Cap´ıtulo 2
2.4 Voltando ` a no¸ c˜ ao de estabilidade
Os resultados que s˜ao apresentados nesta sec¸c˜ao podem ser encontrados em [9].
Na maioria dos textos sobre matchings est´aveis e “problemas de casamentos”, ´e usual aparecer a defini¸c˜ao de estabilidade apresentada a seguir. A defini¸c˜ao de estabilidade apresentada por Gale e Shapley em [12] ´e semelhante a esta.
Defini¸c˜ao 2.4.1. Sejam H = {A1, A2, ..., An} um conjunto de homens e F = {a1, a2, ..., an} um conjunto de mulheres, tal que cada Ai, com 1 ≤ i ≤ n, tem uma lista de preferˆencias em F e cada aj, com 1 ≤ j ≤ n, tem uma lista de preferˆencias em H. Ent˜ao um con-junto M de arestas independentes ´e um matching est´avel se e s´o se qualquer que seja Ai1aj2 ∈ M , com A/ i1 ∈ H e aj2 ∈ F , ent˜ao ou Ai1aj1 ∈ M , com aj1 ∈ F e aj1Ai1aj2 (Ai1
est´a casado com uma mulher que prefere a aj2), ou Ai2aj2 ∈ M , com Ai2 ∈ H e Ai2aj2Ai1 (aj2 est´a casado com um homem que prefere a Ai1), com 1 ≤ i1, i2, j1, j2 ≤ n.
Note-se que, pela defini¸c˜ao anterior, o matching M que a verifique n˜ao necessita de ser completo, isto ´e, n˜ao ´e necess´ario formar n casais. Decorre da defini¸c˜ao anterior o seguinte resultado:
Lema 2.4.1. Seja G = (V, A) um grafo bipartido. Ent˜ao todo o matching est´avel em G ´e maximal nas arestas.
Demonstra¸c˜ao. Seja M um matching est´avel em G e suponha-se, por redu¸c˜ao ao absurdo, que existem Ai, aj ∈ V (G), com 1 ≤ i, j ≤ n, tais que M0 = M ∪ {Aiaj} tamb´em ´e um matching de G, com Aiaj ∈ A (G) \M . Tem-se ent˜ao que Ai, aj ∈ V (M ), pois M/ 0
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e um matching. Assim, Aiaj ∈ M nem existem quaisquer v´ertices a/ j1, Ai1 ∈ M , com 1 ≤ i1, j1 ≤ n, tais que ou Aiaj1 ou Ai1aj pertencem a M , contradizendo a estabilidade de M .
Com este resultado, prova-se que n˜ao se podem acrescentar arestas a um matching est´avel, pois este deixaria de ser matching.
Defini¸c˜ao 2.4.2. Sejam H = {A1, A2, ..., An} um conjunto de homens e F = {a1, a2, ..., an} um conjunto de mulheres, tal que cada Ai tem uma lista de preferˆencias para os aj e cada aj tem uma lista de preferˆencias para os Ai, com 1 ≤ i, j ≤ n. Diz-se que um ciclo ´e um ciclo orientado de preferˆencias se se pode escrever da forma Ai1aj1Ai2aj2...Aimajm, em que aj1 prefere Ai2 a Ai1, Ai2 prefere aj2 a aj1, ..., e ajm prefere Ai1 a Aim.
Lema 2.4.2. Sejam M e M0 dois matchings est´aveis num grafo bipartido com uma certa lista de preferˆencias e seja C uma componente conexa do grafo G0 = (V (G0) , M ∪ M0), em que V (G0) = {v ∈ V (G) : vw ∈ M ou vw ∈ M0, para algum w ∈ V (G)}. Se C tem pelo menos trˆes v´ertices ent˜ao ´e um ciclo orientado de preferˆencias. Em particular, se A1a1, A2a2 ∈ M e A1a2 ∈ M0, ent˜ao A1 prefere a1 a a2 se e s´o se a2 prefere A1 a A2.
