• Nenhum resultado encontrado

4.2 Categorias

4.2.2 Percepção do Outro

4.2.2.2 Amigos

Segundo Groisman e Kusnetzonff (1984), o adolescente, menino, se aproxima mais do pai nessa fase, pois encontra no mesmo um apoio para as questões sexuais, já a mãe age como porta-voz do filho, informando o pai dos novos problemas. Destaca ainda, que os pais que tem filhos na adolescência, o dialogo é muito importante, pois é a partir dele que os jovens vão esclarecer assuntos característicos da fase vivenciada.

A autora Zagury (2004), afirma que nos tempos atuais, os filhos estão se aproximando cada vez mais de seus pais para dialogar assuntos que rodeiam o mesmo, como: drogas, sexo, amizades, etc.; Ainda a mesma autora, salienta que é importante os pais se disponibilizarem a discutir assuntos como esses citados anteriormente, pois a troca de informações e vivências entre pais e filhos vão além de proporcionar conhecimento e fazem com que os mesmos se aproximem e criem um vínculo de amizade e confiança.

Na adolescência o grupo de amigos tem uma influência essencial no desenvolvimento da personalidade, ou seja, as amizades que rodeiam o jovem colaboram para a formação da identidade do mesmo. Todavia, é preciso levar em conta que a interação entre amigos compõe um espaço de descobertas, aprendizados, trocas afetivas, de informação, idéias e projetos (SILVA, 2002). O autor Chipkevitch (1994), complementa a citação anterior, relatando que o grupo é um espaço ideal para a troca de opiniões, sentimentos e experiências, além disso, proporciona segurança emocional, compreensão, apoio e encorajamento.

De acordo com Pereira e Garcia (2007), a semelhança é um traço importante entre amigos, podendo ser: a idade, gênero, raça, religião, nível sócio-econômico- cultural, entre outros. Os Amigos passam a ser uma fonte de sentimentos de confiança e segurança para o jovem. Os autores também afirmam que as amizades podem dar início em ambientes compartilhados pelos adolescentes, como escola, igreja, locais para atividades esportivas, entre outros. Amigos desempenham um importante papel na vida do adolescente, seja como fonte de apoio social e emocional.

Vale destacar que a grande maioria dos adolescentes adquire a maior parte dos conhecimentos através dos amigos, pois os colegas são menos ameaçadores do que os adultos. Realçam ainda, que o problema da aprendizagem com os colegas reside no fato de os próprios adolescentes podem estar mal informados e acabarem passando conhecimentos distorcidos sobre o assunto (SPRINTHALL e COLLINS, 2003).

Ao realizar o estudo, foi possível alcançar uma visão global de vários aspectos que rodeiam o universo do adolescente do sexo masculino, conhecendo assim suas percepções sobre o corpo, sentimentos, expectativas, sexualidade e modelos de identificação, enfim os vários assuntos que permeiam as fases da puberdade e adolescência, tendo em vista que são etapas que acometem o jovem a mudanças físicas, psicológicas e social que acabam influenciando em seus comportamentos.

Entre os meninos que constituíram a amostra, ficou evidente, as mudanças de ordem física, ou seja, biológicas vivenciadas por eles, as quais são: aparecimento de pêlos, aumento no tamanho do pênis, mudança na voz, alargamento dos ombros, estirão rápido na altura e aparecimento de espinhas que segundo Messias; Aquino;

Aráujo e Taquette (2007), independentemente do gênero, todos os púberes, no início das atividades hormonais, desencadeiam um conjunto de alterações corporais.

Pode-se perceber através dos dados obtidos, que outro fator intrinsecamente relacionado às mudanças físicas, ocorridas na puberdade, é a percepção que cada menino pesquisado do grupo focal tem de si mesmo.

