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ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS

do Lazer*

Revista Turismo & Desenvolvimento B5 Não apresenta.

Tourism and Karst Areas (Pesq. em Turismo e Paisagens Cársticas)

B5 Não apresenta.

Fonte: elaborada pela autora, 2016.

Em um total de 30 revistas, encontraram-se apenas sete artigos com os termos, sendo que um deles foi descartado por se tratar de um estudo da área de contabilidade, não tendo relação com essa pesquisa. Isso indica que pesquisas ligadas à Educação Patrimonial e sua relação com o turismo e também à Região Missioneira serão importantes para o incremento da atividade turística dos locais envolvidos.

As quatro palavras contidas em cada tema selecionado apareceram na fundamentação teórica deste trabalho, mencionadas pelos autores pesquisados. A análise dos dados se dará através da presença ou ausência destes termos nos discursos proferidos pelos entrevistados, que serão analisados conforme os autores e as teorias presentes nesse estudo.

O cruzamento dos dados também se dará sob a presença de termos sinônimos ou que guardem o mesmo sentido, ainda que não sejam os mesmos termos utilizados pelos autores presentes na revisão teórica e pelas pessoas entrevistadas.

Para a interpretação dos discursos, a pesquisa se utilizará da Teoria Interpretativa de Geertz (2008) cujos estudos estão focados na hermenêutica com uma abordagem antropológica de natureza exploratória. Geertz afirma que a análise interpretativa envolve uma descrição com a construção de interpretações para o discurso dos informantes, levando em conta a descrição de dados brutos, a identificação de descritores ou palavras-chave que ajudem a responder os objetivos específicos e a análise contextual de padrões recorrentes de respostas mostrando alguns temas que submergem das respostas dos entrevistados, observações do pesquisador e documentos/bibliografias (CUNHA LIMA, 2016).

4 DISCUSSÕES E RESULTADOS

A fim de responder os objetivos deste trabalho, foram realizadas três visitas ao município de São Miguel das Missões (Rio Grande do Sul), que no Brasil é o único integrante dos Trinta Povos das Missões que possui um Patrimônio da Humanidade reconhecido pela UNESCO. Nesse município foram identificadas, inicialmente, duas entidades que, de certa forma, mantêm ou deveriam manter uma estreita relação com atividades voltadas à educação patrimonial por estarem diretamente ligadas ao patrimônio cultural, à cultura e ao turismo - a Prefeitura Municipal de São Miguel das Missões, através da Secretaria de Turismo, Cultura e Desenvolvimento e o IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, cujos diretores/secretários foram entrevistados. Nessas entrevistas foi possível elencar mais três instituições que completariam este trabalho e que foram citadas pelos primeiros entrevistados: o IBRAM, Instituto Brasileiro de Museus, a Pousada das Missões e o Ponto de Memória Missioneira que são parceiros nos trabalhos voltados à educação patrimonial e ao turismo cultural. Essas pessoas foram entrevistadas utilizando-se a técnica de entrevistas semi-estruturadas, com perguntas abertas, cujo seu teor pode ser conhecido no Apêndice A (p. 107) deste trabalho.

Para responder ao objetivo geral e aos três objetivos específicos dessa pesquisa, as entrevistas foram organizadas através da técnica do Discurso do Sujeito Coletivo, conforme já mencionado no capítulo da metodologia. Analisando o discurso de cada entrevistado, é possível entender como a educação patrimonial tem sido trabalhada no município e de que forma as instituições tem contribuído para desenvolver o turismo cultural no município e na região dos Trinta Povos Missioneiros. Em alguns momentos apareceram ideias centrais - discurso individual, onde a fala do entrevistado foi diferente de todos os outros e sentiu-se a necessidade de colocá-la separadamente para uma melhor compreensão.

A primeira questão da entrevista se referia sobre o conceito de políticas públicas, de forma mais ampla. Essa questão visava compreender a opinião dos

entrevistados sobre o assunto políticas públicas para, com isso, introduzir o segundo objetivo específico.

Questão 1: O que você entende por política pública?

DSC da IC A – Preservação e promoção do patrimônio cultural.

