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CONSIDERAÇÕES FINAIS

No documento A INFÂNCIA COMO DESAFIO CONTEMPORÂNEO (páginas 91-97)

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de criança em 60%, o uso de bonecos ou similares em 58%, a presença de desenho animado ou de animação em 53%, a utilização de efeitos especiais em 44%, uso de persona- gens ou apresentadores infantis em 42%, promoção com prêmios ou brindes colecionáveis em 13%, trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança em 11%, promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil em 7%, presença de pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil em 2%.

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o excesso de cores; a representação de crianças; o uso de bonecos ou similares, desenho animado e animações;

e a presença de efeitos especiais. Ressaltamos a neces- sidade de expandir esta análise para outros meios além da televisão para que tenhamos uma ampla verificação do cumprimento da Resolução 163 nos mais variados suportes e meios de comunicação.

À vista dos resultados como os apresentados neste artigo, nota-se que, por mais que esse novo marco legal da publicidade seja um nítido avanço no campo de luta pelos direitos da criança, ainda há um percurso a ser seguido para que essa nova normatização seja efetivamente seguida.

Embora não conste, especificamente no texto da Resolução 163, quais são os órgãos responsáveis por fisca- lizar a publicidade infantil e qual seria a penalização para o descumprimento da norma, como afirma Harttung (conse- lheiro do Conanda), o Código de Defesa do Consumidor (CDC) já estipula as punições e os responsáveis pela fisca- lização da publicidade abusiva5 (FRAGA, 2014). Sendo assim, como a Resolução 163 do Conanda considera como

5. A penalização é detalhada no artigo 67, no qual está prevista a pena de detenção de três meses a um ano, além de multa para o anunciante que praticar o crime de publi- cidade/propaganda abusiva. Já a fiscalização da prática de publicidade abusiva é de responsabilidade dos órgãos do sistema de proteção e defesa do consumidor, como o Procon e o próprio Ministério da Justiça (FRAGA, 2014)

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abusiva toda publicidade direcionada a crianças, definindo especificamente o que caracteriza essa prática, a penali- zação e a fiscalização desse aspecto deveria seguir o que o CDC prever sobre abusividade na publicidade.

Talvez a explicitação desses papeis em algum novo documento normativo pudesse otimizar a efetivação da Resolução do Conanda e, portanto, a erradicação, também na prática, da publicidade dirigida a crianças. Mas antes e depois desse feito, dada a força do mercado dentro e fora do Congresso, os ativistas em torno da causa precisam conti- nuar se manifestando, seja para conquistar novos direitos em defesa da infância, seja para, inclusive, não perder os avanços já obtidos.

Diante disso e visando continuar a pressão para a aplicabilidade da Resolução, é importante que se denuncie a publicidade infantil (abusiva, portanto) aos órgãos públicos definidos em outros documentos legais como responsáveis pelo julgamento desse tipo de infração ou pelo seu enca- minhamento às instâncias deliberativas desse tipo de caso.

São exemplos desses órgãos os que compõem os Procons, o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Ministério da Justiça (CRIANÇA E CONSUMO, 2014).

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Claramente, não se trata de retirar direitos de partici- pação da criança na sociedade ou minimizar seu protago- nismo social. Trata-se justamente de respeitar o direito da criança de, enquanto indivíduo em idade peculiar, receber cuidados frente à sociedade de consumo para evitar qual- quer tipo de mal-estar que possa comprometer o seu pleno desenvolvimento.

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