Nota-se, através dos discursos dos participantes do grupo, que a auto- imagem está relacionada com a beleza estética, pois cada vez mais os jovens vêm se preocupando com a beleza e a perfeição do corpo. Afirmam as autoras Conti;

Frutuoso e Gambardella (2005), que independentemente do gênero, os adolescentes preocupam-se de forma geral com o seu peso corporal e sua aparência.

No que diz respeito, aos sentimentos e dificuldades, diante das mudanças percebidas, apareceram aspectos tanto positivos quanto negativos da fase da puberdade, indicando de forma significativa mais sentimentos positivos, pois a amostra demonstrou de maneira geral tranqüilidade e interesse, pela nova fase iniciada. Vale destacar que os sentimentos atribuídos como fator negativo foi à responsabilidade e positivo a liberdade.

Ainda sobre sentimentos vivenciados na adolescência, a amostra levantou as subcategorias preocupações e medos. De acordo, com o estudo, os meninos Relataram ter preocupação com o futuro profissional, estudos em geral e ao vestibular. Diante disso, Salles (1998 apud YAEGASHI; GUALDA e CAMPIGOTTO,

2002) aponta, que a sociedade tem percebido e se relacionado com o adolescente de forma distorcida, pois a idéia que se tem do mesmo é um indivíduo despreocupado, porém isso não é real. O jovem tem se preocupado cada vez mais com o rumo da sua vida, a qual atribui uma importância significativa.

No que se referem às expectativas diante das modificações, os meninos mostraram que esperavam que com a chegada desta nova fase, poderiam satisfazer vontades, que tanto aguardavam, como: sair mais com os seus amigos e familiares.

Sendo assim, fica evidente que adolescência é uma fase da vida, na qual os sonhos da infância não fazem mais sentidos, pois nesse momento, o adolescente almeja realizar outras situações, como: sair de noite com a turma, voltar tarde para casa e viajar (FRAGA, 2000).

Observou-se nitidamente, na pesquisa, que é na fase da adolescência que jovem inicia a construção da sua identidade e valores, baseando-se nos modelos de identificação, que na maioria das vezes são os pais e amigos; bem como, fortifica seus laços sociais. Sendo assim, as autoras Ferreira; Farias e Silvares (2003), complementam a idéia anterior destacando, que a construção da identidade recebe influências de fatores intrapessoais, interpessoais e sociais.

Percebe-se, no referido estudo, que a maioria dos meninos da amostra se identifica com seus pais, por gostarem das mesmas coisas ou por terem comportamentos parecidos. Sendo assim, fica evidente que na fase da adolescência ocorre um processo de identificações com pais, grupos, entre outros; os quais servirão para a construção da identidade do mesmo.

No que diz respeito ao grupo percebeu-se, que na adolescência as amizades são um fator estruturante da identidade, tendo em vista que o jovem busca semelhanças e apoio social e emocional. Notou-se, na pesquisa, que para os meninos as amizades têm um papel importante em suas vidas, pois os amigos são confidentes e conselheiros. Complementando, a citação, Outeiral (2008), destaca que os amigos são fontes de sentimentos de confiança, bem como desempenham um importante papel importante na vida do adolescente, seja como fonte de apoio social e emocional e segurança entre adolescentes. Destaca, além disso, que os vínculos de amizades podem se iniciar em ambientes (e atividades) compartilhados pelos adolescentes, como escola, igreja, locais para atividades esportivas, entre outros e fazem parte de uma rede mais ampla de relacionamentos.

Referente aos recursos que os jovens da pesquisa utilizam para enfrentar as mudanças e os conflitos da adolescência, principalmente no aspecto sexual os mesmos se encontram nos pais, familiares e amigos.

Levantou-se, no grupo, que para complementar as conversas que estes adolescentes mantêm com os seus pais, parentes e amigos, os mesmos também fazem pesquisas na internet e assistem programas na televisão, que abordam o tema sexualidade. De acordo com Contini; Koller e Barros (2002), os meios de comunicação propiciam aos jovens novas informações, o que permite que os mesmos possam minimizar suas dúvidas acerca dos diversos assuntos que os cercam. Ressalta, além disso, que os meios de comunicação servem como complemento para a construção do conhecimento, tendo em vista que há outras estratégias para alcançar o saber.