Uma das ações que estão vinculadas à preservação é a difusão e a promoção do patrimônio cultural. É fundamental passar esse conhecimento da importância da preservação para as gerações presentes e futuras e nossa instituição possui políticas voltadas para isso. No entanto, a consciência sobre a valorização do que temos deve vir em primeiro lugar. Para que isso aconteça, deve existir uma conscientização não só das instituições, mas também do povo.

Na introdução da entrevista junto aos informantes, foi mencionado que ela versava sobre temas envolvendo o turismo cultural, a educação patrimonial e o patrimônio cultural. Na primeira questão, alguns entrevistados já envolveram esses temas nas suas respostas, mesmo ela sendo uma questão mais ampla.

Uma parte dos discursos quis mostrar a política pública como sendo as ações de preservação e de promoção do patrimônio cultural existente em São Miguel das Missões. O discurso mostra a importância de envolver as gerações presentes e futuras nesse trabalho e também mostra que não só as instituições devem ter consciência da importância da preservação, mas principalmente a comunidade em geral. Mas na IC A percebeu-se a ausência de teoria sobre o significado da expressão “política pública”.

Outra parte dos entrevistados voltou seus discursos para o que realmente havia sido proposto e tentou falar um pouco do significado de uma política pública no geral.

DSC da IC B – Desenvolvimento de ações por parte das instituições.

Política pública é tudo aquilo que o governo escolhe fazer ou não fazer, é o conjunto de ações planejadas que acabam por ter algum tipo de influência sobre a vida dos cidadãos, formado por projetos e programas com metas descritas, fazendo um trabalho focado, com pessoas que tenham um bom conhecimento na área, trabalho que deve ser desenvolvido junto aos alunos do município e com os

estudantes de fora.

Esses discursos demonstram que a política pública está muito ligada às palavras ação e planejamento e que deve ser formada por programas ou projetos com metas bem definidas e com continuidade. Esse discurso vai ao encontro da teoria proposta por Hall (2001) que dá destaque ao que o governo decide fazer em prol da sociedade e ao que defendem Gastal e Moesch (2007) à respeito do acesso e da gestão no atendimento ao cidadão.

Através do DSC da IC A e B pode-se interpretar ainda que a política pública é uma ação que deve partir de fatores exógenos (o Governo em suas diferentes esferas ou técnicos peritos) para serem entendidas como tal. Deve-se considerar que a política pública poderia partir da própria população local, organizada socialmente ou não. Isto se percebe em muitas ações nas escolas, partindo-se dos professores, sem qualquer direcionamento para tanto, o que pode ser constatado nos discursos seguintes.

A segunda questão interrogava a existência de uma política pública de educação patrimonial sistematizada sendo trabalhada no município. Com as respostas pretendia-se verificar a existência ou não de políticas públicas no município.

Questão 2: Existe uma política pública de educação patrimonial sistematizada sendo trabalhada em seu município?

DSC da IC A – Sim, existe uma política pública.

Sim, várias ações de Educação Patrimonial já foram realizadas, mas atualmente não tem tido nenhuma ação desse tipo porque a nossa equipe técnica está muito reduzida e nós estamos com um pouco de dificuldade de dar continuidade a esse trabalho. Mas existe uma instituição na cidade que possui essa política pública sistematizada e que está a colocando em prática devido à ampliação de seu quadro de servidores. Muitas vezes esses trabalhos são deixados de serem colocados em prática também pela falta de recurso financeiro.

Analisando a fala de alguns dos entrevistados, percebe-se que existe uma política pública de educação patrimonial, mas ela é individualizada, ou seja, acontece separadamente em cada uma das instituições. Duas entidades da

cidade possuem essa política, embora uma não esteja realizando trabalhos na área em virtude do reduzido número de colaboradores. Em contrapartida outra instituição presente no município passou por uma ampliação em seu quadro de servidores e está trabalhando fortemente a educação patrimonial.

Uma outra parte dos entrevistados disse que essa política pública sistematizada não existe no município, como podemos ver no discurso.

DSC da IC B – Não existe uma política pública.

Política pública, no sentido claro de planejamento de ações para cumprimento de metas, não.

