4.3.1 Atos legais para funcionamento
Autorização: Dec. Federal nº 66.612, de 21.05.70;
Reconhecimento: Dec. Federal nº 73.145, de 12.11.73;
Renovação de Reconhecimento nos termos da Portaria nº. 1500 de 13/07/2001
Para fins de registro dos diplomas dos alunos concluintes do 1º semestre de 2006: Portaria nº. 880 – 10/04/06.
Renovação de Reconhecimento nos termos da Portaria MEC nº. 1309, de 14/07/06.
Portaria MEC nº 737 de 30.12.2013 - D.O.U. 31.12.2013
Portaria MEC Nº 271 de 03.04.2017 - D.O.U 04.04.2017
Duração em períodos letivos: 8 semestres
Formação/titulação do egresso: Bacharel em Administração
4.3.2 Forma de ingresso
A forma de ingresso está publicada no site da Instituição, através de editais de abertura dos Processos Seletivos da Universidade lançados semestralmente. A Instituição permite que os interessados em ingressar no Ensino Superior utilizem a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), dos três últimos anos.
A URCAMP também oferece vagas para graduados ou concluintes que estejam com data de colação de grau agendada, ingresso como portador de diploma nos cursos ofertados, ou ainda para alunos de outras instituições de Ensino Superior, regularmente matriculados, que desejem solicitar transferência externa para a URCAMP.
4.3.3 Turno de funcionamento e carga horária
Turno de funcionamento: Noturno
Carga Horária: 3.030 h
4.3.4 Número de vagas
Número de vagas oferecidas: 40 vagas anuais
4.3.5 Gestão acadêmica do Curso
A Coordenação Pedagógica, enquanto órgão responsável pela gestão do curso, é constituída pelo Coordenador do Curso, pela Câmara de Colegiado e pelo Núcleo Docente Estruturante - NDE, tendo na Pró-Reitoria Acadêmica e na equipe de trabalho o assessoramento didático pedagógico.
5 CONCEPÇÃO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
O curso de Administração possui um processo de ensino-aprendizagem baseado na concepção programática de formação e desenvolvimento humano; estando comprometido com o fomento do espírito científico e com a formação de sujeitos críticos, autônomos e cidadãos habilitados a intervenção social na região em que está inserido. A aprendizagem é entendida como processo de construção de conhecimentos, habilidades e valores em interação com a realidade e com os demais indivíduos, no qual são desenvolvidas capacidades pessoais e profissionais intensificando assim a relação teórica-prática.
O processo de ensino-aprendizagem do curso de Administração baseia-se também na concepção teórica de Delors (2003) que entende o ensino estruturado a fim de que a educação surja como uma experiência global a ser concretizada ao longo de toda a vida, tanto no plano cognitivo quanto no prático. A educação é direcionada para os quatro pilares fundamentais da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros, aprender a ser.
Aprender a conhecer pressupõe, antes de tudo, aprender a aprender, exercitando a atenção, a memória e o pensamento. A aprendizagem ocorre neste sentido a partir dos conhecimentos prévios dos acadêmicos relacionando-se com novos conhecimentos, teóricos e práticos, permitindo uma reflexão crítica que propicie o protagonismo do educando.
O aprender a fazer está inter-relacionado com qualidades como a capacidade de comunicar, de trabalhar com os outros, de gerenciar e de resolver conflitos. E essa tendência torna-se mais forte devido ao desenvolvimento do setor de serviços. Esse é o pilar construído pelo curso de Administração através das ações práticas desenvolvidas ao longo da aprendizagem, objetivando intensificar o conhecimento por meio de componentes curriculares específicos que visam a formação para o agir no contexto em que está inserido.
Aprender a viver com os outros representa um dos maiores desafios da atualidade. Sobre isto, Delors (2012) nos orienta:
É de se louvar a ideia de ensinar a não violência na escola, mesmo que apenas constitua um instrumento, entre outros, para se combater os preconceitos geradores de conflitos. A tarefa é árdua porque, naturalmente, os seres humanos têm a tendência de supervalorizar as suas qualidades e as do grupo a que
pertencem, e a alimentar preconceitos em relação aos outros.
Por outro lado, o clima geral de concorrência que atualmente caracteriza a atividade econômica no interior de cada país e, sobretudo no nível internacional, tende a dar prioridade as espirito de composição e ao sucesso individual. De fato, essa competição resulta, na atualidade, em uma guerra econômica implacável e em uma tensão entre os mais e os menos favorecidos, que divide os países do mundo e exacerba as rivalidades históricas. É de se lamentar que a educação contribua, por vezes, para alimentar esse clima, devido a uma má interpretação da ideia de emulação.
Neste sentido o curso de Administração conduz o pilar aprender a viver com os outros através de ações que valorizem o convívio coletivo e transmitindo conhecimentos sobre a diversidade da espécie humana, assim como, conscientizando as pessoas sobre as semelhanças e interdependências que existem entre todos os cidadãos.
No que diz respeito ao quarto pilar “Aprender a ser” Delors (2003) afirma que a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa – espírito, corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal e espiritualidade.
Todo o ser humano deve receber uma educação que lhe dê ferramentas para o despertar do pensamento crítico e autônomo, assim como para formular seus juízos de valor e ser autônomo intelectualmente.
Mais do que nunca a educação parece ter como papel essencial, conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento, o discernimento, os sentimentos e a imaginação de que necessitam para desenvolver os seus talentos e permanecerem, tanto quanto possível, donos de seus próprios destinos. A diversidade de personalidades, a autonomia e o espírito de iniciativa, até mesmo o gozo pela provocação, são suportes da criatividade e da inovação. O que poderia parecer apenas como uma forma de defesa do indivíduo perante a um sistema alienante ou considerado como hostil, é também por vezes a melhor oportunidade de progresso para as sociedades (DELORS, 2003, p.81).
Entende-se que na Academia, a arte e a poesia deveriam ocupar um lugar mais importante do que aquele lhes é concedido, em muitos países, por uma espécie de ensino tomado mais utilitarista do que cultural. Além disso, a preocupação em desenvolver a imaginação e a criatividade deveria também revalorizar a cultura oral e os conhecimentos retirados da experiência da criança e do adulto.
No curso de Administração o “Aprender a ser” é conduzido por ações de extensão junto a comunidade no que diz respeito a busca por soluções de problemas diagnosticados junto à população local e regional.
A concepção da relação ensino-aprendizagem do Curso de Administração e a organização da estrutura curricular e, consequentemente, das disciplinas que a compõem, segue um percurso que se inicia com a definição dos conhecimentos que subsidiarão o ensino crítico, reflexivo e criativo, por meio do desenvolvimento de conteúdos curriculares que contemplem saberes fundamentais à construção de um perfil acadêmico e profissional do egresso.
Além disso, é compromisso primordial de todo o corpo docente da IES apresentar sempre a Administração como uma ciência complexa e multifacetada, composta por diversas vertentes e que, ao invés de se apresentarem estanques, devem estar sempre interligadas e interagindo, como forma de promover a evolução harmônica da Ciência Administrativa. Nessa perspectiva, os procedimentos e técnicas devem incentivar o acadêmico de Administração a investigar, cientificamente, o cotidiano da profissão, de tal forma que ele construa suas aprendizagens de forma contextualizada.
6 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA