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2010

ANAIS

Volume 1 – Ciências Sociais, Exatas e da Terra.

MAUS TRATOS E O PROJETO DE LEI 2.654/03: EM DEFESA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Autor(es):

Carla Heduarda Oliveira Barbosa: Discente do Curso de Direito Matutino da FARN Victor Manoel de Oliveira Nunes: Discente do Curso de Direito Matutino da FARN

Orientador(es):

Ana Mônica Medeiros Ferreira Instituição de Ensino: FARN

(INTRODUÇÃO) O trabalho de pesquisa versa sobre os maus tratos domésticos em crianças e adolescentes, propondo que a punição corpórea viola o direito à dignidade, como sustentado no projeto de lei 2.654/03, o qual estabelece o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal.

Objetiva-se verificar os aspectos psicológicos e jurídicos do tema, analisar dados referentes ao número de maus tratos no Rio Grande do Norte (RN) e indicar a relevância do “projeto de lei da palmada”. A necessidade de garantir os direitos da criança e do adolescente em face do abuso dos meios de correção ou disciplina é uma medida indispensável para a concretização dos preceitos fixados pela Constituição Federal pátria.

(METODOLOGIA) Para a consecução do trabalho utilizou-se o método dialético, a partir da análise concreta dos aspectos essenciais do objeto de estudo: forma, conteúdo, fundamento jurídico, realidade, constituição, histórica e evolutiva. A pesquisa é baseada na doutrina do Direito da Criança e do Adolescente, Direito Penal e Direito Constitucional, bem como foi realizada pesquisa de campo à Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente.

(RESULTADOS) As estatísticas da Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente do Estado, no período entre Janeiro a Agosto de 2010, registraram 508 ocorrências de maus tratos, sendo 314 na capital.

Considerando apenas este último dado, a Zona Norte notificou a maioria dos casos, apresentando 123 (39,17%) denúncias. Entretanto, notou-se está na Zona Oeste o bairro com maior incidência de maus tratos, haja vista que Felipe Camarão notificou 27 (8,59%) casos. Por sua vez, a região metropolitana de Natal apresentou 90 registros enquanto no interior do Estado, foram notificadas 104 ocorrências no mesmo período. Em relação ao local de ocorrência, constatou-se que o ambiente intrafamiliar foi o mais comum, sendo a mãe a principal figura agressora.

De acordo com as informações obtidas, membros inferiores; tórax e costas foram as partes do corpo mais atingidas utilizando-se principalmente de corda, cinto, faca, ferro, colher, fio e chinelos.

(CONCLUSÃO) Com o presente estudo, pode-se concluir que apesar da eficácia imediata do uso da punição física na educação de crianças e adolescentes, a adoção de tal método constitui um ato de violência e atentado à dignidade e à integridade física, psíquica e moral. Visando tais considerações, o projeto de Lei 2.654/03 procura estabelecer a concretização da percepção da criança e do adolescente como sujeitos merecedores de respeito e tolerância pelos pais, abolindo a prática dos maus tratos.

A VIENA DE KELSEN E WITTGENSTEIN Autor(es):

David Oscar Macedo de Moura: Discente do Curso de Direito Noturno da FARN

Orientador(es):

José Eduardo de Almeida Moura Instituição de Ensino: FARN

(INTRODUÇÃO) Trata-se de um recorte do projeto de pesquisa intitulado “Uma fonte do neopositivismo jurídico de Hans Kelsen: Wittgenstein?”, – que funciona através de programa de bolsa de iniciação científica da FARN, coordenada pelo professor José Eduardo Moura –, tem como objetivos gerais as caracterizações da “Teoria Pura do Direito” como obra típica da “filosofia vienense” do início do século XX, assim como a exposição dos

argumentos usados por Kelsen como argumentos de natureza neopositivista e explicitar os pressupostos da teoria kelseniana, que tenham como base filósofos cujas teorias estavam presentes em sua época em Viena,

particularmente o “Tractatus Logico-Philosophicus” de Wittgenstein. O trabalho a ser apresentado foca-se na primeira fase do projeto de pesquisa, e tem como objetivo específico analisar as inter-relações entre dois grandes intelectuais contemporâneos: Ludwig Wittgenstein e Hans Kelsen, procurando desmitificar uma possível influência do primeiro sobre o segundo. O estudo da teoria mais representativa de Kelsen tem suma relevância para

esclarecer a ordem de seus fundamentos e contribuir para uma melhor compreensão da mesma.

