Ao meu orientador Carlos Eduardo Máximo, que sempre me fez acreditar que era possível concluir esta monografia; Esta monografia tem como objetivo identificar as diferentes manifestações da violência doméstica no município de Itajaí-SC. Para a realização desta pesquisa foi realizado um estudo sobre ocorrências envolvendo violência doméstica, tanto nos arquivos do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) quanto nos arquivos do SIPIA (Sistema de Informação Infantojuvenil), programa utilizado pelo ao Conselho Tutelar para registrar reclamações.
Os resultados obtidos mostram que é necessário incluir e participar mais das redes de apoio, pois a maioria dos dados mostram apenas as características do sujeito que sofreu violência e não as formas mais praticadas, já que esta completa falta de dados é mais precisa não contribui. para a formulação de projetos que possam apoiar pessoas vítimas de violência doméstica.
INTRODUÇÃO
Apesar de ser um fenômeno significativamente mais intenso em áreas urbanas com maior densidade populacional, estudos recentes têm destacado outro processo ocorrido em sua dinâmica, que alguns autores chamam de internalização da violência. O número exato de casos de violência doméstica ainda é desconhecido, pois poucos serviços no Brasil mantêm registros para identificar e ajudar famílias abusivas. Assim, a violência é um fenômeno social, específico e histórico relacionado às condições socioeconômicas, tendo raízes e formas nas relações interpessoais cotidianas.
A partir dessas considerações, fica clara a necessidade de realizar pesquisas para identificar as formas de violência doméstica, como ela se constitui nas relações familiares e em quais formas há maior número de dados, a fim de identificar as principais vítimas desta. tipo de violência.
OBJETIVOS
REVISÃO DE LITERATURA
Aspectos como estresse, desemprego, baixos salários, filhos indesejados, falta de condições de sobrevivência, abuso de drogas, alcoolismo, problemas psicológicos/psiquiátricos, histórico de abuso parental quando crianças, fanatismo religioso, entre outros, têm sido identificados como fatores desencadeantes da violência doméstica. (TAQUETE, 2007). A maioria dos serviços de apoio à violência doméstica apenas recebe denúncias, encaminha-as aos órgãos competentes e não acompanha o processo. Dias (2006) afirma que a violência doméstica é justificada de diversas maneiras, inclusive culpabilizando a vítima e ignorando a responsabilidade da sociedade.
O problema está na desigualdade social e econômica, cujas consequências levam à violência doméstica e outras violações de direitos fundamentais (CAVALCANTI, 2005). A compreensão da violência doméstica, como um risco psicossocial, requer uma abordagem multidimensional que varia desde aspectos individuais até uma análise mais ampla da sociedade e deve-se tomar cuidado para não limitar a análise a relações de causa-efeito específicas (MILANI & LOUREIRO, 2008). A violência doméstica é entendida como qualquer ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a integridade física, psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno desenvolvimento de um membro da família e que ocorra no espaço doméstico.
Está estabelecido que as consequências da violência doméstica sobre crianças e adolescentes podem durar a vida toda e reduzir significativamente as chances de um desenvolvimento integral e saudável da criança. As autoridades públicas devem ser as primeiras interessadas na luta contra a violência doméstica devido à estreita ligação entre a violência no seio da família e a violência nas cidades. A partir da compreensão do problema da violência doméstica como um problema social que atinge todos os indivíduos, é possível fazer sugestões para que as autoridades públicas possam tomar medidas eficazes e tentar conter esta onda de violência que assola o país. Brasil.
O combate à violência doméstica requer “um movimento crítico que peça aos homens que questionem as suas atitudes, que questionem as suas limitações emocionais, que questionem a sua condição de macho dominante da espécie” (PEDROSA apudJAIME, 2006). Assim, mais do que a discussão sobre os requisitos e critérios do crime e da punição em si, os problemas jurídico-penais da violência doméstica estão relacionados com a forma de sua instrumentalização pelos órgãos criminosos (CAMPOS & CARVALHO, 2006).
ASPECTOS METODOLÓGICOS
Após esse processo, a pesquisa iniciou-se pela coleta dos dados necessários à sua realização e pela busca dos órgãos setoriais responsáveis por esses registros. Na Delegacia de Polícia Civil foi informado que seria repassado ao delegado responsável e ele daria a resposta após verificar a possibilidade de fornecimento dos dados registrados nas ocorrências da delegacia. Posteriormente contactei a juíza responsável e entreguei ao seu orientador uma carta apresentando o projecto e explicando novamente sobre a confidencialidade dos dados e a responsabilidade ética deste projecto.
Quando o juiz tomou conhecimento do projeto, anunciou que iria recolher dados e pediu-lhes que apresentassem um relatório após a recolha dos dados necessários. Após esta parte da recolha de dados do projeto, cujo objetivo era explorar a possibilidade de realização desta investigação, foi feito um pedido oficial de acesso aos documentos necessários através dos responsáveis. O Fórum aceitou a possibilidade de realizar pesquisas e foi então solicitado a obter dados de 2008 e 2009 sobre ocorrências de violência doméstica registradas no município.
