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Tabela 8 – Níveis e modalidades de ensino, por Estado investigado
UFs investigadas
Níveis de ensino Modalidade
EF e EM
EF (5ª a 8ª) EM
EM Tradicional
Tradicional e magistério
Tradicional magistério e integrado
Tradicional e integrado
Integrado
AC 1 3 1 5 0 0 0 0
CE 1 7 2 9 1 0 0 0
PR 2 4 4 4 1 1 2 2
SP 1 8 1 10 0 0 0 0
Ao observar as 35 escolas selecionadas para esta pesquisa, nota-se que o Paraná foi o único Estado que indicou, para ser estudada, uma escola estadual com mais de 4.000 alunos. Em contrapartida, o Estado de São Paulo não tem, na amostra indicada, nenhuma unidade com mais de 600 alunos de ensino médio. No conjunto da amostra e nesse nível de ensino, 40% das escolas atendem grupos pequenos, variando entre 121 e 250 estudantes, distribuídos nos diferentes períodos de funcionamento da escola. São Paulo e o Ceará não contam com escola localizada na zona rural, muito embora neste último Estado três das escolas indicadas atendam à população que vive nessa zona. O Paraná é o único que apresenta diversidade entre as modalidades de ensino médio: há escolas que mantêm o ensino tradicional com o profissional (compondo o ensino médio integrado), o tradicional com o magistério ou somente o tradicional.
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revelaram não existir, em média, diferenças significativas entre as escolas pesquisadas e a média das escolas de seus respectivos Estados, em termos de:
local de funcionamento (abastecimento d’água, esgoto)
•
infraestrutura
•
equipamentos
•
computadores
•
acesso à internet
•
bibliotecas
•
livros e materiais didáticos
•
merenda
•
modalidades de ensino
•
tamanho das salas
•
As Tabelas 9 a 12 revelam a situação das escolas pesquisadas nos quatro Estados quanto às bibliotecas, presença de laboratórios de informática e acesso à Internet e a média de escolas que possuem tais recursos no Estado. Quanto às bibliotecas, a maior parte das escolas da amostra as possui, sendo que, em São Paulo, elas foram transformadas em salas de leitura.
Tabela 9 – Existência de bibliotecas nas escolas da amostra
Paraná São Paulo
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001Sim
0,95 SimSim SimNão SimSim SimSim Sim
2006Sim SimSim SimNão SimSim SimSim 0,95Sim
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001Sim SimSim SimSim SimSim SimSim 0,82Sim
2006Sim NãoSim
Não Sim
0,20Sim Não Não NãoNão
Ceará Acre
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001Sim SimSim SimNão SimSim SimSim 0,83Sim
2006Sim NãoSim SimNão SimSim SimSim 0,82Sim
Escola 12 34
5Média do Estado
2001Sim SimSim Sim- 0,74
2006Sim SimSim SimSim 0,73
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Tabela 10 – Salas de leitura nas escolas da amostra de São Paulo
Tabela 11 – Presença de laboratórios de informática nas escolas da amostra Escola
12 34 56 78 910
Média do Estado
2001
0,16 NãoNão NãoSim NãoSim NãoSim SimSim
2006Sim SimSim NãoSim SimSim SimSim 0,90Sim
Paraná São Paulo
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001Sim SimSim SimNão SimSim SimSim 0,76Sim
2006Sim SimSim NãoSim SimSim SimSim 0,59Sim
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001Sim SimSim SimSim SimSim SimSim 0,73Sim
2006
0,94 SimSim SimSim SimSim SimSim SimSim
Ceará Acre
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001Não
Não
Sim
0,46Sim SimNão
NãoSim
SimNão
2006 Sim Sim SimSim Sim
0,62 Não Não Não
NãoSim
Escola 12 34
5Média do Estado
2001Sim Não
0,31- NãoNão
2006Sim
SimSim 0,64Sim Não
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Tabela 12 – Acesso à internet nas escolas da amostra
No que se refere à existência de laboratório de informática, as escolas não sofreram alteração significativa, embora a média estadual tenha crescido. Em termos de conexão com a Internet, nota-se que houve mudança significativa nos Estados, mas as escolas da amostra também não diferem sistematicamente da realidade dos seus Estados.
