2010
ANAIS
Volume 1 – Ciências Sociais, Exatas e da Terra.
APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DE CUSTOS DA QUALIDADE NA CONTRATAÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS Autor(es):
Rinaldo Medeiros Alves de Oliveira: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN
Orientador(es):
Ridalvo Medeiros Alves de Oliveira Instituição de Ensino: FARN
Daniele da Rocha Carvalho Instituição de Ensino: FARN
(INTRODUÇÃO) Observando o universo da administração pública, constata-se a necessidade do melhoramento constante da prestação dos serviços prestados à população, pois da coletividade é que depende uma opinião positiva ou negativa sobre a administração e sobre o gestor público, que nas piores das avaliações ao contrário das empresas públicas, não se chega a falência, mas se a equipe administrativa não funcionar de maneira satisfatória se torna catastrófica e politicamente falha, e como não se foge à regra, todo gestor precisa de informações concretas, tempestivas e objetivas para tomar decisões que, no caso de uma prefeitura, envolvem milhares de pessoas. Fundamentado neste contexto o trabalho sugere o seguinte problema: como identificar os indicadores do custo da qualidade na Secretaria de Obras de uma Prefeitura de forma que auxiliem na gestão administrativa?
(METODOLOGIA) O trabalho está fundamentado em pesquisa bibliográfica, pesquisa eletrônica e pesquisa de campo, com obtenção de informações com funcionários e com manuseio de documentação direta. A pesquisa se propõe a identificar os indicadores do custo da qualidade na Secretaria de Obras Públicas da Prefeitura Municipal de Goianinha, limitando-se ao universo da Secretaria de Obras tendo em vista a complexidade dos balancetes em relação às naturezas e classificações das despesas, pois são várias as secretarias e as possibilidades de se identificar dentro de cada uma delas o que foi aplicado em termos de custo de qualidade.
(RESULTADOS) A proporção do Custo da Qualidade com relação à Receita Geral Arrecadada (Receita Total do Município) foi de 7,61%, no ano de 2004, de 5,75% no ano de 2005 e de 13,48% em 2006. Levando novamente em consideração a regra empírica de que os custos da qualidade não devem ser superiores a 2,5%, se pode observar que estes custos na Prefeitura, somente no setor de obras, são bem superiores, mas como se trata de uma entidade que não possui fins lucrativos, esta regra não deve ser observada, pois não compromete lucro, pelo contrário quanto mais se gasta com qualidade e melhoria de vida para população, mais se conseguem recursos e mais expectativas de melhorias.
(CONCLUSÃO) O trabalho constata que no órgão público a regra não é diferente, pelo contrário a preocupação com a qualidade ou com o quanto precisa se aplicar nela, é evidenciada pela preocupação do gestor público com relação à melhoria de vida da comunidade, e no setor de obras analisado por esta pesquisa, verificam-se os diversos custos dispensados com a prevenção e avaliação, com acentuação maior no primeiro. Os custos da prevenção são acentuados nas diversas reformas, construções e melhoramentos de prédios e logradouros públicos especificados em balancetes. Constata-se a possibilidade de se ter o qualitativo e quantitativo dos custos da qualidade aplicados no setor de obras públicas, retirados dos próprios balancetes e posteriormente adaptados em relatórios e gráficos ilustrados da forma que melhor atendam às perspectivas do gestor público, evidenciando que, para um bom funcionamento e padronização de tais relatórios, o gestor deve ter o espírito aberto a adaptações que possam vir a lhe proporcionar maior eficácia na tomada de decisão.
INTRODUÇÃO À CONCILIAÇÃO CONTÁBIL Autor(es):
Jean Wagner Gonçalves Dantas: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN
Orientador(es):
Ridalvo Medeiros Alves de Oliveira Instituição de Ensino: FARN
(INTRODUÇÃO) O Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, atento à sua missão, e ciente da necessidade de atualização dos conhecimentos relacionados à área contábil, em consonância com as normas contábeis, oferece um mini-curso de Introdução à Conciliação Contábil.
Os principais objetivos desse curso são agregar o conhecimento, aos participantes, de técnicas de conciliação contábil dos razonetes: bancários, fornecedores, adiantamento a fornecedores, clientes, etc., visando otimizar a execução das conciliações para fechamento dos exercícios contábeis, nas diversas áreas abrangidas pela contabilidade, bem como técnicas de lançamento concomitante à conciliação contábil.
(METODOLOGIA) Estudo de caso em uma empresa atacadista de grande porte. Análise das contas patrimoniais.