O Conselho Tutelar esperou até o final do semestre e nenhuma resposta foi dada, nem foi explicado porque este setor não pôde cooperar fornecendo os dados necessários para esta pesquisa. Por fim, foi possível coletar dados no CREAS de Itajaí e no Conselho Tutelar do mesmo município, onde a proposta foi recebida e prontamente acatada, com a disponibilização de dados já arquivados nesses órgãos sobre vítimas de diversos tipos de violações de direitos humanos . A estratégia apresentada para este estudo foi examinar os arquivos do CREAS de Itajaí e do Conselho Tutelar para verificar o número de casos de violência doméstica e quais características da violência doméstica são comuns neste município.
Foi realizado um estudo dos casos registrados no Conselho de Custódia de Itajaí – SC, bem como uma busca nos dados submetidos ao CREAS de Itajaí. Garantir o retorno dos benefícios obtidos com a pesquisa à comunidade onde foi realizada, através do retorno dos dados obtidos após a conclusão deste projeto.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Nestes dois primeiros gráficos fica evidente a falta de especificação dos tipos de violência ocorridas, os dados coletados continham apenas o número de casos notificados, mas não possuíam informações esclarecendo os tipos de violência ocorridas. A partir desses dados, verifica-se que as vítimas de violência doméstica necessitam de uma rede de apoio maior para conseguirem denunciar casos de agressões que ocorrem no domicílio. Foi estabelecido que em todas as formas de violência doméstica a maioria dos casos ocorre dentro da família.
Em relação à violência física, o gráfico permite visualizar outra forma de violência que prevalece nas famílias. Identificou-se que dentre as vítimas de violência doméstica atendidas no município de Itajaí, 58% eram crianças e 42% eram adolescentes. Está comprovado que 80% dos casos acompanhados pelos órgãos responsáveis pela denúncia de violência sexual contra crianças e adolescentes, em sua maioria, envolvem crianças de 4 a 8 anos, vítimas de todos os tipos de violência (AZEVEDO & GUERRA, 1993 apud MACHADO , 2005).
Em Itajaí, as principais vítimas de violência doméstica são crianças de 0 a 11 anos (58,71%) frente a (41,29%) dos casos registrados de violência doméstica envolvendo jovens de 12 a 18 anos. Neste caso pode-se concluir que na região de Itajaí a maioria dos casos de violência doméstica envolvendo crianças ou adolescentes são cometidos com crianças menores de 11 anos. Quanto ao sexo das vítimas que sofreram algum tipo de violência doméstica, identificou-se que elas eram acompanhadas e cadastradas pelo CREAS do município de Itajaí, num total de 201 casos onde (44,78%) dos casos registrados envolviam homens. vítimas e (55,22%) dos casos incluem vítimas do sexo feminino.
Novamente, os dados indicam a extensão sem indicar o tipo de violência que ocorre na maioria dos casos envolvendo meninos e meninas, deixando uma lacuna a ser preenchida. Estes dados poderiam informar um programa de apoio se se centrassem na forma mais comum de violência doméstica envolvendo crianças de ambos os sexos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base nas análises derivadas deste estudo, procuramos mostrar o quão essencial é a construção de políticas públicas eficazes que atuem de forma eficaz em situações de violação de direitos. Os dados obtidos e verificados mostram que as formas de violência doméstica não parecem importantes, basta registrá-las e apresentar à sociedade um serviço que catalogue as denúncias, mas não atue para prevenir este tipo de situações que envolvem especialmente a violência familiar. . Seria bom que as escolas fossem apoiadas, pois este é um dos principais locais onde se verifica esse tipo de violência contra crianças e adolescentes, nas delegacias, que também deveriam registrar e utilizar os dados para criar programas de prevenção ou para conceder subsídios. para que outros profissionais possam realizar algum tipo de trabalho preventivo.
Segundo Tomio (2000) apud Barili (2006), ele enfatiza que os programas oficiais ou comunitários que atendem crianças e adolescentes cujos direitos foram violados devem contar com ações interdisciplinares com objetivos diagnósticos, terapêuticos, reabilitadores e preventivos. Violência doméstica: um estudo dos discursos e representações sociais de profissionais que atuam em programas de atendimento à violência em Itajaí/SC. Abuso sexual: diagnóstico de casos notificados na cidade de Itajaí/SC, de 1999 a 2003, como instrumento de intervenção junto a famílias em situação de violência. Texto contextual - enferm., Florianópolis, v.
SCARANTO, Catarina Antunes Alves, BIAZEVIC, Maria Gabriela Haye e MICHELCROSATO, Edgard. Percepção dos agentes comunitários de saúde sobre a violência doméstica contra a mulher. Psicol. Nós, abaixo assinados, orientadores e acadêmicos responsáveis pelo trabalho de conclusão de curso intitulado Formas de violência doméstica constatadas no município de Itajaí-SC, que utilizaremos os dados disponibilizados pelo CREAS de Itajaí-SC e pelo conselho tutelar do mesmo município, compromete-se a manter a confidencialidade e confiabilidade desses dados, preservando integralmente o anonimato dos indivíduos.
ANEXOS