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Documentos para Transporte Marítimo e Rodoviário

2.3 Administração de Materiais

2.3.8 Importação

2.3.8.3 Documentos para Transporte Marítimo e Rodoviário

No modal marítimo o principal documento para transporte é o B/L (Bill of Lading), utilizado na formalização de um contrato de transporte marítimo de linha regular, devendo estar contida nele toda a informação necessária à realização do transporte e a delimitação das responsabilidades das partes. (VIEIRA, p. 45, 2003).

Segundo Vieira (2003) as Funções básicas de um B/L são as seguintes:

• Servir como um recibo de entrega da carga a ser embarcada.

• Evidenciar um contrato de transporte entre e companhia marítima e o usuário.

• Representar um título de propriedade da mercadoria (transferível e negociável).

Os B/L’s são emitidos em três originais negociáveis idênticos, que são entregues ao embarcador (exportador) para que os apresente ao banco e receba o valor estipulado no crédito documentário. A seguir, os documentos serão enviados

via banco ao importador para que este possa retirar as mercadorias. Algumas vezes envia-se um original juntamente com as mercadorias (ship’s bag), visando prevenir uma possível demora bancária que atrase a entrega do conhecimento ao importador. Isso ocorre com mais freqüência em trajetos curtos.

São emitidas também várias cópias não negociáveis, que servem de informação a todos os agentes envolvidos no processo e não são válidas para retirar a mercadoria nem para receber o valor estipulado no crédito documentário.

Segundo Vieira (2003), os elementos pessoais de um Conhecimento de Embarque são os seguintes:

Transportador (carrier): As regras de Haya o definem como “o proprietário do navio ou afretador que celebra u contrato de transporte com o embarcador”. O termo afretador inclui não apenas o afretamento total ou parcial do navio mas também a aluguel de espaço (slot charter). As Regras de Hamburgo fazem ainda uma destinção entre o transportador contratual que é aquele que emite o Conhecimento de Embarque ao embarcador, e o transportador efetivo, subcontratado pelo primeiro para a realização do transporte.

Embarcador ou expedidor (shipper): É qualquer pessoa que pessoalmente ou por meio de outra que atue em seu nome, entrega as mercadorias ao transportador com quem celebra o contrato de transporte.

Destinatário ou consignatário (consignee): É a pessoa a quem pertence retirar as mercadorias no porto de destino e que pode exercer todas as ações cabíveis em casos de avarias, perdas ou atrasos da entrega da carga.

Segundo Vieira (2003) deverão constar no Conhecimento de Embarque os seguintes dados:

A natureza geral das mercadorias; marcas essenciais necessárias a sua identificação; uma declaração expressa, se for o caso, de que a mercadoria é perigosa; o número de volumes e o peso da mercadoria, de acordo a descrição feita pelo embarcador;

O estado aparente da mercadoria (a cláusula clean on board indica que as mercadorias estão em bom estado aparente, de acordo com as marcas e numeração fornedidas pelo embarcador);

• O nome e o endereço do transportador;

• O nome do embarcador;

• O nome do destinatário;

• O porto de carga e a data em que o transportador recebeu as mercadorias;

• O porto de descarga;

• O número de originais do Conhecimento de Embarque, em caso de haver mais de um;

• O lugar de emissão do Conhecimento de Embarque;

• A assinatura do transportador ou seu agente;

• O frete e o local de pagamento;

• A declaração que permite, se for o caso, que as mercadorias sejam transportadas no convés do navio;

• A data ou prazo de entrega das mercadorias no porto de descarga;

A legislação aplicável (regras de Haia, Haia-Visby ou Hamburgo). Na parte posterior de um Conhecimento de Embarque encontram-se todas as suas cláusulas.

A cláusula principal ou Paramount, é a que incorpora a legislação aplicável ao Conhecimento de Embarque. As demais cláusulas servirão apenas para detalhar as regras incorporadas, não podendo nunca se contrapor a elas.

Os limites de responsabilidade pactuados entre as partes, no caso de serem superiores aos previstos nas regras aplicáveis.