Voltada para a Educação Patrimonial teve um período que teve, inclusive era um trabalho em parceria, mas hoje muito pouco se tem em termos disso, por questões estruturais, de recurso e a dificuldade de conseguir profissionais que tenham condições e interesse nesse tipo de trabalho.

Não existe nem do ponto de vista municipal, nem estadual, nem federal e nem mundial.

Nessa fala ficou claro que alguns entrevistados desconhecem a existência de uma política pública ou afirmam que o que existe na cidade são ações e não uma política pública sistematizada.

Os discursos da questão dois expressam a divergência de opiniões entre as entidades. Cada uma elaborou o discurso pensando no seu trabalho e não no município como um todo. Percebeu-se que a falta de pessoas, de estrutura e de recursos financeiros é um fator agravante para a não realização de atividades de educação patrimonial no município. Outra vez, a mesma recorrência da questão anterior: outorga-se a outros a responsabilidade da Educação Patrimonial, não possuindo os entrevistados o entendimento de que pode ser uma ação a partir da iniciativa local. Neste caso, o local poderia ser interpretado como a região missioneira. Observa-se que não há a ação nem sequer na própria cidade, muito menos na região missioneira como um todo, o que poderá ser constatado mais à frente. É importante lembrar que, na teoria já apresentada, a Educação Patrimonial precisa ser um processo permanente e sistemático (HORTA;

GRUNBERG e MOTEIRO, 2009). Se fosse assim caracterizada, sendo gerenciada e coordenada pelas instituições, tendo sido instituída através de algum documento, poderia ser considerada uma política pública.

Na terceira questão, os entrevistados deveriam discorrer sobre as ações isoladas de educação patrimonial que acontecem no município. Esse discurso foi construído com a soma da fala de cada entrevistado, abordando todas as entidades citadas. Esse questionamento tinha como objetivo verificar se as ações que acontecem na cidade estão sendo divulgadas e se as instituições têm conhecimento sobre elas.

Questão 3: No caso de não haver uma política pública, você tem conhecimento de ações isoladas a respeito de educação patrimonial em seu município?

DSC da IC A – Entidades que realizam ações de Educação Patrimonial.

Eu digo que não é uma ação isolada, mas existe e ocorrem a todo o momento, desde cursos aos professores das escolas municipais e estaduais até cursos de artesanato. Algumas escolas, por exemplo, no mês de abril estudam a questão missões, a história do município. Então eles fazem atividades voltadas para essa questão patrimonial. A pousada também possuía um trabalho de educação patrimonial, que durou dois ou três anos. Eu cito também a Escola Antônio Sepp, a Secretaria de Turismo, o IBRAM, o IPHAN, o Ponto de Memória, o Caminho das Missões, a Trilha de Consciência Guarani, a Aldeia Tekoa Koenju, a Associação Amigos das Missões e o Centro de Tradições Nativistas. Eu acho que no momento que tu passa o conhecimento, tu tá educando.

O discurso expressou diversas entidades que trabalham a educação patrimonial, dentre elas as principais envolvidas nessa pesquisa. Também apareceram as escolas e os professores, os principais desenvolvedores de atividades no município. Acredita-se que o Caminho das Missões, a Trilha da Consciência Guarani, a Aldeia Tekoa Koenju, a Associação Amigos das Missões e o Centro de Tradições Nativistas apareceram em um dos discursos pelo fato dessas entidades reproduzirem o conhecimento sobre as missões e um dos entrevistados afirmou que “no momento que tu passa o conhecimento, tu ta educando”. Nota-se nos discursos que há um desajuste, pois o entendimento de que se estuda a história missioneira e há a educação formal, já se está fazendo Educação Patrimonial. Isso, inclusive, pode acarretar equívocos, já que a Educação Patrimonial deve ser sistematizada e com uma continuidade, como defendem Horta, Grunberg e Monteiro (2009).

Na questão quatro os entrevistados foram questionados sobre as principais entidades parceiras na implantação de uma política de educação patrimonial. Essa questão visava entender quais eram os principais envolvidos no processo.

Questão 4: Quais são as principais entidades parceiras na implementação de uma política pública de educação patrimonial?

