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Gabriela Barbosa Bisson1 Jéssica de Fátima Segantin2 Mariela Peralta Mamani3 Osny Ferreira Júnior4 Izabel Regina Fischer Rubira Bullen5

1Aluna de graduação, curso de odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP

2Aluna de mestrado, Área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, curso de odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP

3Aluna de doutorado, Área de Estomatologia e Radiologia, curso de odonto- logia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP

4Prof. Dr. Área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, curso de odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP

5Profa. Dra. Área de Estomatologia e Radiologia, curso de odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP O cisto ósseo simples (COS) é uma lesão intraóssea, assintomática e por isso mui- tas vezes é descoberto em exames de imagens realizados por outras razões. Suas características radiográficas são: área radiolúcida, bem delimitada, unilocular, com projeções interdentárias e/ou interradiculares, porém sem provocar reabsor- ções radiculares. Em alguns casos, pode haver uma expansão da cortical óssea, melhor identificada em tomografia computadorizada. Na literatura existem duas formas de tratamento: proservação ou intervenção cirúrgica. Consideramos a proservação como a melhor forma de tratamento, entretanto ainda há os que op- tem pela intervenção cirúrgica, mesmo tendo sido publicado há mais de 16 anos um estudo demonstrando a resolução espontânea dessa lesão. Pela semelhança da faixa etária de maior ocorrência, frequência no corpo da mandíbula, manutenção da vitalidade pulpar e ausência ou pouca expansão das corticais, o COS, muitas

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vezes, é confundido com queratocisto ou displasia cemento óssea em suas fases iniciais. Assim, o objetivo deste trabalho é reafirmar a importância do diagnós- tico correto e tratamento conservador sem a necessidade de cirurgia para a lesão de COS por meio de dois relatos de casos clínicos, encaminhados para clínica de estomatologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP). No primeiro caso, paciente do gênero masculino, 14 anos, em um atendimento do posto de saúde foi observado na panorâmica uma lesão radiolúcida em região anterior de mandíbula (33 a 43). Ao exame clínico não apresentou sinal de abaulamento ou tumefação na região, vitalidade pulpar preservada. Nesse caso, após a tomogra- fia que não indicou expansão das corticais ósseas, apenas região hipodensa em mandíbula anterior, optou-se por realizar os controles periódicos com exame de imagem até 2 anos aproximadamente, sem alterações e com discreta regressão da lesão. No segundo caso, paciente de 11 anos, gênero feminino, dentista particular suspeitou de cisto na região do dente 44, identificado na panorâmica. Quando examinado na clínica da FOB-USP não foram observados sinais clínicos de tu- mefação ou assimetria na face. A tomografia apresentou uma região hipodensa, bem delimitada, adjacente ao forame mentual, sem expansão das corticais ósseas, sugestivo de COS. A paciente segue em acompanhamento com discreta regres- são, com controle de 3 anos. Conclui-se que a abordagem cirúrgica é desnecessá- ria, uma vez que a lesão não tem malignidade e requer apenas proservação.

Descritores: Cisto ósseo; Tratamento conservador; Tomografia

eXodontiA do terCeiro MolAr inferior retido. relAto de CAso

Natalia Tieri Minetto1 Beethoven Estevão Costa2 Debora Garcia de Melo3 Camila Lopes Cardoso4 Marcelo Salles Munerato4

1Aluna graduação, Curso de Odontologia, Universidade do Sagrado Coração, Bauru, SP.

2Mestrando em Ciências da Reabilitação , Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo

3Aluna Pós-graduação, Curso de Aperfeiçoamento em Cirurgia Oral, Universidade do Sagrado Coração, Bauru, SP.

4Professores Doutores Área de Cirurgia, Curso de Odontologia, Universi- dade do Sagrado Coração, Bauru, SP.

Denominam-se dentes retidos aqueles que uma vez chegada a época de erup- ção, movimentam-se parcialmente, ou não entram em processo de movimenta-

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USC 2018 ção a partir de sua localização original no osso até atingir sua posição funcio-

nal na cavidade bucal. Os dentes que mais se encontram retidos são os terceiros molares inferiores seguidos pelos terceiros molares superiores e suas posições são classificadas de acordo com os estudos de Winter, Pell e Gregoy. A causa deste fato se dá por fatores locais, como falta de espaço no arco dental ou fibrose gengival; embriológica, representando o mal posicionamento do germe dental permanente; sistêmicos, doenças infectos-contagiosas e traumáticos, como a má formação dental. O objetivo deste relato clínico é demonstrar a técnica exodôn- tica do terceiro molar inferior retido em um Paciente R.C.D, gênero Feminino, 24 anos, que compareceu à clínica da disciplina de Cirurgia da Universidade do Sagrado Coração, para a exodontia de dente 38. As normas de biossegurança foram realizadas corretamente. Anestesia por bloqueio do nervo alveolar infe- rior, bucal e lingual. Incisão sulcular. Divulsão mucoperiostal total. A extração foi realizada por via não alveolar com osteotomia e odontossecção. Suturas com pontos simples. Sem intercorrências no transoperatório e no pós-imediato. Te- rapêutica medicamentosa de antibiótico, anti-inflamatório e analgésico.O pacien- te encontra-se em proservação.