(METODOLOGIA) A partir de uma vertente metodológica de perspectiva histórica, foi realizada uma seleção de livros e artigos tais como “A Viena de Wittgenstein” e “Kelsen and his Cicle: The Viennese Years”, com o intuito de investigar as teorias de Kelsen e Wittgenstein, assim como o seu contexto sócio-histórico.

(RESULTADOS) Após o levantamento dos dados da pesquisa bibliográfica surgiram elementos que podem constatar ou não a hipótese de que Kelsen não sofrera influência de Wittgenstein, mas possivelmente do contexto cultural de sua época. No “Tractatus” Wittgenstein afirma no último aforismo “sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar”. Tomando como base essa principal proposição, muitos doutrinadores de Direito comparam os fundamentos da “Teoria Pura do Direito”, obra de Kelsen, com a obra supracitada de Wittgenstein. Alguns pontos irão convergir dessa determinada visão, a saber: a) Wittgenstein e Kelsen nunca foram amigos e é passível de dúvida que tenham se conhecido pessoalmente, embora ambos tivessem várias opiniões em comum, tais como o “repúdio” à metafísica, posto que suas idéias fixam-se em uma visão lógico-positivista; b) é provável que as idéias se pareçam, não em função da influência de uma obra sobre a outra, mas sim do contexto histórico-social em que ambos viviam – a decadência do império Austro-Húngaro –, marcado pela ascensão de uma

interdisciplinaridade singular, na qual Viena era dominada por uma visão de epistemologia unitária, enquanto EUA e Inglaterra passavam por uma efetiva separação das áreas do conhecimento; c) A vivência que os dois autores tiveram da cultura intelectual do período, pois com as fervorosas atividades nos Círculos de Viena – reuniões de intelectuais da época – o conhecimento se difundiu, ainda, entre os pensadores que se reuniam para discutir sobre as obras de sua época, sobre questões éticas e morais, assim como tentar resolver os problemas

pertinentes à sociedade. Podemos entender, portanto, que ambos partilhavam da mesma herança cultural judaica, bem como do núcleo comum da educação intelectual da época – fato que se reflete na arte e nos estudos, podendo, posteriormente, suas teorias serem assemelhadas por tais aspectos.

(CONCLUSÃO) Pode-se concluir que Wittgenstein e Kelsen dividiram o mesmo contexto cultural, todavia suas teorias, assim como as de muitos outros pensadores daquele período, formularam uma conveniente unidade em razão dos problemas sócio-culturais da Áustria daquele momento, de tal maneira que se percebe pensamentos similares em diferentes áreas do conhecimento, hoje consideradas “distintas” e, assim, faz-se entender e desconsiderar que foram ideias do “Tractatus Logico-Philosophicus” que influenciaram a “Teoria Pura do Direito”.

PARA UMA SUPERAÇÃO DO SILOGISMO JURÍDICO Autor(es):

Nailton Gomes Silva: Discente do Curso de Direito Matutino da FARN

Orientador(es):

José Eduardo de Almeida Moura Instituição de Ensino: FARN

(INTRODUÇÃO) É inconteste a importância da argumentação para o Direito, além de que analisar uma sentença, um acórdão e/ou súmula foi e continua sendo uma grande questão a ser resolvida pela ciência. Ademais, como dizer se uma decisão judicial é ruim, inadequada, correta ou boa? Para isso, a ciência do direito recorre à lógica e seus métodos que fornecem não um, mas inúmeros instrumentos para analisar as fundamentações das decisões jurídicas. Este trabalho pretende exibir o método que se apresenta frequente na argumentação jurídica, o silogismo. Outrossim, apontar que o silogismo jurídico é inadequado à argumentação prática do direito, pois mostra-se insuficiente para analisar os argumentos usados na resolução dos complexos litígios da hodierna sociedade brasileira. Igualmente, propor uma análise dos argumentos jurídicos através do modelo de um argumento que Stephen Toulmin desenvolveu. Em conclusão, sugerir o modelo de Toulmin como técnica de identificação, análise, desenvolvimento e crítica dos argumentos utilizados no âmbito jurídico.

