A importância do conhecimento está diretamente ligada ao desafio da inserção, a permanência e a continuidade dos profissionais, das organizações e das nações dentro de um cenário econômico de constantes mudanças e incertezas, provocado principalmente pelo processo infiltrado da globalização. Os que melhor se prepararem estarão em condições diferenciadas de alcançarem seus objetivos. Baseado nisto, a aplicação da Gestão do Conhecimento pode ser um elemento determinante para a diferenciação neste ambiente em constante mutação.
Davenport e Prusak (1998, p. 20) corroboram deste pensamento ao afirmarem que “a vantagem do conhecimento é sustentável”. Na visão destes autores a importância do
conhecimento está diretamente ligada ao fato que estes podem gerar retornos crescentes e dianteiros continuados, ao contrário de alguns ativos materiais que diminuem ao passo que são consumidos ou utilizados. O uso contínuo de novas ideias tende a gerar novas ideias e estas por sua vez trazem ganhos de qualidade às organizações.
Gouvêa (2005, p. 25) destaca a importância do conhecimento quando afirma que:
Estamos vivendo em um período de grandes mudanças, onde as empresas estão cientes de que o conhecimento é decisivo para o sucesso corporativo e que o capital industrial vem sendo substituído cada vez mais por um novo tipo de ativo, o capital intelectual. Nesse cenário, alguns aspectos importantes podem ser percebidos: as facilidades de se obter informação, a multiplicação e a diversificação das formas de saber e conhecer, e a demanda por uma educação contínua e eficiente, características que fazem com que a atual sociedade da informação se torne cada vez mais dependente do conhecimento.
Ao passo que o foco deixa de ser a matéria em razão do conhecimento, as organizações passam a ter um grande desafio: realizar a correta gestão dos seus conhecimentos. Não se trata apenas de um modismo ou de um método de adequação a alguma norma, trata-se de um grande desafio, que pode alavancar um grande diferencial competitivo conduzindo a uma operação rentável e sustentável. (RIBEIRO JUNIOR; VALENTIM, 2007, p. 129).
Teixeira, Gubiani e Carvalho Neto (2007, p. 138) relacionam a importância do conhecimento com a conectividade permitida pela Tecnologia da Informação e Comunicação a fim de gerar riqueza quando afirmam que:
Fortemente amparadas por redes digitais locais e mundialmente interligadas, os processos de produção e riqueza das nações vêm se transformando, profundamente e a passos muito rápidos, no que tange ao fator de agregação de valores que o chamado capital intangível pode proporcionar. A partir de que novos conhecimentos propiciam a invenção de novas tecnologias, isto é, soluções a problemas, um processo de inovação se instala e, com ele, significativas alterações em concepções, processos e produtos passam a ocorrer. Esta dinâmica agrega valor e gera riqueza em capital tangível.
Fachin, Stumm e Comarella (2007, p. 176) comparam a importância da Gestão do Conhecimento com a gestão de pessoas e a tecnologia visto que na visão destes autores, aplicar a Gestão do Conhecimento é somar a Gestão de Pessoas à Gestão de Informação acrescida das Tecnologias de Informação e Comunicação. Tais fatores, agregados e aceitos
por todos os membros envolvidos na instituição ou setor específico, podem organizar e possibilitar a tomada de decisões, com eficiência, através do processo de Gestão do Conhecimento.
Kom (2007, p. 89) define que o conhecimento é considerado, em alguns contextos teóricos econômicos mais recentes, como um fator de produção, desde que de vital importância e imprescindível na execução de um determinado processo produtivo, para a determinação do grau de produtividade do trabalho e do capital e, como tal, permite que seu possuidor retenha alguma vantagem como, por exemplo, renda. A relevância do conhecimento se faz presente não apenas na realização do produto, mas também nas esferas da decisão do que e de quanto produzir e na circulação de bens e serviços da economia.
O impacto das grandes transformações no cenário empresarial reforça a necessidade das organizações aprenderem como fazer a Gestão do Conhecimento, tornando-se este um fator de diferenciação para almejar o sucesso. Indica assim que as organizações têm reconhecido a rápida obsolescência do conhecimento já disponível e utilizado, e a necessidade de não só assimilarem, mas também gerarem novos conhecimentos, especialmente aqueles vinculados aos negócios estratégicos da empresa. Desta forma a Gestão do Conhecimento traz uma nova lucidez sobre como uma organização pode tornar-se inovadora e ganhar vantagem competitiva, encaminhando ao sucesso. A gerência eficaz do conhecimento requer tipicamente uma combinação apropriada de iniciativas organizacional, social, e gerencial.
(EBOLI & KANTER, 1999 apud LEITÃO, 2006).
Silva e Menezes (2000) comentam a importância dos canais de comunicação para a disseminação do conhecimento, relatando que nos canais informais o processo de comunicação é ágil e seletivo. A informação circulada tende a ser mais atual e ter maior probabilidade de relevância porque é obtida pela interação efetiva entre os pesquisadores. Os canais informais não são oficiais e controlados e são usados geralmente entre dois indivíduos ou para a comunicação em pequenos grupos para fazer disseminação seletiva do conhecimento. Já nos canais formais o processo de comunicação é lento, mas necessário para a memória e a difusão de informações para o público em geral. Os canais formais são oficiais, públicos e controlados por uma organização. Destinam-se a transferir informações a uma comunidade e não a um indivíduo e tornam público o conhecimento produzido. Os canais formais são permanentes, as informações que veiculam são registradas em um suporte e assim tornam-se mais acessíveis.
Agune e Antônio (2007, p. 465) destacam a importância da Gestão do Conhecimento como um recurso estratégico, mencionando que a gênese do processo de criação e utilização do conhecimento passou a ser uma questão crucial para as organizações privadas e públicas, sendo que as primeiras buscam vantagem competitiva e as públicas o fornecimento de melhores produtos e serviços à população.
Mais detalhes é descrito por Gouvêa (2005, p. 28), que valoriza a importância do aprendizado organizacional, por Cassalho (2006, p. 23) que destaca a importância do conhecimento descrevendo a relação do conhecimento com a inteligência organizacional e a geração de vantagem estratégica, por Dutta, Wierenga e Dalebout (1997) que defendem a importância do conhecimento mencionando a aprendizagem em sistemas de raciocínio baseados em casos.
De uma forma geral os autores citados relatam a importância do conhecimento organizacional permeando ganhos de eficiência nas organizações. Pode-se identificar os benefícios alinhados a geração de vantagem competitiva, a utilização como estratégia inovadora, auxilia na tomada de decisões, possibilita eficácia como uma ferramenta de inteligência organizacional, possibilita a melhora de produtos e processo. No observatório há também estes objetivos adicionado a ferramenta como elemento integrador.