• Nenhum resultado encontrado

Nesta avaliação, os licenciandos ressaltaram a importância de trabalhar com o PROEJA, como na seguinte fala:

“[...] Para nós, a experiência tem sido de crescimento, pelo menos para mim. No PROEJA é um desafio muito grande, porque lidamos muitas vezes, com pessoas que já trazem uma bagagem de conhecimento do cotidiano [...]” (Licenciando 3 – Anexo G, p. 91).

Além disso, a elaboração e execução do mini-curso levou os licenciandos a refletirem e dialogarem sobre a proposta, o que é segundo Freire (1996, p. 39) de extrema importância, já que o professor se depara com o novo a todo momento em sua prática.

“[...] O mini-curso on line foi um experimento interessante, por ter sido uma experiência nova para os licenciandos em Ciências. A proposta do mini-curso on line gerou discussões, pois não sabíamos qual metodologia utilizar, se o mini-curso deveria ser presencial ou não, enfim foram muitas as idéias. A minha aprendizagem foi significativa, pois o mini-curso com o PROEJA me aproximou mais da turma. Consegui perceber mais as dificuldades dos alunos, o grande interesse por parte dos alunos na participação no ambiente virtual e, também tive a oportunidade de trabalhar em grupo, uma tarefa difícil, mas que o resultado é mais interessante [...]” (Licenciando 13 – Anexo G, p. 93).

Os licenciandos também relataram aprender mais sobre um ensino investigativo, em que há a participação do estudante, além disso, expuseram que o mini-curso apresentou uma nova maneira de aprender ciências, de forma de que o conhecimento é construído pelos alunos.

“[...] Penso que o curso apresentou aos alunos do PROEJA uma nova visão sobre como aprender ciências. Através de vídeos, reportagens e textos os alunos puderam refletir e expor sua opinião nos fóruns e nos passos que estão no EVA e assim, adquirir uma aprendizagem significativa. A experiência de montar um curso on-line foi bem interessante e inovadora [...]” (Licenciando 6 – Anexo G, p. 91).

“[...] Mais do que o aprendizado de conteúdos, eu aprendi que realmente é possível, se formar um ensino mais interativo e interessante que colabore mais e de uma forma diferenciada com o aprendizado do aluno. O ponto mais positivo do curso foi o citado anteriormente, que é o caráter facilitador e a forma do ensino diferenciado do ensino tradicional, que possibilita mais uma opção para uma melhor educação [...]” (Licenciando 3 – Anexo G, p. 91).

Alguns aspectos foram enfatizados nas avaliações dos licenciandos como: a importância da interdisciplinaridade e do uso de ambientes virtuais de aprendizagem em aula.

“[...] Esse curso tem uma proposta bem interessante e importante devido sua proposta interdisciplinar, que exige participação ativa tanto dos alunos do PROEJA quanto a nossa alunos da licenciatura, além de nos dá uma visão do perfil de uma aluno de uma aluno de PROEJA que é um curso semi-presencial que exige muita dedicação do aluno [...]”

(Licenciando 5 – Anexo G, p. 91).

“[...] O curso está sendo de grande aproveito para nossa formação como professores, pois com o tema proposto tivemos a oportunidade de trabalhar com a interdisciplinaridade que é tão discutida por professores [...]” (Licenciando 2 – Anexo G, p. 91).

A interdisciplinaridade é entendida pelos licenciandos como essencial para integrar as áreas do conhecimento e assim, através dela resolver problemas do cotidiano, como verificado em Fazenda (1994, p. 84).

Algumas falas remetem à dificuldade dos licenciandos em trabalharem em grupo, pois a interdisciplinaridade exige este trabalho. Tal fato é justificado pela idéia de Zanon et al.

(2008, p. 168). O autor afirma que trabalhar em conjunto significa ceder e fazer concessões, o que é um trabalho difícil, já que os licenciandos não estão acostumados com esta prática.