É importante, também, que em caso de transporte multimodal em que a linha intervenha além do trajeto do porto de origem ao de destino, estabelecer de forma exata o lugar inicial de recebimento da carga; o local final para a entrega das mercadorias e o modo de utilização do contêiner pelo usuário.

O Transporte rodoviário internacional de cargas é contratado através de um conhecimento rodoviário de transporte - CRT, também denominado carta de porte rodoviário, que tem as seguintes funções:

• Provar que a carga foi entregue pelo usuário ao transportador, servindo como um recibo de entrega da mercadoria;

• Evidenciar a existência de um contrato de transporte terrestre entre o usuário e o transportador;

• Representar um título de propriedade da mercadoria;

O CRT é, portanto um dos principais documentos necessários ao recebimento do valor estipulado no crédito documentário, já que prova o efetivo embarque da mercadoria. (VIEIRA, p. 106, 2003).

O CRT pode ser preenchido por processamento eletrônico de dados, inclusive sua impressão no momento da emissão, indistintamente em português ou espanhol, legível e sem rasuras, e com igual conteúdo em todas as suas vias originais (primeira-segunda-terceira e cópia(s)).

O Transportador pode imprimir no verso do CRT as Clausulas que estime conveniente reproduzir para informações de caráter geral, Normas neste tipo de contrato, e Informações especificas ao contratante, considerando que toda estipulação diversa será nula.

A Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), fundada em 05/12/1973, que é a legítima representante do empresariado brasileiro atuante no setor de transporte rodoviário internacional de cargas. Constituída por empresas sediadas em todo território nacional, e nos países que abrangem a extensão do Mercosul, descreve como deve ser emitido o CRT:

As vias originais do CRT devem ter sua identificação / destinação impressa no rodapé do formulário;

A destinação das vias originais do CRT é a seguinte:

Primeiro Original - Remetente: Esta é a única via válida para o trâmite aduaneiro (despacho aduaneiro) no país de destino da mercadoria, e que possibilitará ao importador nacionalizar e receber a mercadoria da Aduana e/ou de permissionário de Recinto Aduaneiro; geralmente é entregue ao exportador ou a seu preposto (despachante aduaneiro) que a destinará ao importador (via expressa, via transportador, via bancária, ou por outro meio) e/ou ao despachante aduaneiro do importador na fronteira ou interior no país de destino.

Segundo Original - Acompanha a Mercadoria: Esta é a via destinada a acompanhar as mercadorias, desde a origem do transporte até o destino final, e inclusive poderá ser utilizada para o destinatário declarar o recebimento da mercadoria;

Terceiro Original - Transportador: Esta é a via destinada a ficar de posse do transportador, e é utilizada como o contrato para o transporte firmado entre as partes;

Cópia (s) Original: Podem ser emitidas em quantidades necessárias para atendimento de outras finalidades, tais como: do exportador para a negociação de carta de crédito, do exportador / importador / transportador para apresentações nas aduanas e/ou outros órgãos de fiscalização, controles internos, entre outros.

O Transportador Rodoviário Internacional de Cargas ao emitir o CRT – Conhecimento Internacional de Transporte Rodoviário, deve atentar pelo correto preenchimento do respectivo documento levando em consideração as legislações pertinentes, e, nos campos do formulário cujo preenchimento seja de sua responsabilidade e em que nada houver a declarar no momento da emissão seja o campo preenchido com a palavra “N I H I L” (Nada Consta). Esta recomendação é expedida com o objetivo de evitar que o Transportador Rodoviário Internacional de Cargas venha a deparar-se com situações atípicas, ou que excepcionalmente possam ser caracterizadas como embaraço a fiscalização aduaneira, com a conseqüente aplicação de penalidades e entorpecimento da dinâmica operacional.

O CRT será impresso em papel de cor branca, tipo “off-set” ou apergaminhado, no formato 216mmx 330mm, com tinta de cor preta Europa, código 060000, catálogo supercor ou similar. A gramatura do papel deverá ser de 63g/m2 para o primeiro original e de 50g/m, para os demais.

As vias originais do CRT terão a seguinte destinação impressa no rodapé do formulário:

A) Primeiro original - remetente;

B) Segundo original - acompanha a mercadoria;

C) Terceiro original - transportador;

D) Cópia (s).