Palavras chave: Dente Impactado; Cirurgia; Exodontia

AtUAlizAção sobre AbordAgens CirúrgiCAs PArA trACionAMento de dentes não irroMPidos

Alana Luiza Trenhago Missio1 Jéssica de Fátima Segantin2 Géssyca Moreira Melo de Freitas Guimarães3 Marcelo Vinicius Valério4 Osny Ferreira Júnior5

1Aluna de graduação, curso de odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP

2Aluna de mestrado, Área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, curso de odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP

3Aluna de doutorado, Área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, curso de odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP

4Aluno de mestrado, Área de Ortodontia, curso de odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP

5Prof. Dr. Área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Faculdade de Odontologia de Bauru, Bauru, SP Os caninos superiores são os dentes que apresentam maior frequência de não irrompimento, já os pré-molares superiores são casos mais raros. Este não irrom-

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pimento tem como principais causas o recobrimento por osso denso, excesso de tecido mole, influência genética ou devido ao apinhamento dos dentes adjacentes e consequente falta de espaço para o irrompimento. Métodos de localização ra- diográfica como a técnica de Clark ou a tomografia computadorizada mostram a localização destes dentes permitindo a indicação da melhor forma de tratamento.

As opções de tratamento são: proservação, exodontia ou tracionamento. O tracio- namento pode ser por erupção passiva aberta, erupção forçada aberta ou erupção forçada fechada, sendo este último o mais utilizado. O objetivo deste trabalho é relatar dois casos clínicos encaminhados da clínica de ortodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) para a clínica de cirurgia da mesma instituição para realizar a exposição cirúrgica e colagem do acessório ortodôntico no dente a ser tracionado. No primeiro caso, foi feita uma abordagem com retalho vesti- bular para exposição dos dentes 13 e 23 não irrompidos, paciente com 26 anos de idade, gênero masculino, Padrão facial I, ao exame clínico apresentava diastemas interincisivos centrais superiores, caninos superiores com relação íntima com as raízes dos incisivos laterais superiores, porém sem sobreposição e suavemente angulados, com prognóstico favorável para o tracionamento. Em 2 tempos ci- rúrgicos, por comodidade do paciente, foram expostas as coroas do dentes por meio de um retalho total, por vestibular, com uma incisão relaxante e colado o acessório. A região foi suturada, pois optou-se pela técnica fechada. Já o segundo caso, paciente de 17 anos, gênero feminino, Padrão I, ao exame clínico apresenta- va abaulamento em região palatina lado direito, ao exame de imagem o dente 15 apresentava relação favorável com as raízes dos dentes adjacentes. Foi realizado o acesso por palatino, com incisão em envelope e retalho total, sendo exposta a coroa e colado o acessório ortodôntico, sem intercorrências. Ambos os pacientes continuam o tratamento na clínica de ortodontia da FOB-USP, aguardando os dentes alcançarem a correta posição no arco dentário, para finalização do caso.

Descritores: Dente impactado; Tratamento; Ortodontia

trAbAlhos dentístiCA e MAteriAis dentários

CAtegoriA orAl

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relAto de CAso - ClAreAMento CoM PeróXido de CArbAMidA A 37%

fotoAtivAdo CoM led violetA

Diullia Bravo Braus1 Ana Cristina Távora de Albuquerque Lopes2 Angélica Feltrin dos Santos3 Rafael Francisco Lia Mondelli4

1 Aluna da Graduação, Curso de Odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru - USP, Bauru, SP

23Doutorandas em Dentística, Programa Ciências Odontológicas Aplicadas, Faculdade de Odontologia de Bauru - USP, Bauru, SP

4Prof. Titular do Departamento de Dentística, Endodontia e Materiais Den- tários, Faculdade de Odontologia de Bauru - USP, Bauru, SP O clareamento dental é um procedimento realizado com frequência nos consultó- rios odontológicos. Diversos protocolos estão disponíveis e podem ser indicados de acordo com as circunstâncias de cada caso que envolvem aspectos como a alteração de cor pretendida, o limiar de dor e a saúde geral do paciente. O pre- sente trabalho tem como objetivo relatar o clareamento realizado em consultório com peróxido de carbamida a 37% (Power Bleaching Office 37%, BM4) ativado com luz LED violeta (Bright Max Whitening, MMOptics Ltda), em paciente com áreas de exposição radicular. Após anamnese, profilaxia supragengival completa e exame clínico, a cor inicial (A2 nos incisivos e B3 nos caninos e pré-molares) foi avaliada com espectrofotômetro VITA - Easyshade® Advance 4.0 e a docu- mentação fotográfica foi obtida. Foram realizadas duas sessões de clareamento em consultório. Em cada uma delas e nos controles (24h após cada sessão e 1 semana após a segunda sessão), o grau de mudança de cor foi avaliado com o espectrofotômetro e a sensibilidade, por meio de uma escala visual analógica (VAS). Para o clareamento, os tecidos gengivais foram protegidos com barreira gengival fotopolimerizável e o gel clareador foi aplicado sobre a superfície ves- tibular do 1º pré-molar de um lado a 1º pré-molar do lado oposto, em ambos os arcos, por cinco vezes em cada sessão de clareamento. O protocolo de ativação do gel clareador consistiu em três aplicações da luz por 2’, com intervalos de 30”

