Figura 26 - Resultado das amostras reprovadas coliformes totais e coliformes termotolerantes por localidade na 2ª campanha.
Em Bariri, na 1ª campanha (figura 25), das 8 amostras analisadas, 7 estavam contaminadas por coliformes totais, o que representa um total de 87,5% de amostras fora dos padrões definidos pela portaria 518 de 2004 do Ministério da Saúde. Já na 2ª campanha (figura 26), 100% das amostras analisadas estavam fora do padrão para coliformes totais.
Em relação aos coliformes termotolerantes, em Bariri, na 1ª campanha, das 8 amostras analisadas, apenas 3 estavam dentro do padrão estabelecidos para coliformes termotolerantes, 62,5% estavam fora do padrão. Na 2ª campanha, das amostras analisadas, 57,1% estavam dentro do padrão, e 42,9% estavam fora do padrão estabelecido para coliformes termotolerantes em água para consumo humano.
Em Travessão, das 6 amostras analisadas (figura 26), em relação a coliformes totais, apenas 2 estavam dentro do padrão de potabilidade, 66,7% estavam fora dos padrões microbiológicos de coliformes totais.
Em relação aos coliformes termotolerantes, das 6 amostras analisadas, 5 estavam dentro do padrão, sendo apenas 16,7% fora dos padrão.
Em Posse do Meio, na 1ª campanha das 8 amostras coletadas, 100% das amostras estavam contaminadas por coliformes totais e apenas 2 estavam dentro do padrão microbiológico para coliformes termotolerantes, sendo, portanto, que 75% estavam fora do padrão de potabilidade.
Na 2ª campanha, em Posse do Meio, 100% das amostras estavam contaminadas por coliformes totais e 50% das amostras estavam dentro do padrão de potabilidade quanto ao padrão microbiológico para coliformes termotolerantes.
Em Conceição do Imbé, na 1ª amostragem, das 9 amostras, 100% das amostras estavam contaminadas por coliformes totais e apenas 2 estavam dentro do padrão microbiológico estabelecido para coliformes termotolerantes, portanto, 77,8% estavam fora do padrão para coliformes termotolerantes.
Na 2ª campanha em Conceição do Imbé, 100% das amostras estavam fora do padrão para coliformes totais e para coliformes termotolerantes.
Em Lagoa de Cima e São Benedito, na 1ª campanha, 100% das amostras estavam contaminadas por coliformes totais.
Quanto aos coliformes termotolerantes, das 9 amostras, apenas 3 estavam dentro do padrão, 66,7% estavam fora do padrão microbiológico estabelecido.
Na 2ª campanha, em Lagoa de Cima e São Benedito, 100% das amostras estavam fora do padrão para coliformes totais. Quanto aos coliformes termotolerantes, das 7 amostras, 3 estavam dentro do padrão para coliformes termotolerantes (42,9%) e 57,1% estavam fora do padrão microbiológico.
Em Campo Novo e Venda Nova, na 1ª campanha, 100% das amostras estavam fora do padrão estabelecido para coliformes totais. Das 10 amostras analisadas, 4 estavam dentro do padrão microbiológico para coliformes termotolerantes (40%) , e os 60% restantes estavam fora do padrão microbiológico para coliformes termotolerantes.
Na 2ª campanha em Campo Novo e Venda Nova, quanto aos coliformes totais, 100%
das amostras estavam fora do padrão. Em relação aos coliformes termotolerantes, 60%
estavam dentro do padrão de qualidade para consumo humano e 40% fora do padrão.
Em Baixa Grande, na 1ª campanha, 100% das amostras analisadas estavam fora do padrão microbiológico para coliformes totais. Quanto aos coliformes termotolerantes, 60%
das 10 amostras de água analisadas estavam dentro do padrão de qualidade e 40% estavam fora do padrão microbiológico para coliformes termotolerantes.
Na 2ª campanha em Baixa Grande, 100% das amostras analisadas estavam fora do padrão microbiológico para coliformes totais. Quanto aos coliformes termotolerantes, das 7 amostras analisadas, 4 estavam dentro do padrão (57,1%) e 42,9% estavam fora do padrão.
Em Pernambuca e Ibitioca, na 1ª campanha , 100% das 10 amostras estavam fora do padrão para coliformes totais; 70% das amostras de água estavam dentro do padrão microbiológico para coliformes termotolerantes e apenas 30% fora do padrão.
Na 2ª campanha (figura 15), novamente, 100% das amostras de água analisadas estavam fora do padrão microbiológico para coliformes totais. Quanto aos coliformes termotolerantes, das 9 amostras de água analisadas, 5 estavam dentro do padrão (55,6%) e 44,4% estava fora do padrão.
Em Guriri, na 1ª campanha, 100% das amostras analisadas estavam fora do padrão microbiológico para coliformes totais. Quanto aos coliformes termotolerantes, das 8 amostras de água analisadas, 2 estavam dentro do padrão (25%) e 75% estavam fora do padrão.
Na 2ª campanha, das amostras analisadas, 100% estavam fora do padrão microbiológico para coliformes totais. Quanto aos coliformes termotolerantes, das 5 amostras analisadas, apenas 1 estava dentro do padrão (20%), e 80% estavam fora do padrão microbiológico para coliformes termotolerantes.
A localidade de Ponta da Lama é abastecida por uma rede que capta água subterrânea de um único ponto e distribui para toda a localidade. Apesar disto, foi feita uma amostragem de água do poço que distribui água para a localidade, e outra amostragem, em outro ponto, numa residência, para fins de comparação.
A amostra número 1 se refere a amostra coletada em torneira, em um domicílio, e a amostra número 2 diz respeito à amostra retirada no local do poço que abastece a localidade.
Na 1ª campanha, a amostra domiciliar (número 1) estava fora do padrão microbiológico, tanto para coliformes totais, quanto para coliformes termotolerantes. Já a amostra número 2 (poço de distribuição) encontra-se fora do padrão microbiológico para coliformes totais, mas dentro do padrão microbiológico para coliformes termotolerantes, e de acordo com o parágrafo 9 do art. 11 da portaria 518 do MS, ela está aprovada para consumo humano, pois a portaria tolera a presença de coliformes totais em água de poço, desde que haja ausência de Escherichia coli e, ou, coliformes termotolerantes. Entretanto, exige que seja investigada a origem da ocorrência, e se tomem providências imediatas de caráter corretivo e preventivo e, posteriormente, seja realizada nova análise de coliformes.
Na 2ª campanha, a amostra domiciliar (amostra número 1) continuou fora dos padrões microbiológicos, tanto para coliformes totais, quanto para coliformes termotolerantes.
Entretanto, a nova análise da água do poço que abastece a Ponta da Lama foi reprovada tanto pra coliformes totais, como para coliformes termotolerantes. As causas desta contaminação podem estar relacionadas à proximidade de um poço abandonado sem estar protegido, e à proximidade a fossa séptica, que é de apenas 8 metros.
As média e desvios padrão da localidade de Ponta da Lama foram desconsiderados aqui por se tratar apenas de 2 pontos, mas os resultados serão melhor compreendidos posteriormente ao se discutir as informações relativas à localidade Ponta da Lama.
De acordo com resultados obtidos nas análises para coliformes totais e coliformes termotolerantes, todas as localidades estudadas foram reprovadas, indicando contaminação microbiológica na água consumida e, consequentemente, grande risco de ocorrência de doenças de veiculação hídrica.