(RESULTADOS) Fechamento dos razonetes, após aplicação de técnicas de conciliação, para gerar informações fidedígnas, para devida publicação dos informativos contábeis.
(CONCLUSÃO) Não há contabilidade sem conciliação, seja ela executada em contas patrimoniais ou de resultado. E dado à conta patrimonial Bancos, total importância, haja vista, a necessidade de se realizar um lançamento contábil para cada lançamento no extrato, que transforma seu Razão um expelho fiel da sua movimentação financeira.
ANÁLISE DE GERENCIAMENTO DE QUALIDADE E CUSTOS EM INDUSTRIA MOVELEIRA DE PEQUENO PORTE
Autor(es):
Laudemar Bezerra dos Santos: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN Joseliudo Fonseca da Silva: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN Edna Maria da Silva Carvalho: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN
Janaina Maria Araújo Gomes: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN Thiago Rodrigo de Morais Pinheiro: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN
Orientador(es):
Ridalvo Medeiros Alves de Oliveira Instituição de Ensino: FARN
(INTRODUÇÃO) O ambiente cada vez mais competitivo do nosso mercado torna imprescindívelque as empresas procurem estratégias para otimização de seus processos produtivos.O ambiente empresarial não é um conjunto estável, uniforme e disciplinado, mas um conjunto bastante dinâmico em que atua constantemente grande
quantidade de forças, de diferentes dimensões e naturezas, em direções diferentes, e que muda a cada momento, pelo fato de cada uma dessas forças interferir, influenciar e interagir com as demais forças do ambiente.
(METODOLOGIA) Os atuais sistemas de gestão de qualidade em empresas, apresentam características gerais em comum e particularidades inerentes a cada atividade. Esta mesma gestão de qualidade persegue dois objetivos básicos: garantir a sobrevivência da empresa ou de algum produto fabricado por ela e, a seguir, a contínua evolução da mesma.
(RESULTADOS) Visando o aprimoramento da empresa, no seu gerenciamento de custos e qualidade de produtos, convém deter-se nos resultados obtidos para uma análise completa. Com isto, iniciamos agora a descrição de todos os resultados obtidos, para uma posterior conclusão. Os dados obtidos para a obtenção dos custos de fabricação de um “pufe” não estruturado foram coletados visando uma análise da margem de
contribuição do produto. Para Martins (2001), margem de contribuição por unidade é “diferença entre a receita e o custo variável de cada produto; é o valor que cada unidade efetivamente traz à empresa de sobra entre sua receita e o custo que de fato provocou e lhe pode ser imputado se erro”. c) Iluminação: O custo de energia elétrica devido à iluminação, também deve ser computado. A empresa “SR Estofaria”, no setor de fabricação dos móveis, possuem somente lâmpadas incandescentes de 150 W, que são dispendiosas. Considerando a quantidade de lâmpadas no local e o período de trabalho, chegou-se a um consumo de aproximadamente 2000 KW. Ao serem somados todos os tempos, para fazer um “pufe”, são necessárias duas horas e vinte minutos; fazendo as correções necessárias para decimais, chegamos a duas horas e trinta e cinco minutos. Os custos variáveis representam 55,82% do preço de venda de uma unidade de pufe não estruturado e estão discriminados na tabela abaixo. Convém ressaltar que o preço de venda adotado é o praticado pela empresa no mês de maio do ano de 2007 e que o mesmo está de acordo com o praticado pelo mercado. A divisão destes custos está demonstrada, na Tabela 1, a seguir: Tabela 1: Divisão dos custos em percentagens. Custo % do preço de venda Matéria-Prima 44,21 Energia Elétrica 5,00 Transporte 2,11 Impostos 4,5 Total 55,82
(CONCLUSÃO) As avaliações e análises realizadas no local, bem como as informações obtidas no local pela direção e funcionários foram os pilares para chegar às conclusões. Logo, sugere-se que a construção de uma área coberta, para abrigar a máquina de triturar isopor e o próprio isopor utilizado como matéria prima, porém com aberturas (janelas) de maiores dimensões, para melhor aproveitamento da luz natural. A finalização do revestimento das paredes e pisos em cor clara, para um maior conforto visual e uma maior refletância da luz natural e proveniente das lâmpadas. Providenciar o mais breve possível a substituição das lâmpadas
incandescentes, por “calhas” de lâmpadas fluorescentes, de preferência rebaixadas sobre os locais de trabalho, visando uma maior economia de energia elétrica e a obtenção de um trabalho mais perfeito, por conseqüência da
ESTUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICA PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA ADMINISTRADORA DE CONDOMÍNIOS EM NATAL – RN
Autor(es):
Ednaldo Muniz: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN
Orientador(es):
Aluísio Alberto Dantas Instituição de Ensino: FARN
(INTRODUÇÃO) Natal está passando atualmente por um forte crescimento em sua economia e que vem atingindo os diversos segmentos de produção e comercialização, especificamente no mercado imobiliário. A cidade se tornou um verdadeiro canteiro de obras, há prédios em construção por todas as regiões da cidade e com isso cresce o mercado para as empresas administradoras de condomínios.