(METODOLOGIA) A fim de elencar resultados fez-se necessário abordar o tema sob um olhar bibliográfico- dedutivo, embasado, principalmente, nas obras "Direito, Razão, Discurso'' de Robert Alexy e "Os Usos do Argumento'' de Stephen Toulmin, aplicado, por conseguinte, a teoria apresentada por esses eminentes autores a decisões judiciais do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN) que versam sobre matéria penal. Urge salientar que, para concretizar resultados, adotou-se uma técnica de observação direta intensiva, sistematizando os argumentos que sustentam uma decisão, relacionando-os com o modelo lógico-dedutivo e com o de Toulmin.

(RESULTADOS) Após a leitura de acórdãos oriundos do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte, constatou-se que predomina na fundamentação o método silogístico, precisamente o "modus ponens''. Quanto à insuficiência do silogismo, torna-se indispensável afirmar que além da limitação da forma, seus critérios de avaliação,

estritamente formais, não dão conta da variabilidade das práticas argumentativas e ainda classificam como falaciosas formas muito comuns de argumentação jurídica, dispensando-as de outras análises e avaliações. Isso demonstra a falibilidade do método apofântico. Ademais, na área jurídica existem argumentos que não concluem, no sentido de análise silogística, mas indicam uma possibilidade que, por conseguinte, orienta decisões. Em contrapartida, o modelo de um Argumento de Toulmin demonstra que não é aplicável somente na argumentação jurídica, supera as deficiências do silogismo, além de permitir uma diagramação que, faz o argumento ser visualizado por completo, melhora a análise, a avaliação crítica e o aperfeiçoamento dos argumentos.

(CONCLUSÃO) Realizada a análise das decisões jurídicas foi constatado que o silogismo jurídico apresenta bons resultados, entretanto é limitado e permite complicações formais e teóricas. Em oposição, o modelo de Toulmin mostra-se completo por superar o processo silogístico na identificação, análise, desenvolvimento e crítica argumentativa.

FRIEDRICH MÜLLER E O AMBIENTE NEOCONSTITUCIONAL Autor(es):

Thaíssa Louyse Bezerra da Câmara: Discente do Curso de Direito Noturno da FARN

Orientador(es):

Mario Sergio Falcão Maia Instituição de Ensino: FARN

(INTRODUÇÃO) A pesquisa que se apresenta tem o objetivo de verificar a possibilidade de um discurso de convergência entre a Teoria Estruturante do Direito, desenvolvida por Friedrich Muller, e os desenvolvimentos neoconstitucionalistas nos moldes da estruturação sintética de Pietro Sanchis. Parte-se da hipótese da existência de argumentos nesse sentido, considerando o recorte temporal – segunda metade do século XX – de desenvolvimento dos aportes teóricos. Ressalta-se que existe na atualidade forte debate acadêmico envolvendo a definição dos limites e características do constitucionalismo contemporâneo, motivo pelo qual se pretende justificar o trabalho de pesquisa que se apresenta.

(METODOLOGIA) Considerando-se as grandes vertentes da pesquisa jurídica afirma-se a vinculação à linha crítico-metodológica (GUSTIN; DIAS, 2006:21). Trata-se de pesquisa bibliográfica documental que se desenvolve preponderantemente a partir da análise dos textos bibliográficos de síntese teórica, em especial a Teoria Estruturante do Direito (Müller, 2008) e El Constitucionlismo de los Derechos (SANCHIS,2007). Utiliza-se, em grande parte, do raciocínio dedutivo e dos métodos de procedimento histórico e comparativo.