O CRT será preenchido, indistintamente, em português ou espanhol, na forma do Anexo II a esta Norma.

A impressão do CRT ficará a cargo das empresas transportadoras interessadas ou das entidades de classe dessas empresas, a partir de fotolitos a serem obtidos, por empréstimos, junto à Associação Brasileira dos Transportadores Internacionais - ABTI.

Será permitido o preenchimento do CRT por processamento eletrônico de dados, inclusive sua impressão no momento do preenchimento, desde que mantidos os modelos aprovados por esta Instrução Normativa.

O número de identificação do CRT, de responsabilidade da empresa transportadora, será composto por 11 dígitos, como a seguir discriminados:

AA. XXX. XXXXXX

Número seqüencial, em ordem crescente.

Número do Certificado de Idoneidade (permissão original) outorgado pela autoridade de transporte.

Código Alfabético ISO Alfa-2 correspondente ao país de partida da operação de transporte internacional.

O número de identificação de CRT que acoberte carga em transporte próprio ou ocasional terá a seguinte composição:

AA. XXX. XXXXXX

Número seqüencial, em ordem crescente, obtido junto à autoridade de transporte.

Número identificador do tipo de transporte:

999 – próprio 998 - ocasional

Código alfabético isoalfa-2 correspondente ao país de partida da operação de transporte internacional.

O CRT constitui-se em documento obrigatório a ser utilizado na prestação de serviços de transporte de carga em viagens internacionais no tráfego entre o Brasil e os países do Cone Sul.

O CRT constitui-se em documento necessário aos despachos aduaneiros de importação, exportação e de regimes aduaneiros especiais e atípicos, quando as mercadorias tiverem sido objeto de transporte internacional rodoviário iniciado a partir de 01.11.91.

Os procedimentos abaixo devem ser observados no preenchimento do Conhecimento Internacional de Transporte Rodoviário - CRT.

CAMPO 1 - NOME E ENDEREÇO DO REMETENTE. Nome e endereço inclusive o país, do remetente da mercadoria do exterior.

CAMPO 2 - NÚMERO. Número do CRT no formato:

AA. XXX. XXXXXX

Número seqüencial, em ordem crescente.

Número identificador do tipo de transporte: 999 – próprio 998 – ocasional.

Código alfabético isoalfa-2 correspondente ao país de partida da operação de transporte internacional.

No caso de transporte próprio ou ocasional:

AA. XXX. XXXXXX

Número seqüencial, em ordem crescente, obtido junto à autoridade de transporte.

Número do certificado de idoneidade (permissão original) outorgado pela autoridade de transporte.

Código alfabético isoalfa-2 correspondente ao país de partida da operação de transporte internacional.

CAMPO 3 - NOME E ENDEREÇO DO TRANSPORTADOR - razão social e endereço, inclusive país da matriz da empresa transportadora. Este campo poderá ser pré-impresso no momento da confecção do formulário.

CAMPO 4 - NOME E ENDEREÇO DO DESTINATÁRIO - nome e endereço, inclusive o país, do destinatário da mercadoria.

CAMPO 5 - LOCAL E PAÍS DE EMISSÃO - local e país onde ocorrer à emissão do CRT.

CAMPO 6 - NOME E ENDEREÇO DO CONSIGNATÁRIO - nome e endereço, inclusive país, do consignatário. Repetir os dados do destinatário caso seja a mesma pessoa.

CAMPO 7 - LOCAL, PAÍS E DATA EM QUE O TRANSPORTADOR SE RESPONSABILIZA PELA MERCADORIA - local, país e data em que a mercadoria for efetivamente entregue ao transportador.

CAMPO 8 - LOCAL, PAÍS E PRAZO DE ENTREGA - local, país e prazo acordado entre o transportador e o remetente para efetuar a entrega da mercadoria.

CAMPO 9 - NOTIFICAR A: nome, endereço e telefone da pessoa ou agente a quem deve ser notificada à chegada da mercadoria.

