“O que será que me dá Que me queima por dentro, será que me dá Que me perturba o sono, será que me dá Que todos os tremores me vêm agitar Que todos os ardores me vêm atiçar...”
Chico Buarque
No início do processo terapêutico, a paciente M. demonstrava como projetava seus objetos no mundo externo, se relacionando com as pessoas de forma objetal e sexual. Assim ela tenta estabelecer um vínculo junto ao terapeuta, utilizando de mecanismos defensivos como: a negação, pensamento mágico, fuga para cura.
Em pouco tempo deixa de falar da filha como apoio (que apresentou no período de triagem). O estabelecimento de um relacionamento sem sexo – que propõem a psicoterapia –, passa a ser um tema repetitivo (compulsão pela forma conhecida de se relacionar), com um comportamento de altos e baixos em relação ao seu humor e com grandes períodos de silêncio (em torno de 2 a 3 minutos para respostas), utlizando-se ainda a resposta “não sei” para o ganho de tempo.
Em 2004 pensou em separação, dizia que pedia a Deus que ele (o marido) morresse, pois achava que com a separação ele ficaria com os filhos. Relata que beijou outro homem e que Deus é tão grande que ela não teve relações sexuais com este. A mesma relatou o quanto não suportava assistir a filmes pornô, porém diz que seu marido pedia para que ela fizesse as mesmas coisas do filme. Isso a incomoda, pois diz que é uma mulher mais antiga.
Sente-se desanimada, chora muito, principalmente quando tem que ir trabalhar.
Atualmente a paciente encontra-se em um segundo momento terapêutico, onde as funções egóicas encontram-se melhor adaptadas. M. fala de suas emoções de forma coerente, a fala é rápida e em alguns momentos lenta, seu tempo de
resposta e pensamentos se modificaram. Existe uma percepção interna inexistente no primeiro momento.
Categoria:
A) A resistência manifesta dentro do processo analítico.
Dentro desta categoria expressaram-se os mecanismos defensivos que foram sub-categorizadas a partir da análise do material apresentado. São eles:
A.1) Transferência positiva, a transferência foi estudada intensamente por diversos autores de base analítica. Freud apresentou em A dinâmica da transferência (1912) que esta pode se tornar a maior resistência dentro do processo terapêutico. A transferência é uma parte da libido que entrou num curso regressivo e reviveu as imagos infantis do indivíduo. Onde a libido capaz de se tornar consciente é a parte que se acha dirigida para a realidade é diminuída e aparte que se dirige para longe da realidade é inconsciente, e que embora possa ainda alimentar as fantasias do indivíduo, pertence ao inconsciente, é proporcionalmente aumentada.
É aqui que a terapia passa a perseguir tais imagos, de forma a rastrear a sutil teia confeccionada entre a realidade e o mundo subjetivo inconsciente do sujeito, tornando consciente esse caminho através da livre associação. A transferência é a maneira peculiar de encontro entre o terapeuta e o paciente e serve como caminho a se percorrer até o inconsciente.
A transferência se torna uma resistência ao impedir o aprofundamento da relação com o terapeuta. Reich (2004) apresenta a transferência sobre o mesmo prisma freudiano, esta podendo se tornar a maior resistência dentro do setting terapêutico, variando sua percepção no que se refere a forma de manifestação, pois transferência se apresenta de foram infantilizada, na modulação da voz, na sua movimentação dentro do setting, na sua polidez...
Freud ainda apresenta a transferência sobre dois aspectos podendo ela ser:
positiva ou negativa.
A transferência positiva é ainda dividida em transferência de sentimentos afetuosos admissíveis a consciência e de transferência de prolongamentos desses sentimentos do inconsciente (que tomam fontes eróticas).
“Originalmente, conhecemos apenas objetos sexuais, e a psicanálise demonstra-nos que pessoas que em nossa vida real são simplesmente admiradas ou respeitadas podem ainda ser objetos sexuais para nosso inconsciente” (FREUD, p. 140, 1912).
Assim podemos compreender de que forma se dá essa relação dentro do setting, quando se refere à transferência positiva.
A transferência negativa é aquela que se dirige ao terapeuta de forma hostil.
Na vida comum ela está encoberta. Já dentro de um processo terapêutico ela encontra-se clara através do abandono do processo, mas não se resume só a isto.
Ela aparece com a separação dos seus pares contrários (das pulsões contrárias).
Reich (2004) vem apresentar como uma forma de transferência muito mais próxima da realidade do sentimento, pois de certa forma, as forças atuantes para que se mantenha o equilíbrio das funções egóicas vão de encontro ao trabalho terapêutico, e esta posição hostil é a manifestação dessa luta pela permanência, devendo posteriormente retornar para uma transferência positiva, modificada para uma forma mais genuína. Situação clínica:
Na primeira fase a paciente tenta seduzir o terapeuta. Isso é percebido na sua forma insinuante de se vestir, e no seu comportamento dentro do setting, que busca sempre uma forma de contato físico junto ao terapeuta. É importante ressaltar a atitude do terapeuta diante de tais insinuações, pois ele marca sempre qual a necessidade deste contato físico, sendo que a relação deles ali dentro é uma relação mental. Passando para uma relação transferencial hostil, pois ela ameaça abandonar a terapia, alegando não existir necessidade, se atacando a relação terapêutica.
Compreende-se a diferença na transferência desta relação pelo seu estabelecimento, sua concretização. O tempo em que persiste tal acompanhamento, abriu espaço para a consolidação de uma relação, onde se observam fases mais positivas, marcadas pela fuga para cura, com uma grande aceitação de toda a colocação do terapeuta, e a mudança para um período de hostilidade onde existiu uma tentativa de abandono do processo analítico. Vive-se hoje um retorno à fase positiva com algumas diferenças, mais próximas da realidade, pois ela escuta as colocações aceita aquilo que lhe faz sentido.
O terapeuta realiza durante todo o acompanhamento desta paciente aquilo que descrevem as idéias kleinianas, ou seja, a interpretação maciça de toda a transferência, seja esta positiva ou negativa, sempre de forma a mantê-la dentro da relação terapêutica. A ”transferência opera, não só nos momentos em que o paciente alude de forma direta ou indireta ao analista (ou nas rupturas do discurso - agregamos), mas permanentemente, e que tudo é questão de saber detectá-la”
(ETCHEGOYEN, p.110).
A.2) Cisão para que possamos imaginar o objeto cindido é de extrema importância termos em mente os conceitos kleinianos, pois segundo a autora no nascimento já existe Ego o suficiente para experimentar a ansiedade, usar mecanismos defensivos e formar relações objetais primitivas na fantasia e na realidade (SEGAL, 1975).
Para Klein a criança ao nascer experimenta a posição esquizoparanóide, partindo da idéia inicial da existência de um ego primitivo que se relaciona com os objetos a sua volta – frente a fantasia e a realidade –, podendo se dizer que neste momento ele se encontra em ampla desorganização (mesmo apresentando uma No momento atual da terapia, pode-se perceber a mudança dessa relação transferencial, que se estabeleceu de forma positiva desde o início. Hoje a paciente apresenta-se de forma calma frente às intervenções do terapeuta, aceitando-as. Ela ressalta alguns aspectos frente à relação estabelecida entre eles, em forma de confiança, como se percebe em sua fala:
“..tu não é como os outros homens...Contigo eu posso falar, por que tu cuida de mim...”
tendência à integração) algumas vezes sobre uma ansiedade intolerável. Essa tendência à integração é afastada, ocorrendo uma desintegração defensiva. Aqui algumas partes do objeto acabam por se partir e posteriormente são projetadas para fora do indivíduo.
E frente à intrusão do instinto de morte, o seio é geralmente sentido como o dividindo em vários pedaços, de forma que o ego acaba por se confrontar com muitos perseguidores, ficando parte dessa agressividade retida no self sendo convertida em agressividade e dirigida aos seus perseguidores.
