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ASPECTOS METODOLÓGICOS

No documento universidade do vale do itajaí - Univali (páginas 58-63)

A metodologia é uma ciência que visa estudar um método para alcançar um propósito.

Ela utiliza-se do ambiente organizacional, de técnicas e procedimentos, para investigar os fenômenos e assim se chegar a conclusões.

Segundo Andrade (1999, p.113),

em seu sentido mais geral, o método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado de um resultado desejado. Nas ciências, entende-se por método o conjunto de processos que o espírito humano deve empregar na investigação e demonstração da verdade.

Pode afirmar que a metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de todas as ações desenvolvidas no método (caminho) do trabalho de pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.

(PEDAGOGIA EM FOCO, 2004)

Nesse sentido, é necessário caracterizar a pesquisa, investigar a população e a amostra a ser estudada, coletar e analisar os dados.

3.1. Caracterização da Pesquisa

Antes de caracterizar o tipo de pesquisa a ser utilizado neste projeto, apresenta-se um conceito de pesquisa.

Andrade (1999, p.103) associa a pesquisa como “um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseado no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar solução para

problemas propostos, mediante a utilização de métodos científicos.” É a procura de fatos, e por meio deles encontrar respostas, utilizando métodos adequados.

Quanto aos objetivos desta pesquisa, ela caracterizou-se como descritiva. Conforme Andrade (1999, p.106),

neste tipo de pesquisa, os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira neles. Isso significa que os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não manipulados pelo pesquisador.

Para Cervo e Bervian (1996, p 49) “a pesquisa descritiva pode assumir diversas formas.”

A presente pesquisa assumiu a forma de um estudo de caso, que, de acordo com Cervo e Bervian (1996, p.50), “é a pesquisa sobre um determinado indivíduo, família, grupo ou comunidade para examinar aspectos variados de sua vida.”

Segundo Schermerhorn, Hunt e Osborn, (1999, p. 298), os estudos de caso

“geralmente são usados quando se sabe pouco a respeito de um fenômeno e o pesquisador quer fazer uma análise abrangente dos conceitos relevante.”

Já para Yin (apud GIL, 1999, p. 23), “é um estudo empírico que investiga um fenômeno atual dentro do seu contexto de realidade, quando as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não são claramente definidas e no qual são utilizadas várias fontes de evidência.”

Envolve um exame profundo de um indivíduo, e segundo Bowditch e Buono (1992, p.

29) a principal vantagem do estudo de caso “é que os pesquisadores podem se envolver diretamente com o assunto com relativa rapidez, e obter uma “sensação” do que está acontecendo.” Schermerhorn, Hunt e Osborn (1999, p. 298) citam como vantagem importante dos estudos de caso “o realismo e a riqueza de dados e focos que eles propiciam.”

No presente contexto, este estudo de caso pesquisou o grau de satisfação do grupo que trabalha na Biblioteca da UNIVALI – São José.

3.2. População e Amostra

A população ou amostra define o universo a ser estudado e serve de parâmetro para delimitação do trabalho.

De acordo com Marconi e Lakatos (1999, p. 43), população

é o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum. [...] a delimitação do universo consiste em explicitar que pessoas ou coisas, fenômenos, etc. serão pesquisados, enumerando suas características comuns, como, por exemplo, sexo, faixa etária, organização a que pertencem, comunidade onde vivem etc.

Conforme Marconi e Lakatos (1999, p. 163), “amostra é uma parcela convenientemente selecionada do universo (população).”

A população desta pesquisa foi composta pelos funcionários e estagiários da biblioteca, e a amostra foi representada por 100 % (cem por cento) da população, totalizando assim, 15 indivíduos.

A amostra foi intencional e igual à população, pois atingiu o público selecionado, do qual desejou-se saber a opinião sobre a satisfação no trabalho.

3.3. Coleta de Dados

Para levantar os dados necessários para responder ao problema da pesquisa foi feita a coleta destes, que segundo Andrade (1999, p.106), uma das características da pesquisa descritiva é a técnica padronizada da coleta de dados, realizada principalmente por meio de questionários.

Os dados foram levantados por intermédio da aplicação de um questionário, com perguntas fechadas (Apêndice A), que são perguntas, geralmente apresentadas com a opção de assinar uma resposta. Marconi e Lakatos (1999, p. 34) definem questionário como “um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do investigador.”

Juntamente com o questionário, deve-se enviar uma nota ou carta explicando a natureza da pesquisa.

Para garantir a confiabilidade das respostas, de acordo com Andrade (1999, p. 131),

é indispensável levar em conta que o informante não poderá contar com explicações adicionais do pesquisador. Por este motivo, as perguntas devem ser muito claras e objetivas. A preferência deve recair sobre o emprego de perguntas fechadas, ou seja, as que pedem respostas curtas e previsíveis.

Outra vantagem do questionário é o custo relativamente baixo e o fato de que, como geralmente são anônimos, podem resultar em respostas mais confiáveis.

(SCHERMERHORN, HUNT e OSBORN, 1999, p. 299).

Para Cervo e Bervian (1996, p.138), “o questionário poderá ser enviado pelo correio, entregue ao respondente ou aplicado por elementos preparados e selecionados.”

Neste caso, foram entregues aos funcionários e estagiários para posterior devolução. O questionário com algumas questões adaptadas de Kalkmann (s.d, p.23) e as demais criadas pela pesquisadora, a partir dos fundamentos teóricos, foi aplicado entre os dias 04 e 14 do mês de outubro de 2004, e teve o objetivo verificar se existe motivação, por parte dos funcionários e estagiários; levantar informações relacionadas à satisfação no trabalho e identificar as vantagens e conseqüências da satisfação no trabalho e os reflexos na Biblioteca.

Além disso, foi feita também uma pesquisa na secretaria da instituição para reconhecer a visão, missão e metas da instituição e da biblioteca.

3.4. Análise dos Dados

A análise dos dados foi de forma estatística descritiva, com base nas respostas fornecidas nos questionários aplicados.

Segundo Gil (1999, p. 168), a análise tem

como objetivo organizar e sumarizar os dados de forma tal que possibilitem o fornecimento de respostas ao problema proposto para investigação. Já a interpretação tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriormente obtidos.

Não há, pois, normas que indiquem os procedimentos a serem adotados no processo de interpretação dos dados. Existem, na literatura especializada, recomendações acerca dos cuidados que devem tomar os pesquisadores para que a interpretação não comprometa a pesquisa. (GIL, 1999, p.188)

A análise dos questionários foi apresentada por meio de gráficos informativos, que, conforme Cervo e Bervian (1996, p. 140), “são de grande valia” na fase de análise e interpretação.

Após a análise, com base nos resultados obtidos foi elaborada uma lista de sugestões, que apresenta soluções para possíveis problemas existentes na Biblioteca. Essa lista será apresentada à Administração da UNIVALI, que decidirá se aplicará ou não a mesma.

No documento universidade do vale do itajaí - Univali (páginas 58-63)

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