CAMPO 10 - TRANSPORTADORES SUCESSIVOS - razão social e endereço do(s) outro(s) transportador(es) caso, durante a operação do transporte, com autorização e conhecimento do remetente, destinatário ou consignatário, conforme o caso, ocorra à transferência da responsabilidade pelo transporte a outros (s) transportador(es).

CAMPO 11 - QUANTIDADE E CATEGORIAS DE VOLUMES, MARCAS E NÚMEROS. TIPOS DE MERCADORIAS, CONTEINERES E ACESSÓRIOS - quantidade de volumes segundo as categorias com as respectivas marcas e números constantes dos mesmos; descrição resumida das mercadorias de acordo com a denominação e unidades comerciais. Estes dados devem corresponder com os constantes dos documentos comerciais e aduaneiros anexados. No caso de utilização de contêineres para transporte dos volumes ou das mercadorias, indicar o número identificador do(s) mesmo(s).

CAMPO 12 - PESO BRUTO EM KG - peso bruto total, em quilogramas, das mercadorias amparadas pelo CRT.

CAMPO 13 - VOLUME EM M3 - volume total, em metros cúbicos, das mercadorias amparadas pelo CRT.

CAMPO 14 - VALOR - o remetente consignará o valor total que as mercadorias tinham no tempo e lugar em que o transportador responsabilizou-se por elas. No rodapé do campo, indicar o código da moeda na qual está expresso o valor de acordo com o disposto na tabela no7 da Norma de Execução CIEF no33 de 28.12.89.

CAMPO 15 - CUSTOS A PAGAR - discriminar o frete, e qualquer outro custo assumido pelo transportador desde a formalização do contrato até a entrega da mercadoria. em cada caso, será indicado separadamente o valor pago pelo remetente do valor a ser pago pelo destinatário, com a respectiva moeda de transação. No rodapé do quadro indicar os totais destes dois valores.

CAMPO 16 - DECLARAÇÃO DO VALOR DAS MERCADORIAS - valor declarado das mercadorias no caso de o remetente optar por substituir o limite de

responsabilidade do transportador por um superior ao estabelecido no convênio CRT.

CAMPO 17 - DOCUMENTOS ANEXOS - discriminar os documentos anexados ao conhecimento de transporte: fatura comercial, lista de volumes, certificados de origem e sanitários, etc.

CAMPO 18 - INSTRUÇÕES SOBRE FORMALIDADES DE ALFÂNDEGA - consignar as instruções que garantam ao remetente o cumprimento, pelo transportador, das formalidades aduaneiras durante a realização do transporte, indicando ainda, caso necessário, a alfândega de entrada no país de destino.

CAMPO 19 - VALOR DO FRETE EXTERNO - valor do frete externo, caso exista, desde a origem até a fronteira do país de destino, com a correspondente moeda em que é expresso. A moeda deve ser informada de acordo com o Código constante da Tabela no07 da Norma de Execução CIEF no33 de 28.12.89.

CAMPO 20 - VALOR DE REEMBOLSO CONTRA ENTREGA - caso o remetente tenha dado instruções para o transportador receber em seu nome qualquer soma contra a entrega da mercadoria, indicar o respectivo valor.

CAMPO 21 - NOME E ASSINATURA DO REMETENTE OU SEU REPRESENTANTE - a assinatura do conhecimento de transporte pelo remetente ou seu representante o faz responsável pelos dados consignados por ele na mesma e constituirá sinal de aceitação das condições gerais do contrato impressas no verso e, em especial, dos fretes e custos que tomará a seu cargo.

CAMPO 22 - DECLARAÇÕES E OBSERVAÇÕES - qualquer declaração, observação ou instrução relacionada ao transportador com relação ao seguro das mercadorias.

CAMPO 23 - NOME, ASSINATURA E CARIMBO DO TRANSPORTADOR OU SEU REPRESENTANTE - assinatura sobre carimbo do transportador ou seu representante legal, em sinal de aceitação das condições do contrato e das indicações necessárias para sua execução e de que salvo indicação em contrário, as mercadorias foram recebidas em bom estado aparente, nas condições gerais que figuram no verso. Abaixo da assinatura deve ser anotada a data. O transportador imprimirá no verso do formulário aquelas cláusulas do CRT que estime conveniente reproduzir para informações do cliente e também aquelas de caráter geral que são de norma neste tipo de contrato, considerando que toda estipulação diversa do estabelecido no CRT em prejuízo do remetente ou do consignatário será nula.