entre elas (7’30” por aplicação do gel), totalizando 37’30”. O polimento final foi realizado com disco de feltro e pasta Oxgloss 2 e o dessensibilizante (Desensi- bilize KF 2%) foi aplicado por 4 minutos. Ao final da segunda sessão, o paciente apresentou cor A1 nos incisivos, A2 e A3 nos caninos e pré-molares. A mudança de cor (delta E) registrada com o espectrofotômetro foi de 4,30. O paciente não relatou ocorrência de sensibilidade durante ou após o clareamento, em ambas as sessões e demonstrou significativa satisfação com o resultado. Conclui-se que a fotoativação do peróxido de carbamida a 37% com a luz violeta proporcionou um

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USC 2018 resultado estético satisfatório, em duas sessões de clareamento, sem ocorrência

de sensibilidade dental, mesmo com áreas de exposição radicular.

Palavras-chave: Clareamento Dental; Clareadores Dentários; Estética Dentária.

sisteMA Adesivo UniversAl eM esMAlte AfetAdo Por hiPoMinerAlizAção MolAr-inCisivo: relAto de CAso

Luiza da Silveira Condi1 Natália Almeida Bastos2 Victor Mosquim3 Giovanna Speranza Zabeu2 Daniela Rios4 Linda Wang5

¹ Aluna de Graduação, Curso de Odontologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP.

2 Aluna de Doutorado, Área de Dentística, Curso de Odontologia, Departa- mento de Dentística, Endodontia e Materiais Odontológicos, Faculdade de

Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP.

3 Aluno de Mestrado, Área de Dentística, Curso de Odontologia, Departa- mento de Dentística, Endodontia e Materiais Odontológicos, Faculdade de

Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP.

4 Prof. Dra. Área de Odontopediatria, Curso de Odontologia, Departamen- to de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva, Faculdade de Odonto- logia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP.

5 Prof. Dra. Área de Dentística, Curso de Odontologia, Departamento de Dentística, Endodontia e Materiais Odontológicos, Faculdade de Odontolo-

gia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP.

O esmalte dentário hígido permite uma adesão considerada eficaz e duradoura, porém, quando esse substrato é afetado por hipomineralização molar-incisivo (HMI), alterações morfológicas e estruturais interferem na qualidade e durabi- lidade dessa interface adesiva. Frente a isso, o objetivo deste estudo é relatar, por meio de um caso clínico, essas alterações no esmalte afetado pela HMI que influenciam na seleção da estratégia restauradora. Uma paciente do gênero fe- minino, 13 anos, procurou atendimento na clínica de Dentística da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) se queixando de sensibilidade nos dentes 15, 27 e 37. Durante o exame clínico foi constatado fraturas em esmalte, alterações de cor nos dentes posteriores, sensibilidade ao jato de ar e lesão de cárie no dente 15 e manchas esbranquiçadas nos incisivos centrais superiores, que são caracte- rísticas clássicas de HMI. Foi relatado o uso de amoxicilina durante a infância da

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paciente. Durante o tratamento restaurador foi constatada dificuldade em se obter anestesia dos dentes afetados. O tratamento restaurador consistiu na remoção seletiva do tecido cariado, utilização do sistema adesivo universal (Single Bond Universal, 3M ESPE, Minnesota, EUA) no modo autocondicionante e restauração com resina composta microhíbrida A2 (Filtek Z250, 3M ESPE, Minnesota, EUA) aplicada no interior de uma matriz de acetato. Procedimentos de acabamento e polimento foram realizados após 1 semana. Após 4 meses, foi observado boa continuidade e integridade das restaurações e ausência de hipersensibilidade.

Conclui-se que, levando em consideração as alterações que a HMI promove no esmalte dentária, os sistemas adesivos universais aplicados da maneira autocon- dicionante podem permitir uma boa adesividade ao esse substrato.

Palavras-chave: Adesivos dentinários; Desmineralização; Esmalte dentário.

Apoio: O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoa- mento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

AbordAgeM de MíniMA intervenção AliAdA à teCnologiA MUltiôniCA

no trAtAMento de lesão