O que se mantém, é que em situações de ansiedade a divisão é ampliada, e a projeção e a introjeção são utilizadas para manter os objetos perseguidores e ideais afastados uns dos outros, como também para adquirir certo controle sobre os mesmos.
Esta forma de sentimento, em que a própria paciente se percebe cindida é a mesma que a autora Hanna Segal (1975) apresenta sobre as idéias kleinianas, onde o objeto é cindido pelo aumento da ansiedade e projetado para o mundo e externo.
O sujeito então passa a reconhecer tais partes como perseguidoras, identificando uma ameaça dos seus próprios objetos internos que agora estão projetados no mundo externo.
A paciente atribui algumas atitudes a uma parte sua a qual denomina fora de controle, e que ela própria denomina como má, perigosa ou não tão boa, delegando Atualmente a paciente continua se perceber cindida. Em sua fala fica explícito: “eu vejo uma M. boa e uma M. má... (SIC)”.
A percepção de sentimentos e desejos contraditórios causa estranhamento, da mesma forma como a cisão de determinadas partes tomadas como más, proporcionam um sentimento de culpa e autopunição. Essas partes chegam através de pensamentos que a desvalorizam como mulher e esposa e a fazem se sentir culpada por esta M. má, perigosa, que acaba aceitando algumas situações ruins.
a esta parte a responsabilidade de muitas atitudes. Somente após algum tempo de terapia a paciente começa a aceitar essas características como pertencente ao self.
Através da interpretação do terapeuta inicia-se um pensamento que caminha para a integração destas partes, o que a autora explica como a tendência a integração, oferecendo um espaço dentro do setting para a passagem da posição esquizoparanóide para a posição depressiva, neste período atinge-se isso parcialmente existindo atualmente alguns momentos para a tentativa de reparação dos objetos agredidos (SEGAL, 1975).
A.3) A Projeção ocorre quando o indivíduo expulsa e localiza no outro (pessoa ou coisa) qualidades, sentimentos, desejos e objetos que desdenha ou recusa em si, assim atribuindo ao outro desejos ou pensamentos que não reconhece nele.
Ocorre quando uma percepção interna é suprimida e, ao invés de seu conteúdo – após sofrer certo tipo de deformação –, ingressa na consciência sob a forma de percepção externa (FREUD, 1915), percebendo então estas características como próprias do objeto.
Portanto a projeção consiste em atribuir tendências próprias a outras pessoas ou coisas, podendo ocorrer o animismo (mecanismo de projeção consideravelmente desenvolvido, pelo qual se atribuem propriedades humanas a objetos inanimados).
A projeção é uma defesa que se destaca na paranóia. Os dois aspectos fundamentais do mecanismo projetivo são: o alívio da tensão interna (defesa) e a tendência original primitiva de estruturar o mundo que nos rodeia a imagem e semelhança de nosso mundo interno (TALLAFERRO, 1996).
Podemos dizer que essa defesa é intrínseca ao mecanismo anterior de cisão, pois após os objetos internos serem cindidos – quebrados –, existe a expulsão destas partes do self, então eles se relacionam quanto a sua funcionalidade de preservação, atuando conjuntamente. Ainda com o pensamento kleiniano, nos voltamos para quão rudimentar é a base deste funcionamento, que opera desde um ego primitivo, anterior aos seis meses de idade, tornando-se cada vez mais complexo por sua utilização excessiva e pela estruturação do ego.
A projeção acontece de forma a proteger o indivíduo de necessidades ou características inaceitáveis para sua própria personalidade, sendo lançada para o mundo externo, encontrando outros objetos (ou relações) nas quais possam ser aceitas tais características.
Situação clínica:
A projeção passa a ser percebida por alguns autores como uma defesa maníaca, não se podendo esquecer que esta defesa é extremamente regredida.
Segundo o pensamento kleiniano apresentado pela autora Hanna Segal (1975), a tentativa de preservar os objetos bons ou até mesmo a tentativa de manter sobre controle os objetos maus, faz com que o sujeito passe a utilizar de forma concisa a projeção. Então fica evidente a existência de uma tentativa de controlar os objetos persecutórios, através de seu medo em relação aos mesmos e da sua dificuldade em identificá-los.