CAMPO 24 - NOME E ASSINATURA DO DESTINATÁRIO OU SEU REPRESENTANTE - assinatura sobre carimbo do destinatário ou seu representante, em sinal do recebimento das mercadorias. Caso haja observações, as mesmas deverão constar no campo 22 - Declarações e Observações. A assinatura do destinatário servirá para o transportador como prova da entrega das mercadorias.

Abaixo da assinatura deve ser anotada a data.

O MIC/DTA é um documento que permite uma maior rapidez na tramitação aduaneira, evitando que o veículo fique retido na fronteira esperando vistoria. A Carga é lacrada pelo exportador e conferida pela Receita Federal. (VIEIRA, p. 107, 2003).

A utilização do MIC/DTA é obrigatória em viagens internacionais no tráfego bilateral Brasil/país do MERCOSUL.

A INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 56, DE 23 DE AGOSTO DE 1991, aponta os seguintes detalhes referentes ao MIC/DTA.

O MIC/DTA constitui-se em documento necessário aos despachos aduaneiros de importação, exportação e de regimes aduaneiros especiais e atípicos, quando as mercadorias tiverem sido objeto de transporte internacional rodoviário, iniciado a partir de 01.11.91, entre Brasil e países do MERCOSUL.

O veículo de transporte internacional de carga quando vazio (“en lastre”) deve apresentar MIC/DTA em sua passagem pela fronteira, para fins de controle.

O preenchimento do MIC/DTA pode ser feito, indistintamente, em Português ou Espanhol.

O MIC/DTA deverá ser impresso em cinco vias, utilizando-se formulário plano ou contínuo, em papel de cor branca, tipo “off set” ou apergaminhado, no formato A4 (216 x 297 mm), com tinta de cor preto Europa, código 060000, catálogo Supercor, ou similar. A gramatura do papel deve ser de 63 g/m2 para a primeira via e de 50 g/m2 para as demais.

Fica autorizada a impressão dos formulários MIC/DTA pelas empresas transportadoras habilitadas interessadas ou por entidade de classe dessas empresas, a partir de fotolitos a serem obtidos por empréstimo, junto à Coordenação do Sistema de Informações Econômico-Fiscais deste Departamento.

O número de identificação do MIC/DTA, de responsabilidade da empresa transportadora, será composto de 11 dígitos como a seguir discriminado:

AA. XXX. XXXXXX

Número seqüencial, em ordem crescente.

Número do Certificado de Idoneidade (permissão original) outorgado pela autoridade de transporte.

Código Alfabético ISO Alfa-2 correspondente ao país de partida da operação de transporte internacional.

O número de identificação de MIC/DTA que acoberte veículo em transporte ocasional ou próprio terá a seguinte composição:

AA. XXX. XXXXXX

Número seqüencial, em ordem crescente, obtido junto à autoridade de transporte.

Número identificador do tipo de transporte: 999 – próprio; 998 – ocasional.

Código Alfabético ISO Alfa-2 – correspondente ao país de partida da operação de transporte internacional.

Quando utilizado com a função de acobertar operação de trânsito aduaneiro internacional, o MIC/DTA deve ser instruído com os seguintes documentos:

a – Conhecimento de Carga;

b – Nota Fiscal;

c – Fatura Comercial.

Na hipótese do item anterior, o MIC/DTA deve ser registrado na unidade aduaneira de partida, com a utilização de etiquetas gomadas, apostas em todas as suas vias e cópias, contendo o respectivo número de registro.

O número de registro será composto de 16 dígitos, como a seguir discriminado:

XXXXXX. X. XX. XXXXXX - X

Dígito verificador (DV), calculado incluindo-se o número e ano de registro.

Número seqüencial anual de registro, em ordem crescente.

Ano de registro.

DV do código do local alfandegado de registro.

Código identificador do local alfandegado de registro.

