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DANÇAS POPULARES BRASILEIRAS

No documento Extensão: ação transformadora (páginas 148-152)

Área temática: Cultura

Coordenador(a)(a) da atividade

Leila Cristiane Pinto FINOQUETO1 | Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Autores

L. FINOQUETO2; P. GULARTE3.

Resumo

O Projeto de Extensão intitulado ‘Danças Populares Brasileiras’ criado em 2015, configura-se num instrumento que problematiza as contribuições das diferentes etnias que compõem nossas identidades, fazendo referências às histórias, aos contextos e aos personagens que possibilitaram sua permanência. O projeto tem como objetivo proporcionar vivências de danças oriundas de diferentes regiões brasileiras, que carregam em si contextos, personagens e a historicidade da constituição do povo brasileiro. Participam 20 pessoas, 18 mulheres e 02 homens, da comunidade do entorno da Universidade, na faixa etária entre 20 e 70 anos. Foram ofertadas as seguintes danças: Carimbó, Maracatu, Frevo, Jongo, Samba/Carnaval e Xaxado. O Projeto vem sendo desenvolvido com encontros de uma hora de duração, duas vezes na semana na sala de dança do curso Educação Física - Licenciatura, da Universidade Federal do Rio Grande, no período da tarde. As práticas pedagógicas desenvolvidas no Projeto aproximaram, sobremaneira, as/os participantes de culturas desconhecidas e pouco acessíveis na região sul do Brasil, atingindo, desse modo, aos objetivos propostos por esta ação extensionista.

Palavras-chave: Danças Populares Brasileiras; Educação Física; Formação de Professores.

Introdução

O Projeto de Extensão intitulado ‘Danças Populares Brasileiras’ foi criado no ano de 2015, com o intuito de proporcionar vivências de danças oriundas de diferentes regiões brasileiras, que carregam em si contextos, personagens e a historicidade da constituição do povo brasileiro. O Projeto teve início no mês de junho de 2015, por meio de estudos que pudessem embasar a apropriação de conhecimentos sobre algumas danças populares. Dentre as modalidades de danças populares exploradas no referido Projeto, destacamos Carimbó, Maracatu, Frevo, Jongo, Samba/Carnaval e Xaxado, pois encontramos na literatura e, em outros recursos audiovisuais, danças que serviram de suporte para darmos início às atividades.

Segundo Cortês (2000), as danças que constituem nossas identidades, fazem referência a nossas histórias e contextos, sendo, muitas vezes, esquecidas ao longo do tempo. Nesse sentido, emerge a necessidade de resgatarmos por meio da dança a história e a identidade de um povo. Ao assumirmos as danças populares como conteúdo pedagógico da Educação Física, estamos assumindo as tensões, polaridades e preconceitos que permeiam os lugares das artes eruditas e populares. O Projeto, ao longo das suas quatro edições, foi ofertado em diferentes espaços e públicos: comunidade do entorno da Universidade Federal do Rio Grande e em duas Unidades Básicas de Saúde do município do Rio Grande/RS.

Metodologia

O grupo constitui-se, atualmente, por 20 pessoas, 18 mulheres e 02 homens da comunidade do entorno da Universidade, na faixa etária entre 20 e 70 anos. O Projeto vem sendo desenvolvido com encontros de uma hora de duração, duas vezes na semana na sala de dança do curso Educação Física - Licenciatura, da Universidade Federal do Rio Grande, no período da tarde. Os encontros foram organizados a partir das demandas de trabalho. No início do semestre são vivenciados processos de sensibilização, de criação e de expressão corporal. Para dar início aos estilos foram apresentados contextos: geográfico, cultural e histórico, bem como as movimentações características e o figurino específico. Essa contextualização ocorre através da elaboração e apresentação dos informativos, os quais contêm informações acerca das danças, personagens e historicidade dos referidos estilos.

Assim como vimos desenvolvendo o nosso trabalho no projeto, pretende-se nesta oficina oportunizar a vivência para o público em geral participante do evento, limitando apenas, o número de vinte vagas devido ao uso de materiais (indumentárias e adereços).

Nessa oportunidade a oficina será desenvolvida em dois momentos: a parte teórico- conceitual onde

1 Professora Doutora, Instituto de Educação, Universidade Federal do Rio Grande. e-mail.- [email protected]

2 Leila Cristiane Pinto Finoqueto, professora do curso de Educação Física - Instituto de Educação da Universidade Federal do Rio Grande.

3 Priscila Fontes Gularte, acadêmica do curso de Educação Física - Instituto de Educação.

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será apresentado as culturas a serem vivenciadas, entre elas: Carimbó, Forró, Frevo, Samba, Maracatu, Samba de Roda e Xaxado, e a parte prática que se dará da experimentação dos passos característicos, do uso das vestimentas e adereços. Para desenvolver a oficina será necessário um recurso audiovisual, um aparelho de som e uma sala ampla para podermos realizar o exercício de experimentações e vivências das danças.