A tentativa de lidar com os objetos persecutórios já projetados preserva a integridade do self. A paciente M. funciona de forma que fica muito mais fácil lidar com o sentimento que persiste em descuidar da relação, sendo percebido como abandono por parte do outro e não mais como parte sua.
É imprescindível para o reconhecimento de tais conteúdos, que exista a pontuação (através da intervenção) do terapeuta. A apenas através da demarcação No primeiro momento da terapia a paciente apresentava projeções do tipo:
“ele me deixa sozinha... desfaz de mim...” se referindo ao marido, expressando que o marido a abandonava de certa forma em diferentes situações. O que se viu dentro do processo analítico foi o quanto ela deixava o marido de lado em quase todas as atividades diárias.
Hoje podemos perceber que ao mencionar: “... ele precisa falar isso!!” (SIC), se referindo ao amante falar pornografias ao telefone, fica claro que, nas primeiras colocações do terapeuta, existe uma necessidade dela em ouvir tais coisas, trazendo a afirmativa de volta para ela.
da existência da resistência, é que esta pode vir a ser percebida pela consciência, como uma forma de afastamento do sujeito de determinados conteúdos aqui expressos pelo próprio desejo em ouvir.
A.4) Silêncio, este pode ser encarado como uma resistência na medida em que o paciente prefere o não estabelecimento de uma relação dentro do setting terapêutico. Ele se apresenta por vezes desde o início da sessão ou então frente à dificuldade em lidar com o tema trabalhado, tendo períodos de duração longos e curtos, quando o paciente é questionado sobre alguma coisa e quando se apresenta junto a um movimento corporal (APONTAMENTOS 2, 2005).
O silêncio torna-se uma forma de resistência para o processo terapêutico, à medida que afasta o paciente do contato com o conteúdo apresentado, ou até mesmo com o terapeuta, dificultando o estabelecimento do vínculo e do desenvolvimento.
Situação clínica:
É importante pensar na qualidade desta relação, que permite um espaço para o silêncio sem que haja o abandono. No primeiro momento os períodos de silêncio provocavam mal estar, recriando uma situação de tensão, que evidenciava a resistência dentro do setting terapêutico.
No primeiro momento M. levava algum tempo para responder ou elaborar qualquer intervenção por parte do terapeuta, aproximadamente três minutos, às vezes podendo levar um pouco mais.
Hoje se pode observar que o tempo de resposta diminuiu, ela deixa-se algum instante em silêncio frente a algum questionamento ou quando não quer falar mais sobre tal assunto.
“T.- ... tu percebe por que tu não quer falar?
M.- ... (silêncio) não,... assim...”
Hanna segal fala do espaço e da capacidade de suportar tais situações.
Quando o terapeuta suporta as angústias apresentadas, ele recria o espaço antes experimentado com aumento da tensão e da angústia. “Frente a uma mãe perseguidora, a criança possui recursos pouco elaborados para transição entre a posição esquizoparanóide e a posição depressiva” (1975).
A diferença de tempo de silêncio entre o primeiro período e o atual se dá por uma mudança na qualidade da resistência. Apesar desta ainda se manifestar fica evidente que sua utilização dentro do setting vem perdendo a função, deixando espaço para uma aproximação entre terapeuta e paciente, tal como da paciente com os conteúdos reprimidos.
Atualmente os períodos de silêncio não são mais acompanhados de um aumento de tensão como se apresentavam antes. A diminuição da resistência dentro deste mecanismo defensivo mostra-se na maneira como M. mantém-se dentro da relação nestes períodos, voltando-se para dentro e não mais fugindo da relação.
Sendo que a oposição se apresenta aqui apenas para o ganho de tempo, sem o afastamento da relação.