Observa¸c˜ao 2.4.1. Sejam M e M0 dois matchings est´aveis do grafo G = (V, A). Sendo C uma componente conexa do grafo de G0 = (V (G0) , M ∪ M0), em que
V (G0) = {v ∈ V (G) : vw ∈ M ou vw ∈ M0, para algum w ∈ V (G)} ,
pelo que foi visto no lema 1.1.1, na p´agina 19, C s´o pode ser uma de duas coisas: um caminho de comprimento maior ou igual a dois ou um ciclo de comprimento maior ou igual a quatro.
O grau dos v´ertices de C ´e no m´ınimo 1, pois tˆem de ser incidentes em alguma aresta de M ou M0, pelo que n˜ao se tem caminhos de comprimento zero. Suponha-se agora que C pode ter caminhos de comprimento um; ent˜ao C ´e constituido por apenas uma aresta Aiaj pertencente a M , por exemplo. Neste caso, M0∪{A1aj} seria um matching, o que contradiz a hip´otese de M0 ser est´avel, logo maximal nas arestas. Como j´a se viu, as arestas de C s˜ao alternadamente de M e M0, caso contr´ario poderia existir um v´ertice com grau dois
em algum dos matchings. Portanto, C ´e caminho de comprimento maior ou igual a dois ou um ciclo de comprimento maior ou igual a quatro.
Demonstra¸c˜ao. Nesta prova n˜ao se vai distinguir entre homens e mulheres: ser˜ao ambos denotados por x1, x2, ... .
Sejam M e M0 dois matchings est´aveis num grafo bipartido com uma certa lista de preferˆencias e C como foi definido no enunciado do lema. Sabe-se ent˜ao que C ´e um caminho de comprimento maior ou igual a 2 ou ´e um ciclo de comprimento maior ou igual a 4, pela observa¸c˜ao anterior.
Suponhamos que C cont´em um caminho x1x2x3x4, em que x2 prefere x3 a x1. Se x2x3 ∈/ M , ent˜ao x1x2 ∈ M , x2x3 ∈ M0 e x3x4 ∈ M . Como M ´e est´avel e x2 prefere x3 a x1, ent˜ao x3 prefere x4 a x2.
Pode-se ent˜ao concluir que se C ´e um ciclo, ele ´e orientado de preferˆencias. Isto porque se x1x2x3...xk ´e um ciclo e x2 prefere x3 a x1, olhando para o caminho x1x2x3x4 vˆe-se que x3 prefere x4 a x2, pelo que foi visto anteriormente; olhando para o caminho x2x3x4x5 vˆe-se que x4 prefere x5 a x3. Continuando desta forma, pode-se concluir que xk prefere x1 a xk−1 e que x1 prefere x2 a xk.
Vai-se agora ver que C n˜ao pode ser um caminho. Suponha-se, ent˜ao, que C ´e um caminho da forma x1x2...xl, com l ≥ 3 e x1x2 ∈ M ; ent˜/ ao x1x2 ∈ M0 e x2x3 ∈ M . Tem-se que, para todo y ∈ V (G), x1y /∈ M , pois, se pertencesse, C n˜ao come¸caria em x1; ent˜ao x2 prefere x3 a x1, pela defini¸c˜ao de estabilidade apresentada nesta sec¸c˜ao. Por outro lado, supondo que xl−1xl ∈ M , ent˜/ ao xl−1xl ∈ M0 e xl−2xl−1 ∈ M . Tem-se ainda que xl n˜ao tem par em M ; pelo argumento anterior, xl−1 prefere xl−2 a xl. No entanto, pelo que foi visto no in´ıcio desta prova, tem-se que se x2 prefere x3 a x1, ent˜ao x3 prefere x4 a x2, pelo que x4 prefere x5 a x6, e assim sucessivamente; conclui-se ent˜ao que xl−1 prefere xl a xl−2, contrariando o que foi visto anteriormente. Logo, C n˜ao pode ser um caminho, pelo que ´e um ciclo orientado de preferˆencias.
