Os objetivos iniciais da trajetória traçada neste trabalho foram elaborados e reelaborados a fim de apresentarem de forma ampla os percursos mais complexos adquiridos pela pesquisa em seu desenvolvimento, sem, contudo, perder o tema que fundamentou o estudo.
A análise da violência doméstica de suas intercorrências, e a busca da compreensão desse fenômeno em sua concretude e plenitude foi uma das propostas iniciais, e que, foi efetivada na construção deste trabalho de forma que a complexidade das articulações e o entrelaçamento de tais questões sejam reconhecidos enquanto práticas que carecem de efetivas políticas sociais para o seu enfrentamento.
Ainda que este estudo tenha sido realizado apenas em dois órgãos de proteção as vítimas, as situações retratadas, são representativas de uma grande parte da camada social e em especial a que procura este órgão, e elas apresentaram consonância com o que é tratado na literatura especializada.
Desse modo, salvo algumas particularidades regionais específicas, pode-se inferir que o quadro que se configura neste estudo também se aplica à maioria do território nacional.
Para a construção de uma política de enfrentamento à violência doméstica, faz-se necessário o investimento numa base conceitual e a integração dos diferentes serviços e ações conferindo uma uniformidade nos conceitos a capacitação e formação continuada das equipes técnicas e a articulação com as políticas setoriais e com movimentos sociais.
Considera-se que as mudanças estruturais passam, necessariamente, pelas ações educativas, entre outras. Neste sentido, a prática educacional/ pedagógica/social, é um passo essencial para a consolidação de práticas mais fundamentadas e para o fortalecimento de ações estratégicas de proteção às vítimas – sujeitos de direitos e cidadãos do futuro, que convivem com situações de extremas desigualdades, violência e exclusão social.
Enquanto não ampliarmos nossa visão dos fatores que conduzem à violência e estivermos presos à estreiteza do que é veiculado pelos meios de comunicação – com propósitos sensacionalistas – estaremos na posição confortável de meros espectadores da violência que aflige homens, mulheres, crianças, idosos e a sociedade como um todo, jamais exercitando nosso direito, nosso dever de agentes modificadores sociais. A intervenção de cada indivíduo, como agente pesquisador – produzindo e divulgando
dados – subsidiará as atividades de prevenção, monitoramento, acompanhamento e combate à violência que se produz no ambiente familiar, na comunidade, na sociedade como um todo.
A partir das análises depreendidas deste estudo, procurou-se demonstrar como é imprescindível a construção de políticas públicas eficazes, que atuem efetivamente em situações de violações de direitos.
Políticas que beneficiem as pessoas que sofrem com esta precariedade do atendimento e também um apoio aos profissionas que atuam nesta área. Durante a pesquisa muitos dados poderiam ter fornecido melhores discussões para este tema, mas com a dificuldade em levantá-los foi ficando claro que não os profissinais que atuam, mas sim as políticas instauradas são as principais barreiras para uma melhor análise deste assunto.
Os dados obtidos e verificados mostram que não parece ser importante as formas praticadas na violência doméstica, apenas té-las registradas e assim apresentar para sociedade um serviço que catalóga as denúncias mas não age para previnir esses tipos de situações que envolvem a violência doméstica em especial. Seria bom o apoio das escolas, já que é lá um dos principais locais onde se pode verificar este tipo de violência com as crianças e adolescentes, nas delegacias que também deveriam além de registrar , utiizar os dados para criarem programas de prevençao ou que fornecessem subsídios para outros profissionais poderem exercer algum tipo de trabalho preventivo. Conforme Tomio (2000) apud Barili (2006) ele ressalta que os programas oficiais ou comunitários que atendem a crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados devem contar com uma atuação interdisciplinar com objetivos de diagnóstico, terapêutica, reabilitação e prevenção. Enfatiza ainda que atendimento deve ser realizado por equipe interdisciplinar treinada para realizar a abordagem adequada ao atendimento à vítima e sua família.
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8. ANEXO
TERMO DE COMPROMISSO DE UTILIZAÇÃO DE DADOS E/OU PRONTUÁRIOS
Nós, abaixo assinados, orientador e acadêmicos responsáveis pelo Trabalho de Conclusão de Curso intitulado Formas de violência doméstica encontradas no município de Itajaí-SC, que irá utilizar os dados disponibilizados pelo CREAS de Itajaí- SC e Conselho Tutelar deste mesmo município, comprometemo-nos a manter a privacidade e a confiabilidade desses dados, preservando integralmente o anonimato dos indivíduos. Os dados somente serão usados nesse projeto. Qualquer outro uso que venha a ser planejado deverá ser objeto de novo projeto de pesquisa e ser submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNIVALI.
ITAJAÍ/SC, 2010
Carlos Eduardo Máximo Orientador CRP/12 - 00842
Daniel Fernando da Silva Acadêmico
RG - 3.577.343.0