Observar-se-ão, ainda, as seguintes normas:

a – a dimensão máxima da etiqueta a ser utilizada é 9 x 1,25cm.

b – para cálculo do DV deve ser utilizado o Módulo 11.

Sob pena de ser rejeitado, para fins de registro, o MIC/DTA deve ser apresentado de maneira legível, sem emendas ou rasuras e com a documentação completa.

Será rejeitado, liminarmente, o MIC/DTA apresentado, por transportador não habilitado ou com sua habilitação suspensa.

O MIC/DTA deve ser preenchido em 5 (cinco) vias originais que serão apresentadas à alfândega de partida, acompanhadas de 5 (cinco) cópias, que terão a seguinte destinação:

a) conjunto de originais:

1ª via...Alfândega de partida 2ª via...Alfândega de saída no país de partida 3ª via...Alfândega de entrada no país de destino 4ª via...Alfândega de destino 5ª via...Transportador

b) Conjunto de cópias:

B.1) retiradas do conjunto na saída do país de origem:

Uma via como torna-guia para a alfândega de partida do país de origem do trânsito;

Uma via para as autoridades de transporte do país de partida.

B.2) retirada do conjunto, na entrada do país de destino:

Uma via para as autoridades de transporte.

B.3) retiradas do conjunto, no encerramento da operação de trânsito:

Uma via como torna-guia para a alfândega de entrada no país de destino;

Uma via para o depositário da mercadoria.

Na ocorrência de trânsito aduaneiro por terceiros países, o MIC/DTA deve conter mais 5 (cinco) cópias, que terão a seguinte destinação:

a) Retiradas do conjunto, na entrada do país de trânsito:

• Uma via para a alfândega de entrada;

• Uma via para as autoridades de transporte.

b) Retiradas do conjunto, na saída do país de trânsito:

• Uma via para a alfândega de saída;

• Uma via como torna-guia para a alfândega de entrada;

• Uma via para as autoridades de transporte.

Nos casos em que a alfândega de partida e a de destino forem unidades localizadas em fronteira, está dispensada a apresentação da 2ª ou 3ª via do MIC/DTA.

Na hipótese do MIC/DTA não possuir caráter de documento de trânsito aduaneiro internacional, bem assim na passagem de veículos vazios pela fronteira, fica dispensada a apresentação das 2ª e 3ª vias do conjunto de originais e das cópias destinadas às alfândegas, a título de torna-guias.

O preenchimento do MIC/DTA poderá ser feito por processamento eletrônico, inclusive a sua impressão no momento do preenchimento, desde que mantidos os modelos aprovados por esta Instrução Normativa.

A empresa transportadora emitente do MIC/DTA é a responsável pela comprovação da conclusão do trânsito aduaneiro internacional.

A comprovação deve ser efetuada, junto à alfândega de origem, até 10 dias após a conclusão da operação de trânsito, mediante a apresentação, pela empresa transportadora, da cópia destinada à torna-guia devidamente assinada pelo representante autorizado da alfândega de conclusão do trânsito aduaneiro internacional.

O eventual transbordo necessário à continuação da operação de trânsito somente poderá ser realizado com a prévia autorização da unidade da Receita Federal jurisdicionante do local onde ocorrer o transbordo.

Nos casos em que a situação ofereça risco à vida, à saúde, à ordem pública ou ao patrimônio e ocorrendo impossibilidade de obtenção de prévia autorização, o transbordo poderá ser realizado independentemente da observância desta formalidade, devendo o transportador apresentar justificativa à autoridade jurisdicionante, no prazo máximo de 48 horas da realização do transbordo.

A guarda das cópias do MIC/DTA destinadas às autoridades de transporte ficará a cargo da Alfândega até a sua retirada pelas referidas autoridades.

O prazo máximo para a guarda será definido em Convênio a ser celebrado entre as entidades envolvidas.

O desembaraço aduaneiro de veículo de transporte internacional, ao amparo do MIC/DTA, será procedido nos pontos de entrada no território nacional, mediante verificação da integridade dos elementos de segurança aplicados e, a critério da autoridade aduaneira, com aplicação de novos lacres, prescindindo-se do encaminhamento do veículo a estações aduaneiras de fronteira vinculadas àquela zona primária.