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2.2 METODOLOGIA

2.2.4 Coleta de dados

De modo geral, como estratégia para a entrada em campo, apresentamos a pesquisa a todos os convidados a participar deste estudo, que receberam todas as informações pertinentes, sendo orientados sobre o sigilo dos dados e sobre os riscos e benefícios da pesquisa. Foi explicado aos participantes que o consentimento em participar da pesquisa era individual, livre e esclarecido, podendo ser revogado pelo entrevistado a qualquer momento.

Posteriormente, solicitamos aos sujeitos que concordaram em participar do estudo que assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em duas vias, sendo uma do participante e a outra da pesquisadora, autorizando sua inclusão nos grupos focais e permitindo o registro das entrevistas mediante recursos de áudio. Em todas as entrevistas os participantes receberam codinomes, por meio de números, para que suas identidades fossem preservadas. Foi acordado com eles que após a conclusão do estudo seria agendada uma data para a devolutiva dos resultados da pesquisa, por meios eletrônicos, telefone ou pessoalmente, conforme disponibilidade dos participantes e dos pesquisadores.

O primeiro grupo a ser contactado foi o do Núcleo de Saúde Bucal da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Realizamos contato telefônico com o setor, quando foi agendada reunião presencial para que se pudesse apresentar a pesquisa e agendar a coleta de dados. Nessa reunião inicial, agendou-se nova data, quando foi realizada a coleta de dados, por meio da técnica grupo focal, conforme data, horário e local acordado com os participantes. Esse grupo foi formado por quatro participantes, e a coleta realizada em sala de reuniões reservada, no andar do setor, dentro do prédio anexo da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, no município de Florianópolis.

A entrevista foi gravada com o auxílio de um gravador de voz digital, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Conduzimos o grupo focal com o auxílio de um observador, seguindo o instrumento previamente elaborado, porém sujeito a variações, apresentado no Apêndice K.

O segundo grupo a ser contatado foi o dos representantes de usuários no Conselho Estadual de Saúde. Esse contato foi mediado por um informante-chave de um Conselho Municipal de Saúde da mesorregião, inicialmente contatado por telefone, quando se agendou uma reunião presencial em que foi apresentada a pesquisa. Esse informante-chave nos recebeu de forma solícita, mediando o contato entre pesquisadoras e representante do Conselho Estadual de Saúde de Santa Catarina

(CES/SC) pelo aplicativo WhatsApp. Por este mesmo meio, entramos em contato com o representante do CES/SC, agendando reunião presencial para a apresentação da pesquisa e o agendamento da coleta de dados.

A coleta de dados foi realizada no dia acordado antes de uma das reuniões mensais do CES/SC, na sala de reuniões do Conselho, que se localiza no município de Florianópolis, em andar próprio dentro do prédio da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Como não houve quórum para a reunião do Conselho Estadual de Saúde, a quantidade de participantes na pesquisa também foi baixa, portanto optou-se pela realização de grupo-piloto com os representantes de usuários do CES/SC presentes e nova data foi agendada para a coleta.

A segunda coleta de dados ocorreu no mesmo local, em data e horário acordados com o representante do CES/SC, antes do início de uma reunião mensal do Conselho. Esse grupo foi composto por cinco participantes.

Como a coleta de dados não foi incluída em pauta e fomos orientadas a realizar a coleta antes do início da reunião mensal do CES/SC, o tempo acabou se tornando um fator limitante, apesar da solicitação de nossa parte para que os conselheiros estivessem presentes com antecedência.

Ambas as coletas foram gravadas com o auxílio de gravador de voz digital, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Conduzimos o grupo focal com o auxílio de um observador, de acordo com o instrumento elaborado na fase de projeto de pesquisa, sujeito a variações, apresentado no Apêndice J.

O contato com os representantes da gerência de planejamento da SES/SC se deu inicialmente por e-mail, depois pessoalmente, quando se apresentou a pesquisa e se agendaram data e local para realização do grupo focal.

A coleta de dados aconteceu em data, local e horário acordado com os participantes desse grupo, ocorrendo no próprio setor, dentro da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, em Florianópolis. Quatro participantes compuseram tal grupo.

A entrevista foi gravada com o auxílio de um gravador de voz digital e o grupo focal foi conduzido por mim, com o auxílio de um observador, de acordo com o instrumento elaborado na fase de projeto de pesquisa, sujeito a variações, apresentado no Apêndice H.

Para que se pudesse realizar a coleta de dados com os secretários de saúde municipais, realizaram-se contatos telefônicos com os coordenadores das Comissões Intergestores Regionais (CIR) das três Regiões de Saúde que compõem a mesorregião

do Vale do Itajaí, para verificar a possibilidade de inserção de uma pauta para a coleta em uma reunião mensal de cada CIR. Foi necessário mais de um contato com cada Região para que se pudesse apresentar a pesquisa via telefone – sendo o projeto de pesquisa enviado por e-mail para os coordenadores – e chegar à melhor data para a coleta. Como esse contato ocorreu no final de 2019, os grupos focais aconteceram somente no início de 2020.

Na Região de Saúde da Foz do Rio Itajaí e Alto Vale do Itajaí, a coleta de dados desta pesquisa foi inserida na pauta de uma reunião mensal da CIR, quando foi disponibilizado um período de tempo para que acontecesse a coleta. No contato telefônico, explicitou-se o tempo necessário para a pesquisa; entretanto, na prática, o tempo de coleta foi limitado devido à extensão da pauta da reunião de cada CIR. Os próprios participantes nos induziram a encerrar a coleta quando julgaram necessário.

Apesar de o tempo de coleta ter sido um fator limitante, foi possível concluir a entrevista.

Nas duas regiões, a coleta aconteceu em fevereiro de 2020, em data, local e horário agendados para as reuniões de cada CIR, ocorrendo no município de Rio do Sul, em sala de reuniões na sede da Associação de Moradores do Alto Vale do Itajaí (AMAVI), no caso da Região de Saúde do Alto Vale do Itajaí; e no município de Itajaí, em sala de reuniões da Associação de Moradores da Foz do Rio Itajaí (AMFRI), no caso da Região de Saúde da Foz do Rio Itajaí. Seis participantes compuseram a amostra do grupo focal do Alto Vale do Itajaí, e sete participantes a do grupo focal da Foz do Rio Itajaí. Após a assinatura dos Termos de Consentimento Livre e Esclarecido, deu-se início às entrevistas, gravadas com o auxílio de um gravador de voz digital.

Conduzimos os grupos focais com o auxílio de um observador, de acordo com o instrumento elaborado na fase de projeto de pesquisa, sujeito a variações, apresentado no Apêndice I.

No caso da Região de Saúde do Médio Vale do Itajaí, em razão da quantidade de assuntos em pauta nas reuniões da CIR desta região, foi sugerido pela coordenação que a coleta acontecesse via e-mail, ou que fosse inserida em pauta na reunião do mês de abril. Para que o cronograma da pesquisa não fosse afetado, optou-se pelo envio das perguntas por e-mail. As perguntas foram enviadas para a coordenação da CIR, que reencaminhou para os secretários de saúde da região, porém apenas dois secretários responderam à pesquisa, e somente um deles enviou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em anexo no e-mail de resposta.

Após essa fase, coletamos dados secundários no site da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, a fim de conhecer o número de CEOs em Santa Catarina, suas localizações e o tipo de CEOs implantados para fundamentar a análise dos dados obtidos nos grupos focais (BRASIL, 2020b).

No documento universidade do vale do itajaí - Univali (páginas 71-75)

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