A.5) Troca de assunto frente à eminência do aprofundamento de certos questionamentos, surge a troca de assunto como forma defensiva. Essa ocorre quando ainda não houve um término do tema e é feita com interrupções bruscas, através de verbalizações do tipo “eu não quero mais falar disso”, ou outras frases com o mesmo sentido.
Podemos entender que a troca de assunto pode vir a se apresentar posteriormente ao silêncio, bruscamente ou por uma não compreensão daquilo que lhe foi questionado.
À medida que existe uma aproximação dos temas (dentro do setting), com suas emoções e dificuldades, a troca de assunto surge como resistência. Isso acontece quando o paciente não possui recursos emocionais suficientes para entrar em contato com o próprio tema, e se dá à medida que as resistências vão para um diálogo mais próximo daquilo que realmente lhe trás sofrimento (APONTAMENTOS 3, 2006).
Frente a esta defesa o terapeuta deve marcar a presença desta resistência de maneira a chamar a atenção do paciente para as dificuldades em se manter dentro do tema iniciado.
Situação clínica:
A insegurança diante de materiais que se apresentavam ou que estavam por vir, desencadeava a utilização de mais de um mecanismo defensivo, e a combinação destes diferentes recursos acontecem com a estruturação egóica.
Os recursos utilizados para troca de assunto foram o silêncio e a ironia (através do riso). Desta forma a paciente troca de assunto partindo para um sonho, no qual ela observa uma mulher chique e o terapeuta acaba por trazê-la novamente para a situação de divisão, resgatando o sentimento de cisão.
A.6) Generalização é um mecanismo descrito por Anna Freud, no qual o indivíduo tende a reunir sobre tal característica diferentes personagens. Utiliza-se de outros mecanismos defensivos tais como o deslocamento e a racionalização (FREUD A., 1983).
Sendo uma defesa complexa que exige do indivíduo grande esforço de elaboração, a racionalização é onde o sujeito procura apresentar uma explicação coerente do ponto de vista lógico e moral, sobre a atitude, ação, idéia ou sentimento de cujos motivos verdadeiros (recalcados) ele não percebe. O sujeito pode apresentar o sintoma e explicá-lo a ponto de que socialmente este seja aceito e
Atualmente a paciente apresentou-se trocando de assunto frente a dificuldades em continuar se aprofundando em determinado tema, ou por desconhecer seus sentimentos sobre tais relações. O assunto ao qual se dirigia a sessão era sobre as partes cindidas da paciente, falavam de uma parte mais perigosa, quando a paciente é convidada para pensar.
Como em:
“T. - não estou te cobrando, tu precisa pensar.
M. – (movimenta o corpo concordando)... – silêncio – mas não é fácil, talvez com essa minha conduta (ri) tava só pensando para ver aquela mulher..”
(SIC).
entendido não exatamente como uma defesa, mas sim como forma de disfarçar os elementos do conflito, de forma consciente, não se dirigindo à satisfação pulsional. O deslocamento já é um mecanismo primitivo onde existe uma descatexia da representação inconsciente e um deslocamento da energia libidinal para uma outra representação com maiores chances de expressão na consciência.
A generalização é uma forma de afastamento, onde qualquer classe pode ser vista sobre aspecto generalizado. Com ela se pode simplificar a forma de tratar as relações objetais. De maneira que afasta do sentido único de cada situação emocional vivenciada.
Situação clínica:
A paciente utiliza-se da generalização como forma de racionalizar a situação projetada, então tornamos a encontrar a mistura dos mecanismos defensivos, novamente para não ser atacada por seus impulsos destrutivos M. projeta e torna todos iguais. A intervenção terapêutica é clara e precisa, como a idéia de intervenção de Melanie Klein onde a resistência deve ser interpretada incessantemente (da mesma forma que a transferência).
Atualmente a paciente apresenta falas em que acaba por tornar todos de uma única classe, como em seu pensamento de que:
"Eu pensei que homem era diferente um do outro... é tudo a mesma porcaria...
T. – eu sou igual também!
M. Hã... tu não... eu não posso dizer... tu não tem...eu não tenho...
T. - mas eu não sou homem?”