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CONSULTAS PÚBLICAS

No documento Nacional de Juventude (páginas 162-169)

Consultas Públicas

2. CONSULTAS PÚBLICAS

O Sistema de Consultas Públicas foi desenvolvido para que os gestores das Unidades de Juventude possam compartilhar e realizar consultas públicas de seus projetos de leis desenvolvidas em suas comunidades. Assim, se for interesse do Gestor ou do Presidente do Conselho de Juventude, torna-se possível a publicação do projeto de lei ou portaria.

As discussões são ambientadas pelo Portal de Discussão e Consultas Públicas do Sinajuve, desenvolvido pela equipe da Ibict. O sistema funciona como um editor de textos colaborativo para projetos de lei, e possibilita ao cidadão contribuir com opiniões em cada parágrafo da Lei ou Portaria (ainda não publicada oficialmente) no intuito de incorporar sugestões ao texto final.

Enquanto as manifestações podem ser feitas por qualquer usuário que esteja cadastrado no Portal do Sinajuve, a confecção de consultas públicas apenas podem ser feitas por gestores de unidades de juventude que já aderiram ao Sinajuve.

O gestor de uma unidade de juventude aprovada no Sistema de Adesão recebe automaticamente as permissões de criação de consultas públicas.

3. APRESENTAÇÃO DO SISTEMA

A página inicial do portal do Sinajuve pode ser acessada no site https://

sinajuve.ibict.br/. Para acessar o sistema de Consultas Públicas, pode-se clicar no ícone “CONSULTAS PÚBLICAS”, indicado na Figura 1, ou direta- mente no site https://sinajuve.ibict.br/consultas/.

Figura 1 - Consultas públicas

Fonte: Captura de tela (2021).

A página principal do sistema pode ser vista na Figura 2. Nela, se en- contram as últimas consultas criadas, um menu na lateral direita para navegação no sistema e uma área na lateral esquerda para visualização dos comentários. O design foi pensado para ser simples e fluido.

Figura 2 - Página inicial do Sistema de Consultas Públicas

Fonte: Captura de tela (2021).

A publicação do conteúdo pode ser feita por meio da opção “Nova Consul- ta”, que irá aparecer apenas para gestores, como exibido na Figura 3. Em seguida, os gestores podem inserir o nome da sua nova consulta pública e o conteúdo a ser discutido, bem como a data em que ela irá fechar.

Figura 3 - Nova consulta

Fonte: Captura de tela (2021).

O usuário cadastrado do Sinajuve poderá se manifestar até a data de fechamento da consulta. A Figura 4 apresenta a tela de manifestação uti- lizada pelos cidadãos.

Figura 4 - Tela de manifestação

Fonte: Captura de tela (2021).

Todas as participações são computadas e relacionadas no sistema para per- mitir a extração e análise pelo gestor e criador da consulta.

4. DETALHES TÉCNICOS

O sistema foi desenvolvido na plataforma Wordpress, um Content Man- agement System (CMS), ou Sistema Gerenciador de Conteúdos, atualmente uma das ferramentas livres com maior estabilidade, adotada em vários portais do mundo.

Para atender às necessidades do projeto de pesquisa do Sinajuve, foi re- alizada a customização do CMS nativo em WordPress e a adaptação de diversas ferramentas, tanto para a inserção de comentários (manifestações) por parágrafo, quanto para abertura e fechamento de consultas públicas, além do download das manifestações.

A inserção de comentários por parágrafo em uma consulta pública é pos- sível a partir do plugin CommentPress, que modifica o comportamento padrão do WordPress onde só são permitidos comentários por postagens.

Também foi usado o plugin Simple Comment Edit, que apresenta algumas funcionalidades para edição dos comentários por parte do usuário.

Para criação das consultas públicas, primeiro foi pensado um sistema de autenticação muito similar ao do Sistema de Adesão. Existem usuários comuns que podem comentar em qualquer consulta aberta e usuários ges- tores que são os únicos com permissão de criar consultas. Os gestores são aqueles que já passaram pelo processo de adesão e foram aprovados.