Em suma, pode-se concluir neste estudo, que tanto a puberdade como adolescência só pode ser compreendida a partir de vários fatores de ordem individual, social e histórica, razão pela qual o desenvolvimento subjetivo só pode ser compreendido na relação com o meio.

Assim sendo, a presente pesquisa, permitiu analisar o desenvolvimento da puberdade e as características peculiares da adolescência, entre adolescentes do gênero masculino. Além de investigar quais as mudanças mais significativas nesta fase da puberdade, levantar as dificuldades e sentimentos vivenciados pelas adolescentes, verificar o nível de satisfação das adolescentes em relação a sua auto-imagem e levantar as percepções que as adolescentes têm sobre si mesmos.

Acredita-se que, a pesquisa realizada, contribua para o conhecimento do público em geral, que tem interesse em conhecer sobre a puberdade masculina e suas características, bem como para orientar profissionais da área da saúde que estudam esse período do desenvolvimento. Considero importante, que as idéias apresentadas nesta pesquisa venham a ser entendidas e dialogadas por sujeitos interessados no tema, respondendo dúvidas e inquietações, a fim de que esses indivíduos compreendam e se conscientizem ainda mais sobre o assunto e adquiram mais conhecimentos sobre o sexo pesquisado. Afinal, é um tema com poucas publicações, uma vez que o sexo masculino não é tão pesquisando quanto o feminino.

Desta forma, ressalto a importância de outras pesquisas, para que se possam comparar as semelhanças e diferenças biopsicossociais entre o gênero masculino e

feminino, a fim de obter mais informações do que as expostas anteriormente. Outra sugestão seria realizar um estudo acerca de como a família vivencia essa fase da adolescência, ou seja, quais os sentimentos e as expectativas dos pais quando um filho seu inicia essa nova etapa de vida.

Vale destacar, que as escolas aqui têm um papel importante de proporcionar um espaço para reflexão e discussão deste tema entre os alunos que precisam compreender esta fase de transformações e intensas emoções, dentro de grupos do mesmo gênero e entre os diferentes sexos, socializando dúvidas e dificuldades vivenciadas.

De acordo com os dados que foram levantados, creio que a psicologia pode contribuir de maneira positiva nas discussões com adolescentes acerca de seu desenvolvimento, tendo em vista que a psicologia tem subsídios relevantes para esclarecer dúvidas, bem como ajudar no enfrentamento dessa etapa, que muitas vezes pode se apresentar de forma conturbada e conflituosa.

ABERASTURY, A. Adolescência. 6º ed. Porto Alegre: Artmed, 1990.

ABERASTURY, A.; KNOBEL, M. Adolescência normal: Um enfoque psicanalítico.

Porto Alegre: Artmed, 1981.

ALMEIDA, M.; PINHO, L. Adolescência, família e escolhas: implicações na orientação profissional. Disponível na internet via http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010356652008000200013&script=sci_arttext&tl ng=em Arquivo acessado em 30 de outubro de 2009.

ALVES, C.; FLORES, L. Exposição ambiental a interferência endócrino com atividade estrogênica e sua associação com distúrbio da puberdade. Cadernos de Saúde Pública, v.23 n. 5 Rio de Janeiro, maio 2007.

ANASTÀSIO, C. Z.; CARVALHO, S. G. Saúde na adolescência: Satisfação com a imagem corporal e a auto-estima. [on-line] Disponível na Internet via http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/5770/1/Saude%20na%20adolesc encia.pdf Arquivo acessado em 21de maio de 2009.

BARDIN, L. Análise de conteúdos. Lisboa: Editora70, 2004.

BOSI, M. L. M.; LUIZ, R. R.; MORGADO, C. M. C.; COSTA, S. M. L.; CARVALHO, J.

