São evidentes as vulnerabilidades dos ecossistemas em Itajaí e de seus serviços prestados, face os descasos com o meio ambiente e o galopante crescimento urbano, principalmente nas últimas décadas, também somado as projeções do IPCC (2014), quanto aos alertas de que possivelmente os eventos extremos ligados a natureza tendem a se agravar.
Percebe-se que o município, após as inundações de 2008 e 2011, avançou tanto em legislação como em infraestruturas de drenagem e integração dos serviços. Contudo, questiona-se o quanto e em que sentido Itajaí está se preparando par aos próximos eventos de inundação.
A legislação do país e de Itajaí tem as principais conquistas em tempos recentes, sendo que a própria história de colonização do Vale do Rio Itajaí-Açú é relativamente recente. Em pouco mais de um século estabeleceu-se o município e Itajaí e se desenvolveu nas proporções que se encontra atualmente. A fixação dos primeiros moradores nessa região e, durante a maior parte das suas lutas, teve objetivos de exploração dos recursos naturais ou disputa pelo melhor espaço de terra, até mesmo “burlando” os direitos já estabelecidos, como das sesmarias, denotando caminhos difíceis a serem seguidos quanto a conscientização socioambiental.
Entretanto, constatou-se que no último século, muitas transformações ocorreram nessa região, seja no aspecto físico, paisagístico, urbano, econômico ou legislativo, mas resta saber
se a mentalidade das pessoas, tanto da população em geral, como dos governantes e legisladores está acompanhando a dinâmica em épocas de “mudanças climáticas”, ou ainda prevalecem os mesmos paradigmas dos primeiros colonizadores.
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