H´a agora que mostrar que se A1a1, A2a2 ∈ M e A1a2 ∈ M0, ent˜ao A1 prefere a1 a a2 se e s´o se a2 prefere A1 a A2. Sabe-se que a componente conexa C do grafo cujas arestas s˜ao M ∪ M0 e que cont´em A1, a2, A2 e a2 ´e um ciclo orientado de preferˆencias que cont´em o caminho A2a2A1a1. Logo, se A1 prefere a1 a a2, ent˜ao a2 prefere A1 a A2, e vice-versa.
O resultado seguinte decorre do lema anterior e com ele vai-se poder concluir que todos os matchings est´aveis tˆem o mesmo cardinal.
Teorema 2.4.1. Para qualquer lista de preferˆencias num grafo bipartido G = (H ˙∪F, A), existem subconjuntos H1 ⊆ H e F1 ⊆ F tais que todo o matching est´avel ´e um matching completo de H1 em F1. Em particular, todos os matchings est´aveis tˆem o mesmo cardinal.
Demonstra¸c˜ao. Suponha-se que a afirma¸c˜ao ´e falsa. Sejam M e M0 matchings est´aveis e sejam H1 ⊆ H e F1 ⊆ F tais que todo o matching est´avel, excepto M0, s˜ao matchings completos de H1 em F1. Ent˜ao existe uma aresta Ai1aj1 em M , com 1 ≤ i1, j1 ≤ n tal que Ai1 n˜ao ´e adjacente a qualquer aresta de M0. Como qualquer matching est´avel ´e maximal, existe Ai2 ∈ H, com 1 ≤ i2 ≤ n e Ai2 6= Ai1, tal que Ai2aj1 ∈ M0; caso contr´ario, M0∪{Ai1aj1} seria um matching pois ambos Ai1 e aj1 estariam livres em M0, contradizendo a maximalidade de M0.
Assim, a componente conexa do grafo cujas arestas s˜ao M ∪ M0 e cujos v´ertices s˜ao as extremidades destas, que cont´em o v´ertice Ai1, cont´em ainda aj1 e Ai2. Tem-se ainda que esta componente conexa n˜ao ´e um ciclo, pois n˜ao existe qualquer aresta de M0 incidente em Ai1, o que contradiz o que foi provado no lema anterior. Logo, todos os matchings est´aveis de G s˜ao completos de H1 em F1.
Para ver que todos os matchings tˆem o mesmo cardinal, basta observar que os conjuntos H1 e F1 s˜ao conjuntos fixos para todos os matchings est´aveis, pelo que n˜ao existe qualquer v´ertice Ai ∈ H\H1 ou aj ∈ F \F1 que seja atribu´ıdo por qualquer matching est´avel de G,
com 1 ≤ i, j ≤ n.
O resultado que se segue ´e equivalente ao teorema 2.3.1, apresentado na p´agina 63, cuja prova ´e feita tendo em conta os resultados apresentados nesta sec¸c˜ao.
Corol´ario 2.4.1. Sejam M e M0 dois matchings est´aveis num grafo bipartido G = (V, A) com uma lista de preferˆencias. Suponha-se que Aiaj ∈ M e Aiaj ∈ M/ 0, com 1 ≤ i, j ≤ n. Ent˜ao, em M0, ambos Ai e aj tˆem noivos e um deles (Ai ou aj) est´a melhor em M0 do que em M e o outro est´a pior.