DSC da IC A – Entidades parceiras no desenvolvimento de ações de Educação Patrimonial.

Eu diria que essas entidades já citadas na pergunta anterior e poderia agregar mais. Eu começaria pela atividade privada local: hotéis, restaurantes, guias, comércio em geral, postos de combustível - pois é quem mais tira proveito. Depois vem a Secretaria de Turismo, que é o instrumento público de ação direta sobre o tema e quem tem dever de fazer com que a sociedade conheça a história missioneira. A Secretaria de Educação Municipal tem o dever de construir o conhecimento através da educação. Escolas estaduais, Secretaria de Estado do Turismo e da Cultura, Ministério da Cultura (IBRAM e IPHAN), a UNESCO tem seu único patrimônio mundial tombado aqui, e ONGs, como a Associação do Caminho das Missões, o Ponto de Memória, a Associação de Guias de Turismo da Região das Missões. Mas é bem complicado essa relação porque o nosso trabalho depende diretamente do deles. Tem muita coisa que a gente poderia talvez fazer em parceria e é muito demorado o processo, muito burocrático. Ainda está faltando a articulação de todas as instituições.

Nesse discurso é possível perceber que falta articulação das entidades, mas que o trabalho poderia ser desenvolvido em conjunto pela Prefeitura, IPHAN, IBRAM, Ponto de Memória, Associação de Guias de Turismo e as escolas, sendo considerada uma relação burocrática entre algumas dessas instituições. Chamou atenção desta pesquisadora a resposta que mostrou a importância do envolvimento da atividade privada local nos trabalhos, já que são eles os principais interessados. Na maioria dos discursos os entrevistados falam da necessidade de haver uma ação conjunta, mas até o momento, nenhuma das instituições tomou a frente para incentivar e coordenar o desenvolvimento dos trabalhos.

Nessa questão, um dos entrevistados citou que antigamente as pessoas que iam a São Miguel das Missões tinham um entendimento e que hoje essa valorização e esse entendimento se ampliaram e isso se consegue ver no interesse que os alunos demonstram nas visitas.

DSC da IC B – Visão do patrimônio pelas futuras gerações – discurso individual.

As nossas futuras gerações, se olhar dez, quinze, vinte anos atrás eles tinham um entendimento e hoje eles tem outro porque percebe-se, quando tão diante dos nossos estudantes, eles se maravilham, eles tem sede da história e respiram diante de cada divindade e eles buscam muito a me questionar sobre a história.

Neste discurso, fica claro o interesse dos estudantes pela história do município e por todos os mitos e lendas que a envolvem.

Qual é o órgão fomentador das políticas públicas de Educação Patrimonial representa o questionamento cinco. Essa questão visava entender quem está financiando projetos na área de Educação Patrimonial.

Questão 5: Qual é o órgão fomentador das políticas públicas de educação patrimonial?

DSC da IC A – Parceria para financiamento de projetos.

Na verdade, parece-me que não há um plano claro. Mas poderiam ser os três. Potencial para fazer esse trabalho junto os três tem. Talvez tivesse que entrar alguém, por exemplo, o Ponto de Memória pra conseguir auxiliar nessa estrutura. Pensando na questão local é totalmente viável custear. Agora se tu for pensar num trabalho maior que talvez possa até fomentar a questão turismo, um pouco das crianças valorizarem mais o que estão visitando, o que estão conhecendo, aí tu dependeria de outros mecanismos, governo federal talvez. Aqui já existiu um material feito em parceria por duas instituições.

Este discurso mostrou que as três maiores instituições do município poderiam fomentar a atividade, mas isso não tem ocorrido. Em uma delas, onde a política está estabelecida e as atividades ocorrem, o fomentador é o governo federal. Contudo, no passado já existiu um material sobre educação patrimonial construído em parceria, projeto que não teve continuidade. Um dos entrevistados discorreu que projetos de Educação Patrimonial para a comunidade de São Miguel das Missões é viável de ser custeado por uma ou mais instituições. Já se esse trabalho for ampliado para todos os visitantes do município, acaba ficando caro.

Por isso a importância de um parceiro que pudesse cobrar pelo serviço, como o ponto de Memória ou a própria Pousada das Missões.