Também foi implementado um sistema de abertura e fechamento das con- sultas, baseado nas datas de início e fim definidas pelo criador da consulta, que controlam automaticamente a possibilidade de receber manifestações naquela consulta.

Por fim, foi desenvolvida a funcionalidade de exportação dos comentários de uma consulta, o que permite a qualquer usuário realizar o download de um arquivo CSV (comma-separated values, valores separados por vírgula) contendo os comentários daquela consulta, além do horário e informações não sensíveis do autor.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Administração Pública tem, entre seus princípios, a publicidade e a eficiência. Por sua vez, o Sinajuve é estabelecido sob as premissas de participação social e envolvimento das juventudes brasileiras na ação política. Logo, o sistema informatizado permite não somente ao gestor de unidade de juventude acessar dados sobre o jovem brasileiro, mas também permite o trabalho colaborativo. É essa a proposta do Sistema de Consultas Públicas.

Por meio da plataforma, um gestor de juventude pode inserir uma minuta de projeto de lei que pode ser comentada por quaisquer membros do Si- najuve. Assim, é possível submeter a legislação à consulta pública prévia, antes de sua deliberação no âmbito legislativo. A matéria fica disponível em um editor de texto colaborativo, em que todos podem comentar a cada parágrafo.

O sistema é desenvolvido a partir de um content management system, customizado por meio das demandas do Sinajuve. Buscou-se garantir a usabilidade do site, além de proporcionar fluidez na navegação e a pos- sibilidade de exportação dos comentários. Desse modo, o Sistema de Consultas Públicas se destaca como modelo para participação social que pode ser replicado em outros organismos governamentais.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Decreto nº 10.226, de 05 de fevereiro de 2020. Altera o Decreto nº 9.306, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Juventude, instituído pela Lei no 12.852, de 5 de agosto de 2013. 2020. Disponível em: http://www.

planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10226.htm#art1.

Acesso em: 18 out. 2021.

BRASIL. Decreto nº 9.306, de 15 de março de 2018. Dispõe sobre o Siste- ma Nacional de Juventude, instituído pela Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2018. 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015- 2018/2018/Decreto/D9306.htm. Acesso em: 18 out. 2021.

BRASIL. Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juventu- de e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude - Sinajuve. 2013.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2013/

Lei/L12852.htm. Acesso em: 18 out. 2021.

BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Secretaria Nacional da Juventude. Portal do Sinajuve. Disponível em: https://sinajuve.

ibict.br/. Acesso em: 18 out. 2021.

como citar este capítulo:

MOURA, Rebeca dos Santos de; COSTA, Lucas Rodrigues; OLIVEIRA, Frederico Ramos.

Consultas públicas. In: SHINTAKU, Milton (org.). Estratégias para implementação do Ecossistema para informação do Sistema Nacional de Juventude. Brasília: Ibict, 2021.

p. 161 - 168. DOI: 10.22477/9786589167129.cap7.

1. INTRODUÇÃO

O Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve) foi criado pela Lei nº 12.852, de 05 de agosto de 2013, e disposto pelo Decreto nº 9.306, de 15 de março de 2018, alterado pelo Decreto nº 10.226, de 05 de fevereiro de 2020, voltado à promoção de políticas públicas de juventude. Para tanto, atribui à Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) a coordenação da rede, composta por unidades de juventude governamentais e da sociedade civil.

Dentre os diversos pontos apresentados nos decretos, nota-se que o Sinajuve tem estrutura hierárquica de rede, sob a coordenação da SNJ, a única unidade federal. Assim, requer um sistema de adesão em que os membros precisam se cadastrar, possibilitando a criação de um mapa geolocalizado das unidades de juventude do Sinajuve no Brasil.

A organização desse sistema e critérios para adesão foram definidos pelos decretos nº 9.306, de 2018, e 10.226, de 2020. O Sinajuve envolve uma rede de autarquias e órgãos públicos de todos os entes da Federação que tra- tam especificamente de pautas da juventude, assim como organizações da sociedade civil relacionadas a tal temática. Mas o sistema também é uma pla- taforma que reúne indicadores sobre os jovens, mecanismos de deliberação

No documento Nacional de Juventude (páginas 162-169)