Demonstra¸c˜ao. Pelo teorema anterior, o conjunto de homens e mulheres que se “casam” ´e o mesmo para todos os matchings est´aveis; logo, se Aiaj ∈ M e Aiaj ∈ M/ 0, ent˜ao existem Ai1, aj1 ∈ V (G), com 1 ≤ i1, j1 ≤ n, tais que Aiaj1, Ai1aj ∈ M0. Pelo lema 2.4.2, tem-se que a componente conexa C do grafo cujas arestas s˜ao M ∪ M0, e cujos v´ertices s˜ao as extremidades destas, que cont´em Ai e aj ´e um ciclo orientado de preferˆencias, pelo que se tem C = ...Aj1ajAiai1... ou C = ...ai1AiajAj1.... Ou seja, ou Ai est´a melhor em M0 e aj est´a pior ou Ai est´a pior em M0 e aj est´a melhor, respectivamente.
Tem-se assim provado o que se pretendia.
Vai-se agora mostrar que as duas defini¸c˜oes de estabilidade apresentadas s˜ao equivalentes. H´a que salientar que esta prova ir´a ser feita apenas para matchings completos, uma vez que ´e apenas a esses que se aplica a defini¸c˜ao apresentada na sec¸c˜ao 2.1.
Sejam, ent˜ao, H = {A1, A2, ..., An} um conjunto de homens e F = {a1, a2, ..., an} um conjunto de mulheres, tal que cada Ai tem uma lista de preferˆencias para todos os aj e cada aj tem uma lista de preferˆencias para os Ai, com 1 ≤ i, j ≤ n. Quer-se provar que
M ´e um matching est´avel pela primeira defini¸c˜ao se e s´o se M ´e um matching est´avel pela segunda defini¸c˜ao.
Comece-se por provar que a condi¸c˜ao ´e necess´aria. Seja M = {A1a1, A2a2, ..., Anan} um matching est´avel pela primeira defini¸c˜ao de estabilidade e seja Aiaj ∈ M , com 1 ≤ i, j ≤ n/ e i 6= j. Tem-se ent˜ao que n˜ao se verificam simultaneamente ajAiai e AiajAj, em que Aiai, Ajaj ∈ M . Assim, existe uma mulher x (= ai) tal que Aix ∈ M e existe, tamb´em um homem X (= Aj) tal que Xaj ∈ M . Por outro lado, se se verificar ajAiai, ent˜ao tem que se ter AjajAi, ou seja, existe X ∈ H tal que Xaj ∈ M e XajAi; se se verifica AiajAj, ent˜ao tem-se aiAiaj, ou seja, existe x ∈ F tal que Aix ∈ M e xAiaj. Logo, M ´e um matching est´avel pela segunda defini¸c˜ao apresentada.
Vai-se agora provar o sentido contr´ario da equivalˆencia. Para isso basta provar que se M = {A1a1, A2a2, ..., Anan} n˜ao ´e um matching est´avel pela primeira defini¸c˜ao de estabi-lidade, ent˜ao tamb´em n˜ao ´e est´avel pela segunda. Como M n˜ao ´e est´avel pela primeira defini¸c˜ao, ent˜ao falha uma das seguintes condi¸c˜oes: ou (i) ak∈ Ake Ak ∈ akpara 1 ≤ k ≤ n ou (ii) n˜ao existem j e k tais que AjakAk e akAjaj. Se falhasse a condi¸c˜ao (i), M n˜ao seria um matching. Logo, ter´a de falhar a condi¸c˜ao (ii), ou seja, exitem Akak, Ajaj ∈ M para os quais se verificam simultaneamente ajAkak e AkajAj, com 1 ≤ k, j ≤ n. Sabe-se que Akaj ∈ M ; para provar o que se pretende, basta ver que, para toda a mulher x ∈ F ,/ Akx /∈ M ou ajAkx e que, para todo o homem X ∈ H, Xaj ∈ M ou A/ kajX. Considerem-se x ∈ F e X ∈ H.