R. Autopercepção da imagem corporal entre estudantes de nutrição: um estudo no município do Rio de Janeiro. [on-line] Disponível na internet via http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S004720852006000200003&script=sci_arttext&tl ng=pt Arquivo acessado em 30 de outubro de 2009.

BRÊTAS, S. R. J.; MORENO, S. R.; EUGENIO, S. D.; SALA, P. C. D.; VIEIRA, F. T.;

BRUNO, R. P. Os rituais de passagem segundo adolescentes. [on-line] Disponível

na internet via

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010321002008000300004&screipt=sci_arttext&

tlng=en Arquivo acessado em 30 de outubro de 2009.

BRÊTAS, S. R. J. A mudança corporal na adolescência: a grande metamorfose.

Temas sobre desenvolvimento, v12, n.72, pg. 29- 38, 2004.

CAMPAGNA, N. V. A identidade feminina no início da adolescência. São Paulo:

Casa do Psicólogo, 2005.

CAMPOS, S. M. D. Psicologia da adolescência. 11º Ed. Petrópolis: Vozes, 1987.

CAMPOS, S. M. D. Psicologia da adolescência. 16º Ed. Petrópolis: Vozes, 1998.

CONTINI, J. L. M.; KOLLER, H. S.; BARROS, S. N. M. Adolescência e Psicologia.

Brasília: Conselho Federal de psicologia, 2002.

CARVALHO, G. R. W.; FARIAS, S. E.; JÚNIOR, G. G. A idade da menarca está diminuindo? [on-line] Disponível na Internet via http://www.spsp.org.br/revista/25(1)- 14.pdf Arquivo acessado em 15 de maio de 2009.

CONTI, A. M.; FRUTUOSO, P. F. M.; GAMBARDELLA, D. M. A. Excesso de peso e insatisfação corporal em adolescentes. [on-line] Disponível na Internet via http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141552732005000400005 Arquivo acessado em 14 de maio de 2009.

CHIPKEVITCH, E. Puberdade e Adolescência: aspectos biológicos, clínicos e psicossociais. São Paulo: Roca, 1994.

SILVA, C. R. Metodologias Participativas para trabalhos de promoção de saúde e cidadania. 1ª ed. São Paulo: Vetor, 2002.

DIAS, S. L.; NAZARENO, E.; ZANINI, S. D.; MENDONÇA, H. Vestibular e adolescência: perspectivas teóricas e implicações sociopsicológicas. [on-line]

Disponível na Internet via

http://seer.ucg.br/index.php/fragmentos/article/viewArticle/712 Arquivo acessado em 30 de outubro de 2009.

FERREIRA, W. B. O cotidiano do adolescente. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1995.

FERREIRA, S. H. T.; FARIAS, A. M.; SILVARES, M. F. E. A construção da identidade em adolescentes: um estudo exploratório. [on-line] Disponível na Internet via http://www.scielo.br/pdf/epsic/v8n1/17240.pdf./ Arquivo acessado em 5 de maio de 2009.

FERREIRA, S. H. T.; FARIAS, A. M.; SILVARES, M. F. E. A construção da identidade em adolescentes: um estudo exploratório. Disponível na Internet via http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-

294X2003000100012&script=sci_arttext&tlng=in Arquivo acessado em 13 de novembro de 2009.

FERRIANI, C. G. M.; DIAS, S. T.; SILVA, Z. K.; MARTINS, S. C. Auto-imagem corporal de adolescentes atendidos em um programa multidisciplinar de assistência ao adolescente obeso. Disponível na Internet via http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-

38292005000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=pt/ Arquivo acessado em 12 de maio de 2009.

FRAGA, B. A. Corpo, identidade e bom-mocismo: Cotidiano de uma adolescência

bem-comportada. Disponível na Internet via

http://www.efdeportes.com/efd70/corpo.htm Arquivo acessado em 12 de novembro de 2009.

