018.577/2004-6

Natureza: Aposentadoria

Unidade: Delegacia Regional do Trabalho/MA Interessados: Srª Diortina das Graças Utta Ramos Advogado constituído nos autos: não autos

Sumário: Aposentadoria. Consignação de décimos

cumu-lativamente com a parcela da chamada “opção”. Pagamento da Gra-tificação de Atividade pelo Desempenho de Função-GADF, de forma destacada. Impossibilidade. Considerações. Ato concessório ilegal com recusa de registro. Ciência. Determinação ao órgão de origem. Aplicação da Súmula 106.

R E L AT Ó R I O

Os presentes autos cuidam da apreciação do ato de fls. 1/3, substituído em razão de diligência ao órgão de origem pelo de fls. 16/18, relativos à aposentadoria inicial da Srª Diortina das Graças Utta Ramos, inativa dos quadros de pessoal da Delegacia Regional do Trabalho no Estado do Maranhão, no cargo de Fiscal do Trabalho, submetidos a esta Corte de Contas nos termos da sistemática definida na Instrução Normativa 44/2002, por intermédio do Sisac, cuja vi-gência conta de 16/10/1996.

2. Os presentes autos integraram, inicialmente, o TC 852/326/1997-1, apreciado pela 2ª Câmara deste Tribunal. Ao ensejo, o então eminente ministro relator determinou sua autuação em apar-tado para deliberação posterior, tendo em vista a necessidade de se corrigir parcelas pecuniárias consignadas à interessada.

12. O TCU, ao examinar concessões que continham as gra-tificações citadas no item anterior, diante da edição das respectivas normas revigoradoras, considerou-as legais (Decisão nº 716/96-P; De-cisão n° 412- 1ª Câmara, Acórdão nº 1537/2003-2ª Câmara e Acórdão nº 1228/2004-1ª Câmara).

13. Depreende-se do seguinte excerto do voto-condutor do Acórdão nº 392/2004-TCU-P que esse caminho também será trilhado no exame de processos relacionados com o PCCS dos servidores do INSS:

“10.Ressalte-se que, por força da Medida Provisória será agregado ao vencimento básico dos servidores que firmarem o termo de opção pela nova carreira o percentual relativo aos 47,11% (adian-tamento do PCCS), beneficiando, inclusive, aqueles que não haviam obtido tal vantagem administrativamente ou judicialmente, o que deve corrigir de vez a distorção existente na Entidade, qual seja, servidores ocupando cargos idênticos, exercendo as mesmas funções, com ingresso no INSS na mesma época, com remunerações dis-tintas.

3. Assim, a Sefip realizou diligência ao órgão de origem consoante visto às fls. 12. Em cumprimento, o órgão concedente encaminhou os documentos de fls. 13/18, dando-se por saneados os autos.

4. A unidade técnica, ao analisar os fundamentos legais da concessão e as informações prestadas pelo órgão de origem, lavrou a instrução de fls. 19, em que concluiu pela legalidade e registro da aposentadoria, proposta endossada pelo diretor daquela unidade es-pecializada, nos termos grafados às fls. 20.

5. O Ministério Público, neste ato representado pelo emi-nente Procurador Marinus Eduardo De Vries Marsico, em cota singela vista às fls. 20v, aquiesceu à proposição da unidade técnica.

É o relatório.

PROPOSTA DE DELIBERAÇÃO

A presente concessão foi outorgada com proventos integrais, fundada no art. 40, inciso III, alínea “a” da Constituição Federal de 1988, em sua redação original, c/c o art. 186, inciso III, alínea “a” da Lei 8.112/1990, tendo sido contemplado à interessada o pagamento da chamada “opção”, com os décimos incorporados, com espeque na Lei 8.911/1994 e outros normativos pertinentes.