Dessa forma, os fatores apontados não explicam, por si sós, o melhor desempenho do conjunto das escolas da amostra objeto da pesquisa.
Outro aspecto importante, como mostram a Tabela 13 e o Gráfico 4, é a existência, nos Estados avaliados, de um aumento das taxas de reprovação entre 2000 e 2006. Entre as escolas da amostra, existe alguma variação em termos de comportamento; apesar de algumas poucas terem diminuído suas taxas de reprovação, muitas aumentaram essas taxas. Em termos gerais, as escolas apresentam uma tendência a terem taxas de reprovação um pouco inferiores, em média, às taxas estaduais, mas, como se percebe pelos gráficos, existem diferenças entre elas.
Paraná São Paulo
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001Sim SimSim SimNão SimSim SimSim 0,29Sim
2006Sim SimSim NãoSim SimSim SimSim 0,73Sim
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001Sim Sim SimSim SimSim SimSim 0,96Sim Não
2006Sim NãoSim NãoNão NãoSim NãoNão 0,98Sim
Ceará Acre
Escola 12 34 56 78 910
Média do Estado
2001
Não Sim
0,30Sim NãoNão NãoNão
Não NãoNão
2006Sim NãoSim NãoSim SimSim SimSim
0,95Não
Escola 12 34
5Média do Estado
2001
0,00- NãoNão NãoNão
2006 Sim SimSim 0,55 Não Não
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Tabela 13 – Taxas de aprovação e reprovação no ensino médio nos Estados que fizeram parte da pesquisa – 2000/06 UFs
investigadas
2000 2006
Aprovação Reprovação Abandono Aprovação Reprovação Abandono
Acre 75,3 3,2 21,5 75,4 5,5 19,1
Ceará 80,2 3,8 16,0 70,5 9,5 19,8
São Paulo 80,4 6,7 12,9 78,5 14,6 6,8
Paraná 72,8 8,7 18,5 72,7 12,5 14,7
Fonte: Souza (2009).
Ao observarmos os dados relativos aos professores dessas escolas,10 percebemos que, praticamente, todos possuem ensino superior completo com licenciatura completa e que existe um predomínio de professores do sexo feminino, com um percentual bastante próximo da média nacional revelada pelo censo de 2007 (Tabela 14).
Tabela 14 – Características dos professores das escolas selecionadas:
sexo e formação (%)
Características Acre Ceará Paraná São Paulo Total amostra
Brasil (Censo 2007)
Sexo feminino 41,5 56,4 65,7 78,7 62,0 64,4
Ensino superior 100,0 100,0 97,8 100,0 99,3 93,4
Um dado surpreendente diz respeito ao número de turnos nos quais os professores trabalham. Pelos dados da amostra, 63% dos professores trabalham apenas em um turno.
Os números, porém, estão de acordo com os recentes dados divulgados pelo Inep na Sinopse Estatística sobre o Professor – Censo Escolar 2007. Em termos nacionais, para toda a educação básica, a porcentagem de professores que trabalham apenas em um turno no Brasil é de 63,8% (Inep 2009). Com a única exceção de São Paulo, as escolas da amostra apresentam um maior percentual de professores que trabalham num só turno em relação às médias de seus respectivos Estados.11 Esse indicador parece relevante, dado
10 Ver item 3.3, sobre a pesquisa de campo e seus quantitativos.
11 Pelos dados do Censo 2007 (Inep 2009) sobre os professores para toda a educação básica, a porcentagem dos que trabalhavam em apenas um turno em 2007 era de 57,8% no Ceará, 76,2% no Acre, 62,9% em São Paulo e 54% no Paraná.
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que trabalhar em um só turno pode ter sido fator facilitador das boas práticas de gestão observadas nas escolas da amostra.