(RESULTADOS) Considerando o caráter parcial da pesquisa, que se insere no norte mais amplo do projeto “Para entender a Teoria Estruturante do Direito: um estudo sobre o método de trabalho de Friedrich Müller” – desenvolvido sob coordenação do Professor Mário Sérgio Falcão Maia, através do Programa de Bolsas de Iniciação Científica da Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (FARN) –, apresenta-se como resultado a possibilidade de se afirmar a validade de um discurso inicial de convergência, quando se analisa os aspetos críticos ao positivismo contidos nas duas vertentes teóricas estudadas nos termos explicitados no corpo do trabalho.

(CONCLUSÃO) Percebe-se, com o fechamento parcial da pesquisa, que apesar de ser possível um discurso de convergência entre os aportes teóricos, começam a se delinear diferenças marcantes entre os dois ambientes.

Deve-se aprofundar o estudo no sentido de buscar as bases filosóficas que fundamentam as construções referidas, com o objetivo de visualizar os aspectos divergentes. Somente após esse estudo posterior será possível uma afirmativa mais adequada sobre o tema.

A PROGRAMATICIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS SOB A ÓTICA DE JOSÉ AFONSO DA SILVA Autor(es):

Allyne Dayse Macedo de Moura: Discente do Curso de Direito Noturno da FARN

Orientador(es):

Mario Sergio Falcão Maia Instituição de Ensino: FARN

(INTRODUÇÃO) O presente trabalho consiste em uma análise da obra de José Afonso da Silva acerca da classificação das normas constitucionais no que se refere à sua aplicabilidade. O ambiente neo-constitucionalista é caracterizado pelo fortalecimento dos princípios, dos direitos fundamentais e da supremacia constitucional, favorecendo, assim, a justiciabilidade dos Direitos Sociais. Entretanto, devido ao caráter abstrato das normas programáticas, um dos principais problemas do constitucionalismo contemporâneo concentra-se, justamente, no grau de eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais. Embora a pioneira obra de José Afonso tenha sido formulada na década de 1960, sua análise se faz extremamente presente no direito constitucional brasileiro sendo objeto de estudo de diversos pesquisadores na contemporaneidade. A pesquisa analisa sua paradigmática classificação com o objetivo de verificar a sua atualidade e na tentativa de contribuir para a superação da dicotomia entre normas políticas e jurídicas. Sob um prisma mais amplo busca-se contribuir para a ampliação das possibilidades de justiciabilidade de direitos a partir das normas programáticas.

(METODOLOGIA) O trabalho metodológico da presente pesquisa se desenvolve preponderantemente a partir da analise dos textos bibliográficos de síntese teórica, em especial: A Aplicabilidade das normas constitucionais (SILVA,2007), El constitucionlismo de los derechos (SANCHIS,2007) e Curso de Direito Constitucional (BONAVIDES,2010). Utiliza-se, em grande parte do raciocínio dedutivo e dos métodos de procedimento histórico e comparativo. Trata-se, portanto, de pesquisa bibliográfica e documental que se vincula a vertente critica da pesquisa jurídica.

(RESULTADOS) Os resultados obtidos a partir do recorte temático proposto devem ser entendidos considerando o norte mais amplo da pesquisa intitulada “Os direitos sociais para além do programático: uma análise do estado da justiciabilidade na jurisprudência brasileira do STF pós – 1988” em andamento no âmbito da iniciação científica da FARN. Apresenta-se como conclusivo o entendimento da importância da classificação de José Afonso da Silva no contexto do constitucionalismo social brasileiro, principalmente, pelo reconhecimento resultante da juridicidade das normas programáticas positivadoras de direitos sociais. Em verdade o grau de juridicidade reconhecido se deve ao desenvolvimento da chamada eficácia negativa das referidas normas. Na Classificação de Silva, as normas programáticas possuem força jurídica por possuírem uma eficácia negativa que, ao menos, impede o adicionamento de normas ao ordenamento jurídico brasileiro que com elas sejam conflitantes.