GOMES, R. G.; CARAMASCHI, S. Valorização de beleza e inteligência por adolescentes de diferentes classes sociais. Disponível na Internet via http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141373722007000200010&script=sci_arttext&tl ng=target=_blank Arquivo acessado em 30 de outubro de 2009.

GROISMAN, M.; KUSNETZOFF, C. Adolescência e Saúde mental. Porto Alegre:

Arte Médicas,1984.

JONES, F. Puberdade Precoce. [on-line] Disponível na Internet via.

http://www.torrent.com.br/frames/publicacoes/pesquisa_medica_04.pdf/. Arquivo acessado em 11 de abril de 2009.

MALDONADO, T. M. Vida em família: conversa entre pais e jovens. 4º ed. Sao Paulo: Saraiva, 1996.

MARCELLI, D.; BRACONNIER, A. Adolescência e Psicopatologia. 6º ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

MESSIAS; AQUINO; ARÁUJO; TAQUETTE. Adolescência e Saúde. [on-line]

Disponível na Internet via

http://www.janehaddad.com.br/arquivos/Uso_e_abuso_de_alcool_na_adolescencia.p df#page=24 Arquivo acessado em 4 de novembro de 2009.

MORGAN, D. L. Focus groups as qualitative research. Newbury Park, CA: Sage Publications, 1988.

NEIVA, C. M. K.; ABREU, M. M.; RIBAS, P. T. Adolescência: facilitando a aceitação do novo esquema corporal e das novas formas de pensamento. [on-line] Disponível

na Internet via http://pepsic.bvs-

psi.org.br/sciel.php?script=sci_arttext&pid=S167673142004000200008&lng=pt&nrm

=iso Arquivo acessado em 10 de abril de 2009.

OSÓRIO, C. L. Adolescente hoje. Porto Alegre: Artmed, 1992.

OUTEIRAL, J. Adolescer. 2.ed., atual e amp. Rio de Janeiro: Revinter, 2008.

PAPALIA, E. D.; OLDS, W. S.; FELDMAN, D. R. Desenvolvimento Humano. 8º ed.

Porto Alegre: Artmed, 2007.

PAPALIA, E. D.; OLDS, S. W. Desenvolvimento humano. 7º ed. Porto Alegre:

Artes Médicas, 2000.

PEREIRA, A. C. A. O adolescente em desenvolvimento. São Paulo: Harbra, 2005.

PERREIRA, N. F.; GARCIA, A. Amizade e escolha profissional: influência ou cooperação? [on-line] Disponível na Internet via http://scielo.bvs- psi.org.br/scielo.php?pid=s167933902007000100007&script=sci_arttext&tlng=pt Arquivo acessado em 30 de outubro de 2009.

PINTO, M. F. L. Televisão e educação sexual. [on-line] Disponível na Internet via http://www.jped.com.br/conteudo/95-71-05-248/port.pdf Arquivo acessado em 30 de outubro de 2009.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA. Protocolo de atenção à saúde do adolescente. 1º Ed. Curitiba, 2002.

ROMERO, T. K.; MEDEIROS, R. G. H. E.; VITALLE, S. S. M.; WEHBA, J. O conhecimento das adolescentes sobre questões relacionadas ao sexo. [on-line]

Disponível na Internet via

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010442302007000100012&script=sci_arttext&tl ng=in Arquivo acessado em 30 de outubro de 2009.

SERRÃO, M.; BALEEIRO, C. M. Aprendendo a ser e a conviver. São Paulo: FDT, 1999.

SHAFFE, R. D. Psicologia do desenvolvimento: Infância e Adolescência. 6º Ed.

São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.

SCHIESSL, C.S.S. O ingresso à universidade: dificuldades e expectativas dos jovens em relação à escolha do curso universitário. Tese de Mestrado em Psicologia Social e personalidade. Porto Alegre: PUCRS, 2000.

SPRINTHALL, A. N.; COLLINS, A. W. Psicologia do Adolescente; Uma abordagem desenvolvimentista. 3º ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2003.