(METODOLOGIA) O presente capítulo descreve a proposta metodológica a ser pesquisada para elaboração do trabalho monográfico de conclusão do curso de ciências contábeis. Tratando-se de estudo acadêmico, a metodologia da pesquisa deverá contemplar os diversos elementos que normalmente são executados para obtenção dos resultados propostos. O planejamento metodológico da pesquisa contempla os tópicos que visam coletar, tabular e analisar informações e respectiva análise, segundo critérios que atendam o mínimo do rigor acadêmico.
(RESULTADOS) O Plano de Negócio constitui um documento imprescindível ao planejamento estratégico do investimento, o qual vai ser importante, porque irá orientar a decisão de iniciar mais um empreendimento tendo passado por um estudo aprofundado do mercado e das empresas concorrentes já instaladas no mercado. Esse estudo irá proporcionar uma análise das deficiências e dos êxitos alcançados pelas empresas existentes, e vai indicar qual caminho a seguir no sentido de poder oferecer o melhor serviço possível e praticar o preço mais competitivo do mercado. O presente estudo será uma oportunidade também de aplicar o conhecimento adquirido durante o curso de ciências contábeis, o qual exigirá a parceria da técnica com a experiência profissional, oferecendo um grande serviço baseado em um bom relacionamento com os clientes, com ética e respeito com todo o mercado em que irá atuar.
(CONCLUSÃO) Esse estudo irá proporcionar uma análise das deficiências e dos êxitos alcançados pelas empresas existentes, e vai indicar qual caminho a seguir no sentido de poder oferecer o melhor serviço possível e praticar o preço mais competitivo do mercado. O presente estudo será uma oportunidade também de aplicar o conhecimento adquirido durante o curso de ciências contábeis, o qual exigirá a parceria da técnica com a experiência profissional, oferecendo um grande serviço baseado em um bom relacionamento com os clientes, com ética e respeito com todo o mercado em que irá atuar.
PLANO DE NEGÓCIO DE VIABILIDADE FINANCEIRA E ECONÔMICA PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA ADMINISTRADORA DE CONDOMÍNIOS EM NATAL – RN
Autor(es):
Ednaldo Muniz: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN
Orientador(es):
Aluísio Alberto Dantas Instituição de Ensino: FARN
(INTRODUÇÃO) A administração de condomínios em Natal vem constituindo-se em forte atividade empresarial prestadora de serviços com elevados indicadores de demanda, em decorrência do elevado crescimento do mercado imobiliário na Região Metropolitana de Natal. O presente estudo partiu da busca de resposta para a problematização de pesquisa sobre os indicadores econômicos e financeiros que viabilizam a implantação de uma administradora de condomínios com diferenciais de serviços que atendam as demandas atuais e potenciais dos condôminos. Com o objetivo de analisar a viabilidade econômica e financeira da implementação de uma empresa administradora de condomínio, com a definição dos serviços que atendam as demandas atuais e potenciais dos empreendimentos imobiliários na área metropolitana de Natal, elaborou-se um plano de negócio que indica a viabilidade econômica e financeira do investimento.
(METODOLOGIA) O plano de negócio da empresa administradora de condomínios foi desenvolvido mediante os seguintes procedimentos metodológicos: pesquisa de campo com coleta direta junto a algumas administradoras de condomínios previamente selecionadas; pesquisa bibliográfica com textos teóricos e aplicados ao tema estudado; pesquisa descritiva referente às necessidades e características dos serviços demandados em condomínios; pesquisa quantitativa de mensuração dos serviços demandados e respectivos valores financeiros. O universo da pesquisa abrange todos os condomínios residenciais atualmente existentes em Natal, cuja amostra estratificada é de 2% desse total e que corresponde a cerca de 30 coletas diretas. Os dados coletados foram devidamente tabulados e estaticamente analisados, segundo a metodologia de plano de negócio definida pelo Sebrae.
(RESULTADOS) O plano de negócio está constituído de sete capítulos: sumário; estudo de mercado; plano de marketing; plano operacional; plano financeiro; cenários; avaliação econômica e financeira. O estudo comprova que a demanda de serviços de administração de condomínios vem crescendo em Natal, em decorrência do crescimento de novos empreendimentos habitacionais, tanto de edifícios quanto de condomínios fechados de grupos de residências. A pesquisa constata ainda que a população vem necessitando de novos serviços, com diferenciais qualitativos que atendam às características do contexto atual em que as pessoas passam o dia fora de casa e buscam melhores condições de qualidade de vida. O plano de negócio descreve o investimento de R$
10.000,00 e o resultado operacional de 29,38% do faturamento mensal; a rentabilidade que mede a remuneração do capital é de 27,61% e representa o lucro sobre o capital investido; a lucratividade é de 30,67% e representa o percentual de lucro sobre o faturamento mensal. O ponto de equilíbrio é de 61,23% e representa o faturamento mensal que cobre todos os custos fixos e variáveis do período e cujo prazo de retorno do investimento é de 3,62 meses, cujo período é suficiente para o retorno do capital investido.
(CONCLUSÃO) A pesquisa mostra que o empreendimento assume a importante função social de atender a novas necessidades de administração de condomínios em Natal, oferecendo serviços com novas qualidades que são carentes na cidade. Sob a lógica empresarial, a viabilidade do investimento destaca o retorno privado superior aos indicadores do mercado financeiro, tais como o rendimento da poupança e a taxa Selic de juros. Observa-se ainda que o retorno esperado do investimento supera o rendimento de aplicações de curto prazo do mercado financeiro, tais como as taxas CDI, RDB, CDB e demais aplicações de renda fixa. Por fim, a viabilidade de mercado constitui o principal argumento que justifica o empreendimento.
RESUMO DA MONOGRAFIA Autor(es):
Andreza Kaline Sena Januário: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN
Orientador(es):
Ricardo Biali Ribeiro Instituição de Ensino: FARN
(INTRODUÇÃO) o presente trabalho busca responder a seguinte questão de pesquisa: quais companhias abertas listadas na Bovespa divulgaram voluntariamente a Demonstração dos Fluxos de Caixa antes da emissão da Lei n.º 11.638/07? Nesse sentido foram elencados os seguintes objetivos: identificar quais empresas do universo da BOVESPA divulgavam informações sobre fluxos de caixa até 2007; com base na amostra, investigar o desempenho contábil das empresas; averiguar se as mesmas apresentaram a DFC em períodos anteriores. A Demonstração de Fluxo de Caixa visa aperfeiçoar as explicações obtidas pela empresa, por onde podem ser lidas de forma que os gestores possam compreender a situação do disponível da mesma no seu exercício. A Demonstração do Fluxo de Caixa era divulgada antes de ser obrigada para ajudar a orientar melhor seus investidores ou no intuito de aumentar seu numero de investidores, pois se a empresa tivesse bons resultados, ela informava a DFC para incentivar mais investidores a investir para produzir mais investimentos.
(METODOLOGIA) Quanto à natureza, a pesquisa se caracteriza como descritiva, pois irá descrever o nível de divulgação voluntária da Demonstração dos Fluxos de Caixa nas Companhias Abertas que operam na BOVESPA antes da emissão da Lei n.º 11.638/07. O método de abordagem deste trabalho é indutivo, pois vai ser elaborado uma pesquisa, no qual pode-se verificar as empresas que divulgavam as DFC no ano de 2007, isto quer dizer, quando não era obrigatória a sua divulgação. O universo é composto por companhias abertas que operam na BOVESPA. A amostra será composta por todas as empresas da BOVESPA. De acordo com a amostragem, pode-se adquirir uma parte das empresas da Bovespa para saber seu nível de divulgação da DFC, assim obtendo resultados proporcionais onde se averigua se a grande parte delas informava os dados almejados.
(RESULTADOS) realizou uma pesquisa nas 513 da Bovespa no qual seus principais resultados apontam que 38%
das empresas divulgaram a DFC voluntariamente, o que indica a agilidade para seus administradores tomarem decisões importantes, como por exemplo; observar a situação verídica do caixa, saber o momento certo de obter empréstimos, mas como também existem as suas desvantagens como; Junção do fluxo de dividendos recebidos com o fluxo da atividade operacional, e os juros pagos e recebidos referentes ao capital de giro são definidos como sendo parte do fluxo de caixa operacional, o que distorce a real geração de caixa pelas operações.