“[...] tive a oportunidade de trabalhar em grupo, uma tarefa difícil, mas que o resultado é mais interessante [...]” (Licenciando 13 – Anexo G, p. 93).

Os projetos interdisciplinares em cursos de graduação têm procurado transformar as salas de aula em locais de pesquisa. Aprender a pesquisar, fazendo pesquisa, é próprio de uma educação interdisciplinar (Fazenda, 1994, p. 88).

Para justificar a importância de se trabalhar a interdisciplinaridade em cursos de formações de professores, conclui-se com a citação de Zanon (2008):

A formação do educador no Brasil não se pode dar o luxo de desperdiçar energia ensinando saberes desconexos sem se preocupar com as competências prévias dos alunos e com sua capacidade de estabelecer relações entre as disciplina pertencentes ao currículo e suas práticas docentes (p. 174).

Os licenciandos também concluíram que a utilização do EVA durante o mini-curso, favoreceu o diálogo e a interação entre os estudantes, o que está de acordo com a idéia de Romanovski e Martins (2008, p. 188), pois os ambientes virtuais de aprendizagem podem potencializar a aula tradicional/presencial, criando oportunidades para a construção do conhecimento.

“[...] Durante a elaboração e execução do projeto, pude obter diversas experiências e aprendizados relativas a novas tecnologias de ensino, neste caso cursos a distância, bem como níveis de ensino que necessitam de um cuidado tão quanto ou mais especial que é o PROEJA. Pude aprender durante a realização desta tarefa, a avaliar com outros olhos o processo de ensino-aprendizagem e que este não se resume somente a aulas expositivas ou práticas onde o professor necessariamente tem de estar acompanhando o processo presencialmente. Um espaço a distância abra margem para novos questionamentos, saberes, etc.[...]” (Licenciando 10 – Anexo G, p. 92).

“[...] A proposta de utilização do EVA é muito interessante para ser utilizado na turma do PROEJA, pois percebi que os alunos interagem bem com o programa, respondendo as atividades nos prazos previstos [...]” (Licenciando 11 – Anexo G, p. 92).

“[...] O curso tem uma boa proposta, pois mostra que o aprendizado vai além da sala de aula. Portanto, acredito que a partir do EVA os alunos consigam fundamentar os conhecimentos prévios a partir dos textos que são dados. Este curso permite a interação do professor com os alunos estreitando esta relação. Este curso me ensinou uma nova maneira de interagir com os alunos, de usa a tecnologia da informática como algo produtivo para o aprendizado e etc. [...]” (Licenciando 12 – Anexo G, p. 92).

Pode-se concluir, assim, que os licenciandos refletiram sobre a prática docente, apontando os desafios e contribuições da realização do mini-curso on line. Dentre as contribuições ressaltaram a importância da utilização de ambientes virtuais de aprendizagem, especificamente, o Espaço Virtual de Aprendizagem (EVA), utilizado neste trabalho, no processo de ensino-aprendizagem.

A partir das experiências pedagógicas desenvolvidas nos 5º e 6º períodos do Curso Superior de Ciências da Natureza – Licenciaturas em Biologia, Física e Química, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Campus Campos – Centro (IFF) verificou-se a importância de utilizar ambientes virtuais de aprendizagem com os licenciandos diante da proposta de trabalho das disciplinas Organização e Gestão de Ambientes de Aprendizagem e Prática Pedagógica VI do Curso Superior de Ciências da Natureza do IFF.

Como ficou demonstrado no decorrer do trabalho, no 5º período, com a participação em dois Estudos de Caso intitulados “Uma Boa Aula de Ciências” e “Radiações ultravioleta:

um estudo sobre o PROEJA”, os licenciandos demonstraram um conhecimento satisfatório em relação aos estruturantes de uma aula, quando elaboraram o planejamento e executaram uma aula sobre o tema Radiações ultravioletas realizada em ambiente presencial, tendo como público alvo os alunos do PROEJA. Estudantes do curso de formação de professores precisam conhecer os públicos com os quais vão atuar, a fim de conhecer suas necessidades e características. Freire menciona sobre a importância de apreender a realidade da prática docente: “Preciso conhecer as diferentes dimensões que caracterizam a essência da prática, o que pode me tornar mais seguro no meu próprio desempenho” (1996, p. 68). Assim, neste caso, conhecer sobre o PROEJA, um público com o qual os licenciandos poderão atuar, reflete no desempenho da prática docente dos licenciandos.