Em um discurso individual, um dos entrevistados afirmou que não se deve esperar ou depender completamente das instituições públicas.

DSC da IC B – Ações da iniciativa privada – discurso individual.

Se nós esperar por instituição ou por projetos nós não teria esse espaço que nós te apresentamos.

Percebe-se no discurso que algumas ações estão sendo desenvolvidas pela iniciativa privada, mesmo que poucas e com dificuldade de recursos.

Na questão seis o questionamento principal era focado nos benefícios de se trabalhar a educação patrimonial em um município. Seu principal objetivo era verificar se as entidades possuem consciência dos benefícios positivos que a Educação Patrimonial pode gerar para o Turismo Cultural.

Questão 6:O município percebe algum benefício em estar trabalhando educação patrimonial?

DSC da IC A – Benefícios conseguidos com a Educação Patrimonial.

Eu acredito que sim. Se tu chegar ali e simplesmente olhar e não souber nada, não vai ter grande importância para ti. Se tu chegar ali, se tu conhecer um pouco da história, com certeza muda. Eu acho que no momento que tu cresce com aquela consciência, tu vai conhecendo o patrimônio, a importância em preservar, tu cria uma relação com o lugar e até pela questão do desenvolvimento econômico do município isso é importante porque as pessoas começam a valorizar, elas começam a ver que as pessoas vêm para São Miguel pra conhecer e isso pode gerar um empreendedorismo. Basta considerar também a presença de duas autarquias federais - IPHAN e IBRAM - em São Miguel das Missões, que representam um investimento significativo do governo federal no município, e que tem repercussão em diferentes setores da vida sociocultural e também econômica da comunidade local. Por outro lado, quem sonha em ter lucro, em termos financeiros, seria a rede hoteleira apenas.

É interessante observar que quatro entrevistados percebem benefícios voltados à valorização da história, do patrimônio e também a importância da presença do governo federal no município, através de duas importantes entidades – o IPHAN e o IBRAM. No discurso apareceu a expressão “a partir do momento que tu cresce com aquela consciência”, que revela a importância de trabalhar a Educação Patrimonial com as crianças, desde a pré escola, teoria esta fortemente defendida por esta pesquisadora.

Em um discurso individual, o entrevistado mostrou-se contrário às opiniões acima descritas.

DSC da IC B – A não percepção de benefícios – discurso individual.

A resposta plausível parece que é não, pois sabem pouco sobre o mundo de informações e de possibilidades.

O entrevistado acredita que o município não percebe os benefícios e por isso não está realizando atividades de Educação Patrimonial em suas diversas possibilidades.

Os resultados obtidos com a implementação de uma política pública de educação patrimonial foram discutidos na sétima questão, que objetivava verificar, de fato, se as entidades possuem a percepção desses resultados.

Questão 7: Que resultados foram obtidos com a implementação de uma política pública de educação patrimonial?

DSC da IC A – Preservação e valorização do patrimônio cultural.

O Sítio Histórico São Miguel Arcanjo e o Museu das Missões recebem, anualmente, em torno de 90 mil visitantes. Na sua maioria, são estudantes dos ensinos Fundamental e Médio, mas há também considerável número de universitários. Não só os colégios dos estudantes, mas a própria conscientização dos nossos guias de turismo, das agências de turismo. Ao ser declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1983, o Sítio Histórico São Miguel Arcanjo ganhou mais visibilidade e, por consequência, tem atraído mais turistas. Esse reconhecimento conferido contribuiu para que o Poder Público tenha passado a dispensar especial atenção no desenvolvimento de políticas públicas voltadas à pesquisa, preservação e divulgação desse patrimônio.

No discurso coletivo percebe-se a importância do número de visitantes e o destaque para a valorização do título Patrimônio da Humanidade, conferido pela UNESCO em 1983 e que deu maior visibilidade ao município, fazendo com que o poder público (seja federal, estadual ou municipal) dispensasse maior atenção na preservação do patrimônio em questão.

Dois entrevistados responderam que não houve implementação de uma política pública sistematizada, conforme já observado em questões anteriores.

DSC da IC B – Não houve implantação de política pública.