Gráfico 4 – Taxas de reprovação nas escolas da amostra Ceará Médias do Estado
(2000=3,7 e 2005=9,5)
0,0
Escolas
10,0
5,0 15,0 20,0
2000 2005
Acre
Médias do Estado (2000=3,2 e 2005=5,5)
0,0
Escolas
2,0 8,0 10,0
2000 2005
4,0 6,0
Paraná Médias do Estado (2000=8,7 e 2005=12,5)
0,0
Escolas
10,0
5,0 15,0 20,0
2000 2005
25,0
São Paulo
Médias do Estado (2000=6,7 e 2005=14,6)
0,0
Escolas
10,0
5,0 15,0 20,0
2000 2005
15,0
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Tabela 15 – Características dos professores das escolas selecionadas:
turnos em que trabalham (%)
Características Acre Ceará Paraná São Paulo
Total amostra
Brasil (Censo
2007)
Trabalha em um turno 74,2 44,3 68,7 68,0 63,0 63,8
Trabalha em três turnos 1,6 9,4 6,1 4,0 6,0 6,0
Turno diurno 84,5 55,6 58,7 84,0 67,3 75,2
Turno noturno 14,5 44,3 41,2 16,0 32,7 24,8
Tabela 16 – Características dos professores das escolas selecionadas:
tempo de trabalho (%)
Faixas de tempo Acre Ceará Paraná São Paulo Total
Menos de 5 anos 7,7 14,3 12,6 10,6 12,0
De 5 a 10 anos 40,0 36,4 18,2 18,1 27,4
De 11 a 20 anos 32,3 33,6 44,1 43,6 38,9
Mais de 20 anos 15,4 15,0 24,5 27,7 20,8
Os dados das Tabelas 17 e 18 mostram as condições de conforto e as principais opções de lazer declaradas pelos professores entrevistados nas escolas selecionadas.12 Chama a atenção nas tabelas o acesso elevado dos professores a computadores e à internet assim como sua declaração de assíduos usuários dessas tecnologias nos seus momentos de lazer. Esses indicadores representam um achado importante, na medida em que desmistificam a ideia de que os professores não conseguem usar as novas tecnologias.
Esta parece ser uma área importante para futuras pesquisas, focadas nos usos que fazem os professores das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e sua relação com suas práticas pedagógicas em aula.
12 As respostas a estas perguntas não eram excludentes e por essa razão não somam 100.
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Tabela 17 – Características dos professores das escolas selecionadas: conforto (%)
Características Acre Ceará Paraná São Paulo
Casa própria 73,8 72,1 78,3 79,8
Carro 64,6 45,0 81,8 86,2
Máquina de lavar roupa 90,8 35,0 92,3 93,6
Micro-ondas 55,4 35,7 81,8 79,8
Computador próprio 84,6 76,4 94,4 95,7
Acesso à internet na residência 70,8 58,6 84,6 87,2
Tabela 18 – Características dos professores das escolas selecionadas: lazer (%)
Características Acre Ceará Paraná São Paulo
Assistir à TV 80,0 85,7 81,8 84,0
Ler livros 95,4 90,7 93,0 96,8
Ir a festas e dançar 27,7 50,0 44,8 59,6
Ficar com a família 95,4 94,3 95,8 94,7
Ficar no computador e se conectar
à internet 72,3 70,7 66,4 78,7
Visitar os amigos 63,1 70,0 69,2 76,6
Ler livros de literatura 40,0 58,6 55,2 66,0
Recapitulando, as conclusões que surgem dessa análise quantitativa indicam que:
i. As escolas selecionadas não se diferenciam em média do conjunto das demais escolas de seus Estados em termos de condições de infraestrutura e equipamentos, percepções muito comumente associadas com a qualidade das escolas, assim, esses fatores não explicam, por si sós, o melhor desempenho do conjunto das escolas selecionadas e que são objetos da pesquisa;
ii. O percentual elevado de professores das escolas da amostra que trabalham em um só turno constitui um fator muito importante no que concerne às boas práticas de gestão, as quais serão apontadas mais adiante; esse fator, contudo, parece estar alinhado com os dados mais recentes sobre o professorado brasileiro;
iii. Nestas escolas existe um elevado percentual de professores que têm computadores com internet em suas casas e declaram ser usuários dessas
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tecnologias, sugerindo que não enfrentam mais dificuldades em manejar as novas tecnologias, podendo empregá-las, se assim quiserem, em suas salas de aula.