No estudo “Radiações ultravioleta: um estudo sobre o PROEJA”, a maior parte dos licenciandos ressaltou a problematização como um elemento estruturante da aula. Através desta etapa do trabalho, os licenciandos também conheceram e aprenderam a utilizar o ambiente virtual de aprendizagem denominado Espaço Virtual de Aprendizagem (EVA).

A partir da proposta de trabalho da disciplina Organização e Gestão de Ambientes de Aprendizagem realizada no 5º período, foram capazes de elaborar e ministrar um mini-curso on line durante o 6º período na disciplina Prática Pedagógica VI, apoiado na metodologia da aprendizagem baseada em casos (ABC) e no suporte do ambiente virtual de aprendizagem, denominado Espaço Virtual de Aprendizagem (EVA). Após a realização do mini-curso, os licenciandos avaliaram a atuação dos mesmos, assim como os pontos positivos e negativos.

Desta forma, foi possível analisar tal avaliação sob o enfoque da interdisciplinaridade e da importância de se utilizar os ambientes virtuais de aprendizagem na prática docente.

Para os licenciandos, em relação à utilização dos ambientes virtuais de aprendizagem, houve o enriquecimento da formação profissional deles, já que o processo de ensino- aprendizagem não ocorre somente no ambiente presencial, pois os ambientes virtuais estão presentes na realidade dos estudantes.

Trabalhar de forma interdisciplinar, na visão dos licenciandos, foi um processo difícil, que inicialmente não seria possível, porém com o planejamento do mini-curso, perceberam a necessidade de trabalhar de forma integrada diante da necessidade de resolução de problemas do cotidiano.

Um aspecto a ser ressaltado se deve a participação do mesmo professor nas duas disciplinas do curso, o que favoreceu na continuidade do trabalho no 6º período.

A partir da experiência aqui relatada, pretendeu-se contribuir com a prática pedagógica dos professores, em especial nos Cursos de Licenciatura, no que se refere a importância da utilização dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem como elemento potencializador da aprendizagem.

AUGUSTO, T. G. da S.; CALDEIRA, A. M. de A.; CALUZI, J. J.; NARDI, R.

Interdisciplinaridade: concepções de professores da área de ciências da natureza em formação em serviço. Revista Ciência & Educação, v. 10, n. 2, p. 277-289, 2004. Disponível em:

<http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v10n2/09.pdf>. Acesso em: 22 de julho de 2010.

AUTH, M. A.; FABER, D. T.; SANDRI, V.; STRADA, V. Práticas pedagógicas na formação inicial em ciências: entre sabores e dissabores. In: GALIASSI, M. do C.; AUTH, M.;

MORAES, R.; MANCUSO, R. (orgs.). Aprender em rede na educação em ciências. Ijuí: Ed.

Unijuí, 2008, Coleção educação em ciências, p. 177-194.

AZEVEDO, M. C. P. S. de. Ensino por investigação: problematizando as atividades em sala de aula. In: CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (org.). Ensino de Ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006, p. 19-33.

BASTOS, Fernando. História da Ciência e pesquisa em ensino de ciências: breves considerações. In: NARDI, Roberto (Org.). Questões atuais no ensino de ciências. São Paulo:

Escrituras Editora, 1998, Coleção Educação para a Ciência, p. 43-52.

BRASIL. Decreto nº 5.840, de 13 de julho de 2006. Institui, no âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA, e dá outras providências. Brasília, DF. 2006.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ciências Naturais. Brasília: MEC/SEF, 1998.