Desenvolvimento e processos avaliativos

O projeto ao longo dessas quatro edições foi ofertado em duas Unidades Básicas da Saúde do município de Rio Grande e no curso de Educação Física da FURG, onde buscou difundir e ampliar a discussão acerca das danças populares brasileiras como patrimônio histórico e cultural. Nesses espaços já foram vivenciadas as danças: Carimbó, Forró, Frevo, Samba, Maracatu, Samba de Roda e Xaxado, propondo uma imersão em diferentes contextos culturais.

Ao final de cada modalidade de dança, foram elaboradas coreografias tendo como horizonte a participação em eventos artístico-culturais. A partir desse processo didático o projeto ‘Danças Populares Brasileiras’ participou de 10 apresentações artístico-culturais no município do Rio Grande/ RS e São Lourenço do Sul/RS. Ministrou uma oficina de ‘Danças Populares Brasileiras’ na 16ª Mostra de Produção Acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande (2017). Nessa oportunidade, quatro mulheres participantes do grupo da FURG, assumiram o protagonismo, junto à acadêmica/bolsista.

A construção e o desenvolvimento do projeto vêm oportunizando à acadêmica envolvida autonomia e segurança para desenvolver as atividades, possibilitando novos horizontes e novos olhares a respeito do ensinar em diferentes perspectivas. Permite ampliar as experiências e propõe uma aproximação com a comunidade.

Considerações Finais

As práticas pedagógicas desenvolvidas no Projeto aproximaram, sobremaneira, as/os participantes de culturas desconhecidas e pouco acessíveis na região sul do Brasil, atingindo, desse modo, aos objetivos propostos por esta ação extensionista. Para além, percebe-se que a cada estilo proposto o grupo mostra- se receptivo e empenhado no seu desenvolvimento e conclusão (coreografia). Ressalta-se que o grupo permanece coeso e motivado ao longo desses quatro anos, permitindo que possamos renová-lo e ampliá- lo.Agradecimentos: Agradecemos à Universidade Federal do Rio Grande através do fomento à Extensão/

Cultura mediante a política do Programa de Desenvolvimento do Estudante - PDE/FURG, através do edital Subprograma de Formação Ampliada – Bolsas de Cultura - PDE/EPEC Nº 01/2017 EPEC/2017.

Referências

CORTÊS, Gustavo Pereira. Dança, Brasil!: Festas e danças populares. Belo Horizonte/MG: Leitura, 2000.

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PROJETO “OFICINA DE CONTAÇÃO: A FORMAÇÃO DE LEITORES”:

FORMANDO LEITORES E MEDIADORES DE LEITURA

Área temática: Educação

Coordenador(a)es da atividade

Adriana GIBBON, Mairim PIVA e Artur VAZ | Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Autores

A. L.F. COSME1. B. M. de BARROS2. A. de O. GIBBON3. M. L. PIVA4. A. E. A. VAZ5.

Resumo

Incentivar a leitura e a criação de histórias é importante desde os primeiros anos de escolaridade, por isso, torna-se um desafio para os professores que têm dificuldade em agregar a contação de histórias à sua prática diária. Assim, o presente minicurso visa replicar um curso de extensão promovido pelo projeto “Oficina de contação: a formação de leitores”, da FURG. O objetivo do curso era oportunizar aos professores da Educação Infantil o contato com questões de leitura e formação de leitor, além da formação sobre contação de histórias. A metodologia foi encontros mensais nos quais abordou-se a contação de histórias e sua importância para o desenvolvimento do gosto pela leitura desde a primeira infância. Cada encontro contou com procedimentos e recursos variados, a fim de enriquecer a prática dos inscritos. A avaliação ocorreu através das interações destes e apresentação de uma prática de contação realizada na escola em que atuavam. A partir dos resultados, conclui-se que práticas que incentivam a contação de histórias e colocam o docente no lugar da criança que a ouve motiva-o a buscar histórias que cativem seus estudantes, envolvendo-os no mundo da leitura, já que os próprios professores perceberam o quão prazerosa pode ser uma contação de história. Dessa forma, no presente minicurso, espera-se alcançar os mesmos resultados: propiciar momentos prazerosos de leitura, criação e contação de histórias.

Palavras-chave: formação de leitor; contação de histórias; Literatura Infantil.

Introdução

Despertar o interesse pela leitura é um desafio que recai, principalmente, sobre a escola, como afirma Regina Zilberman (1991). Muitos professores têm dificuldade em agregar a contação de histórias à prática diária e, diante de tal dificuldade, o projeto de extensão “Oficina de contação: a formação de leitores”

ofereceu um curso para os professores de Educação Infantil do município, em parceria com a Secretaria de Município de Educação de Rio Grande. O curso, intitulado “Educação Infantil: brincando entre as artes, a dança, a Literatura e a música”, tinha como objetivo abordar questões acerca da Literatura Infantil, da formação de leitores e da própria contação de histórias. Esperava-se que os professores inscritos fossem motivados a buscar atividades que envolvessem a contação de histórias diárias em sala de aula, formando- os como leitores e contadores de histórias.

