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experimento constituem a palavra final sobre a compreensão do fenômeno analisado. O erro caso aconteça no desenvolvimento da atividade conforme Bachelard (1996) é considerado importante para o progresso da ciência pois impulsiona uma calma em relação ao estímulo e proporciona também uma discussão mais aprofundada do fenômeno.
Conforme Giordan (1999, p. 46): “Uma experiência imune a falhas mimetiza a adesão do pensamento do sujeito sensibilizado ao que supõe ser a causa explicativa do fenômeno, em lugar de promover uma reflexão racionalizada”. Uma experimentação aberta a erros e acertos proporciona um comprometimento com a aprendizagem pois a considera como estratégia para a resolução de uma problemática.
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sujeitos participantes torna-se parte do estudo (FLICK, 2009). A pesquisa qualitativa vai além de uma simples descoberta pois requer investigação, interpretação e compreensão e, para isso, um planejamento das atividades é imprescindível nesse processo.
Envolve também a observação intensiva na execução das atividades no qual é importante é ser objetivo. A análise dos dados tende a seguir um caminho ligado a indução desde que seja fundada no referencial teórico que norteia o estudo principal (BOGDAN;
BIKLEN, 1994).
Pesquisa que geralmente trabalha com pessoas respeitando suas opiniões, crenças e valores nas quais suas falas e respostas em torno da pesquisa são ricas e reveladoras. A amostra de um grupo é válida nesse tipo de abordagem que é representativa, ou seja, condiciona ao estudo do fenômeno de maneira que possa atingir o objetivo almejado através desse público participante (MINAYO, 2002).
No campo da abordagem qualitativa será feito um estudo de caso como método da pesquisa. Esse estudo deve proporcionar uma imagem a mais fiel e digna possível da realidade pesquisada em suas várias dimensões dentro de sua real complexidade. Pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem demarcada, como uma escola, um programa ou uma unidade social (YIN, 2005).
Trata-se de uma estratégia que busca investigar e tratar situações específicas de coletas e análises de dados.
Esse estudo pode corroborar para novas indagações e isso instiga para futuras investigações. Conforme Sá e Queiroz (2010) é importante a prática da argumentação acerca da atividade para melhor compreensão do saber científico. Essa prática é utilizada normalmente para justificar ou refutar uma opinião. Atividades que preparem para esse fim podem concorrer para a formação de sujeitos ativos seja na Educação Básica ou no Ensino Superior.
Ventura (2007, p. 2) afirma que o estudo de caso “visa à investigação de um caso específico, bem delimitado, contextualizado em tempo e lugar para que se possa realizar uma busca circunstanciada de informações”. Gil (2002) aponta que esse estudo
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não aceita um roteiro rígido para a sua delimitação, porém é necessário seguir um caminho, uma estratégia para atingir o objetivo.
Sá e Queiroz (2010) apontam que há tarefas indispensáveis para o bom andamento do estudo de caso que o pesquisador precisa cumprir onde se deve ajudar o estudante a analisar o problema, buscar informações sobre o assunto e considerar as possíveis soluções dessa problemática assim como instigar a reflexão sobre as consequências das decisões tomadas. O estudante também precisa estar motivado e predisposto a aprender para o sucesso da pesquisa.
Para coleta de dados o uso do questionário é uma excelente técnica dentro do estudo de caso em que consiste na elaboração de um formulário normalizado, estruturado (MEIRINHOS; OSÓRIO, 2010). Foi aplicado um ao término das atividades. Posteriormente foi feita a análise e interpretação dos dados com o máximo de rigor científico.
É essencial que o questionário contenha perguntas abertas pois podem ser obtidas respostas diferentes dos sujeitos respeitando suas opiniões, crenças e principalmente o entendimento do assunto.
O estudante exterioriza sua própria linguagem expressando seu nível de compreensão (SÁ; QUEIROZ, 2010). Aplicou-se de forma individual com cada sujeito com a finalidade de investigar a aplicabilidade e funcionalidade da experimentação investigativa dentro do processo de ensino e aprendizagem.
A amostragem dessa investigação orientou-se pelos procedimentos do tipo probabilística, através do survey interseccional, pois a intenção foi estudar a amostra sobre a natureza da população total. Segundo Babbie (1999, p. 120) o que rege uma análise básica da amostragem probabilística é: “uma amostra será representativa da população da qual foi selecionada se todos os membros da população tiverem oportunidade igual de serem selecionados para a amostra”. A amostragem tem uma importância significativa na coleta, sendo que, de forma geral, os surveys são utilizados para, através de uma parcela da população, estudar esta como um todo.
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A pesquisa ocorreu em uma escola estadual em Pacatuba, região metropolitana de Fortaleza-Ce com 15 estudantes da 1° série
“A” do Ensino Médio. Os lócus da pesquisa foram na sala de aula e no laboratório de Química. A turma foi escolhida por apresentar baixo índice de rendimento em Química e principalmente por não participarem no contra turno das atividades desenvolvidas no laboratório devido à problemas pessoais.
Realizou-se uma proposta didática de uma atividade que levasse aos participantes ao pensamento reflexivo e investigativo a fim de discutir sobre a importância da experimentação investigativa, para isso, a pesquisa foi dividida em 4 etapas conforme o Quadro 1 a seguir:
Quadro 1: Etapas da execução da pesquisa
Etapas Atividades desenvolvidas
1° Observações em sala de aula para conhecer a turma.
2° Aula teórica sobre a temática Chuva Ácida abordando os principais conceitos sobre Ácidos e Óxidos. Nesse momento os estudantes foram instigados a propor estratégias para discutir a existência desse fenômeno.
3° Execução da atividade no laboratório de Química.
4° Realização de um questionário a fim de discutir a análise proposta. Processo de coleta de dados.
Fonte: Elaboração própria, 2017.
Para análise dos dados os sujeitos da investigação receberão a sua identificação através dos números de 1 a 15, com a finalidade de preservar seu anonimato. Reforçado pela “a resolução CNS 196/96 adota no seu âmbito a prevenção de procedimentos que asseguram a confidencialidade e a privacidade[...]” (BRASIL, 2012). Isso é necessário para que não os participantes se sintam à vontade no decorrer do processo investigativo.