138 p.

CAMPOS, F. C. A; COSTA, R. M. E.; SANTOS, N. Fundamentos da educação a distância, mídias e ambientes virtuais. Juiz de Fora: Editar, 2007. 76 p.

CARVALHO, A. M. P. de. Critérios estruturantes para o ensino de ciências. In:

CARVALHO, A. M. P. de (org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006.

CARVALHO, A. M. P. de; GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de Ciências: tendências e inovações. São Paulo: Cortez, v. 26, 1993, Coleção questões da nossa época.

DELIZOICOV, D. Problemas e problematizações. In: PIETROCOLA, M. (org.). Ensino de Física: conteúdo, metodologia e epistemologia em uma concepção integradora. Florianópolis, Ed. da UFSC, 2005, p.125-150.

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de Ciências:

fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002, Coleção docência em formação.

FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: História, teoria e pesquisa. Campinas, São Paulo:

Papirus, 1994, Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico.

FRANZONI, M.; VILLANI, A. Uma experiência de grupo na formação inicial de professores.

In: NARDI, R. (org.). Educação em Ciências: da pesquisa à prática docente. São Paulo:

Escrituras Editora, 2001, Coleção Educação para a Ciência, p. 9-22.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa, 30ª. ed., São Paulo: Paz e Terra, 1996.

KENSKI, V. M. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas, São Paulo:

Papirus, 2007, Coleção Papirus Educação.

LIMA, A. C. R. E. Caminhos da aprendizagem da docência: os dilemas profissionais dos professores iniciantes. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Aula: Gênese, dimensões, princípios e práticas. Campinas, São Paulo: Papirus, 2008, Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico, p. 135-150.

MAHEU, Eric. Interdisciplinaridade na formação inicial de professores. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro; D’ÁVILA, Cristina Maria (orgs.). Campinas, São Paulo: Papirus, 2008, Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico, p. 165-176.

MALDANER, O. A.; ZANON, L. B.; AUTH, M. A. Pesquisa sobre educação em ciências e formação de professores. In: SANTOS, F. M. T. dos, GRECA, I. M. (org.). A pesquisa em ensino de ciências no Brasil e suas metodologias. Ijuí: Ed. Unijuí, 2007, Coleção educação em ciências.

MEZALIRA, S. M.; BINSFELD, S. C.; LAUXEN, M. T. C.; CERATTI, A. G. da C.;

PANSERA-DE-ARAÚJO, M. C. Vivências de iniciação científica e suas repercussões na formação inicial e continuada dos licenciandos em ciências naturais. In: GALIASSI, M. do C.; AUTH, M.; MORAES, R.; MANCUSO, R. (orgs.). Aprender em rede na educação em ciências. Ijuí: Ed. Unijuí, 2008, Coleção educação em ciências, p. 125-142.

MOREIRA, Marco Antonio. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala de aula. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 2006.

MOREIRA, Marco Antonio; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro, 2001.

OLIVEIRA, E. G. Aula virtual e presencial: são rivais? In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Aula: Gênese, dimensões, princípios e práticas. Campinas, São Paulo: Papirus, 2008, Coleção magistério: formação e trabalho pedagógico.

PIERSON, A. H. C.; NEVES, M. R. Interdisciplinaridade na formação de professores de ciências: conhecendo obstáculos. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, vol. 1., n. 2, p. 120-131, maio/agosto 2001. Disponível em:

<http://www.fae.ufmg.br/abrapec/revistas/V1-2/v1n2a2.pdf>. Acesso em: 20 de junho de 2010.

REIS, E. M. Limites e possibilidades de um espaço virtual de aprendizagem no ensino e na formação de professores de Física. 2008. 354f. Tese (Doutorado em Ciências Naturais), PPGCN/UENF, Campos dos Goytacazes, RJ, 2008.

REIS, E. M; LINHARES, M. P. Ensino de Ciências com Tecnologias: um caminho metodológico no PROEJA. Revista Educação e Realidade. V. 35, n.1, p. 129-150, jan./abr.