(CONCLUSÃO) Sobretudo podemos concluir que, as empresas que divulgaram voluntariamente a DFC foi um percentual não muito significativo (38%), assim observar-se que essas informaram podem afirmar que foi por motivo de que as empresas poderiam tomar melhor suas decisões na entidade, já na parte financeira estava equilibrada, com isso seus futuros investidores olhavam as DFCs e percebiam que o financeiro estava com êxito.
GESTÃO DE INVESTIMENTOS: UMA ANÁLISE COMPORTAMENTAL DOS ALUNOS DO 4º ANO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DA FARN
Autor(es):
Catharina Yale Maia da Costa: Discente do Curso de Ciências Contábeis da FARN
Orientador(es):
Marcio Carvalho de Brito Instituição de Ensino: FARN
(INTRODUÇÃO) Independentemente das preferências e necessidades do investidor, investir sempre implica na abstenção do consumo ou renúncia de uma parte dos momentos prazerosos do presente, na esperança de desfrutar de melhorias no futuro. Entender o processo de investimento é essencial para todo investidor e segundo Damodaran (2002), tal processo é o mesmo, não importando qual filosofia de investimento se possa ter.
Em linhas gerais, as etapas de criação de uma carteira envolvem basicamente a análise estatística do tempo que os investimentos transformam uma aparente “incerteza” em uma quase “certeza” atuarial, a diferenciação dos investimentos, o possível benefício decorrente da liquidez, a rigorosa atenção a cada uma das decisões tomadas, a relevância de persistir em uma determinada estratégia, a consideração e a definição dos riscos de cada
investimento, a observação da mudança dos mercados, identificação dos mercados mais eficientes,
implementação de políticas de curto e longo prazo, a depender das oscilações dos mercados e a medição de resultados (Bernstein e Damodaran, 2000). O componente avaliação de risco é o mais importante no estágio inicial do processo. A antiga relação chamada de risco-retorno postula que quanto maior o risco de um
investimento, maior o seu potencial de retorno e, também, de perda. Sendo assim, ao projetar a melhor carteira para cada perfil de investidor, é necessário entender sobre suas atitudes, limitações, necessidades financeiras e a situação dos impostos em relação ao risco.
(METODOLOGIA) Procedeu-se uma revisão bibliográfica acerca do tema Gestão de Investimentos, essencialmente fundamentada em obras de autores como Alexandre Assaf Neto: Mercado Financeiro (Editora Atlas, São Paulo, 2009) e Peter L. Bernstein e Aswath Damodaran: Administração de Investimentos (Editora Brookman, Porto Alegre, 2000). Além disso, realizou-se uma pesquisa de campo do tipo exploratória descritiva. No que concerne à coleta de dados, foram aplicados 26 questionários de um universo de 43 alunos, com perguntas abertas e fechadas, junto aos alunos do 4º ano de Ciências Contábeis da FARN. Os dados foram tratados quantitativamente através da tabulação simples, com o uso do Excel e qualitativamente por meio das respostas obtidas nas entrevistas.
(RESULTADOS) Através da pesquisa realizada observou-se que a maioria (80%) dos alunos tem renda pessoal de até 8 salários mínimos e destina a maior parte desta a despesas domésticas, como aluguel, condomínio, combustível, mensalidades escolares etc. Boa parte dos entrevistados também conseguiu apontar, no próprio orçamento, desperdícios com lazer, viagens, refeições em restaurantes e vestuário; sobrando, assim, pouco ou quase nenhum dinheiro para investimentos. Verificou-se que o investimento mais atrativo para a maioria é a poupança, inclusive para manter o padrão de vida após a aposentadoria; e que o principal critério utilizado no momento de investir é a avaliar as principais necessidades pessoais – apenas 30% dos alunos consultam a opinião de especialistas para a tomada da decisão.
(CONCLUSÃO) Diante do levantamento de dados realizado, constatou-se que os alunos do 4º ano de Ciências Contábeis da FARN enquadram-se como conservadores, por terem na segurança o ponto decisivo para suas aplicações. Porém, muitos não conseguem poupar para realizar investimentos por não adiarem o consumo e, apesar de ter grande parte do salário comprometida com despesas domésticas, não deixam de gastar com supérfluos. Foi observado também que a maioria dos alunos pretende fazer crescer o patrimônio e manter um padrão de vida melhor do que o atual durante a aposentadoria, mas ainda não materializou seus planos de investimentos. Conclui-se, de modo geral, que se mudanças simples nos hábitos de consumo podem fazer a