O referido projeto é coordenado pelas professoras Adriana Gibbon, Ana Luisa Cosme, Mairim Piva, pelo professor Artur Vaz e pela acadêmica Bianca de Barros e está vinculado ao Programa “Socializando a leitura”. Conta com 20 voluntários, graduandos dos cursos de Letras, Pedagogia e Biblioteconomia e pós-graduandos em Letras, além de colaboradores externos, como professores da rede básica de ensino.

O objetivo principal é incentivar o gosto pela leitura e pela criação de histórias e formar mediadores de leitura. O projeto conta com encontros mensais com as coordenadoras, para relato das atividades realizadas, leituras teóricas e planejamento das próximas atividades, o que permite que o projeto de extensão também contemple as esferas da pesquisa e do ensino.

Tendo o projeto esse objetivo de formar leitores e mediadores de leitura, pretendese, no 36º Seminário de Extensão da Região Sul, ministrar um minicurso que contemple as atividades realizadas no curso de extensão mencionado, para que outras pessoas possam vivenciar a prática de contação de histórias e, dessa forma, terem um contato prazeroso com a Literatura, a criação e a contação de histórias.

1 Ana Luisa Feijó Cosme, aluna do Curso de Pós-Graduação em Letras – Doutorado em História daLiteratura da FURG.

2 Bianca Matos de Barros, acadêmica do Curso de Letras – Português da FURG.

3 Profa. Dra. Adriana de Oliveira Gibbon, professora do Instituto de Letras e Artes da FURG.

4 Profa. Dra. Mairim Linck Piva, professora do Instituto de Letras e Artes da FURG.

5 Prof. Dr. Artur Emilio Alarcon Vaz, professor do Instituto de Letras e Artes da FURG.

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Metodologia

Os encontros mensais do curso tinham duração de duas horas e ocorreram de maio a outubro de 2017, totalizando 20h. Cada encontro contava com procedimentos e recursos variados, para servirem de subsídios para a prática dos professores inscritos: explanação teórica dos aspectos abordados no curso (formação do leitor, mediação de leitura, contação de história); contação de histórias, tanto por parte dos ministrantes, quanto dos alunos, os quais sugeriam atividades lúdicas que poderiam ser realizadas com e a partir das histórias contadas. As temáticas dos encontros foram: memórias e suportes de leitura;

o imaginário nos contos de fadas; formação de leitores; contação de histórias por parte dos professores participantes; relato de práticas desenvolvidas nas escolas pelos participantes.

No minicurso em questão pretendemos, de forma reduzida, repetir as atividades realizadas no curso de extensão. Para isso, primeiramente, será abordada a importância do incentivo à leitura e será feito um resgate das memórias de leitura dos participantes. Em seguida, será realizada uma contação de história por parte dos ministrantes, com a interação dos inscritos. Posteriormente, será criada uma história coletiva a partir do sorteio de 15 palavras aleatórias. Os materiais a serem utilizados serão: livro de histórias, computador e projetor; folhas de ofício; canetas coloridas e palavras para sorteio. O minicurso ofertará até 40 vagas, sendo o público-alvo livre.

Desenvolvimento e processos avaliativos

Os processos avaliativos foram as próprias interações e participações dos professores ao longo do curso. Percebeu-se que estes traziam questionamentos acerca de como trabalhar a leitura a contação de histórias com crianças da Educação Infantil. Os professores participavam ativamente das contações de histórias, as recriando posteriormente. Ao final do curso, cada professor apresentou uma atividade de contação aplicada na turma em que atuavam. Tal prática proporcionou o compartilhamento de muitas ideias de atividades de mediação de leitura. Ao final do curso, formaram-se mais de 30 mediadores de leitura, os quais poderão ser multiplicadores da ação dentro das escolas em que trabalham. Além disso, os acadêmicos envolvidos também puderam enriquecer seus conhecimentos a partir da troca realizada com os professores participantes e da própria experiência docente. Da mesma forma, no minicurso a ser ministrado, a avaliação dar-se-á a partir das interações dos alunos.

Considerações Finais

Conclui-se que o projeto “Oficina de contação: a formação de leitores” tem conseguido inserir graduandos de licenciatura no universo escolar, fazendo com que os mesmos tornem-se mediadores de leitura. Além disso, tem proporcionado que o projeto de extensão da Universidade chegue além de seus muros, atingidos os professores da rede básica de ensino e formando novos contadores de histórias e mediadores de leitura, o que corrobora com o objetivo principal do projeto: incentivar a leitura e a criação de histórias.

Referências

ZILBERMAN, Regina. A leitura e o ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 1991.

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