2010.

ROMANOVSKI, J. P.; MARTINS, P. L. O. A aula como expressão da prática pedagógica. In:

Aula: Gênese, dimensões, princípios e práticas. VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.).

Campinas, São Paulo: Papirus, 2008, Coleção magistério: formação e trabalho pedagógico.

SÁ, Luciana Passos; QUEIROZ, Salete Linhares. Estudos de caso no ensino de química.

Campinas, São Paulo: Editora Átomo, 2009. 104 p.

SIMÕES, A. M.; EITERER, C. L. A didática na EJA: contribuições da epistemologia de Gaston Bachelard. In: SOARES, L.; GIOVANETTI, M. A.; GOMES, N. L (orgs). Diálogos na educação de jovens e adultos, 1 ed., 1 reimp., Belo Horizonte: Autêntica, 2005, p. 169 a 184.

SOARES, Leôncio. Do direito à educação à formação do educador de jovens e adultos. In:

SOARES, Leôncio; GIOVANETTI, Maria Amélia; GOMES, Nilma Lino (orgs.). Diálogos na educação de jovens e adultos. 1ª Ed., 1 reimp., Belo Horizonte: Autêntica, 2005, p. 273 a 289.

SOARES, S. R.; RIBEIRO, M. L. As representações sociais sobre a prática educativa de professores de cursos de licenciatura. In: VEIGA, I. P. A.; D’ÁVILA, C. M. (orgs.). Profissão

docente: novos sentidos, novas perspectivas. Campinas, São Paulo, Papirus, 2008, Coleção magistério: formação e trabalho pedagógico, p. 89-106.

SOUZA, N. dos S. Ensino de química no PROEJA: uma proposta integradora das relações entre a sala de aula e o espaço virtual de aprendizagem – EVA. 2009. 68f. Monografia (Licenciatura em Química), LCQUI/CCT/UENF, Campos dos Goytacazes, RJ, 2009.

VANNUCCHI, Andréa Infantosi. A relação Ciência, Tecnologia e Sociedade no Ensino de Ciências. In: CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. (org.). Ensino de Ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006, p. 77-92.

VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Organização didática da aula: um projeto colaborativo de ação imediata. In: Aula: Gênese, dimensões, princípios e práticas. VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Campinas, São Paulo: Papirus, 2008, Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico, p. 267-298.

VIANNA, Deise Miranda ; ARAÚJO, Renato Santos. Critérios estruturantes para o ensino de ciências. In: CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006.

ZANCHET, B. M. B. A. Estágio curricular supervisionado: uma parceria para a construção conjunta de saberes. In: FORSTER, M. M. dos S.; BROILO, C. L. Licenciaturas, escolas e conhecimento. Araraquara, São Paulo: Junqueira&Marin, 2008, p. 141-152.

ZANON, L. B.; BINSFELD, S. C.; SANGIOGO, F. A.; POLACZISNKI, A. P.;

NASCIMENTO, E. B. Recontextualização pedagógica de conceitos/conteúdos de ciências em uma prática interdisciplinar e contextualizada no ensino médio. In: GALIAZZI, Maria do C.;

AUTH, Milton; MORAES, Roque; MANCUSO, Ronaldo (orgs.). Aprender em rede na educação em ciências. Ijuí: Ed. Unijuí, 2008, Coleção educação em ciências, p. 35-55.

ANEXOS

ANEXO A: Texto do estudo de caso “Radiações ultravioletas: um estudo sobre o PROEJA”

RADIAÇÕES ULTRAVIOLETA: UM ESTUDO SOBRE O PROEJA

No Brasil, um país continental, situado no equador e com uma orla marítima enorme, não é de estranhar que a população na grande maioria, aprecie os esportes ao ar livre além de freqüentar as inúmeras praias, principalmente no verão. Há alguns verões propagandas da mídia impressa e televisiva vêm chamando atenção para os perigos de exposições prolongadas e em horários inadequados às radiações solares. O câncer de pele é um dos males mais citados. Recomenda-se o uso de bonés, óculos de sol e protetores solares. Particularmente, quando se trata da população, sabe-se que os filtros solares visam proteger a pele, mas não fica claro até que ponto isso funciona a contento e quais são as diferenças entre marcas e fatores.

Baseado nesse tema, que pode ser abordado didática e pedagogicamente, os coordenadores de um CEFET, que hoje são as instituições de ensino federal que, por Lei, oferecem o PROEJA integrado ao Ensino Médio resolveram instituir esse, como um dos temas transversais organizadores de um novo formato de Curso. Os estudantes trabalham com temas de interesse das suas formações.

Lucimara, professora de uma das três disciplinas de Ciências Naturais do Curso, recém aprovada em concurso público e contratada para atuar nesse segmento de ensino foi indicada para elaborar com outros dois professores o planejamento e ministrar as aulas no módulo de Eletrônica.

Preocupada, pois ainda não tem experiência com esse modelo de ensino mais investigativo e interativo, ela e seus dois colegas se preocupam em elencar conteúdos e elaborar atividades práticas e conceituais, aproximando teorias e práticas de ensino que lhe foram ensinadas durante a graduação, então, começa a refletir:

Realmente, radiações é um tema amplo e relacionado diretamente a inúmeras áreas de formação profissional, na verdade quase todas. Tem os aspectos técnicos, mas existem inúmeras variações humanas e sociais como aludido na mídia: as radiações UVA, UVB e UVC - radiações ultravioletas que agem na pele humana e sobre a Terra.

Comecemos por investigar o que são radiações ultravioletas. Esta é uma das duas perguntas que Lucimara precisa responder nesse instante: 1. O que são radiações ultravioleta?

Retomando a reflexão, lembra dos protetores solares, da existência de dois tipos de filtros, os físicos e os químicos, avaliando outras questões mais específicas: Como cada um deles funciona? Como são calculados os fatores numéricos (indicadores) da proteção? O que

será que os farmacêuticos e comerciantes que trabalham com protetores solares sabem sobre isso? Como seria uma pesquisa sobre este tema no comércio especializado local?

Outro aspecto interessante é que, com base nesta questão da exposição às radiações solares muitos mitos e algumas verdades circulam nas crenças populares. Vale a pena verificar o que pensam nossos familiares, pais, avós, parentes e vizinhos de um modo geral.

Algumas afirmações, por exemplo: "pessoas de pele escura estão menos propensas ao câncer de pele por exposição aos raios solares, devido à proteção natural de melanina". Falso ou Verdadeiro?

Nesse momento uma segunda questão passa pela sua mente: 2. O que é PROEJA e como ela deve agir para ensinar sobre o tema?

Responda inicialmente as questões 1 e 2 destacadas no texto.

ANEXO B: Tabela de respostas dos licenciandos referentes ao passo 1 do Estudo de Caso “Radiações ultravioletas: um estudo sobre o PROEJA”

O que é PROEJA e como a professora deve agir para ensinar sobre o tema Radiações ultravioletas?

Alunos Passo Inicial (1)

Aluno A É o Programa de Educação de Jovens e Adultos. Este programa proporciona aos jovens e adultos os ensinos fundamental, médio e técnico. A professora deve inicialmente contextualizar o tema proposto, como no primeiro parágrafo do texto. Após este passo, ela deve instigar os seus alunos através de questionamentos, por exemplo, perguntar aos alunos se eles conhecem algum caso de câncer de pele em alguém próximo. Desta forma ela poderá conhecer a realidade dos discentes e conseqüentemente o que eles sabem sobre o tema. Ela também necessita de alguma metodologia, como envolver pesquisas na aula, etc. A professora deve avaliar a aula durante todo o tempo, não somente ao fim e isto pode ser feito na forma de perguntas orais, escritas, etc.