- Se x 6= ak e X 6= Aj, ent˜ao Akx /∈ M e Xaj ∈ M , respectivamente;/
- Se x = ak e X = Aj, Akx e Xaj pertencem a M ; por outro lado, sabe-se que ajAkak e AkajAj, pelo que ajAkx e AkajX.
Logo, M n˜ao ´e est´avel pela segunda defini¸c˜ao de estabilidade. Tem-se assim provado o que se pretendia.
est´avel ou n˜ao, pode-se utilizar qualquer uma das no¸c˜oes de estabilidade.
2.5 Conclus˜ao
Tendo em conta o que foi visto no decorrer deste cap´ıtulo, concluiu-se que para qualquer problema de casamentos existe um matching est´avel, sejam as listas de preferˆencias com-pletas ou n˜ao; um dos matchings est´aveis de um problema deste g´enero pode ser encontrado atrav´es da aplica¸c˜ao do algoritmo apresentado. No decorrer deste, alguns v´ertices do prob-lema original s˜ao apagados, obtendo-se um novo problema equivalente ao original. Estes v´ertices s˜ao v´ertices “in´uteis” do problema, j´a que n˜ao v˜ao pertencer a qualquer matching est´avel do problema de casamentos original. Al´em disso, concluiu-se que o matching M obtido atrav´es do algoritmo apresentado ´e o melhor para os homens e o pior para as mul-heres; isto ´e, dado qualquer outro matching est´avel do problema de casamentos em causa, qualquer homem vai ficar com a mesma mulher que obteve em M ou com uma mulher que ele gosta menos e qualquer mulher vai ficar com o homem que obteve em M ou com um homem que prefere a este.
Dados dois matchings est´aveis M e M0 de um problema de casamentos, concluiu-se que se um destes matchings (por exemplo, M ) ´e prefer´ıvel para os homens ao outro, ent˜ao M0 ´
e melhor do que M para as mulheres.
Concluiu-se ainda que todos os matchings est´aveis de um problema de casamentos atribuem companheiras ao mesmo conjunto de homens e atribuem companheiros ao mesmo conjunto de mulheres; concluiu-se ainda que, se um homem e uma mulher tˆem companhei-ros num certo matching est´avel, tamb´em o v˜ao ter em qualquer outro matching est´avel.
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e Shapley no seu artigo [12] fazem referˆencia a um exemplo com o qual se mostra que esta condi¸c˜ao ´e necess´aria; este exemplo ´e designado como o problema dos “companheiros de quarto”. Pretende-se distribuir um n´umero par de rapazes por quartos duplos e cada um tem uma ordem de preferˆencias sobre os restantes. A distribui¸c˜ao n˜ao ´e est´avel se dois rapazes que n˜ao estejam no mesmo quarto, preferirem ambos estar juntos a estar com os seus actuais companheiros. Com um exemplo de quatro rapazes, A, B, C e D, em que A coloca B em primeiro lugar das suas preferˆencias, B coloca C em primeiro lugar, C coloca A em primeiro lugar e D ´e ´ultimo nas listas de preferˆencias de A, B e C, ´e provada a existˆencia de uma lista de preferˆencias para a qual n˜ao existe qualquer distribui¸c˜ao est´avel. Independentemente da lista de preferˆencias de D, o rapaz que ´e colocado no seu quarto prefere estar no quarto de qualquer um dos outros dois e um destes preferia estar com o companheiro de D a estar com o seu.
No pr´oximo cap´ıtulo, vai-se generalizar a no¸c˜ao de estabilidade de forma a se poder aplicar a casos mais gerais. Assim, v˜ao ser considerados dois conjuntos de agentes, em que os elementos de um deles v˜ao poder aceitar um ou mais agentes do outro conjunto. De novo, v˜ao existir duas listas de preferˆencias estritas dos elementos de cada um dos conjuntos sobre os elementos do outro; o objectivo ser´a encontrar uma forma de compatibilizar da melhor forma estas listas, tendo em conta o limite m´aximo estabelecido para cada agente.