TIBA, I. Puberdade e Adolescência: desenvolvimento biopsicossocial. São Paulo: Agora, 1986.

TIBA, I. Sexo e adolescência. São Paulo, SP: Ática, 1997.

YAEGASHI, R. F. S.; GUALDA, M. M.; CAMPIGOTTO, M. M. R. A concepção de adolescência segundo os próprios adolescentes. [on-line] Disponível na internet via http://www.cesumar.br/pesquisa/periodicos/index.php/iccesumar/article/viewArticle/5 8 Arquivo acessado em 5 de novembro de 2009.

ZARURY, T. Encurtando a adolescência: Orientação para pais e educadores.

10º ed. Rio de Janeiro: Record, 2004.

Prezado Senhor (a),

Sou acadêmica do 8º período de Psicologia da Universidade do Vale do Itajaí – Univali. Estou realizando meu trabalho de conclusão de curso, intitulado “Puberdade Masculina: sentimentos, percepções, formação de identidade e dificuldades”.

Esta pesquisa constitui um trabalho de conclusão de curso de psicologia da Universidade do Vale do Itajaí – Univali, intitulada Puberdade Masculina: sentimentos, percepções,formação de identidade e dificuldades. Esta pesquisa objetiva analisar os aspectos biopsicossociais relacionados ao processo do desenvolvimento da puberdade masculina, em alunos que tenham idade entre 12 e 14 anos e que estejam cursando a 7ª série do ensino fundamental, bem como verificar os sentimentos e dificuldades vivenciadas por elas neste período, levantar os recursos internos e as informações disponíveis que utilizam para lidar com as mudanças físicas e psicológicas associada às percepções que estas têm sobre si mesmas, bem como investigar como se forma a sua identidade nesse período do desenvolvimento.

Será procedida uma devolutiva aos participantes da pesquisa, para que estes tomem contato com os resultados alcançados pela investigação, favorecendo a aplicação e socialização do conhecimento e a compreensão sobre o tema de pesquisa.

A coleta de dados está prevista para ser realizada durante o mês de agosto de 2009, sendo previamente agendados o horário e local, por meio de contato telefônico ou correio eletrônico, com a Orientadora Pedagógica do colégio responsável pelos alunos do ensino fundamental. Como a amostra constitui-se de menores de 18 anos será encaminhado aos pais previamente o termo consentimento livre e esclarecido para que os mesmos assinem e autorizem a participação dos adolescentes na referida pesquisa. Para coleta de dados será utilizado a técnica do grupo focal (entrevista em grupo) com perguntas norteadoras da discussão relacionadas a vivência da puberdade masculina, que darão aos meninos maior liberdade para expor suas opiniões. As questões que serão discutidas foram elaboradas com base nos objetivos da pesquisa.

A participação nesta pesquisa será voluntária. Os participantes não serão remunerados, tendo o direito de retirar o consentimento a qualquer momento. Garante-se a sigilosidade da identificação nominal, assim como a segurança de que os resultados serão utilizados somente para finalidades acadêmicas.

Vale ressaltar que esta pesquisa trará subsídios importantes para uma reflexão e expansão do conhecimento, uma vez que os assuntos relacionado são escassos, sendo de extrema importância para a área da psicologia, bem como para outras áreas da saúde.

Saliento que esta pesquisa será orientada e acompanhada pela MSc. Profª Cláudia Silva Schead dos Santos Schiessl, sendo ela a pesquisadora responsável.

Solicito, portanto, vossa contribuição para a realização desta pesquisa cientifica, e para tanto, necessito a autorização desta instituição.

Agradeço a atenção e fico no aguardo de um retorno.

Atenciosamente

_______________________

Aldana de Almeida

____________________________ _________________________

Assinatura do Responsável Nome da escola

No documento PUBERDADE MASCULINA - Univali (páginas 39-51)

Documentos relacionados