Aluno B O proeja é um ensino voltado ao publico de mais idade, ou seja, voltado para aqueles que não tiveram a oportunidade de estudar na idade certa e agora estão buscando uma melhora em sua qualidade de ensino para poder conseguir um bom emprego. O proeja oferece o ensino básico e profissional também. O professor do proeja pode abordar o este tema contextualizando com a realidade de aluno.

Aluno C PROEJA é a educação destinada a jovens e adultos. Podemos inserir esse assunto comentando o quanto a pele é degradada com o sol e dando como exemplo um dia na praia ou um dia de trabalho no sol.

Aluno D O PROEJA, acredito eu, que seja um curso profissionalizante para jovens e adultos. Pessoas que acabaram de passar por uma espécie de "supletivo", que agora no ensino médio, tem uma oportunidade de ter um processo de profissionalização. Não tenho uma maneira adequada para poder passar (ensinar) esse tema de tamanha magnitude para tais pessoas. Visto que a forma de pensar e agir dos mesmos sejam diferentes dos de um aluno (mais novo) dos ensinos médio e fundamental. Por não ter experiência nenhuma nesse segmento de ensino, fico de mãos atadas a responder esse tipo de pergunta. Porém, em último caso, tentaria explicar o significado da Radiação UV, e através de fotos exemplificativas, mostrar a importância da preservação do meio ambiente, mais em si da camada de ozônio, e prevenção contra os raios, ou seja, como prevenir, como tratar.

Enfim, expor o assunto de uma maneira que faça com os alunos do PROEJA tenham um completo e claro entendimento.

Aluno E Para ensinar este assunto a uma turma do PROEJA, devemos estabelecer a relação que o mesmo tem com o sol, pois é um grande fonte de radiação, estimulando o raciocínio e o interesse dos alunos sobre o tema. Sempre levando em conta os conhecimentos prévios dos alunos, a partir de uma contextualização inicial.

Aluno F Proeja é uma modalidade de ensino integrado (médio + técnico), que visa um novo modelo de ensino. E esse tema deve ser trabalhado de forma interdisciplinar.

Aluno G O PROEJA é um programa desenvolvido para jovens e adultos que não conseguiram concluir seus estudos no tempo propício. Primeira a professora deve fazer uma contextualização do tema, a partir dessa contextualização os pontos mais importantes começam a surgir e a professora irá perceber quais conhecimentos prévios de seus alunos. Com isso, a professora pode trazer algumas reportagens sobre a radiação para desenvolver melhor o tema e mostrar que não é uma realidade muito distante do dia-a-dia dos alunos.

Aluno H O PROEJA - Programa Nacional de Integração da Educação Profissionalizante com a Educação Básica na Modalidade de Jovens e Adultos- abrange cursos que proporcionam formação profissional com escolarização para jovens e adultos. Para esse grupo, por se tratar de pessoas um pouco mais velhas e com um certo conhecimento empírico sobre o mundo, fica mais fácil e palpável quando os assuntos discutidos se encontram no seu dia-a-dia. Radiação ultravioleta é um assunto, mesmo que eles não percebam que está ligado ao dia de cada um, apesar da maioria não saber o que é. O porquê da utilização do filtro solar é um bom assunto pra começar a aula. Sempre ligando a matéria com coisas que são comuns no seu cotidiano.

Aluno I O PROEJA, programa nacional de integração da educação profissional com a educação básica na modalidade, para maiores de 18 anos, em que não tenham concluído o ensino médio.

Aluno J PROEJA é um tipo de ensino profissionalizante de jovens e adultos, com fins de inclusão social. A melhor maneira de introduzir este ou qualquer tema é usar os conhecimentos prévios dos alunos e exemplos do dia-a-dia para que eles possam se tornar mais íntimos do assunto para que então o conhecimento científico seja aplicado.

Aluno K Proeja é um programa de educação básica e educação profissional para jovens e adultos. Esse tema

Documentos relacionados