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A terceira oficina aconteceu no dia 25 de novembro de 2014 e estavam presentes 14 (quatorze) pessoas.

Todo o material produzido nas oficinas anteriores estava exposto na sala e as cadeiras em círculo. A oficina aconteceu em dois momentos. Primeiramente convidamos o professor Cutolo e a professora Antônia para fins de teorização dos conteúdos trabalhados, com o objetivo de reforçar a sua apropriação e, com efeito, contribuir com as proposições de hipóteses de solução para os problemas já identificados nas etapas anteriores. Esse processo durou aproximadamente uma hora e meia.

Após o intervalo, os participantes foram divididos em 02 (dois) grupos para a apresentação das hipóteses para a melhoria dos serviços da gestão municipal e consequentemente da atenção à saúde. A eles disponibilizamos o mapa do município com a identificação setorial dos serviços de saúde, a lista dos especialistas da rede, a quantidade de equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e respectiva distribuição. Em seguida, pedimos que construíssem algo que, na visão deles, fosse possível colocar em prática dentro da realidade do município estudado. Após uma hora e meia, os grupos apresentaram a produção coletiva em cartolinas: o primeiro grupo dividiu o município por regiões e fez um check list das soluções para os problemas anteriormente levantados. O segundo grupo propôs um novo organograma para a SMS, além de sugerir também hipóteses para os problemas identificados.

Terminamos assim as oficinas, contemplando as etapas três e quatro do arco.

Tendo em vista que o processo de pesquisa no mestrado carece de seu desenvolvimento em tempo hábil pré-determinado, e que o período de coleta de dados é relativamente reduzido em relação à complexidade da produção de conhecimento e transformação da realidade, não completamos a etapa cinco do arco que se refere à aplicação a realidade. No final da quarta etapa desafiamos os participantes a levar o aprendizado para seus cotidianos de trabalho, com a intenção de, com o produto, contribuírem com a transformação do que não está bom na realidade.

que funcione na prática. Assim se iniciou a segunda fase da pesquisa. Explorando todo material da primeira fase sentimos necessidade de buscar dados de outros atores que participam ativamente das instâncias decisórias do SUS: os gestores municipais e conselheiros municipais de saúde.

O objetivo geral foi analisar as estratégias de gestão do SUS de Itajaí, SC, na perspectiva de um coletivo intrassetorial da secretaria e de conselheiros municipais de saúde.

A pesquisa foi realizada no período 2016-2018 no mesmo cenário da primeira fase.

Ela foi desenvolvida com três conselheiros municipais de saúde e um gestor municipal. A escolha se deu com a intenção de coletar dados e conseguir informações que não foram possíveis com os sujeitos e a técnica anteriormente utilizada e por serem os sujeitos que possuem, de certa forma, governabilidade para o desenvolvimento prático da pesquisa posteriormente.

Cada um foi convidado individualmente pela pesquisadora, após um primeiro contato para agendamentos prévios, feitos por telefone. Foi realizada uma entrevista coletiva, do tipo grupo focal, com três conselheiros (as) municipais de saúde e uma entrevista semiestruturada com um gestor (a) municipal. As entrevistas aconteceram no final de 2016 e início de 2017 com a concordância e disponibilidade de horários e datas dos sujeitos que foram entrevistados.

5.2.1 A entrevista coletiva, do tipo grupo focal, com os conselheiros de saúde

A entrevista coletiva, do tipo grupo focal, aconteceu na sede do COMUSA. A escolha do local foi proposta pelos próprios (as) conselheiros (as), e a escolha destes (as) se deu pela facilidade de estarem semanalmente juntos no mesmo horário e local. O TCLE (APÊNDICE A) foi entregue, explicado e assinado pelos participantes no mesmo dia da realização do grupo.

Escolheu-se a técnica de entrevista coletiva, do tipo grupo focal, como forma de coletar dados diretamente das falas de um grupo, oriundos de experiências e percepções em torno de um tema de interesse coletivo.

Um grupo focal é um grupo de discussão informal e de tamanho reduzido, com o propósito de obter informações de caráter qualitativo em profundidade. É uma técnica rápida e de baixo custo para a avaliação e obtenção de dados e informações qualitativas, fornecendo aos gerentes de projetos ou instituições uma grande riqueza de informações qualitativas

sobre o desempenho de atividades desenvolvidas, prestação de serviços, novos produtos ou outras questões (GOMES; BARBOSA, 1999).

O encontro teve a duração de uma hora e meia com a presença dos três conselheiros(as) e a pesquisadora. O material coletado foi registrado em áudio e posteriormente, todo o conteúdo foi transcrito, analisado e validado.

Ao iniciarmos a técnica, informamos aos participantes que não existiriam respostas certas ou erradas e que todos poderiam expressar percepções e sentimentos diferentes uns dos outros, além de que se gostaria que as discussões ocorressem livremente, uma vez que o objetivo era conhecer o pensamento dos participantes, sem juízos de valor, sugerindo-lhes que falassem um de cada vez, evitando interromper a fala um do outro, o que asseguraria uma gravação mais clara e o direito individual de expressão.

A técnica utilizada possibilitou o acolhimento do sujeito, devido à criação de um espaço para a expressão, valorizando a escuta em ambiente coletivo. A escolha por esta técnica de coleta de dados foi sentida como adequada, uma vez que respondeu aos objetivos do estudo. A entrevista coletiva, do tipo grupo focal, foi conduzida através de um questionário elaborado com 11 questões, conforme o Apêndice (B). Consultando Minayo (2013) vi que um instrumento para entrevista coletiva deve ser elaborado não por questões prontas, mas por um roteiro de temas. No entanto, como se tratava da minha primeira experiência com pesquisa, decidi, com a minha orientadora, por estruturar as questões, mantendo a possibilidade de agregar novas indagações que se fizessem necessárias, no andamento do processo de coleta.

5.2.2 A entrevista semiestruturada com o(a) gestor(a) municipal

A entrevista foi realizada no gabinete do(a) gestor(a) após convite e agendamento prévio feito por telefone. O TCLE (APÊNDICE C) foi entregue, explicado e assinado no mesmo dia da coleta dos dados.

O instrumento foi a entrevista semiestruturada. A escolha deu-se em função de que esse tipo de instrumento conferir flexibilidade para a inserção de novas questões investigativas que se façam necessárias no momento da coleta (FIUZ; BARROS, 2011;

MYNAYO, 2014). A escolha por entrevista individual com o(a) gestor(a) foi feita devido à possibilidade dele(a) proporcionar informações que possivelmente não seriam compartilhadas em um espaço coletivo. O roteiro da entrevista (APÊNDICE D) foi composto por 10

perguntas, que buscava provocar no(a) gestor(a) falas que remetessem aos objetivos propostos pela metodologia.