(CONCLUSÃO) Concluímos que a eficácia negativa presente na classificação das normas programáticas sob a ótica de José Afonso da Silva, embora tenha contribuído de forma significativa para a teoria constitucional e para o fortalecimento jurídico das normas programáticas, ainda é insuficiente para garantir a efetivação dos Direitos Sociais. Entendemos que para ser possível a concretização da justiça social é necessário buscarmos uma aplicação direta e uma eficácia positiva de todas as normas constitucionais. Ainda importa dizer que se pode inferir, a partir da teoria estudada, o reconhecimento da politização do Direito. Embora o autor busque a eficácia jurídica das normas programáticas, ele não nega o caráter político-ideologico que permeia o texto constitucional, muito pelo contrário, fica claro em sua obra a necessidade de se estudar as normas programáticas sempre vinculadas à disciplina das relações econômico-sociais.

CYBERBULLYING: ASPECTOS SÓCIO-JURÍDICOS Autor(es):

Georgia Franklene Carvalho: Discente do Curso de Direito Noturno da FARN Rayanne da Silva Araujo: Discente do Curso de Direito Noturno da FARN

Orientador(es):

Ana Mônica Medeiros Ferreira Instituição de Ensino: FARN

(INTRODUÇÃO) Este trabalho tem como objetivo apresentar a comunidade acadêmica, a violência da prática do cyberbullying e suas implicações na vida sócio-jurídica dos seus participantes ativos (agressor, vítima e expectador) e também, a família, a escola e a sociedade. O cyberbullying ou bullying virtual ocorre no meio virtual, em decorrência da utilização dos instrumentos tecnológicos de comunicação e transmissão de dados, com o intuito de constranger, humilhar e maltratar a vítima, pois essa não está de acordo com as crenças e condutas de um determinado grupo. O cyberbullying deixa o ambiente físico, a escolar, e ganha uma dimensão bem maior, em virtude da retransmissão da imagem ou mensagem. Portanto, se faz necessário uma análise e estudo da temática exposta, tendo em vista, buscar meio para coibir essa prática danosa, tendo a prevenção como principal meio, pois promoverá a conscientização do uso das ferramentas tecnológicas aos jovens e demonstrar os malefícios da prática do cyberbullying, uma vez que essa vai de encontro ao Estatuto da Criança e do Adolescente e do direito constitucional, principalmente na matéria da dignidade da pessoa humana, prevista na Constituição Federal de 1988 e vigente até a presente data.

(METODOLOGIA) O método utilizado para a realização desta pesquisa será o dialético, através de pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo a partir da Doutrina do Direito da Criança e do Adolescente, Direito Penal e Direito Constitucional, além da análise da legislação vigente, bem como artigos e pesquisas científicas pertinentes à temática abordada. O trabalho apresenta também um caráter descritivo, pois tem como objetivo principal, a descrição de características de um determinado fenômeno.

(RESULTADOS) Como resultado para o presente trabalho será observado, que em decorrência da dificuldade de determinar o possível agressor, pois esse se utiliza das ferramentas tecnológicas para se ocultar, a vítima por não crer nas leis e na impunidade do seu algoz, também passa a replicar o mesmo comportamento do seu agressor, pois encontra outro alvo (vítima) para maltratar, portanto, convocam-se os educadores e os pais para entrar nessa luta, afim de minimizar tal situação, demonstrando e conscientizando os jovens que existe uma previsão na legislação para combater tal delito. No caso de ser maior de idade configura-se crime, cabe ação penal privada e ação penal pública. Entretanto, se as condutas forem praticadas por menores de 18 anos, caberá ao Ministério Público pleitear ao juiz competente a apuração do ato infracional. Esse, por sua vez, poderá aplicar as medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

(CONCLUSÃO) Por fim, conclui-se que a prevenção é o melhor meio de evitar os efeitos do cyberbullying. Dentro desta perspectiva de prevenção faz-se mister que os pais promovam em seus lares um ambiente salutar, para que as crianças possam se sentir confiantes e amadas, podendo crescer e se desenvolver como adultos saudáveis, responsáveis e cidadãos. A escola, por sua vez, deve adotar no seu regimento interno medidas para combater o cyberbullying e disseminar aos seus profissionais, discentes e aos pais como deter e combater tal prática, além de disponibilizar meios de comunicação para que o jovem possa expor seu sofrimento e possibilitar que a escola apure o caso, de preferência com a participação dos pais.

