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2 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

3 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE PREVENTIVO MATERIAL DE PROJETOS DE LEI

3.2 Violação à separação dos poderes

31 Ibidem, p. 14. 32 Ibidem, p. 14. 33 Ibidem, p. 11-12.

A corrente que pe rmite a inte rvençã o do Judiciá rio no s aspectos materia is do projeto de lei tra z bons argumentos, porém foge do que foi estabe le cido pelo Judi ciá rio e do que é, na p rá tica, possíve l.

O uso do Mandado de Segurança, segundo a corrente majoritá ria, como instrumento do co ntrole p re ventivo no tocante aos aspectos mate ria is, apenas em P ropo stas de Emendas Constituciona is – PECs tendentes a abolir cláu sulas pétreas.

O Ministro Luiz Fu x adota essa posição. Os argumentos do Ministro para d efender o uso do mandamus apenas para Emendas tendentes a abolir cláusu las pétreas são os se guinte s:

[...] as clá usu las pét reas e xsurg em como sa lvag uarda do s parâmetros const itu cio na is d e c ontro le da atuaç ão do leg is la dor ord inár io cons idera dos ma is r ele vantes dentro do “momento constitucional”. Por outro lado, em momentos de p olític a ord inár ia, em q ue os represent antes do p ovo, in vest id os p elo batism o po pu lar, atuem em seu no me, o q ue se está em jog o é concret izaç ão da vo ntade d o const itu inte orig inár io, e n ão alteraç ão de um parâmetro const itu cio na l. Não há ide ntid ade d o pact o orig in ário a ser preser vad a pe lo leg is la dor. E dent ro do ju ízo d e con ve niênc ia e oportun id ade p olít ic a de vem ser adm itidos tod os os arg umentos, sob p en a de restr ing ir o d eb ate púb lico e, no lim ite, d escara cterizar a pró pria ativida de par lame ntar. Da í p or q ue o const itu inte não pre viu q ua lq uer mecan ismo pré vio de contro le de co nstituc io na lidad e sobr e projetos d e lei, a inda q ue sup ostament e atentatór ios às c lá usu las p étreas. A reg ra, em nosso controle ju dic ia l de const ituc io na lidad e , é q ue não seja asf ixia do o deb ate n a orig em e e vent ua is transg ressões à ordem co nstituc iona l vig ente s erão e xa minad as a pós o aperf eiçoame nto do ato leg is lat ivo.34

E sintetiza as suas ideias no pará grafo segu inte:

[...] Em termos mais c laros: as c láu su las pétre as

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BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Mandado de Segurança. MS 32.033. [...] Plenário. Impetrante: Rodrigo Sobral Rollemberg. Impetrado: Presidente da Câmara dos Deputados e Presidente do Senado Federal. Relator: Ministro Gilmar Mendes Redator para acórdão: Ministro Teori Zavascki. Brasília, 20 de junho de 2013. Voto do Ministro Luiz Fux, vencedor, p. 12-13. Disponível em: <http://www.conjur.com.br/2013 -jun-13/supremo-nao-controle-previo-projetos-lei>. Acesso em: 02 set. 2014.

vinc ulam o pod er c o nstitu inte der iva do r ef ormador apen as e tão some nte par a salvag uardar a id e ntida de d o pa cto or ig in ário, i.e., dos parâmetro s constitu ciona is, cons idera dos re le va ntes em um momento constitu ciona l. Isso não o corre q uando da atuaç ã o do leg is lad or ordinário, cuja f unção prec ípu a é concret izar diutur namente os c omandos con stituc io nais. Ao rea lizá -la, os ag entes po lític os não p odem sof rer lim itaçõ es pré vias de c unh o materia l, ao r isco d e se comprometer a própria atividade do leg is lat ivo.35

Em defesa da não inte rvenção do Poder Jud iciário n a questão do s p rojetos de le i, Fu x cita lição da ju rista canadense Christine Bateup:

[...] o uso judic ia l das virtude s pass ivas promo ve o diá log o con stituc io nal p or prop iciare m aos podere s polít icos de g o vern o, em conjunt o co m a soc ieda de, a oportun id ade de debat er e re solver q uestõe s constit uciona is d ivisor as por meio de can ais democrát icos.36 No c a so do MS 3 2.033, c omo pre valece u ve nce dora a c orrent e f avorá vel à de libe ração leg is lat iva, restou asse ntad o q ue ao Supremo T ribuna l Fe dera l somente é p oss íve l vedar a de libera ção de matér ia tendent e a ab olir c láu su la pétre a q ua nd o se trate de Propost as d e Eme n das Const ituc ion ais. Ass im, a ma ioria entend eu não se r poss íve l este nd er o c omand o constit uciona l do art ig o 60, § 4º, d a Con stituição Fe dera l , aos projetos de le is. Nestes, de ve s er preser va da a delib eraçã o leg is lativa como i nstrume nt o da s obera nia popu lar.

Apesar de o caso concreto conte r algumas questões políticas pecu lia res, o ju lgamento tra z uma discu ssão be m interessante e que vo lta rá a Corte tão lo go u m parlamentar seja contrário à delibe ração de determinado pro jeto d e l ei.

É cla ro que o voto vencido, do Min istro Gilmar Mende s, também deve ser levado em conside ração. São inte rpre tações de um

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BRASIL. Suprem o Tribunal Federal. Mandado de Segurança. MS 32.033. [...] Plenário. Impetrante: Rodrigo Sobral Rollemberg. Impetrado: Presidente da Câmara dos Deputados e Presidente do Senado Federal. Relator: Ministro Gilmar Mendes Redator para acórdão: Ministro Teori Z avascki. Brasília, 20 de junho de 2013. Voto do Ministro Luiz Fux, vencedor, p. 12-13. Disponível em: <http://www.conjur.com.br/2013 -jun-13/supremo-nao-controle-previo-projetos-lei>. Acesso em: 02 set. 2014.

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BATEUP, Christine. The Dialogic Promisse. Assessing the Normative Potential of Theories of Constitutional Dialogue. EUA: Brooklyn Law Review, 2006, p. 1.132 .

mesmo fato juríd ico que possuem e xcelente fundamentação.

O tema é novo e, conforme Fux, não há orientação jurisp rudencia l firme qu anto à po ssibilidade ou não de controle de constitu ciona lidade pre ventivo de vícios materia is de p ro jetos de lei.

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