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Inovação de Processo

IP1 – A empresa muitas vezes tenta realizar procedimentos diferentes em suas operações para apressar a realização de seus objetivos.

IP2 – A empresa sempre adquire novas habilidades ou equipamentos para melhorar seu processo de fabricação ou processo de prestação de serviços.

IP3 – A empresa desenvolve um processo de fabricação ou prestação de serviços mais eficiente.

IP4 – A empresa é flexível diante da fabricação de produtos ou prestação de serviços de acordo com as demandas de seus clientes.

IP5 – Os procedimentos de fabricação ou prestação de serviços adotados pela empresa sempre despertam a imitação de seus concorrentes.

Fonte: Adaptado de Liao, Fei e Chen (2007).

4.3.5 Desempenho organizacional

No constructo de desempenho organizacional, conforme proposta de Lizote, Verdinelli e Silveira (2013a), os autores se fundamentam no trabalho de Gupta e Govindarajan (1984), que realizam o levantamento dos dados correspondentes ao desempenho a partir de cinco descritores. Destaca-se, ainda, que esses itens foram avaliados numa escala do tipo Likert com sete pontos, que varia do (7) como “totalmente satisfeito” ao (1) “totalmente insatisfeito”.

Esta escala foi utilizada no contexto nacional, nas pesquisas realizadas por Malgueiro (2011);

Escobar (2012); Lizote, Verdinelli e Silveira (2013a); Lizote, Verdinelli e Silveira (2013b);

Lizote et al. (2014); Escobar, Verdinelli e Escobar (2014); Verdinelli e Lizote (2014) e Lizote e Verdinelli (2015).

O Quadro 8 demonstra a escala utilizada para operacionalizar o constructo de desempenho organizacional.

Quadro 8 - Escala para mensuração do constructo de desempenho organizacional

Constructo Itens

Desempenho Organizacional

D1 – Lucratividade

D2 – Crescimento das vendas D3 – Captação de clientes D4 – Retenção de clientes D5 – Faturamento mensal D6 – Desempenho geral

Fonte: Adaptado de Lizote, Verdinelli e Silveira (2013a).

92 levantamento consistem em um método para coleta de dados científicos quantitativos que, no qual os dados podem ser coletados num ponto específico no tempo (CALAIS, 2007).

O instrumento de pesquisa esteve organizado em seis blocos. No primeiro,constamos responsáveis pelas empresas incubadas que preencheram informações pessoais, incluindo idade, gênero, grau de escolaridade, cidade em que atua, cargo ou função desempenhada na empresa, tempo de serviço, setor em que trabalha na empresa, cidade em que atua, número de colaboradores da empresa, área de atuação da empresa, área ocupada (em m²) pela empresa ou incubação virtual, ano de ingresso na incubadora, ano de saída da incubadora, número de produtos desenvolvidos na incubadora e o número de produtos e/ou serviços desenvolvidos pela empresa.

No segundo bloco, foram levantados os dados pertinentes ao desempenho percebido subjetivamente pelos gestores das empresas analisadas ao avaliarem seis indicadores em relação aos seus concorrentes mais próximos a partir de uma escala do tipo Likert com sete pontos que varia do (1), “totalmente insatisfeito”,a (7) “totalmente satisfeito”. Para Hoque (2005), a mensuração do desempenho é utilizada como parâmetro de referência em pesquisas com pequenas empresas devido à falta de dados objetivos confiáveis. Destaca-se que a escala utilizada nesta pesquisa para operacionalizar o constructo de desempenho foi utilizada em outros estudos no contexto nacional, tais como: Malgueiro (2011); Escobar (2012); Lizote, Verdinelli e Silveira (2013ª); Lizote, Verdinelli e Silveira (2013b); Lizote et al. (2014);

Escobar, Verdinelli e Escobar (2014); Verdinelli e Lizote (2014) e Lizote e Verdinelli (2015).