BULLYING: MAL QUE PRECISA SER COMBATIDO NO AMBIENTE ESCOLAR.

Autor(es):

Georgia Franklene Carvalho: Discente do Curso de Direito Noturno da FARN Rayanne da Silva Araujo: Discente do Curso de Direito Noturno da FARN

Orientador(es):

Ana Mônica Medeiros Ferreira Instituição de Ensino: FARN

(INTRODUÇÃO) O bullying é um problema endêmico presentes nas escolas de todo mundo, portanto, faz-se necessário o estudo da temática apresentada, uma vez que, o propósito deste trabalho é disseminar o tema para a comunidade acadêmica, procurando dessa forma, a conscientização de todos para o combate desse mal tão presente no ambiente escolar. O termo bullying é pouco conhecido na sociedade atual e não tem tradução para a língua portuguesa. A palavra, bullying, tem sua origem no termo bully, que significa: indivíduo valentão, tirano, mandão ou brigão. A prática do bullying corresponde ao conjunto de atitudes físicas e/ou psicológica, que o agressor tem para com sua vítima. Em virtude disso, é relevante apresentar o perfil do agressor, vítima e plateia e quais as consequências futuras para esses, em decorrência de tal prática. Convocar a participação dos pais e educadores para fazerem-se presentes no combate desse mal, elencar a atuação de alguns Estados como:

Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás, que instrumentalizaram leis para o combate do bullying, em virtude desse, está aumentando a cada dia, tornando-se um mal social e tendo a criança, principal elemento, no papel de agressora, vítima ou expectadora e apresentar também o Projeto de Lei do Senado (PLS), Nº 228 de 2010, do Senador Gim Argello, que propõe a alteração da Lei Nº 9.394, de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para a promoção de um ambiente escolar salutar e a adoção de estratégias de prevenção e combate ao bullying. A prática violenta do bullying vai de encontro ao Estatuto da Criança e do Adolescente e Constituição Federal, principalmente na matéria da dignidade da pessoa humana.

(METODOLOGIA) O método utilizado para a realização desta pesquisa será o dialético, através de pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo a partir da Doutrina do Direito da Criança e do Adolescente e Direito Constitucional, além da análise da legislação vigente, bem como artigos e pesquisas científicas pertinentes à temática abordada. O trabalho apresenta também um caráter descritivo, pois tem como objetivo principal, a descrição de características de um determinado fenômeno.

(RESULTADOS) Como resultado para o presente trabalho será observado, principalmente as consequências psicológicas para com os envolvidos na prática do bullying, acreditando-se que tal situação refletirá na vida adulta, uma vez que, a criança está em processo de formação de sua personalidade. O bullying pode ser combatido, quando desarticula-se a plateia, tendo em vista que, esse elemento incentiva a violência, pois enaltece o agressor e ao mesmo tempo é omissa na defesa da vítima. Outro resultado de supra importância, demonstra a criança e a comunidade civil, que o bullying não tem previsão legal no ordenamento brasileiro, mas por analogia as

autoridades competentes invoca o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para aplicar os dispositivos relativos à prática de atos infracionais e às medidas de proteção e socioeducativas correspondentes.

(CONCLUSÃO) Por fim, conclui-se que a prevenção é o melhor meio de evitar os efeitos do bullying, portanto, convoca-se a criança, pais e a sociedade para combater esse mal. Incentivar a criança a disseminar a ações do antibullying para as demais e ensiná-las a respeitar os diferentes, para que futuramente possam ser adultos tolerantes e responsáveis pelas suas atitudes. Os pais estarem mais presentes na vida de seus filhos e se perceber alguma alteração no comportamento da criança, informar imediatamente na escola. As escolas adotarem nos seus regimentos internos as práticas do antibullying e fazer anualmente campanhas educativas, visando à conscientização do seu corpo profissional e demais sobre esse e as medidas cabíveis.

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