2. Esta Corte de Contas, após alentadas discussões acerca da possibilidade do pagamento conjunto dessas rubricas, deixou dis-secada a questão quando trouxe à lume os Acórdãos 1.619/2003 e 1.620/2003, ambos do Plenário deste Tribunal, por força dos quais restou admitida a percepção cumulativa de quintos/décimos com a parcela da “opção”, desde que o beneficiário em 19/1/1995, tenha cumprido o requisito temporal exigido no art. 193 da Lei 8.112/1990 - exercício no cargo ou função pelo período de cinco anos con-secutivos ou dez interpolados -, bem assim como ter implementado tempo para aposentadoria até essa mesma data.

3. É a hipótese corrente. Ao compulsar estes autos, verifico que o interessado, em 19/1/1995, possuía tempo suficiente para a aposentação e exerceu cargo do grupo DAS durante o período men-cionado, cumprindo, destarte, os requisitos legais, razão bastante que autorizaria a concessão do benefício que ora se analisa.

4. Não obstante, verifico, por outro lado, que foi consignado no ato de aposentadoria (fls. 17), parcela de 55% da GADF concedida de forma autônoma, destacada. Em face dessa questão, esta Corte de Contas tem sedimentado entendimento de que a percepção da pre-citada rubrica pecuniária concomitatemente com a vantagem deno-minada quintos ou décimos, encontra óbice intransponível, pelo fato de que a referida gratificação já integra os cálculos dos quintos ou décimos, de forma que a pretendida acumulação geraria ilegal re-cebimento, em duplicidade, da mesma parcela. A aposentadoria da Srª Diortina das Graças Utta Ramos, nos moldes em que foi deferida, não pode prosperar. Essa é a única razão por que deixo de acolher os pareceres precedentes da Sefip e do Ministério Público.

5. Entretanto, penso que se trata de caso em que o órgão de origem deve orientar a beneficiária de que sua aposentadoria poderá vir a ser registrada nesta Corte, bastando, para tanto, que novo ato seja emitido, escoimado da ilegalidade ora apontada, e submetido de imediato à oportuna deliberação do Tribunal.

6. No presente feito, considerando tratar-se de ilegalidade relacionada à aposentadoria, entendo que o julgamento proposto não implica a obrigatoriedade da reposição das referidas importâncias até a data do conhecimento desta deliberação pelo órgão competente, razão pela qual julgo aplicável, in casu, o Enunciado 106 da Súmula de Jurisprudência do TCU.

Por todo o exposto, com as costumeiras venias por dissentir da proposta da unidade técnica à que perfilhou-se o nobre repre-sentante do Ministério Público, proponho que o Tribunal aprove o Acórdão que ora submeto à apreciação deste Colegiado.

Sala das Sessões, em 9 de agosto de 2005

Augusto Sherman Cavalcanti

Relator

ACÓRDÃO Nº 1.726/2005 - TCU - 1ª CÂMARA 1. Processo TC 018.577/2004-6

2. Grupo: II - Classe de assunto: V Aposentadoria. 3. Interessada: Srª Diortina das Graças Utta Ramos. 4. Unidade: Delegacia Regional do Trabalho/MA. 5. Relator: Auditor Augusto Sherman Cavalcanti.

6. Representante do Ministério Público: Procurador Marinus Eduardo De Vries Marsico.

7. Unidade Técnica: Sefip.

8. Advogado constituído nos autos: não atuou. 9. Acórdão:

VISTOS, relatados e discutidos estes autos.

ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão da Primeira Câmara, ante as razões expostas pelo Relator, e com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei 8.443/1992, c/c o art. 259, inciso II, do Regimento Interno, em: 9.1. considerar ilegal o ato de fls. 16/18, relativo à apo-sentadoria da Srª Diortina das Graças Utta Ramos, negando-lhe o registro correspondente, nos termos do art. 260, § 1º, do Regimento Interno;

9.2. dispensar o ressarcimento das importâncias recebidas indevidamente, de boa-fé, com fulcro na Súmula 106, da Jurispru-dência desta Corte de Contas;

9.3. determinar ao órgão de origem que:

9.3.1. com fundamento nos arts. 71, inciso IX, da Cons-tituição Federal, e 262 do Regimento Interno desta Corte, no prazo de

quinze dias, contados da ciência desta deliberação, comunique a in-teressada arrolada no item 3, do inteiro teor deste decisum e, após, faça cessar os pagamentos decorrentes do ato ora impugnado, sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omis-sa;

9.3.2. oriente a Srª Diortina das Graças Utta Ramos no sen-tido de que sua aposentadoria poderá vir a ser considerada legal e registrada nesta Corte de Contas, bastando, para tanto, que novo ato seja emitido, escoimado da ilegalidade ora apontada, e submetido de imediato à oportuna deliberação do Tribunal, por intermédio do Si-sac;

9.3.3. observe o disposto no art. 16 da IN 44/2002; 9.4. determinar à Sefip que:

9.4.1. verifique a implementação das medidas determinadas nos itens 9.3.1 a 9.3.3, supra;

9.4.2. dê ciência ao órgão de origem deste acórdão, do re-latório e da proposta de deliberação que o fundamentam.

10. Ata nº 27/2005 - 1ª Câmara 11. Data da Sessão: 9/8/2005 - Ordinária 12. Especificação do quórum:

12.1. Ministros presentes: Marcos Vinicios Vilaça (Presiden-te), Valmir Campelo e Guilherme Palmeira.

12.2. Auditor convocado: Marcos Bemquerer Costa. 12.3. Auditor presente: Augusto Sherman Cavalcanti (Re-lator).

MARCOS VINICIOS VILAÇA Presidente

AUGUSTO SHERMAN CAVALCANTI Relator

Fui presente:

MARINUS EDUARDO DE VRIES MARSICO Procurador

GRUPO II - CLASSE V - 1ª Câmara TC-375.996/1991-5

Natureza: Alteração de Pensão Civil Unidade: Tribunal Regional Eleitoral/MG Instituidor: Francisco Luiz de Assis Magalhães I n t e re s s a d a s :

- Terezinha de Jesus Vieira Magalhães (viúva) - Vanessa Vieira Magalhães (filha).

Advogado constituído nos autos: não atuou

Sumário: Pensão Civil Especial da Lei 6.782/80, já julgada

legal por esta Corte de Contas, decorrente de aposentadoria deferida no cargo isolado de provimento efetivo de Diretor de Serviços PJ-1. Alteração. Inclusão nos proventos pensionais da parcela pecuniária denominada de “opção”. Julgamento da alteração pela legalidade e registro. Ocupante de cargo efetivo. Ausência de exercício em cargo comissionado, função comissionada ou função gratificada. Vantagem indevida. Proposta do Ministério Público pela revisão de ofício. Lap-so temporal de sete anos da data de julgamento dessa alteração e da proposta do P a rq u e t . Medida intempestiva. Não conhecimento da revisão. Manutenção da decisão inserta na Relação 64/95, Ata 45/95 - 1ª Câmara. Ciência ao órgão de origem e às interessadas.

R E L AT Ó R I O

Cuidam os presentes autos acerca de revisão de ofício da alteração de pensão civil instituída em favor de Terezinha de Jesus Vieira Magalhães e de Vanessa Vieira Magalhães, respectivamente viúva e filha do Sr. Francisco Luiz de Assis Magalhães, aposentado do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Minas Gerais, no cargo isolado de provimento efetivo de Diretor de Serviços PJ 1, cujos vencimentos passaram a corresponder aos do cargo em comissão de Diretor de Secretaria. O ato inicial da Pensão Civil foi apreciado e considerado legal em 30/3/1993 (fls. 49).

2. Com vigência a partir de 11/7/1987, o ato pensional con-signou em favor das beneficiárias rubrica pecuniária correspondente à