No que tange ao terceiro bloco, a autoeficácia empreendedora foi mensurada pela escala de De Noble, Jung e Ehrlich (1999), com 23 itens que utilizam uma escala Likert de sete pontos, variando de um(1), “completamente incapaz”, a sete (7), “completamente capaz”.

Ressalta-se que alguns estudos empíricos utilizaram a escala de De Noble, Jung e Ehrlich (1999) no Brasil, tais como as pesquisas realizadas por Lizote, Verdinelli e Silveira (2013a);

Lizote, Verdinelli e Silveira (2013b); Nascimento, Verdinelli e Lizote (2014); Nascimento, Lizote e Verdinelli (2015a) e Nascimento, Lizote e Verdinelli (2015b).

O quarto bloco apresenta o levantamento das informações relacionadas ao constructo da intenção empreendedora de Ajzen (1991), operacionalizado pela escala de Dakoumi e Abdelwahed (2014), com as adaptações necessárias ao contexto das empresas incubadas, objeto deste estudo. Esta contempla 18 afirmativas a partir de uma escala do tipo Likert de 7 pontos em que um(1) corresponde a “Discordo totalmente” e o sete (7) corresponde a

“Concordo totalmente”.

93 No quinto bloco, busca-se coletar dados relacionados ao constructo de capacidade de inovação, operacionalizado pela escala de Liao, Fei e Chen (2007), tilizando uma escala do tipo Likert de 7 pontos com 18 itens e suas respectivas dimensões. Destaca-se que essa escala foi utilizada no contexto nacional por pesquisas anteriores, como as realizadas por Escobar (2012); Escobar, Lizote e Verdinelli (2012a); Escobar, Lizote e Verdinelli (2012b);

Nascimento, Lizote e Verdinelli (2015).

Por fim, o sexto bloco deveria completar os 38 itens correspondentes à escala de mensuração do índice de estilo cognitivo de Allinson e Hayes (1996, 2012). Os respondentes poderiam optar por sentenças verdadeiras, falsas ou incertas. Neste último caso, o valor atribuído é 1 e para as outras duas opções, de acordo com os procedimentos apresentados dos autores, as respostas poderiam receber a pontuação 0 (incerta) e 2 (verdadeira). Nesse contexto, as categorias possíveis se determinam em função da pontuação obtida do somatório dos itens assinalados. E para a amostra final deste estudo, optou-se por classificar a pontuação geral em dois grupos mensurados a partir dos scores obtidos no cálculo do Cognitive Style Index (CSI) de Allison e Hayes (1996, 2012), conforme o Quadro 9.

Quadro 9 - Cálculo do Cognitive Style Index (CSI)

Dimensão Pontuação Classificação da pesquisa

Intuitiva 0 a 28 pontos 1 e 2 (Mais intuitivos)

Quase intuitiva 29 a 38 pontos

Adaptativa 39 a 45 pontos 3, 4 e 5 (Mais analíticos)

Quase analítica 46 a 52 pontos

Analítica 53 a 76 pontos

Fonte: Adaptado de Allison e Hayes (2012).

Entre as 68 empresas que responderam o instrumento de pesquisa, 30 gestores foram classificados como intuitivos (CSI1 e 2) e 38 gestores como analíticos (CSI 3, 4 e 5).

O questionário foi direcionado aos responsáveis pelas empresas incubadas e graduadas via correio eletrônico, com o auxílio da ferramenta do Google Docs, no período de dezembro de 2014 a abril de 2015. Durante esse tempo, foram encaminhados 571 questionários às empresas que compõem a população pesquisada. O resultado foi que 72 empresas responderam ao instrumento de pesquisa, sendo que quatro questionários foram considerados inválidos por apresentarem dados faltantes ou apontamentos de respostas únicas em todos os itens. A amostra final compreendeu 68 empresas incubadas, que responderam corretamente ao instrumento de pesquisa. O método de escolha das empresas pesquisadas adotado no estudo

94 foi de acessibilidade, ou seja, as empresas que se dispuseram a responder o instrumento de pesquisa foram selecionadas para compor a amostra aleatória simples (BABBIE, 2003).